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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Deus e a Seca no País das Maravilhas

Deus ignora Itu e moradores percebem que falta de água é culpa das pessoas - http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/09/23/deus-ignora-itu-e-moradores-percebem-que-falta-dagua-e-culpa-das-pessoas/

Definitivamente, Deus não merece esse povaréu ígnaro que criou!
Passamos a vida na flauta, imprevidentes e irresponsáveis. Ao primeiro sinal de contrariedade corremos todos à missa, às procissões, aos cultos dos deuses mais populares, os de maior audiência.


E a gente pede. (Re)Clama socorros, bençãos e misericórdias à balde!
Mas no tempo nosso, que casualmente, pode não ser o tempo de Deus. Se oceanos palpitam a cada mil anos, qual será o tempo de Deus, que conceitualmente, É muito maior? E qual a velocidade da sua reação entre ouvir o clamor dos seus 'filhos mui diletos' e agir de acordo ao seu merecimento?

Quantas vezes não escutei: "a água nunca vai acabar! Tem de monte nos rios, nos mares e oceanos!" Como fazer entender que a água, assim como a paciência, um dia acaba. Quem tiraria a água? "Afinal eu pago todo mês para regar com ela o cimento da calçada! Tenho dinheiro para isso!"
Quando a água acabar, primeiro (re)clame aos céus (de novo?), depois regue com dinheiro a calçada... veja os efeitos.


Enquanto isso, o governador e seu governo, discursando em campanha, juraram de pés juntos que: "não haverá racionamento de água na cidade de São Paulo". Ganharam as eleições, e mais 4 anos somados ao anteriores 20, e não houve racionamento.
Pois, por falta de chuva, não houve água suficiente para poder racionar.
Culpa de São Pedro (sic).

Cortamos as árvores e cobrimos com cimento a grama. A isso chamamos de evolução e progresso! Como se desenvolvimento fosse medido por metro linear de cimento e asfalto!

Máquinas interrompendo a natureza. Como se ela, por nós sermos cegos e surdos, não visse nem ouvisse o grito de cada árvore que cai, ou que arde. Somos incrivelmente limitados, medimos tudo a fronteiras, espaços e tempos. O meu e o seu. Criamos até tecnologia para isso, chamamos de relógio a milimétrica repartição do tempo em claros e escuros, dia e noite. Que a natureza nos brinda de graça.


Nossa evolução toda foi imposta por sobrevivências. Unidos a contragosto em bandos para defesa, para coleta, colheita e produção. Aprendemos que a sombra do bando em movimento não somente afasta o predador mas somadas forças, nos torna mais fortes.


Mas, vamos convir que, força (e me desculpem os iludidos) nunca foi índice de inteligência...



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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Escambo, Ganância e Indústria Automobilística


Faz algum tempo, e cada vez mais alto, se escutam notícias como as que seguem na mídia nacional:
  • Em São Paulo, Volks põe 8 mil metalúrgicos em férias coletivas;
  • A General Motors (GM) também mantem 819 metalúrgicos em lay-off na fábrica de São Caetano do Sul (SP) desde novembro do ano passado. E ainda mais 473 metalúrgicos com contratos suspensos na unidade de São José dos Campos (SP), desde março até agosto;
  • Na Mercedes-Benz, são 850 trabalhadores afastados ao todo. A Mercedes tem ainda 100 metalúrgicos em lay-off até o fim de maio na fábrica de Juiz de Fora (MG);
  • A Ford, por usa vez tem 424 metalúrgicos em banco de horas desde 23 de fevereiro, por tempo indeterminado, em São Bernardo do Campo (SP). No fim de março, a montadora demitiu 137 funcionários da unidade Taubaté, após oito meses de lay-off;
  • Na fábrica da Volvo em Curitiba (PR), 1,5 mil trabalhadores estão em bancos de horas desde o dia 24 de abril para adequar a produção à demanda. De acordo com a companhia, eles devem retornar ao trabalho na quarta-feira (6);
  • Na fábrica de caminhões MAN Latin America em Resende (RJ), a carga horária está reduzida em 10% desde dezembro;
  • Nas duas fábricas da Marcopolo em Caxias do Sul (RS), acordo entre sindicato e empresa prevê até seis dias de parada de produção por mês, entre abril e maio;
  • Com a produção de veículos em queda, a Pirelli vai colocar em lay-off por cinco meses, a partir das primeiras semanas de maio, 1,5 mil trabalhadores das quatro fábricas que possui pelo País. Tal número equivale a 12,5% de toda a mão de obra da fabricante de pneus.
Acompanhe-me.
Vamos, por um átimo, fingir que os únicos problemas que assolam o País sejam os expostos acima. Então teriamos uma conta que, por alto nos dá algo em torno de 13,803 trabalhadores em regime de lay-off ou que foram demitidos da segunda metade do ano passado até hoje. E isso, somente nas maiores empresas da indústria automobilística. Os dados das empresas de insumos menores ainda não tenho, e provavelmente, não teremos nunca.


