Mostrando postagens com marcador Descrições. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Descrições. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Pós-Humanismo

No espaço de possíveis modos de ser, aqueles mais acessíveis aos seres humanos formam um pequeno subconjunto. Nossas limitações biológicas nos impõem limitações reais sobre que pensamentos podemos pensar, quais emoções e prazeres podemos experimentar, e quanto tempo poderemos manter-nos saudáveis e vivos.


Assim como grande parte da riqueza da vida e das relações humanas está oculta para a compreensão mesmo do chimpanzé mais inteligente, também existem possíveis valores que estão além da nossa compreensão - isto é, ou pelo menos parece ser, uma modesta e plausível conjectura. Estes valores estão atualmente irrealizáveis. Se, e quando, aprendermos a desenvolver novas capacidades e ampliarmos as que já temos, poderemos ser capazes de acessar essas regiões mais amplas de modos de ser e, talvez, descobrir algumas que sejam fantasticamente desejáveis.

Para modificar significativamente nossas limitações biológicas, teremos que lançar mão da tecnologia. Muitas das tecnologias necessárias podem ser previstas, mas não sabemos quanto tempo vai demorar para desenvolvê-las.


O Pós-humanismo (ou Transhumanismo para usar o termo padrão) é a visão de que devemos tentar desenvolver - de maneiras que sejam seguras e éticas - os meios tecnológicos que nos permitam a exploração do reino pós-humano de possíveis modos de ser. Os Transhumanistas acreditam que todas as pessoas devam ter acesso a essas tecnologias. A escolha de eventualmente utilizá-las, no entanto, normalmente deverá recair sobre cada indivíduo.

O termo "Pós-humanismo" também tem sido usado com outros sentidos, por exemplo, para referir-se a uma crítica do humanismo, enfatizando uma mudança na nossa compreensão da individualidade e de suas relações com o mundo natural, a sociedade, e os artefatos humanos. O Transhumanismo, pelo contrário, defende não tanto uma mudança na forma como pensamos sobre nós mesmos, mas sim uma visão de como podemos usar a tecnologia de forma concreta e outros meios para mudar o que somos - não nos substituir por outra coisa, mas sim para realizar o nosso potencial para tornar-nos algo mais do que somos atualmente. Assim como uma criança cresce e desenvolve as capacidades de um adulto, novas opções tecnológicas poderiam permitir-nos que, já adultos, possamos continuar a desenvolver e amadurecer em seres com capacidades pós-humanas.


A espécie humana ainda é jovem neste planeta, e é possível que ainda tenhamos visto pouco do que seja possível para que nos tornemos. Mas o sucesso nesta empreitada está longe de estar assegurado, porque ainda temos apenas a nossa sabedoria e compaixão humana bastante limitadas para nos guiar através da transição. Desenvolver uma maior compreensão prática e moral parece ser a primeira prioridade. Esta, juntamente com o desenvolvimento de ferramentas de aprimoramento humanos, esforços para reduzir os riscos catastróficos, e trabalharmos para aliviar as fontes mais imediatas do sofrimento humano, serão suficientes para preencher os dias de transhumanistas responsáveis e de outros que se esforcem para melhorar a condição humana.


(tradução livre do texto: Posthumanism - http://www.posthumanism.com/)



____________________________________

Posts relacionados:


Sistemas
Contos de Fadas High-tech
Nós, como gotas de oceanos
Evolução e mudanças
Tecnologias, conhecimento e... nós
Senescência e conhecimento

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Sistemas multimodal e intermodal no planejamento do transporte

A logística pode ser definida como o conjunto de processos capaz de satisfazer os desejos dos clientes e as necessidades dos produtores ao mesmo tempo que consome o menor custo possível.

Dentre os processos utilizados pela logística, o transporte é o que consome algo em torno de 30% do custo de produção de quase todos os produtos. E, dependendo da estratégia ou eficâcia de implementação do item transporte, este índice pode chegar a ser maior.



