Mostrando postagens com marcador mumbles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mumbles. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de maio de 2014

Por mim

Yo soy...
I am...
Je suis...
Ego sum...
Eu sou...
Ich bin...
la suma de mi.
the sum of myself.
la somme de moi.
a soma de mim.
der sum auf mich.

Ambições, eu tive algumas.
Sonhos também...
Quis ser um monte de coisas comigo mesmo.
Algumas ficaram pelo caminho.
Outras, ainda tenho comigo.
E escutei: "Tu não tens ambição alguma!", uma e
várias vezes.
Principalmente, quando não conseguiam
entender o que viam.
Quis ser ilustrador/diagramador da
"New Yorker" antes de saber
o que isso era. (!)
Da forma mais difícil...
geográficamente.
Em algum tempo-espaço;
fiz um zig quando devia ter feito um zag.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Visões de Ballet


O que você vê quando olha um campo de torres de distribuição elétrica como este?
Bem, isso depende...
Não sendo seu nome Alonso Quijano, depende muito do seu humor, seu tempo, sua profissão, sua atitude perante as coisas ao seu redor. Pode ver somente objetos inanimados transmitindo grandes quantidades de energia. Pode ver as forças da natureza sendo colocadas a serviço da sociedade. Pode ver linhas a estorvar sua visão da paisagem. Números e estatísticas, índices e projeções. Gestão e logística funcionando em paralelo.
Ao olhar o céu vê azul e nuvens de algodão ou somente a natureza parindo outra tempestade?

Se murmurar: "gigantes", se refere ao quê? Uma relação de tamanho ou mera magnitude de desempenho genérica? Gigantes se comparado com o quê?
O homem como referência, além de críptico, convenhamos, é narcisista demais.
Deixamos de ser o "Centro da Criação" quando pela primeira vez percebemos nossa própria insignificância se comparados com algo pequeno como a natureza que nos rodeia, por exemplo. Ao nos comparar com algo realmente grande, como o universo ao qual pertencemos então, essa insignificância deveria ser escrita toda em maiúsculas. Homem (como gênero, raça, ou raio que o parta) passa a quase nem ser, de tão pequeno. Mesmo a contragosto, nossas aspirações, sonhos, feitos ou problemas passam a ter uma dimensão minúscula quando em comparação com a rotina geral do resto das coisas.

O que diferencia nossas visões das visões dos outros é exatamente isso, são visões dos outros. As nossas são particulares e privadas. Só serão dos outros quando as explicitamos na dança do compartilhamento. Ali, elas assumem o tempo da música; vão do Andante maestoso até o Rimbambito iocoso, dependendo da recepção ou novidade.
Realidade ou verdade não são tão importantes assim.
Se prestar atenção, verá que vivemos num mundo adulto de faz-de-contas (de contas à pagar).

E as torres? As torres!

Sim, voltemos.
Nem gigantes de Quijano nem obstruções à visão de belezas naturais. Desse ângulo, me lembraram bailarinas num último ensaio, momentos antes da apresentação.
Um pastel impressionista feito a imagem a seguir.


ou esta do Crockians:


E você, o que vê la?




________________________________________

Posts relacionados:



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Do carvão ao grafeno


A tecnologia acabou mudando, não somente nosso mundo, mas, como nós mesmos nos representamos nele.

Hoje em dia somos inundados, queiramos ou não, por uma avalanche de informações de toda sorte. Ccm coberturas as mais variadas (de sons, cores e movimento). Nosso cérebro escolhe as que lhe apetecem e acaba, sem maiores problemas, ignorando todo o resto.
Ou então transformando-o em irrelevante Mesmo que não saiba exatamente o que irrelevante significa.

Não adianta correr, nem tentar se esconder, ou para parafrasear os Borg: "resistir é inútil".
Somos animais curiosos e acabamos mexendo em tudo o que encontramos ou nos chama a atenção. Nossos corpos, nosso meio-ambiente, dai a um passo curto e criamos: "civilização e cultura" (as " " de civilização e cultura, existem porque ainda as estamos criando, é um processo em andamento).

Imprimimos nossa passagem em tudo o que está a nosso alcance. Começamos deixando pegadas na lama e hoje, com os instrumentos que criamos, deixamos essa mesma pegada na nuvem. Nefelibata deixou de ser o pejorativo de alguns e virou desejo tecnológico de muitos.

