Mostrando postagens com marcador fall from grace. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fall from grace. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Travessias

Depois de muito, muito tempo, retomei o curso traçado no início. Peguei no tranco, ou levei um tranco, sei lá. O suficientemente forte para acordar desta modorra que me envolvia e seguir. Ainda meio zonado, confesso, mas estou andando. É um grande progresso.  Há ventos enfurnando as velas que me afastam da costa e me levam em frente, por mares antes nunca navegados. Novos destinos, novos caminhos novos... Quando chegar lá saberei.

A sensação é a mesma de todo começo de projeto: tudo largado ao meio, informações desencontradas, linhas soltas, uma confusão tamanha que não dá vontade de ver. A estas alturas já apreendí; pega-se um fio de cada vez. Hoje um, amanhã outro... e assim seguir até reconhecer progresso. Ou erro. O que vier primeiro. Sem desespero, já me larguei uma vez, minha cota de abandonos está encerrada. Não concordo em repetir o mesmo erro para ver se muda o resultado!!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

a Capella - Caos (quase)controlado


Quero meu sossego de volta!!
Aprender é reconhecer a diferença entre o que era e o que é.
Simplificando muito... Mas, como é para mim, a simplificação funciona. Deve bastar.
O muro do claustro rachou e, depois de muito tempo, ví as cores e escutei os sons lá de fora. Aqui dentro era todo um pastel a capellado. Já não é mais. E por mais que tente, não consigo emudecer as cores nem abafar os sons que insistem em invadir todo rincão azulejado de gris. O coro desandou e agora se escutam, repetidamente, os Domines parecidos com isto:




Depois, como voltar ao sossego cantado? O coração dispara acompanhando o ritmo e não quer voltar atrás. Gritar pelos corredores: "É mentira, é pura ilusão!" é inútil. Não há volta. A mudança já aconteceu. O que era não é mais. Não posso voltar à pele descartada. Não é medo do que há à frente, É o desconforto de saber que não há mais para onde voltar.
A única saída é em frente, enfrentar a música e as cores. Abraçá-las como amigas bemvindas e seguir.
Até onde der.
És tu.

sábado, 18 de agosto de 2012

Ócios

Se existem as condições para um novo mercado -seguindo a tese do Domenico De Masi- porque continuamos trabalhando cada vez mais, produzindo cada vez mais e aproveitamos cada vez menos?
Deveriamos pensar -e tentar aplicar- mais um novo projeto de vida e menos um ajuste contábil!!


Veja os paradigmas de De Masi em: http://www.youtube.com/watch?v=dQVVgqiV-lc

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Parede branca


Uma das minhas mais velhas e caras memórias é sem dúvida uma parede branca.
Me lembro tinhamos acabado de mudar para um apartamento pequeno num prédio novo. A parede branca, oposta à janela, era iluminada pela luz do sol de uma forma indecente. Eu devia ter então uns 5 ou 6 anos, começava a entender --pelo menos-- algumas coisas.

Essa parede eu ENTENDIA!!

Lembro, fiquei um tempão ocupado sem ninguem para me interromper. Acho que me escutavam falar, logo deveria estar tudo bem. Criança brincando...
Até alguem passar pela minha obra. Tinha usado uma caixa de lápis de cor inteira para pintar um "mapa" na parede!

Pra mim, ainda faltavam alguns retoques aqui e alí, para minha mãe eu tinha ido longe demais. Vez por outra, ainda me lembro da sensação que tive ao desenhar naquela parede. Grande. Muito bom.
A primeira vez que explicitei limites distantes.

