terça-feira, 7 de agosto de 2018

Chapter One


"...
Chapter One...
I am born.
Whether I shall turn out to be the hero of my own life, or whether that station will be held by anybody else, these pages must show. To begin my life with the beginning of my life, I record that I was born (as I have been informed and believe) on a Friday, at twelve o'clock at night. It was remarked that the clock began to strike, and I began to cry, simultaneously.
..."

Mentiram, segundo os calendários, foi numa quinta feira 27, às 06 da madrugada. Quase no meio do século xx.
Antes de poder argumentar qualquer coisa, minha avó me embrulhou "en cueros" e me mostrou aos Deuses, avisando-lhes que estavam atrasados.
Atrasados... olha só.
Sem conhecer poesia, fiquei calado, fingindo dormir cansado. Não fosse falar bobagem e estragar o momento da vó.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Arquitetura de Informação para Portais

O span de atenção do usuário é miticamente curto! Imagine um usuário tentando entender enquanto lê, o que está escrito na sua página. Antes da página carregar totalmente, ele já saiu apertando somente um botão!
Não importa o quão importante seja a sua mensagem, serviço ou produto.


Para Krug: "Quando desenhamos uma página web, faz todo sentido imaginarmos um usuário racional e atento. É natural assumir que todos usem a internet da mesma forma como a usamos. E, como todo mundo, pensamos que nosso comportamento seja mais ordenado e sensível do que realmente é." (Krug, 2000)


O que é Arquitetura de Informação?
Arquitetura de informação (AI) é ordem e sentido. Os loci informacionais (Oliveira, 2014) onde as informações digitais são assentadas. Esta estrutura, e sua repetição, faz com que as informações sejam mais fáceis de serem compreendidas. E que varias informações, diferentes mas relacionadas, possam ser aproveitadas ao mesmo tempo sem causar confusão ao usuário.
Ou, o que é muito pior; frustração.

Würman a define como: "a emergente ocupação profissional do século XXI que aborda as necessidades da Era focada na clareza, na compreensão humana e na ciência da informação".
Para o Information Architecture Institute americano é: "a prática de decidir como organizar as partes de algo para torná-lo compreensível".

O objetivo principal do arquiteto de informação é: 
Definir a missão e visão para o portal, equilibrando entre as necessidades da organização e as necessidades da audiência.
Determinar quais conteúdos e funcionalidades haverá no portal.
Especificar como os usuários encontrarão a informação no portal, definindo sua organização, navegação, nomenclatura e sistemas de busca.
Mapear como o portal irá acomodar mudança e crescimento.

Pode parecer óbvio, mas a arquitetura de informação é sobre o que não é óbvio. Os usuários somente percebem a arquitetura de informação quando ela não funciona. Contudo, quando ela funciona, imediatamente o atribuímos a qualquer outro elemento (gráficos, sistema de busca, etcetera). Não há uma descrição adequada para os componentes intangíveis que constituem a arquitetura de informação na web page.

De fato, se a Arquitetura de Informação pode ser descrita como uma disciplina, "ela não será uma com limites definidos" (Batley, 2007). 

Os elementos da arquitetura de informação são: sistemas de navegação, sistemas de nomenclatura/rotulagem, sistemas de organização, indexação, métodos de pesquisa e metáfora. Estes elementos são difíceis de mensurar e por isso mais difíceis de comparar.
Uma vez em funcionamento, eles se transformam em ecossistemas. "Onde contextos e meios estão tão fortemente interconectados que nenhum elemento único pode se destacar como uma entidade isolada" (Morville, 2014).

O arquiteto de informação deve ter que identificar tanto os objetivos do portal, quanto as informações sobre, e com, o qual será construído. Muitos designers esquecem, por exemplo, que espaços brancos são componentes tão importantes quanto qualquer outro componente da página.



Organizando a Informação
Tudo é informação! (Covert, 2015)
Nosso conhecimento do mundo depende muito da nossa habilidade de organizar a informação e seus contextos. Organizamos para entender, explicar e controlar. (Krug, 2000)
A arquitetura de informação, muito como a biblioteconomia, organiza a informação para que as pessoas possam encontrar as respostas certas às suas perguntas. E a internet nos brinda com um ambiente muito mais flexível onde a organizar.