O desenho e a escrita, ambos nasceram carregados de intenção.
Como, o mercado ou a situação, percebam os dois não tem importância. O desenho transformado em commodity e a escrita estar sendo relegada a pouco mais que artesanato (sem intenção de menosprezar artesanias) é somente um subproduto do excesso de tecnologia. Essa mesma tecnologia que nos aproximaria uns dos outros, e acabou por nos aprisionar num cepo.

A tecnologia, per se, carece de intenção. Sou da opinião de que, quando escrevemos e quando desenhamos, todo gesto significa. Há intenção no gesto! No traço da letra cursiva e no gesto do pincel com tinta sobre o suporte. Logo (particularmente proponho que) poderiamos - até - fazer uma leitura cruzada; histórias num quadro e paisagens numa carta, por exemplo.
O treinamento regular nestas artes nos torna melhores, não necessariamente "artistas", mas melhores.

Os pragmáticos assumiram e criaram a tecnologia para ocupar as nuvens também.
Para isso inovaram ao ponto em que o carvão cujo consumo eficaz preocupava alguns foi - temporariamente - transformado em grafeno. Que nada mais é do que uma forma mais eficaz de carvão; forma e consumo.
Digo temporariamente, pois a inovação irá alcançar esta versão e há de modificá-la, também. Assim como a tecnologia mudou do fogo para a eletricidade e tentou (como ainda tenta) desta para o átomo.

Como nos vemos nesta equação de tempo? Depende muito de quem a vê.
Somos desde imortais dependentes até incapazes... de crianças a velhos. Passando por toda uma gama de vidas e experiências que imaginamos única. A cada dia que passa fica mais evidente que somos iguais às células de um corpo muito maior. Que não aceitemos e insistamos numa "unicidade" ou individualidade é outra história. Somos iteração de fractal, quando muito. Ok, que sejamos função de 1:1,618, não nos elimina dessa iteração.
A ignorância também não é desculpa...

Hoje, qualificamos o desenvolvimento por suas vantagens percebidas sobre a concorrência. A velocidade com que a tecnologia se desenvolveu durante as últimas guerras agora foi levada a guerras particulares entre zaibatsus transnacionais. E suas primeiras batalhas são travadas em desvios de (des)informação e controle. Inovação e energia. Preprare-se para ouvir falar em curvas e flexibilidades.
E o grafeno nesta história de fadas toda?
...

Grafeno é uma organização bidimensional estável... e flexível.

(continua)

_________________________________________

Posts relacionados:

Humanos
Nós, como gotas de oceanos
Tropismos Digitais
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sacerdócios e Prestação de serviços

Crescí numa família que lidava diariamente com médicos e hospitais. Pelo menos o lado da família de nossa mãe (do lado do meu pai não eram estóicos, mas pacientes), casualmente os parentes com os quais conviviamos. Desde crianças, nada mais normal estarmos acostumados a andar pelos corredores de hospitais, ao cheiro de álcool e àquele ambiente pulcro e silencioso. As pessoas que trabalhavam nesses lugares deviam ser de uma inteligência acima do normal do resto de nós mortais. Eram especiais.

Aos meus olhos -naquele maniqueísmo infantil- eram perfeitos!
Sem desvios, erros ou falhas, não se equivocavam nunca!

Essa imagem foi destruida de uma única vez... sem replicas. Um descuido, um engano de protocolo seguido à risca, sem verificações, e um resultado contrário ao esperado foram suficientes. Um manômetro funcionante difícilmente mudaria o resultado daquele tratamento.
Comecei a ver os erros, prestar mais atenção nos movimentos, nas ações, nos vincos dos rostos.
Surpresa e desencanto totais; não conseguía entender a imagem no espelho que via.
...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lurker 1

"Seus instrumentos são tão toscos e primitivos que não conseguem registrar emanações particulares. Seus tomógrafos e sensores mais avançados não conseguem diferenciar minhas assinaturas daquelas de uma máquina de Capuccino com uma colher de arábica no moedor! Trabalham numa faixa tão estreita de leitura que me pergunto se vale a pena desperdiçar toda essa energia para obter um resultado tão primário.
Isso sem falar na leitura e interpretação dos resultados!! È como tentar encontrar foco em Seurat!!
Parecem macacos lendo fitas de cromatógrafo...

Ainda ir-ão aprender, mas minha paciência está acabando."