Como já mencionei antes, em outro post deste mesmo blog (Mão Pesada), a indústria automobilística brasileira tem sido beneficiada, e muito, por isenções e descontos de taxas e impostos, várias vezes no decorrer dos últimos anos, com a justificativa de evitar demissões e crises sócio-econômicas que desestabilizariam as instituições democráticas, a sociedade e o "american way of life".
Seria "o diabo a quatro", em outras palavras.

Mais uma chantagem sem-vergonha, onde o trabalhador, na contenda, volta a ser tratado como moeda de troca entre as famosas "forças ocultas". Chantagem sim! Perceba como o automóvel NÃO É artigo de primeira necessidade, ou essencial. Algo como a cultura do tabaco, por exemplo. No entanto, transformamos (virgula, que não fui eu/nós!) a indústria automobilística quase que em monocultura brasileira.


E, como sofremos de uma miopía endêmica, não percebemos a produção (nem quase nada, diga-se de passagem) de forma holística. Achamos que produzir -qualquer coisa- se reduz somente a isso; produzir. Não vemos as intrincadas redes e relações que qualquer (repita comigo: Q-U-A-L-Q-U-E-R) produto ou serviço tece ao seu redor.
Por um lado, em nome dum progresso industrial rápido e virtual, desde os anos 50, o governo investe pesado na indústria automobilística e na sua infraestrutura.
Oba, o Brasil é o 7º maior produtor de carros no mundo!


Vamos por partes; nós não criamos nada.
Temos algumas montadoras de marcas estrangeiras e muitas fábricas menores, fornecedoras de peças para essas montadoras. Entretanto o "carro brasileiro", que por lei, deve ter em torno de 70% de peças fabricadas no Brasil, continua a ser um dos mais caros, e tecnologicamente mais defasados, do mundo.


Ano 2015/Modelo 2016
Segundo reportagem publicada recentemente num semanário local, "Os preços exorbitantes são decorrência de um conjunto de fatores: carga tributária excessiva, gastos elevados com matéria-prima, mão de obra e logística, falta de competitividade, margem de lucro maior do que no exterior, demanda crescente e consumidores dispostos a pagar mais". Ufa, isso desestimularia qualquer um.

Epa, como assim: "consumidores dispostos a pagar mais"?
Eis um dos paradoxos da cultura do "levar vantagem em tudo". Dificilmente haverá uma relação ganha-ganha, nem mesmo um empate empático e gentil.



E, por outro lado, as vantagens concedidas repetidamente, criaram uma bolha que agora está prestes a -como todas as outras bolhas antes dela- explodir na nossa cara. Vejamos, se o governo reduz temporariamente o recolhimento de imposto, digamos o IPI em 7 pontos percentuais, é lógico que aumentará o consumo. Mas, um consumo artificial, temporário enquanto o governo manter essa renúncia fiscal.

As empresas, por seu lado, ao invés de buscar, e propor, soluções proativas para fazer verdadeiramente frente a estes custos e situações, estará muito contente ocupada produzindo e antecipando as vendas a curto prazo. O longo prazo delas é amanhã.