A tarefa que antes era própria dos bibliotecários, a forca descentralizadora da internet hoje obriga a cada um de nós.
Como nomear conteúdo? Existe algum sistema de busca que possamos emprestar? Quem catalogará toda essa informação? Isso, que já foi serviço unicamente de bibliotecários, antigamente, hoje todos nós fazemos.
Uns mais, outros muito menos.

Devemos também levar em consideração que, por mais etéreas e fugazes que sejam as web pages num portal, elas também, por definição (informação + suporte = documento) são documentos. (Rezende, 2007) E, tanto quanto na Gestão Documental, estamos também, atrás de racionalidade e transparência administrativa.



Organizar informações não é assim tão fácil, não. Por exemplo; cada um de nós temos nossa própria versão sobre quase qualquer tema. Fazer com que (quase) entendamos o mesmo, enquanto as alternativas incluem formas, cor, som e movimentos é extenuante. Sempre haverá uma outra forma de explicar a mesma coisa.
Hierarquia, conteúdo e forma.
Depois de tanta organização e sistemas disto e daquilo, o único elemento da arquitetura de informação que sobra é a metáfora.

Apesar que a web é muito diferente da televisão, perceba como termos da última são usados na primeira. A metáfora é a ferramenta usada para mostrar conceitos novos como situações familiares (Nielsen, 2000). Para comunicar ideias complexas e gerar entusiasmo (Rosenfeld, 1998). É executada quando seu portal ensina, explica ou surpreende usando "degraus" que levam o usuário do ponto A até o ponto X que seu portal quer.



Uma vez resolvidos todos estes elementos; selecionar, indexar e hierarquizar a informação, escolhidos os sistemas de busca e traduzidos os conceitos à linguagem reconhecida pelo usuário, sua arquitetura de informação estará disponível.
É a partir deste momento que o Design de Informação terá melhores condições de desenvolver um projeto visual.

Nunca esqueça que o arquiteto de informação trabalha para melhorar o conteúdo do cliente, junto com os desenvolvedores e designers, para facilitar a transmissão de informação e conceitos novos e, finalmente, para possibilitar um ambiente onde o usuário se sinta tranquilo e consiga entender as informações contidas no portal.
Usualmente visitamos e voltamos a visitar portais que achamos úteis.

Resumindo; Arquitetura da Informação é sobre entender e transmitir, com eficácia e eficiência, a ideia geral do portal e seu contexto.






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Referências

Covert, A., How to Make Sense of Any Mess, e-Book, ISBN-13:978-1500615994, 2014.
Enciclopedia de Clasificaciones (2017). "Tipos de páginas web". Recuperado de: 
http://www.tiposde.org/internet/172-tipos-de-paginas-web/, acessada em 10/10/2017.
Krug, S., Don't Make Me Think! - A common sense approach to web usability, New Riders/Circle.com Library, 2000.
Information Architecture Institute, http://www.iainstitute.org/, acessada em 03/11/2017.
Nielsen, J. e Tahir, M., Homepage usability, New Riders, 2001.
Nielsen, J., Designing Web Usability, New Riders, 1999.
Niederst, J., Web Design in a Nutshell, Second Edition, O'Reilly, 2001.
Oliveira, H. P. C. de., Arquitetura da Informação Pervasiva: Contribuições Conceituais. 2013. 
Rosenfeld, L. e Morville, P., Information Architecture for the World Wide Web, OReilly, 1998.
Rezende, E. e Bethancourt, L., Design de Informação: O que é e para quê serve?, Disponível em http://eliana-rezende.com.br/design-de-informacao-o-que-e-e-para-que-serve/, acessado em 22/10/2017
Tipos de Portais, in WGabriel, "Tipos de Portais", http://wgabriel.net/arquitetura-da-informacao-e-webwriting/tipos-de-portais-web/, acessada em 10/10/2017. 
.
e mais outros.