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pós-Facebook

(Comentário 1)
Uma situação sui géneris onde o mínimo de interação somado cria um volume enorme de informação. Iteração? Se falarmos em fractais... Fractal.

(Comentário 2)
Estamos assombrados, como os marujos de Colombo, que viram a costa espanhola sumir no horizonte e esperam cair da beira do mundo a qualquer hora. Como eles, cometeremos muitos erros. Mas, no fim dará tudo certo.

(Comentário 3)
Confesso, comecei a escrever meu comentário anterior duas ou três vezes diferentes. Após pouco tempo, na re-leitura, me parecia que o que tinha escrito estava mais para: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a Princesa Leopoldina... " etc, e me dava vergonha de conseguir engendrar tanta sandice. Apagava todo rapidamente, antes que alguem visse minhas bobagens. Parei, como disse, várias vezes e me obrigava a ler outras coisas para desviar do assunto. Uma vez me peguei lendo um artigo sobre cooperação e co-evolução e depois outro do Ralph Abraham chamado "Human Fractals: The Arabesque in our minds". Da leitura deste saiu o meu comentário, muito sintetizado: "Estamos assombrados, como os marujos de Colombo..." para ilustrar o que vejo como nossa postura frente ao que a tecnologia e a internet têm feito com nosso modo de viver.

Acredito que acabamos de passar a soleira de uma nova e maravilhosa era. O começo está ainda visível no horizonte e o fim nem sequer podemos imaginar. Mudamos muito, mudamos todo dia, e a cada dia mudamos mais rápido.

Nossas tímidas experiências nos mostraram problemas que nunca imaginavamos poder vir a ter. 1984 veio e se foi sem maiores conseqüências. O ano 2000 fez o mesmo. 2012 então, so far, so good...

O que faremos com a tecnologia e não o que a tecnologia fará conosco é o "X" da questão. Às vezes nos esquecemos que somos nós -humanos- que fazemos as ferramentas e não o contrário. Temos, isso sim, que (re)aprender a "ser" sem a ferramenta. Aprender, primeiro, a usar a ferramenta universal: nosso cérebro. A sós e em grupos, e talvés essa passividade seja menor. Essa interação seja melhor. Quem me diz que as ideias dos formadores de opinião são as melhores? E, porquê deveria seguí-las sem questão? Não, não proponho, de modo algum, o abandono total da tecnologia e nem o descarte dos formadores de opinião. Uma e outros são úteis, cada qual ao seu modo. Mas sim, saber que existem e são permitidas, muitas outras opções além do "curtir" e "compartilhar". Mesmo sem o concurso obrigatório da tecnologia.

E então nossas tímidas experiências nos mostrarão soluções que nunca antes tinhamos imaginado.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O errado devo ser eu, claro!


Quando começo um projeto, primeiro tento imaginar o ambiente em que "vou trabalhar" (leia-se: onde meu cliente está inserido) e como é a ecologia desse ambiente. Como ele funciona.
Entender onde eu fui me meter... enfim.
As primeiras idéias recolho sempre dos clientes. O que ele faz, o que quer fazer, como quer fazê-lo, quais seus objetivos. As vezes, às duas últimas perguntas, eles não têm a menor idéia de como responder. Agradeceriam qualquer sugestão. Mais ou menos, começar do zero, literalmente.
Primeira nota: poucos sabem o que seja um Plano de negócio. Este processo não se faz com muitos rituais cabalisticos ou exercícios físicos extenuantes. Resumindo; é só prestar atenção, aprender.
De onde vem os tais comentários: "Você está trabalhando?" "Nem suou a camisa!", "Você só brinca!" "Você faz isso com uma mão nas costas!", "Nem levou cinco minutos para fazer!".
E depois começam a invocar o japonês: "Takaro nê!".

Estratégias podem ser comumente definidas como mapas de ação para obter ou atingir um resultado específico. Usualmente, quando bem feitas, elas deveriam contar com mais de um, e não menos de 3, caminhos diferentes e alternativos facilmente acessíveis entre eles. Os famosos: Plano B e C, que também devem ser conhecidos da equipe toda. Comumente, não existem e não o são. O que leva a, dadas as condições certas, aumentar o estresse e diminuir o desempenho das equipes. Em empresas grandes isso equivale à perda de um dente numa roda dentada. Outro belo passo nessa mesma desastrosa direção é a ignorância por parte da equipe da estratégia a seguir como um todo. As famosas estratégias de cima-para-baixo. Onde cada elemento age como se fosse separado de todo o resto por razões que somente a altíssima gerência e Deus devem saber. E, a vezes até o próprio Deus desconhece, afinal ele não é da gerência.
Em qualquer uma das direções que isso aconteça o resultado é sempre o mesmo: um desperdício enorme de todo tipo de energia para conseguir resultados aquem do ideal.