Lembra das aulas básicas de gestão e psicologia comportamental? Diziamos que: "O homem é um sistema aberto, resultado da somatória de (1) sua bagagem hereditária, (2) dos acontecimentos da sua história particular e (3) do meio-ambiente em que vive".
Será então muito fácil explicar porque ele (o homem) ao lembrar (1) o que lhe aconteceu (2) poderá evitar que aconteça de novo (3).
Certo?

No caso das montadoras, errado... Primeiro saturam antecipadamente o mercado e depois, como crianças malcriadas irão fazer birras, jogar a culpa nos outros (entenda-se: no governo, seja lá qual for) e quem vai pagar a conta serão os (des)empregados, e você... e eu.

Dizer que as montadoras estrangeiras poderiam sobreviver sem esses incentivos, mas que a maioria das menores nacionais não, me parece uma temeridade. Monte um carro sem parafusos de roda ou amortecedores, por exemplo. Mesmo a disposição do consumidor de pagar mais seria grandemente arrefecida. As margens de lucro diminuiriam consideravelmente, fechariam-se as portas da burra estatal.
Não seriamos mais o 7º maior produtor de carros do mundo, eu sei.

...
Uma pena.



“A não mobilidade é o caminho natural das metrópoles que optaram por sistemas de transporte sem planejamento ou por políticas que privilegiam o transporte motorizado individual e não investem em redes estruturadoras de transporte público”, afirmou Manoel da Silva Ferreira Filho, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô (AESMESP).


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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Pós-Humanismo

No espaço de possíveis modos de ser, aqueles mais acessíveis aos seres humanos formam um pequeno subconjunto. Nossas limitações biológicas nos impõem limitações reais sobre que pensamentos podemos pensar, quais emoções e prazeres podemos experimentar, e quanto tempo poderemos manter-nos saudáveis e vivos.


Assim como grande parte da riqueza da vida e das relações humanas está oculta para a compreensão mesmo do chimpanzé mais inteligente, também existem possíveis valores que estão além da nossa compreensão - isto é, ou pelo menos parece ser, uma modesta e plausível conjectura. Estes valores estão atualmente irrealizáveis. Se, e quando, aprendermos a desenvolver novas capacidades e ampliarmos as que já temos, poderemos ser capazes de acessar essas regiões mais amplas de modos de ser e, talvez, descobrir algumas que sejam fantasticamente desejáveis.

Para modificar significativamente nossas limitações biológicas, teremos que lançar mão da tecnologia. Muitas das tecnologias necessárias podem ser previstas, mas não sabemos quanto tempo vai demorar para desenvolvê-las.


O Pós-humanismo (ou Transhumanismo para usar o termo padrão) é a visão de que devemos tentar desenvolver - de maneiras que sejam seguras e éticas - os meios tecnológicos que nos permitam a exploração do reino pós-humano de possíveis modos de ser. Os Transhumanistas acreditam que todas as pessoas devam ter acesso a essas tecnologias. A escolha de eventualmente utilizá-las, no entanto, normalmente deverá recair sobre cada indivíduo.

O termo "Pós-humanismo" também tem sido usado com outros sentidos, por exemplo, para referir-se a uma crítica do humanismo, enfatizando uma mudança na nossa compreensão da individualidade e de suas relações com o mundo natural, a sociedade, e os artefatos humanos. O Transhumanismo, pelo contrário, defende não tanto uma mudança na forma como pensamos sobre nós mesmos, mas sim uma visão de como podemos usar a tecnologia de forma concreta e outros meios para mudar o que somos - não nos substituir por outra coisa, mas sim para realizar o nosso potencial para tornar-nos algo mais do que somos atualmente. Assim como uma criança cresce e desenvolve as capacidades de um adulto, novas opções tecnológicas poderiam permitir-nos que, já adultos, possamos continuar a desenvolver e amadurecer em seres com capacidades pós-humanas.