Ainda, na logística, os transportes são classificados de acordo com sua modalidade em:
  1. Terrestre - rodoviário, ferroviário e dutoviário;
  2. Aquaviário - marítimo, fluvial e lacustre;
  3. Aeroviário - aéreo
e, quanto à forma se classificam em:
  • modais ou unimodais - aqueles que envolvem apenas uma modalidade;
  • intermodais - que envolvem mais de uma modalidade e para cada trecho ou modal, realiza-se um contrato;
  • multimodais - que envolvem mais de uma modalidade porém são regidos por um único contrato;
  • segmentados - que envolvem vários contratos para diversos modais, e
  • sucessivos - quando a mercadoria precisa de vários transbordos para modais da mesma modalidade e são regidos pelo mesmo contrato.
Basicamente, o transporte intermodal trata da utilização conjunta de mais de um modal, onde são usados documentos fiscais individuais para cada modal enquanto o transporte multimodal é um conceito institucional que implica na emissão de um único documento de embarque por um operador de transporte multimodal (OTM - Operador de Transporte Multimodal) que assume a responsabilidade como titular, não como agente, de toda a operação de transporte, da sua origem até o destino.

Em 1993, o conceito da intermodalidade foi definido como: "a movimentação de bens de uma única unidade de carregamento, que usa sucessivos modais de transporte sem manuseio dos bens na mudança de um modal para outro", pela European Conference of Ministers of Transport.



O livro Intermodal Freight Transportation (1995) define o transporte multimodal como: "o transporte realizado por mais de um modal, caracterizando um serviço porta-a-porta com uma série de operações de transbordo realizadas de forma eficiente e com a responsabilidade de um único prestador de serviços através de documento único. Para o transporte intermodal que utiliza contêiner, a carga permanece no mesmo contêiner por toda viagem”.
No Brasil existe a Lei nº 9.611 de 19 de fevereiro de 1998 que dispõe sobre a prática do Operador de Transporte Multimodal (OTM). Esta lei define o transporte multimodal de cargas como aquele regido por um único contrato, e utilize duas ou mais modalidades de transporte desde a origem até o destino.

Infelizmente, questões fiscais e de infra-estrutura estadual impedem que esta lei se torne realidade. Alguns estados representados pelas suas Secretarias de Fazenda, argumentam que são prejudicados na sua arrecadação de ICMS para tentar impedir sua efetivação. E há ainda questões infra-estruturais como: a deficiência de portos e dos terminais para integração entre modais. O que deixa de ser uma questão puramente de estrutura logística e passa a ser mais um gargalo político.

Os tipos de produtos transportados principalmente por mais de um modal são os de baixo valor agregado: cimento, grãos e minério de ferro, por exemplo. Aqui no Brasil, para produtos de maior valor, o transporte, usando mais de um modal, é bastante novo.

No planejamento do transporte, o uso de um ou outro sistema tem que ser avaliado e projetado para atender os menores custos e o máximo desempenho. Custos de transporte como 30% do custo do produto, convenhamos, é muito. Os operadores logísticos e os próprios produtores têm que saber dimensionar e reconhecer quais as opções possíveis para transporte até os CDs, os clientes.


______________________________

Referências:

Cunha, M., "O Transporte Multimodal e Intermodal".

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Logística II

Ultimamente me tenho visto na necessidade de ler vários artigos e estudar sobre "Logística".
Principalmente a logística empresarial que está entrando em voga ou sendo descoberta por aqui. E os teóricos falam e discutem logística, e/ou a falta dela, no Brasil, suas múltiplas variáveis e colorações (sim, eu também não imaginava cores) sociais. Mas todos batem na mesma tecla: "logística empresarial" como se quisessem recriar a introdução da 5ª de Beethoven.
Ou um Samba de uma nota só.
Vai entender.

Somente veem logística como função empresarial interna. Se a empresa (utilizo "empresa" aqui para referir-me tanto a aquela de produção industrial quanto a de serviços) não fizer, adotar ou souber de sua existência, não é logística. Se é que eles adotam logística ou -pelo menos- sabem da sua existência.
Vai entender... de novo.

Tem prestado atenção à proliferação de "Logística" estampado em caminhões de carga de produtos recentemente? É a coqueluche do momento. Pior que pereba em criança! Está em tudo quanto é lugar. Enche os olhos, cria mercados! E ainda assim, a meu ver estamos longe de compreender cabalmente o que seja logística, e suas várias nuances.

Supply-chain management? Também conhecida como Gestão de Cadeia de Suprimentos, numa tradução quase literal da primeira, é logística? A resposta que me parece mais simples é: sim e não.
Seria o mesmo que dizer; meu braço sou eu.

A imagem que entendo das definições do que seja logística que muitos autores dão é que é um processo que acontece -prioritariamente- dentro da empresa ou serviço. Algo ligado aos processos de transformação, transporte e comercialização de produtos acabados.

E é aqui onde começo a discordar com esses teóricos. Acho isso uma visão míope e estreita do que seja logística.

