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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

O Valor do Invisível

Diferente do produto, resultado das antigas esteiras rolantes, a tecnologia moderna acaba gerando um resultado imprevisto; a informação. Tornou-se comum usar o termo 'tecnologia da informação' para designar ferramentas de relação lógico-matemática (como computadores, por exemplo) que nos leva a uma limitação arbitrária do que seja tecnologia e do que seja informação.
Reduzindo uma e outra, ingenuamente, ao que entendemos e acreditamos seja verdade.

Digo ingenuamente, porque ao fazer a abstração do termo, isolamos a ferramenta do seu contexto e todo o resto à sua volta. Idiotizamos ferramenta e informação ao ponto da familiaridade intima.
E, mesmo a leitura desta última, ainda é confusa e arbitraria.


A 'descoberta' da informação como elemento importante ao desenvolvimento de negócios ainda causa assombro a certos gestores. E, animados com sua nova invenção, lançam mão da tecnologia da informação, pois esta implica ambas até no nome. Esperam que o milagre da multiplicação dos pães ocorra ao premer do botão "On".

Acreditam que softwares e outros aplicativos já virão, de fábrica, prenhes de soluções mirabolantes, índices e KPIs, capazes de justificar, preço e usos, perante o Relatório Anual da Diretoria.
Compram-se soluções, não mais ferramentas. Se a velocidade de transformação, a curva positiva das vendas e os índices de consumo dessa produção não aumentarem vertiginosamente, a culpa é do colaborador que não soube... 'colaborar'.

"Bem vindo à Era do Conhecimento" está errado, é a "Era da Informação!".
Mas, está escrito em letras garrafais na entrada.


Olhe à sua volta e perceba como (historicamente), depois da Revolução Industrial e de duas Guerras Mundiais, e algumas outras menos populares, a vida e o mundo mudaram. Economia, saúde, política e sociedade, mudaram para sempre. Já não são mais a mesma coisa e nem estão isoladas umas das outras. Há uma rede que une todas as redes, vertical e horizontalmente.
E a informação é seu combustível e fluxo.

A informação deixou de ser entidade intangível e se transformou em bem, origem de bens e valores. O conhecimento, resultado do processamento da informação, é o produto mais procurado. O conhecimento é o único local conhecido onde o moto-contínuo se dá. Seu produto é chamado de inovação.


Como na ilustração que fiz acima, que mostra o fluxo e resultado da gestão de informação em qualquer nível. A imagem é somente um momento dentro de um contexto iterativo muito maior e complexo. Imagine esta sequência acontecendo N vezes, livre e indefinidamente. E, no caso da "Inovação", como ocorre no átomo de carbono tetravalente, está aberta a mais ligações iguais e muito relacionadas. Pois a inovação É o resultado do processamento (criativo) do conhecimento e este, por sua vez, É resultado do processamento subjetivo e único da informação.
Simples, não?

Com a oferta de acesso à nuvem (cloud) a memória deixou de ser individual e passou a ser um bem, armazenado e vendido, como qualquer outra mercadoria, pelos seus novos donos. Passamos rapidamente da pedra e dos livros para o digital.
Mas, Tout va trés bien, Madame la Marquise, como dizia a antiga canção francesa.
Onde, ontem tínhamos, e desejávamos, bibliotecas enormes, hoje Data Centers cumprem a função de zelar pelos 0s e 1s, no silêncio e no frio.




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quinta-feira, 30 de abril de 2015

É tudo grego afinal...

Ok, não queria entrar nesta discussão, mas agora está ficando ridículo.
Faz meses que estamos perdendo o fôlego atrás deste assunto miserável e o único que temos para mostrar é metade dos associados do iate-clube de Brasília (sic) presos em Curitiba, e um monte de acusações obtidas à base da marmelada com prêmio.


"Será impossíver que ninguém preste atenção no jogo!" diria o velho Joselino Barbacena.
Os deputados e senadores se deram aumentos salariais nababescos e nem a midia nem ninguém reclamou! Ninguém foi às ruas pedir impeachment, nem carregar cartazes escrito: "Yankees come home... please!"