Bonus

Preste atenção que vai precisar saber,
Pervasibidade: Capacidade ou tendência a propagar-se, infiltrar-se, difundir-se total ou inteiramente através de vários meios, canais, sistemas, tecnologias etc.



Também publicado no portal da ER Consultoria | Gestão de Informação e Memória Institucional

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Jimmy Choo


Logo depois de entrar na faculdade, no século passado, ainda meninote, tive uma professora de psicologia que numa bela noite, decidiu compartir um dos seus experimentos conosco. Experimento simples, como verão. Fez ela o seguinte: numa caixa de sapatos colocou um casal de camundongos. Em pouco tempo eles tinham reproduzido e ocupado todo o espaço da caixa. E começaram os problemas: uns atacando os outros, estupros, canibalismo, corrupção e nepotismo, etc.
E ela nos contou com um 'dettachment' que, para mim, beirava mais conto de terror que relatório científico.
Lovecraft e Grimm perderam feio naquela noite. Eram meros fofoqueiros em comparação.

Tocou a sineta e acabou a aula.


A estas alturas, eu estava irritado. Por que afinal fez isso com os animais? E cometí a ousadia de ir falar isso para ela! Me custou uma prova de recuperação. Como a maioria dos meus colegas de aula, ví somente o exterior, a forma, do experimento. Não nego que continua sendo um experimento besta e bestial, simples abuso de poder. O que aprendemos disso?

Mas, afinal o que ela fez de tão macabro assim?
Retirou um casal de animais de seu ambiente natural, os colocou num ambiente altamente controlado (eliminando assim, acasos e inimigos naturais) e alimentou. Isso é um experimento. O resultado era o que deveria-mos prever; baixa taxa de mortalidade, alta taxa de natalidade, camundongos gordos e felizes feito o Mickey da Disney. Certo?
Errado!

O "ambiente controlado" para começo de conversa é artificial. E observemos que, como neste caso específico, ele não mudou, o espaço se reduz a cada novo indivíduo introduzido. O que antes era metade (1/2), à primeira ninhada foi reduzido a 1/9 (uma ninhada de -pelo menos- 7 camundongos + os 2 primeiros x 7 ninhadas por ano + outras fêmeas procriando).
A matemática é implacável, o espaço fixo do tal "ambiente controlado" não aumentará e suportará um número limitado de indivíduos.

Desde então fiquei com esse "experimento" na cabeça e de tanto pensar nele, o abrí, em formas inesperadas.


Veja os elementos que havia, suas ações e resultados. Agora alinhe os elementos que não havia e some-os aos anteriores. Veja quais os possíveis resultados. A diferença é grande assim?
Vale a pena a adição? Há alguma mudança e qual o custo/benefício dela?

Ou, numa visão muito mais cínica; porque não vamos fazer uma revisão bibliográfica qualquer ao invés de encher o saco de animais inocentes?
Behaviorista de m...!




terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A Parábola dos Macacos

Uma parábola chinesa do Século XIV de autoria de Liu Ji (https://pt.wikipedia.org/wiki/Liu_Ji), por exemplo, descreve muito bem o entendimento negligenciado do poder político:
No estado feudal de Chu, um velho sobrevivia mantendo macacos ao seu serviço. O povo de Chu o chamava de "ju gong" (mestre dos macacos).

Todas as manhãs, o velho reunia os macacos em seu pátio, e dava ordem ao mais velho de liderar os outros até as montanhas para colher frutos de arbustos e árvores. A regra era que cada macaco tinha que dar um décimo de sua colheita ao velho. Aqueles que não conseguissem fazê-lo seriam chicoteados impiedosamente. Todos os macacos sofriam amargamente, mas não se atreviam a reclamar.

Um dia, um pequeno macaco perguntou aos outros macacos: "Foi o velho quem plantou todas as árvores de fruto e arbustos ?" Os outros disseram: "Não, eles cresceram naturalmente." O pequeno macaco ainda perguntou: "Não podemos colher os frutos sem a permissão do velho ?" Os outros responderam: "Sim, todos nós podemos," O pequeno macaco continuou: "Então, por que devemos depender do velho; por que todos nós devemos servi-lo?"