Merchant no seu livro "The New How" sobre estratégias colaborativas diz que, usualmente, as pessoas não são culpadas pelas falhas das estratégias. Principalmente quando estas são implementadas de cima para baixo. Hierarquicamente.
Mas, e quando não existe?


PS
Nestas últimas semanas, um antigo cliente, me ligou dizendo que estava contente com o resultado do meu serviço, que estava lançando nova linha de produtos e que tinha "descoberto" que estavam copiando a nossa idéia. Me lembro o quanto custou para convencé-lo sobre o conceito que estava propondo. E, confesso, não achei que o tivesse convencido de fato. O tempo mostrou que estava (mais ou menos) correto.

(continuarei...)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Solteiro(s)

Viví só um bocado da minha vida. Tinha que planejar e fazer tudo no apartamento. E hoje, seguindo um thread sobre apresentações, dei de cara com o seguinte vídeo que me fez lembrar aquele tempo.


Também não quero comprar a China.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Relativismo

Fui treinado a salivar quando escutasse um sino. Hoje o sino foi eliminado e tenho que continuar salivando apesar disso. Está me levando à loucura quebrar este molde e padrão comportamental. Uma roda dentada que não encontra ajuste no sistema em que está. Unidade no vácuo escuro, acho que acabei de cair num experimento comportamental. E um holismo relativista me acena com várias direções ao mesmo tempo... que continua passando impassível.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Bear facts


Internet, wi-fi, redes sociais, smart gadgets n dumb people.
Demos o segundo passo: 1) criamos a tecnologia e agora 2) temos que aprender a lidar com ela. O que ainda não atinamos é que para fazer isto precisamos mudar. Mudar o que somos e como agimos. Como agimos conosco (eu), com nossos semelhantes (os outros) e com nosso meio-ambiente (TUDO o resto!).

O Brasil é um país que podemos usar como índice, senão vejamos; houve uma mudança social incruenta, mais ou menos rápida. E o nivel de "inclusão digital" é um dos que mais cresce no mundo. De 10 computadores vendidos ontem, 10 serão usados para acessar à internet. Entrar em contato, se ligar à web e surfar na rede.
E por aí vai...

Mas, temos que levar em conta que; qualquer tecnologia não é, per se, um índice de evolução. Ela é, quando muito: ferramenta! Os macacos não são menos macacos porque usam pedras para quebrar cocos.
(É um exemplo besta, mas serve para ilustrar o ponto.)

Os mais afetados pela tecnologia e seu uso percebem as mudanças muito mais lentamente do que aqueles que tiram proveito econômico dela; usualmente empresas ou conglomerados transnacionais com poucos, se algum, vínculos locais. A tecnologia é oferecida dependendo muito mais do tamanho do mercado consumidor local -o valor potencial do mercado- do que de uma real necessidade. Não basta haver a necessidade para ter acesso à tecnologia. Vide alguns exemplos na África e América Latina onde, até o telefone, é ainda tecnologia de ponta.

Mas, dizia; a ferramenta e o seu uso não transformam o usuário e sua aceitação prática como inovação capaz de criar [novos] valores, é "lenta".

Breve desvio, digo: [lenta] em relação à sua própria velocidade de desenvolvimento. A nossa tecnologia atual, se comparada com a tecnologia de 50 anos atrás, é exponencialmente rápida!
[continua]






____________________________________________________

Posts relacionados


Bear Facts 2
Evolução e Mudança
Pos-Humanismo
Contos de Fada Hi-Tech
Tecnologias, Conhecimento e... nós
EICD e bjorks