Dois pesos e duas medidas... Roubo institucionalizado ou instituição do roubo podem parecer contrários, mas são a mesma coisa. Não importa se é nos gabinetes da Petrobrás ou nos porões de Brasília! O pungista no ônibus, ou no trêm, é tão ladrão quanto os juros bancários ou do cartão de crédito. Shylock faria por menos.


Afinal democracia é coisa de grego. E, fora o churrasco da Avenida São João, o único grego que muitos habitantes de Pindorama conhecem, é um yogurte chamado Zorba. Casualmente, dono de uma importante fábrica de roupas de baixo (eufemismo para cuecas) para cavalheiros.

Verdadeiro samba do crioulo doido, eu sei.
Mas, prestem atenção aos elementos que temos visto e que nos mostram diariamente na TV. E, como reagimos a esse assalto com o Maguila.


Supõe-se que, na democracia, os três poderes (e quereres) trabalhariam juntos pelo bem comum, não? É isso que faz com que a democracia floresça, certo?
Temos um executivo todo ausente e manietado, um legislativo autofágico, e um judiciário Dadá e irritado.
Depois, o doido sou eu e o crioulo lá do Stanislaw!
...
Sim, sinhô!




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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Pós-Humanismo

No espaço de possíveis modos de ser, aqueles mais acessíveis aos seres humanos formam um pequeno subconjunto. Nossas limitações biológicas nos impõem limitações reais sobre que pensamentos podemos pensar, quais emoções e prazeres podemos experimentar, e quanto tempo poderemos manter-nos saudáveis e vivos.


Assim como grande parte da riqueza da vida e das relações humanas está oculta para a compreensão mesmo do chimpanzé mais inteligente, também existem possíveis valores que estão além da nossa compreensão - isto é, ou pelo menos parece ser, uma modesta e plausível conjectura. Estes valores estão atualmente irrealizáveis. Se, e quando, aprendermos a desenvolver novas capacidades e ampliarmos as que já temos, poderemos ser capazes de acessar essas regiões mais amplas de modos de ser e, talvez, descobrir algumas que sejam fantasticamente desejáveis.

Para modificar significativamente nossas limitações biológicas, teremos que lançar mão da tecnologia. Muitas das tecnologias necessárias podem ser previstas, mas não sabemos quanto tempo vai demorar para desenvolvê-las.


O Pós-humanismo (ou Transhumanismo para usar o termo padrão) é a visão de que devemos tentar desenvolver - de maneiras que sejam seguras e éticas - os meios tecnológicos que nos permitam a exploração do reino pós-humano de possíveis modos de ser. Os Transhumanistas acreditam que todas as pessoas devam ter acesso a essas tecnologias. A escolha de eventualmente utilizá-las, no entanto, normalmente deverá recair sobre cada indivíduo.

O termo "Pós-humanismo" também tem sido usado com outros sentidos, por exemplo, para referir-se a uma crítica do humanismo, enfatizando uma mudança na nossa compreensão da individualidade e de suas relações com o mundo natural, a sociedade, e os artefatos humanos. O Transhumanismo, pelo contrário, defende não tanto uma mudança na forma como pensamos sobre nós mesmos, mas sim uma visão de como podemos usar a tecnologia de forma concreta e outros meios para mudar o que somos - não nos substituir por outra coisa, mas sim para realizar o nosso potencial para tornar-nos algo mais do que somos atualmente. Assim como uma criança cresce e desenvolve as capacidades de um adulto, novas opções tecnológicas poderiam permitir-nos que, já adultos, possamos continuar a desenvolver e amadurecer em seres com capacidades pós-humanas.