A espécie humana ainda é jovem neste planeta, e é possível que ainda tenhamos visto pouco do que seja possível para que nos tornemos. Mas o sucesso nesta empreitada está longe de estar assegurado, porque ainda temos apenas a nossa sabedoria e compaixão humana bastante limitadas para nos guiar através da transição. Desenvolver uma maior compreensão prática e moral parece ser a primeira prioridade. Esta, juntamente com o desenvolvimento de ferramentas de aprimoramento humanos, esforços para reduzir os riscos catastróficos, e trabalharmos para aliviar as fontes mais imediatas do sofrimento humano, serão suficientes para preencher os dias de transhumanistas responsáveis e de outros que se esforcem para melhorar a condição humana.


(tradução livre do texto: Posthumanism - http://www.posthumanism.com/)



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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sacerdócios e Prestação de serviços

Crescí numa família que lidava diariamente com médicos e hospitais. Pelo menos o lado da família de nossa mãe (do lado do meu pai não eram estóicos, mas pacientes), casualmente os parentes com os quais conviviamos. Desde crianças, nada mais normal estarmos acostumados a andar pelos corredores de hospitais, ao cheiro de álcool e àquele ambiente pulcro e silencioso. As pessoas que trabalhavam nesses lugares deviam ser de uma inteligência acima do normal do resto de nós mortais. Eram especiais.

Aos meus olhos -naquele maniqueísmo infantil- eram perfeitos!
Sem desvios, erros ou falhas, não se equivocavam nunca!

Essa imagem foi destruida de uma única vez... sem replicas. Um descuido, um engano de protocolo seguido à risca, sem verificações, e um resultado contrário ao esperado foram suficientes. Um manômetro funcionante difícilmente mudaria o resultado daquele tratamento.
Comecei a ver os erros, prestar mais atenção nos movimentos, nas ações, nos vincos dos rostos.
Surpresa e desencanto totais; não conseguía entender a imagem no espelho que via.
...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Criatividade

Quando crianças achamos que todos os problemas TÊM solução.
Podemos tudo, basta imaginar.
O problema está em que, assim que entramos na "escola", somos treinados a esquecer criatividade e a seguir regras, mesmo que sejam erradas ou existam alternativas melhores. E aprendemos usando mêtodos e fórmulas que ultimadamente nos colocarão dentro de caixas facilmente catalogáveis.
...


(i'll be back...)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Relativismo

Fui treinado a salivar quando escutasse um sino. Hoje o sino foi eliminado e tenho que continuar salivando apesar disso. Está me levando à loucura quebrar este molde e padrão comportamental. Uma roda dentada que não encontra ajuste no sistema em que está. Unidade no vácuo escuro, acho que acabei de cair num experimento comportamental. E um holismo relativista me acena com várias direções ao mesmo tempo... que continua passando impassível.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Tácito

Deve ser terrivelmente insano não conseguir perceber o que acontece quando as outras pessoas pensam.
Saint-Exupéry simplificou quando disse: "O essencial é invisível aos olhos." Explico: como diferenciar o trabalho braçal do trabalho intelectual (para efeito deste post, sejamos lenientes).
Ora, dirão... nada mais óbvio!
Mas, continua sendo trabalho?
Digo, pensar É trabalho.
Disso eu sei!

Passei minha vida toda sentado, pensando como iria executar meu trabalho melhor do que da última vez. E nunca me perguntei se era trabalho ou não. Sempre esteve implícito. Nem me preocupava com isso.

Pequeno desvio. vamos lá no canto onde ninguem nos ouça; Eu sempre achei meu trabalho divertido. Não conte para ninguem. Trabalho e diversão, não podem ser misturados...

Voltei.
O problema se dá quando tenho que explicar o meu trabalho para outras pessoas. "Isso não é trabalho." aparece escrito nos seus olhos, a piscar em código Morse.
Tempo perdido tentar explicar como TUDO é idéia ANTES de ser fato. E, mesmo essa idéia não é nova! Lembras-te do Sócrates? Não o jogador de futebol, não, o outro. O grego.
Ou era Platão, deixa prá lá...

Sei que é redundante mas, já parou para pensar que até para fazer um buraco na terra e depositar uma semente é preciso antes, pensar?