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Velha Roupa

Dissemos que somos reflexos de nossos pais. No meu caso específico, acho que sou reflexo dos meus avôs.
Nascí na casa de meus avôs. Viví uma boa parte da minha vida com eles. Do que consigo lembrar da minha infância, meus avôs estão sempre por perto. Não podia acontecer diferente, desenvolví gestos, gostos e maneirismos parecidos com os deles, pulando a geração dos meus pais completamente. Sim, meus pais estiveram lá, e depois meus irmãos, mas o "estrago" já estava feito. Qualquer novo traço seria só complemento. Tanto que, às vezes, sinto a personalidade do meu avô pairando sobre mim como um casaco folgado demais. Folgado porque, além da óbvia diferença física, não consigo preencher a personalidade dele tão bem como ele o fazia.
Um halo, vago e sutil ao meu redor.
Que surpresa; todos nós fazemos isso!!
E, para todos nós, é agradável quando nos surpreendemos "cometendo" ações e atitudes de nossos pais. Você não sente, não vê quando faz. Se faz e pronto.
Prometí que não iria cometer os erros do meus pais, mas, cometí alguns dos erros dos meus avôs. Aprendí com alguns deles, também. Outros, me recordo bem no meio de algum "gatilho emocional-mnemônico" que ainda não marquei para evitar.
Da minha história me lembro como quem assiste um daqueles velhos filmes italianos dos quais saíamos da sala com o gosto de molho da macarronada na boca e uma vontade...
Me lembro. Estão todos vivos.
Em mim.
Em nós!
Pois, pinço aquí e alí esse même no meu irmão também.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Chefes

Paulo de Sousa - Revistas Femininas, Editora Abril, 1974;
Jean "Grimmard" - Revistas Técnicas, Editora Abril, 1975;
Fiammetta Palazio - Setor de Documentação Científica e Fotografia, FMUSP, 1978;
Luiz C. U. Junqueira - Documentação, Instituto Ludwig - 1984;
Humberto Torloni - Documentação, Instituto Ludwig - ;
Ricardo R. Brentani - Documentação, Instituto Ludwig - ;
Luisa L. Villa - Documentação, Instituto Ludwig - até 2007;

Consigo lembrar o nome de todos os meus antigos superiores hierarquicos, chefes, ou o nome que seja, desde que comecei a trabalhar. Consigo ainda distinguir suas caraterísticas principais e como elas influenciaram o indivíduo que sou hoje. Agradeço a todos e ainda confirmo que não foi tempo perdido.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Gíri

Fui criado na certeza de que quando entrasse a trabalhar em qualquer organização isto seria para sempre. Começaria por baixo e ir-ia galgando postos e responsabilidades na medida em que o mérito e minhas capacidades fossem aumentando. Vivia isso diáriamente, não havia mentira ou insulto que pudessem mudar o norte.
O mundo evoluiu.
E essa minha certeza anacrônica e infantil, definhou, definhou sem o menor aviso. Acho que o único que não percebeu fui eu. Meus conceitos arraigados de responsabilidade, dever, honra, melhor definidos pelo gíri japonês, ficaram tortos e fora de lugar. Até para mim.
Aprendí, isto é, estou aprendendo que temos que ter os pés aquí e a cabeça... hmmm, não foi exatamente isto que me trouxe tantos problemas quando criança? Não era eu um eterno distraído, displicente e sei lá mais o que? Para mim, eu sempre estive pensando alguma coisa. Que não entendessem era uma outra história.
Hoje revejo tudo do que me desfiz, meus erros e enganos são produtivos. Meus medos tenho que usar como capa do toureiro para atrair a atenção enquanto o sabre da intenção mostro só a ponta.

domingo, 20 de junho de 2010

They're off!

Às vésperas da proposta de novos produtos é sempre assim: borboletas no estômago, doidas pra sair! Ansiedade e expectativa iguais à do starting-gate antes do começo da corrida. Escutamos demais, todos os sentidos a mil! O coração já não palpita, é um tuuuuuuuummm só!!
Somente teremos alivio no ato de correr!
Não importa quem ganhe!
A corrida é importante!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Senescência


"The knowledge that every ambition is doomed to frustration at the hands of a skeleton have never prevented the majority of human beings from behaving as though death were no more than an unfounded rumor."

"Saber que toda ambição está fadada à frustração nas mãos de um esqueleto nunca evitou que a maioria dos seres humanos se comporta-se como se a morte não fosse mais do que um rumor sem fundamentos."