A espécie humana ainda é jovem neste planeta, e é possível que ainda tenhamos visto pouco do que seja possível para que nos tornemos. Mas o sucesso nesta empreitada está longe de estar assegurado, porque ainda temos apenas a nossa sabedoria e compaixão humana bastante limitadas para nos guiar através da transição. Desenvolver uma maior compreensão prática e moral parece ser a primeira prioridade. Esta, juntamente com o desenvolvimento de ferramentas de aprimoramento humanos, esforços para reduzir os riscos catastróficos, e trabalharmos para aliviar as fontes mais imediatas do sofrimento humano, serão suficientes para preencher os dias de transhumanistas responsáveis e de outros que se esforcem para melhorar a condição humana.


(tradução livre do texto: Posthumanism - http://www.posthumanism.com/)



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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Durkheim

"For if society lacks the unity that derives from the fact that the relationships between its parts are exactly regulated, that unity resulting from the harmonious articulation of its various functions assured by effective discipline and if, in addition, society lacks the unity based upon the commitment of men's wills to a common objective, then it is no more than a pile of sand that the least jolt or the slightest puff will suffice to scatter."
 
Émile Durkheim
 
Etc e tal...

terça-feira, 9 de agosto de 2011

On failure

"
It is impossible to live without failing at something, unless you've lived so cautiously that you might as well not have lived at all.
"

JKRowling

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Open Up


"O impacto mais imediato do estruturalismo foi a implosão do paradigma sartreano, pois ao entender as linguagens como construtivas da totalidade dos fenômenos sociais, punha em xeque o primado da razão, a supremacia dos grandes sujeitos, o culto ao existencialismo. Vis-à-vis ao existencialismo sartreano, o estruturalismo poderia ser acoimado de decretar a morte do homem, de ser anti-humanista e de recusar a História, isto é, privilegiar sistemas e processos em detrimento de agentes sociais, unificando a variedade de tipologias sociais em modelos sintéticos e sumários, reduzindo a variada complexidade relacional àquelas que sobrelevavam o papel atribuido ao sincrônico em relação ao diacrônico na sociedade humana. Era, no fundo, em nome do cientificismo, da crise das Ciências Sociais, a busca por um método capaz de prover uma certa inteligibilidade global da humanidade.
..."

Espaço pronto para edição. Aguardem.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Jogos

Gosto de quase todos os jogos. Se forem inteligentes então, prefiro. Gosto de transformar tudo em jogo. Acho que aprendemos muito mais e prestamos muito mais atenção se estivermos nos divertindo com a ação executada. Transformar obrigações em jogos acho que desde que me lembro por gente foi meu "jogo" particular. Muitas vezes escutei: "Tu não levas nada a sério!" ou "Para de brincar, menino!" dos meus pais e mestres. Não conseguia entender por que eles não se divertiam também com tudo. Deprimente...
Explicar então, nem perdia tempo. Acho que tentei várias vezes fazê-lo, mas o resultado foi catastrófico. Ou levei alguns cafás por não ser mais "normal", como meu irmão. Desistí de mostrar a razão da coisa. Quando encontrava alguem que se divertia como eu, silenciosamente nos saudávamos e sorriamos secretamente como num encontro casual entre maçons. E, isso reforçava meus jogos. Não era eu o único.
Por que de tudo isto?
Porque lendo um post noutro blog me veio à cabeça uma frase-jogo que escutei (e guardei) faz tempo: "Se nascer é morrer de lá pra cá. Morrer é nascer de cá pra lá." Que várias vezes usei como chave para sair da cadéia da tristeza feito aquele cartão do Monopoly.
Abracadabra

domingo, 30 de janeiro de 2011

Resposta (sic)