Tudo o que sabes está dentro da tua cabeça.
O que podes fazer também. E a melhor ferramenta de todas: a imaginação, mãe de inovações, está, bem presa e amordaçada, lá também.
Pois o dia que ela escapar, além de maravilhoso, terás que perder tempo explicando: "E tu, o que fazes?".
Que ultimadamente tira muito da graça do momento.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Hein? Ou meio-qui-dá

Dizer: "suis perdu", seria um pleonasmo, afetado ainda por cima.
Mas, a cada dia que passa, sinto que até meu Português lentamente se esvai. Fico cada vez mais na periferia do entendimento das coisas mais triviais. Se me perguntam: "E tu, o que fazes?", fico surpreso ao descobrir que não sei fazer porra nenhuma, nem mesmo montar uma resposta valida à pergunta.

Não acredito que o consumo desregrado de oxigênio seja qualificativo para qualquer coisa. No entanto, continuo consumindo oxigênio como se não houvesse futuras conseqüências. Fico assustado e envergonhado olho de soslaio e vejo um mundo inteiro de gente igual a mim. Porém, sem o menor sombra de constrangimento.
Somos Legião!!

Aqui e alí, um ou outro se destaca por cinco minutos, como peixes pulando fora d'água por ar ou atrás de um inseto que veio matar a sede.
Mas, é só isso.
Muito raros, muito poucos.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Planos (2)

Seu emprego faz parte de você como você faz parte da sua família. Uma vez efetuado o contrato de compra-e-venda do seu cha (conhecimentos-habilidades-atitudes) pela empresa X, você faz parte dos ativos dela. Você é parte dela tanto quanto o logotipo do seu produto identifica a empresa. Intrinsecamente você deveria estar alinhado com a estratégia da empresa para esta atingir seu objetivo-visão. É essa a propriedade da empresa sobre você, como indivíduo, você continua livre, leve e solto. Quando você sai da empresa ela emburrece ou fica como motor de Ferrari em ponto morto? Ela existe além de você. Sua participação são as escolhas e opções que faz no dia-a-dia para efetuar suas funções. Cada nova solução de problemas que for efetuada, se compartilhada pelos processos da empresa, vira inovação.
E isto acontece sem alardes.
...
Isto iria arrastrar-se muito. Dogmático demais, não é essa minha intenção. Desculpem.
Reduzindo e simplificando os dois Planos (1+2) seria: Esteja preparado para errar. Se você não souber errar nunca conseguirá uma resposta criativa. Se você começar a pensar "fora da caixa" assume que TUDO pode estar certo!
Gestão Comando-e-Controle ainda funciona, mas aos trancos e barrancos. Basta um colaborador não aceitar e a coisa toda entra em marcha lenta. Quando não para de vez.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tartaruga

Devo ter comentado antes: estou acabando pós- em Gestão do Conhecimento. Estou acabando é eufemismo, melhor seria: "estou me acabando". A cada dia que passa descubro que menos sei. Os limítes da minha ignorância fogem de mim como a tartaruga de Aquíles, enquanto acenam com a mediocridade.
Como?

Para aqueles de vocês que não estudaram filosofia sob a égide d'um jesuita e nem desfrutaram daquele quebra-cabeças, infanto-juvenil, que foi a "corrida de Aquíles contra uma (qualquer) tartaruga".
Lembraram agora?

Premissas e limítes, esforço e impacto, escopos positivo e negativo, critérios e indicadores, ferramentas todas que nos levam invariávelmente ao mesmo lugar. Ou, deveriam levar.
Mas, parece que eu, tonto, consigo saltar alguns pontos antes do destino.
"Despistao!" diria o s.j., com razão.

Me sinto todo um adolescente; nú em pelo no meio do salão! E, há um vento frio que não alivia em nada a situação.

Para William James é fácil: "Porque o que caracteriza estes atribulados tempos, é uma desaforada manifestação de perspectivas, uma dispersão de sentido generalizada e incontenível", quando descreve o pragmatismo do século xx.
Mas, também não entendí...

Como cheguei até aqui, até agora, para mim é surpresa.
Milagre.
O que deveria me fazer ser agradecido, certo?
...
Errado.
Ainda há muito a recorrer e eu divagando aqui, vendo o quelônio se afastar a toda.
Nefelibatas do mundo uní-vos!