Antes que o pequeno macaco pudesse terminar sua declaração, todos os macacos de repente se tornaram iluminados e despertos.


Naquela mesma noite, vendo que o velho tinha adormecido, os macacos derrubaram todas as barricadas da paliçada em que estavam confinados e destruíram totalmente a paliçada. Eles também levaram os frutos que o velho tinha em estoque, trouxeram todos eles consigo para a floresta, e nunca mais retornaram. O velho finalmente morreu de inanição.

Yu-li-zi diz, "Alguns homens no mundo governam seus povos por meio de truques e não através de princípios justos. Eles não são exatamente como o mestre dos macacos? Eles não estão conscientes das suas confusões mentais. Assim que seus povos se tornam iluminados, seus truques não funcionam mais."


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Esta história, intitulada originalmente "Governo por truques" é de Yu-li-zi por Liu Ji (1311-1375) e foi traduzida por Sidney Tai, todos os direitos reservados. Yu-li-zi também é o pseudônimo de Liu Ji. A tradução foi publicada originalmente em Nonviolent Sanctions: News from the Albert Einstein Institution (Cambridge, Mass.), Vol. IV, n o 3 (Inverno 1992-1993), p. 3. 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Abelhas

Quando, por fim entendermos que; a polinização cruzada é um dos resultados da existência das abelhas.
Que, sem elas, a produção agrícola -entre tantas outras- cairia à fração do que é hoje, anualmente, até o ponto de não haver mais.
E que, nossa própria subsistência como espécie, também está atrelada nesta equação,
poderá ser -mais uma vez- um pouco tarde.




segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Uma pedagogia para a dificil arte de ser criança

No caminho contrário às muitas pesquisas e teorias sobre como criar crianças, proponho ensiná-las a difícil arte de serem crianças.

Desde os primórdios das Revoluções Industrial e Tecnológica, exacerbado após os "Baby boomers" dos anos 50, temos criado um padrão e colocado dentro deles todas as gerações de crianças. Isto é dizer que tentamos as preparar para o mundo industrial e tecnológico no qual vivemos. Porém esquecemos desde muito cedo, e bem antes de nos tornarmos pais, que nossos filhos viverão em um mundo muito diferente do que o nosso.

Um mundo no qual a primeira ferramenta que precisarão usar será o próprio cérebro. E que terão que responder a questionamentos que nós, seus pais, nem sequer imaginamos.


E ainda deverão fazê-lo da forma mais satisfatória, certo ou errado, primeiro para si mesmos. Formas, cores e sons serão seu primeiro alfabeto.
Serendipity uma e outra vez, seguidas, até descobrirem, por fim, o que estavam procurando. 

Para que esta condição seja satisfeita, eles deverão se sentir completamente à vontade para responder tais questionamentos antes de submetê-los à modelagens tecnológicas. Deverão fazer sentido e ter valor suficiente antes de expor, fantástico, onírico ou 'infantil', primeiro para eles. Independente da realidade, dos sonhos dos pais e adultos.


Para que este significado e valor sejam alcançados, a criança, precisará ter repertório suficiente. E somente atingirá tal repertório se não houver as limitações que os padrões impõem.

Uma criança que pense livre, e se sinta à vontade para fazê-lo​ sem o concurso da tecnologia, irá propor, na maioria das vezes, soluções inovadoras. Fora de padrões tecnológicos. Fora das respostas limitadas das ferramentas.

Deixemos as crianças sem o contágio da tecnologia, primeiro. Sem as soluções fáceis, nem imediatas, que ela fornece. Criando assim uma dependência natural dos seus próprios recursos.


Como conseguir isto?
Não presumo ter a solução, posso sugerir o que tenho aprendido; ações, isoladas ou em grupo, têm consequências... sempre. "Pense antes de fazer e imagine as consequências dos seus atos". Ensinemos-lhes, isso sim, o valor e os limites da ferramenta. Seja lá ela qual for.