Quando aprendia (ou melhor: tentavam me ensinar) aritmética na escola, uma das verdades que repetiam era: "Todos os problemas têm uma, e somente uma, solução/resposta certa! Qualquer outra coisa estará errada."
(Em inglês, que as freiras da Maryknoll não ligavam para outros idiomas.)
Nefelibata que era, entre o cantar dos periquitos e o convite a brincar do vento entre as folhas das plantas lá fora, tentei que -pelo menos- isso ficasse na minha memória. Ia cair na prova e provavelmente, além da data e do meu nome, tinha que ter alguma resposta certa!
Era batata...
Mas hoje, pensando bem (hmm... há controvérsias), defendo que há uma e somente uma resposta errada para qualquer problema. Todas as outras o responderão corretamente dependendo das variáveis e do contexto onde o problema se apresente. Às vezes até mais de uma.
Aceitamos, ou não, as respostas como corretas dependendo muito de nosso próprio "conhecimento" e aceitação das probabilidades. Aceitamos como verdadeiro aquilo em que acreditamos. Mas quem diz que aquilo em que não acreditamos é mentira pelo simples fato de não acreditarmos nele? Nos apropriamos, não somente da verdade, mas também do fato e de qualquer possibilidade além de nós.
Insistimos que o universo está dentro de nós e não o contrário. Não conseguimos entender o sutil equilíbrio do qual participamos. E, que assim como nosso organísmo tem peças, nós mesmos somos peças de um organísmo maior num fluxo ambidestro de energias e vibrações. É melhor começar a aceitar isto como um fato. Não podemos e nem temos condições de nos rebelar contra isso.
Por mais limitados que pareçamos, nós não somos fim... somos meio.

domingo, 9 de janeiro de 2011

al-Jabr

Este post estava perdido no meio de vários outros inconclusos. Mudei aqui e alí e exponho agora. Divirtam-se.

Para Borgotti Neto; Uma noção de não linearidade pode ser apresentada na seguinte expressão: "Pequenos eventos (causas) podem proporcionar grandes conseqüências (efeitos) e vice-versa." Os sistemas dinâmicos funcionam mais para mapas climatológicos do que para razões matemáticas. Lembram as primeiras aulas de algebra, onde a simplificação a+b+c era igual ao grupo (a+b+c), mesmo que; a fossem maças, b fossem pedras e c fossem litros de água. A primeira vez que podiamos somar alhos com bugalhos sem problemas!
Era divertido!!
E muito mal explicado. Motivo de desgosto até hoje!


Tem uma teoria corrente que diz que para resolver problemas é necessário fragmentá-los em problemas menores, resolver estes e o problema maior será resolvido.
Certo, tem lógica, não?
Errado!

Como crianças desmontando um relógio mecânico, depois de re-montar o problema acabamos com peças sobresalentes suficientes para montar um robozinho. (Lembra?)
Parecem pontos aleatórios lançados ao acaso. Nada mais longe disso.
Sistemas dinâmicos são intrinsecamente não-lineares. Algebra é a primeira visão dessa não-linearidade. Mapas climatológicos são uma das melhores representações gráficas de tais sistemas dinâmicos.


É somente uma questão de pontos de vista ou o quanto aceitamos, não nescessáriamente como verdadeiro mas como possível, factível ou o nome que mais lhe agradar.

E toda a descrição anterior para dizer: abrimos nossas perspectivas para horizontes bem mais amplos e começamos a perceber novas e inesperadas soluções para velhos problemas.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Nada, não

Não me interessa auxílio desemprego, eu QUERO (preciso) trabalhar!
Ainda não morrí!!
Parece que o que sabia aos 18 não posso mais aos 50! Não faz nenhum sentido.
A única diferença entre então e agora é que agora sei que ainda tenho muito a aprender!

sábado, 20 de novembro de 2010

Visão

Gestão do conhecimento é muito mais do que uma re-leitura das relações empresa-colaborador. É sim, uma revisão holística das relações do homem e o seu meio-ambiente.
Dotar tais relações de significados e valores nada mais é do que um dos corolários dessa revisão.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Caordem 3

Minha intenção era escrever sobre padrões escondidos no caos, mas acabei parando muito e o caos mudou (um pouco) deixando-me com uma visão de motivos. De repente me encontro falando de outras coisas. Quem não presta atenção se surpreende na concordância.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Caordem