Para mim a logística é um fluxo processual (*) que começa quando do desejo (e desenho) inicial pelo produto/serviço e acaba (agora aproveitando ao máximo a noção de sustentabilidade) quando a destinação inclua o resgate e reaproveitamento sustentável do resultante do uso do produto (embalagens e outros subprodutos do seu consumo, principalmente).

Algo parecido com o gráfico que desenhei aqui em baixo:


E isto se repete para quaisquer produtos ou serviços, em padrões cíclicos. De preferência, e assim que melhorarmos os processos, cada vez melhor. O ideal é chegar a um 90%+ de aproveitamento. O efeito teria que ser estudado, horizontal e verticalmente, por várias funções, fora do processo transformatório em questão.

O supply-chain management é o que acontece dentro das empresas. E é isto o que normalmente vejo definido como logística. Mas, seguindo meu gráfico, podemos ver que é somente um dos momentos da logística. O que acontece dentro da empresa é basicamente transformação.

  1. Transformação de desejos ou da necessidade original em objetos tangíveis; produtos: bens e/ou serviços;
  2. De lá, passamos para um segundo momento de transporte, distribuição e comercialização;
  3. Daqui vamos para destinação, o (re)uso e (re)aproveitamento do resultante do uso do produto primário. Principalmente as embalagens caem nesta área. Pois reaproveitadas, elas servem para reduzir custos de produção de novos produtos similares.
O que descreveria um ciclo (quase) fechado.
Agora que vemos o ciclo, podemos chamá-lo como se deve: estratégia. Pois a análise de cada passo define estratégias. E a gestão da cadeia de suprimentos nada mais é do que estratégia. Estratégia de transformação.

Como diz o Mintzberg: "estratégia, trata-se da forma de pensar no futuro, integrada no processo decisório, com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados.” E a Merchant diz que: "estratégia não é somente o projeto em si, mas também seu desenvolvimento".

E é agora que acontece algo interessante.
Neste ponto podemos ver que a logística, como a tenho definido aqui, pode ser utilizada em qualquer tipo de "desejo ou necessidade original". O simples reconhecer esta necessidade já se configura estratégia! É o primeiro passo.
Projetos e análises de produção fazem parte dela, logo são logística, também. Transformação e destino, que já expliquei lá encima, continuam iguais e também fazem parte da estratégia-logística.

Desta forma, multidisciplinarmente, se torna fácil descobrir, desenhar e propor qualquer das três etapas do ciclo... para qualquer objeto.
É só prestar atenção aos desejos e necessidades originais.


domingo, 20 de maio de 2012

Stars my destination

"...

    Um homem de força física e de potencial intelectual atrofiados por falta de ambição. Reações reduzidas ao mínimo. Estereótipo do homem comum. Um choque inesperado poderia, eventualmente, despertá-lo, mas desconhecemos a chave. Não o recomendamos para promoção.
Foyle atingiu um beco sem saída.

..."




A. Bester

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

domingo, 18 de abril de 2010

Feixes

Ontem, enquanto tomava banho, comecei a divagar. Nefelibatas costumamos fazer isso, é nossa raison d'être, que digamos; e o vapor, a água e o vidro do box molhado criaram um ambiente (o Ba) onde só faltou Rimsky-Korsakov.
Me perguntei porque tudo importava? E a imagem anexa me veio à mente como um esquema gráfico da solução:
Qualquer linha de pensamento sobre qualquer assunto específico está relacionada a outra linha "qualquer" mesmo sem relação aparente pelo motivo de NÃO ser uma linha única, mas sim um feixe de linhas unidas. Isso, como um cabo de aço. Onde o meio do eixo horizontal (a faixa mais grossa) seria o assunto em questão, os outros pontos na mesma faixa seriam assuntos correlatos. Cada qual menos à medida que se afastam do centro. A faixa vertical corresponde ao desenvolvimento do assunto que só é possível se houver o concurso das outras.
Acontece que, se cada um destes pontos é composto da mesma forma, temos que cada um desses pontos é, não uma linha, mas sim um feixe de linhas!
E cada uma de estas linhas é uma representação de conceitos, conhecimentos, ações e situações diversas.
Espero que gostem de montanhas-russas onde todas as dimensões são exploradas!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Un peu de moi

Olá, meu nome é Lionel.
Sou rabiscador desde que consegui pegar num lápis e desenhista (ou designer) depois de estudar Artes Plásticas na FAAP, em SP. Não que essa ordem signifique muito, poderia ser ao contrário. É só para me colocar num contexto, me descrever em poucas palavras.