Ensiná-los que o erro e a diferença são entes naturais, como parentes e família. As soluções inovadoras que temos hoje são resultado, também, dos erros cometidos anteriormente.
Somos biologicamente, finitos e falhos. E, como espécie, imaginamos, criamos e usamos ferramentas. É uma das caraterísticas desta espécie de cordatos..

Num ciclo eterno, nascemos, crescemos e morremos, aprendendo até o nosso último suspiro consciente.
Aprendendo curiosos até o final.
Somos assim.
...


domingo, 29 de outubro de 2017

Modelo democrático

Desde bem antes do último pleito (outubro de 2014), parte da população brasileira vê os Estados Unidos como o 'modelo a ser seguido', não somente para política, mas para quase qualquer processo social efetuado.



Como sempre, fica evidente que mal pensamos no que lemos ou no que nos é mostrado. Aquela imagem cinematográfica onírica onde os "norte-americanos" não somente vencem o inimigo de plantão (índios, donos naturais das terras invadidas, turcos, espanhóis, mexicanos, outros donos expulsos, alemães, japoneses, russos, chineses, árabes, marcianos e, ultimamente outros ETs - estrangeiros todos).
Eles chegam a vencer todos!




Há sempre uma razão e um motivo. Mas, reparando nos detalhes apresentados poderemos perceber, aqui e ali, que:

"Apesar do aparente apoio empírico em estudos anteriores para as teorias de democracia majoritária, nossas análises sugerem que atualmente a maioria do público americano tem pouca influência sobre as políticas adotadas pelo nosso governo. Os americanos gozam de muitos aspectos centrais à governança democrática, tais como eleições regulares, liberdades de imprensa e associação e um direito ao voto geral (ainda que controvertido). Mas, ..."e então continuam dizendo, não é verdade, e que as afirmações americanas de ser uma sociedade democrática estão seriamente ameaçadas" por descobertas como esta, o primeiro estudo científico abrangente do tema, que mostra que "há uma quase total falha do 'eleitor mediano' e outras teorias Democrático-Eleitorais majoritárias [da América]. Quando as preferências das elites econômicas e as posições de grupos de interesse organizados são controladas, as preferências do americano médio parecem ter somente um minúsculo, quase zero e estatisticamente insignificante impacto nas políticas do governo."

Resumindo: Os Estados Unidos não são uma democracia, mas efetivamente, uma oligarquia.

Faz-se aqui necessário uma explicação sobre o que seja: "oligarquia" (assim não dirão que não falei ou estou inventando).
Na ciência política, oligarquia ("oligarkhía" do grego ολιγαρχία, literalmente, "governo de poucos") é a forma de governo em que o poder político está concentrado num pequeno número pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo econômico ou corporação.
Lembra de alguém?



Os autores deste estudo historicamente importante são Martin Gilens e Benjamin I. Page, o artigo é intitulado "Testando Teorias de Políticas Americanas" (Testing Theories of American Politics). Os autores esclarecem ainda que as informações provavelmente não representem completamente a extensão do controle dos Estados Unidos pelos super-ricos:

"As teorias de dominação por elites econômicas (...) na nossa análise, mesmo que nossas descobertas subestimem a influência política das elites. Nossa (medida) das preferências dos ricos ou elites americanas -ainda que úteis, e melhores que conseguimos gerar pra um grande conjunto de casos políticos- é provavelmente menos consistente com as preferências relevantes que nossas (medidas) da visão do cidadão comum ou os alinhamentos de grupos de interesse engajados. Mesmo assim encontramos substanciais efeitos estimados mesmo quando usando estas (medidas) imperfeitas.

lalala...

(http://www.commondreams.org/views/2014/04/14/us-oligarchy-not-democracy-says-scientific-study)

Cegos pela representação, insistimos em enaltecer o modelo democrático norteamericano, comparando-o contra todos os outros. E como bons prosélitos, já comparamos sabendo antecipadamente o ganhador. Deixamos de ver, até mesmo eles o fazem.
Poucas pessoas o fazem.






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