Desde muleque sempre me fascinaram as histórias onde tudo acaba bem. Em termos, claro. Sabe, aquela linha maniqueísta de o bem vencendo o mal, e tal e coisa. A ordem sobrepujando o caos por pior que fossem as circunstâncias entre o princípio e o fim da história. Mas, a medida que crescia percebí que o branco não é tão branco e o preto nem sempre é desordem. Agora consigo chegar a conclusão que somos nós que criamos a ocasião para quase tudo o que acontece ao nosso redor. Nossas opções modificam nosso meio-ambiente e estas modificações gerarão os dados iniciais para nossas escolhas futuras. Não percebemos estar intimamente ligados ao que nos rodeia e que qualquer mudança nos afetará... também. Ou, em algum ponto da nossa evolução como gênero, desenvolvemos a idéia singela de que somos diferentes e separados de todo o resto à nossa volta. E perpetramos esse embuste por gerações até tornar-se uma roupagem esperada para todos: somos os "Reis da Criação". Mais ou menos seguindo a mesma lógica de cortar o rabo de uma gata e esperar que os gatinhos paridos por ela nasçam pitocos.
Não importa se sou só eu numa sala ou se somos uma equipe a definir a estratégia empresarial pelos próximos 10 anos. A essência é a mesma. Não podemos esperar que qualquer ação nossa não traga conseqüências. E que estas conseqüências não gerem outras ações.
Simplificando, é um jogo de xadres onde temos 64 casas, e 2 séries de 16 peças. Faça a matemática.
(Continua)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

De novo!

Depois de uma semana bem atarefada, vem ai um fim-de-semana apertado.
Só espero que não chova, faça frio, nem fique nublado...
O que poderia estragar esta semana atarefada?
Aprendí coisas novas todos estes dias, meu cérebro começou a "ver" de forma diferente velhas informações.
Ainda há a promessa de novas e impensadas experiências! Estou entusiasmado como faz muito tempo deixei de estar. Novinho em folha.
Hey ma, lookit me! No hands!!
The brain's back on again!!!
8-)

domingo, 18 de abril de 2010

Feixes

Ontem, enquanto tomava banho, comecei a divagar. Nefelibatas costumamos fazer isso, é nossa raison d'être, que digamos; e o vapor, a água e o vidro do box molhado criaram um ambiente (o Ba) onde só faltou Rimsky-Korsakov.
Me perguntei porque tudo importava? E a imagem anexa me veio à mente como um esquema gráfico da solução:
Qualquer linha de pensamento sobre qualquer assunto específico está relacionada a outra linha "qualquer" mesmo sem relação aparente pelo motivo de NÃO ser uma linha única, mas sim um feixe de linhas unidas. Isso, como um cabo de aço. Onde o meio do eixo horizontal (a faixa mais grossa) seria o assunto em questão, os outros pontos na mesma faixa seriam assuntos correlatos. Cada qual menos à medida que se afastam do centro. A faixa vertical corresponde ao desenvolvimento do assunto que só é possível se houver o concurso das outras.
Acontece que, se cada um destes pontos é composto da mesma forma, temos que cada um desses pontos é, não uma linha, mas sim um feixe de linhas!
E cada uma de estas linhas é uma representação de conceitos, conhecimentos, ações e situações diversas.
Espero que gostem de montanhas-russas onde todas as dimensões são exploradas!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Musing

A informação não faz nada além de ocupar espaço. O conhecimento só funciona se ocupar espaço.
Explico: faço diferenciação entre (conhecimento explícito = informação) e (conhecimento tácito = conhecimento). A informação é conhecimento tácito documentado, fixo. Tangível. O conhecimento, por outro lado, é o resultado pontual da relação do que somos com o que é. Portanto intangível. Nós (cada um de nós) com o resto (TUDO!) naquele momento. Resultado pontual porque muda dependendo da situação.

E com todos nós acontece igual. Sei que deve haver uma função matemática que resuma tudo isto, mas agora me escapa.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Putonis

No meu trabalho me trazem idéias rabiscadas em papel, ou então sentam ao meu lado e descrevem idéias que tiveram durante o almoço, ou no fim-de-semana, sei lá. Algo que explicará o sentido do Universo (lá deles). Eu tenho que transformar essas “mirabolâncias” –hoje:insights- em algo apresentável.
Às vezes só me dão números em uma tabela que poderia ser apresentada de diversas formas e dizer coisas diferentes (vejam Ascombe).