Aldous Huxley

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Gênios

Alguma vez nos perguntamos; qual a diferença entre um "gênio" e o resto de nós?
Eu já. Consigo me dar ao luxo de perder tempo pensando nestas coisas. Algumas até preciso gravar para não esquecer.
Mas, voltando ao gênio. A resposta é: nenhuma.
Genialidade, como a definimos nos dicionários, não é uma condição física. É, isto sim, uma condição mental. Parte do zero, da base, da imaginação dos indivíduos. Não tem sexo, raça ou medida. É uma condição do espírito que permeia e une a todos nós.
Todos nós.
O uso que fazemos desta condição é o que nos diferencia uns dos outros e aos "gênios" do resto de nós.
Como?
Einstein foi, indiscutívelmente, um gênio. Um dos maiores. Da Vinci e Galileu, também. Newton, Franklin e Tesla, idem. A lista é enorme! Homens e mulheres! Qual o denominador comum a todos?
Um espírito.
O mesmo espírito que insufla a vida em todos nós. O mesmo que surgiu quando duas células se juntaram e uniram suas informações genêticas para nascermos, eu e você e todos nós.
Agimos, cada um de nós, como os limites da nossa própria genialidade.
Lembre da música do Lulu (opa!): "Vamos nos permitir!"
[...]

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cassandra

"Eu bem que avisei!"
O mito de Cassandra sempre me atraiu. A vidente em quem ninguem acreditava. De que adianta ser vidente ou pelo menos, perceber o caminho, se ninguem quer saber de tí? Isto não te torna mais inteligente, nem mais sábio. Matemáticamente já te exclue do grupo. E, isso para começo de conversa!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

instrumentos 1

Lembrete para mim mesmo:
Estou participando de um projeto de gestão do conhecimento desenvolvido em uma grande empresa. Nestes dias atrás estive fazendo um relatório das entrevistas acontecidas e cheguei a um impasse: a leitura me levava por um caminho, mas a solução sempre parecia ser outra coisa.
Temos que tomar cuidado ao entrevistar e não "interpretar" as respostas. Somos (nós os entrevistadores) um meio que pode distorcer as mensagens assim que entrarem em contato conosco.
O que somos tinge as respostas dos outros.
E é quase impossível voltar atrás. O momento se perde. Taquigrafia seria um bom paliativo a esta doença. Um gravador seria melhor ainda.
Nem sei mais se as escolas de comunicação ensinam ainda (ou se já ensinaram alguma vez) instrumentação básica (101). Taquigrafia ou estenografia seria um bom instrumento para usar nas entrevistas.
Saber as perguntas antes de chegar ao evento seria uma ótima estratégia, também. Assim não perderiamos tempo pensando no que perguntar enquanto o entrevistado responde.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Intenção do Gesto (3ª parte)

Já na escultura, de muitos séculos depois, podemos perceber a somatoria de toda a bagagem cultural, e mais a carga nova da revolução industrial em andamento. Sinal dos tempos de então. Ninguem poderia dizer que não foi de forma alguma atingido por ela. Não saímos incólumnes. Ainda hoje estamos sentindo seus efeitos. A vida adquiria um momento mais parecido com o atual. Era uma época de mudanças rápidas, cada vez mais rápidas. O suporte era o moderno daquela época; o metal.

Mas, quem já fez uma escultura sabe; no começo é a idéia, depois a argila, os moldes e o metal. Nunca chegamos tão perto de Deus quanto no momento da criação artística, da criação cultural. Nos despimos de todas as roupagens que nos diferenciam uns dos outros e somos “idéia”. Tão frágeis e ao mesmo tempo muito mais poderosos que qualquer outra força na natureza. Somos, por um átimo, tudo ao mesmo tempo. E o gesto se transforma em verbo, e o verbo cria.

E acontece aqui que aquele “homo-habilis” que grafitou as cavernas não se diferencia do artista que forjou a peça em metal enquanto fontes de criação. Ambos foram gesto ao criar. A mesma essência ou força criadora que não tem forma em si, mas que existe para dar forma. Tendemos a esquecer que esta gelatina opáca, prenhe de relações quemo-elétricas, que chamamos corpo é parte integrante do universo. E estamos nós, e o universo por causa disso, em constante transformação.

É por isso que não havia a diferença entre todos os homo-habilis e todos os Duchamps que houve e haverá. Transformação. Ela existe e continua mesmo agora enquanto escrevo/lê estas “mal traçadas linhas”. Mudamos e mudamos constantemente. Não podiamos esperar que nossa produção não mudasse de acordo.
Entendido isso, partamos para outro assunto.
(calma, que ainda não acabou)