Em 20 e tantos anos de trabalho aprendí a ver as idéias nas cabeças dos outros. E, como não era eles, aprendí também a conseguir resultados diferentes com os dados que me traziam. A pensar fora da caixa, como se diz popularmente. Misturava o que aprendia com o que “já sabia” sem me importar com limítes ou: ISSO NÃO PODEs técnicos.

Thr last of the Putonis

Afinal, porquê não?
Nada de mais para quem já participou de uma Guerra de Anjos em ’83 com o Raul M. na FMUSP, que o próprio Deus teve que vir terminar.*
Misturava anjos com desenvolvimento neoplásicos, textos com arquitetura japonesa, jogos com palavras escondidas (tipo Easter Eggs) e desenhava mapas de informação.

Decidí seguir esse caminho de forma hmm... diferente. Pensei: o que aconteceria com as pessoas se ao invés de mudar a forma da sua informação, mudassem elas mesmas? O que aconteceria com seu conhecimento? Que formas este adotaria se fosse mostrado flúido e asumissem seu dinamismo? Afinal nós, as pessoas, somos sistemas abertos, dinâmicos e complexos. Aprendemos e mudamos com o aprendizado. De fora para dentro e de dentro para fora, mudamos nosso meio-ambiente e ele nos muda.

As próprias palavras deixam de ter sentido literal e passam a significar além do significante. A obra aberta e a arte conceitual passam a ser rotinas fractais. Rotinas ligadas à inovação, a curiosidade e ao erro. Resiliência me vem à cabeça. Comecei a propor essas idéias. Algumas foram aceitas e postas em prática, outras nem tanto. Algumas idéias pareciam sem nexo com o aqui e agora. Habemus nefelibata de plantão!

Tirei um sabbatical (estou desempregado) para pensar e aprender.
Aceitar o valor do que já sei para poder criar valores novos com o que aprenderei. Aos trancos e barrancos sou/estou diferente de quando comecei. Assumo que não sou mais a mesma pessoa e nem meu trabalho poderia voltar a ser igual.

Não tem sido fácil e por vezes é muito, muito desagradável. Ainda cometo e cometerei erros, mas agora, sem vergonha alguma (leia-se: menos envergonhado), aprendo com eles. Meus erros são melhores e meus acertos serão maiores.
Espero poder que sim.


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*Deu empate: Querubins 0 x 0 Putonis.(Putoni é um querubim com sexo, como os Puttini italianos. A diferença reside em que eles vêm com atitude, cheios de chutzpa!)




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domingo, 3 de janeiro de 2010

Planos (2)

Seu emprego faz parte de você como você faz parte da sua família. Uma vez efetuado o contrato de compra-e-venda do seu cha (conhecimentos-habilidades-atitudes) pela empresa X, você faz parte dos ativos dela. Você é parte dela tanto quanto o logotipo do seu produto identifica a empresa. Intrinsecamente você deveria estar alinhado com a estratégia da empresa para esta atingir seu objetivo-visão. É essa a propriedade da empresa sobre você, como indivíduo, você continua livre, leve e solto. Quando você sai da empresa ela emburrece ou fica como motor de Ferrari em ponto morto? Ela existe além de você. Sua participação são as escolhas e opções que faz no dia-a-dia para efetuar suas funções. Cada nova solução de problemas que for efetuada, se compartilhada pelos processos da empresa, vira inovação.
E isto acontece sem alardes.
...
Isto iria arrastrar-se muito. Dogmático demais, não é essa minha intenção. Desculpem.
Reduzindo e simplificando os dois Planos (1+2) seria: Esteja preparado para errar. Se você não souber errar nunca conseguirá uma resposta criativa. Se você começar a pensar "fora da caixa" assume que TUDO pode estar certo!
Gestão Comando-e-Controle ainda funciona, mas aos trancos e barrancos. Basta um colaborador não aceitar e a coisa toda entra em marcha lenta. Quando não para de vez.