Toda vez que tenho que explicar conceitos óbvios para alguem me lembro daquela parede branca.
E, ao igual que aconteceu com minha mãe, eles poucas vezes entendem o bosque porque as árvores atrapalham.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Relativismo

Fui treinado a salivar quando escutasse um sino. Hoje o sino foi eliminado e tenho que continuar salivando apesar disso. Está me levando à loucura quebrar este molde e padrão comportamental. Uma roda dentada que não encontra ajuste no sistema em que está. Unidade no vácuo escuro, acho que acabei de cair num experimento comportamental. E um holismo relativista me acena com várias direções ao mesmo tempo... que continua passando impassível.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

(In)Certezas

A Certeza é uma fina camada de gelo sobre um lago. É o efeito da borda sob a qual os seres humanos experimentam suas vidas. Por um lado, atravessam o lago os simplórios; caminham seguros sobre o lago congelado, tendo uma vaga sensação do que há sob seus pés. Por outro, atravessam os alegoristas e os místicos; caminham pela superfície já semidegelada, saltando de um bloco a outro. É possível chegar à margem de ambas as formas. Para os primeiros, a incerteza é um fantasma, é o Outro. Para os últimos, a incerteza é a rachadura, que é vista apenas quando o pé já está sobre o bloco de gelo seguinte.
Por grotesco que possa parecer à nossa arrogância, o gelo é real.
Felizes daqueles que vão de margem a margem com algo sob seus pés.



BONDER, Nilton - A Arte de se Salvar: sobre desespero e morte. Rio de Janeiro: Imago Ed, 1993;

terça-feira, 9 de agosto de 2011

On failure

"
It is impossible to live without failing at something, unless you've lived so cautiously that you might as well not have lived at all.
"

JKRowling

domingo, 3 de julho de 2011

trou

Cair no buraco, isso qualquer tonto faz.
Eu já fiz... várias vezes.

Difícil é encontrar forças para sair de lá
e aprender com o tombo.
Muitas vezes tentaram me explicar coisas que continúo sem entender.
Acho que meus limites não são lineares.

domingo, 9 de janeiro de 2011

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Velha Roupa

Dissemos que somos reflexos de nossos pais. No meu caso específico, acho que sou reflexo dos meus avôs.
Nascí na casa de meus avôs. Viví uma boa parte da minha vida com eles. Do que consigo lembrar da minha infância, meus avôs estão sempre por perto. Não podia acontecer diferente, desenvolví gestos, gostos e maneirismos parecidos com os deles, pulando a geração dos meus pais completamente. Sim, meus pais estiveram lá, e depois meus irmãos, mas o "estrago" já estava feito. Qualquer novo traço seria só complemento. Tanto que, às vezes, sinto a personalidade do meu avô pairando sobre mim como um casaco folgado demais. Folgado porque, além da óbvia diferença física, não consigo preencher a personalidade dele tão bem como ele o fazia.
Um halo, vago e sutil ao meu redor.
Que surpresa; todos nós fazemos isso!!
E, para todos nós, é agradável quando nos surpreendemos "cometendo" ações e atitudes de nossos pais. Você não sente, não vê quando faz. Se faz e pronto.
Prometí que não iria cometer os erros do meus pais, mas, cometí alguns dos erros dos meus avôs. Aprendí com alguns deles, também. Outros, me recordo bem no meio de algum "gatilho emocional-mnemônico" que ainda não marquei para evitar.
Da minha história me lembro como quem assiste um daqueles velhos filmes italianos dos quais saíamos da sala com o gosto de molho da macarronada na boca e uma vontade...
Me lembro. Estão todos vivos.
Em mim.
Em nós!
Pois, pinço aquí e alí esse même no meu irmão também.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pancrácio

Não há atalhos para a percepção moral. A natureza não é intrinsecamente nada que possa nos oferecer conforto ou consolo em termos humanos — mesmo porque a nossa espécie é um insignificante advento tardio em um mundo que não foi preparado para nós. Tanto melhor. As respostas a dilemas morais não estão lá fora, esperando para ser descobertas. Estão, como o reino de Deus, dentro de nós — o local mais difícil e inacessível para qualquer descoberta ou consenso.

S.J. Gould

terça-feira, 17 de novembro de 2009

...

medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo, medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo, medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo, medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo, medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,
medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo, medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,
medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo, medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,
medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo,medo, medo,medo,medo,medo,medo, é o que fica quando a esperança vai embora.

sábado, 7 de novembro de 2009

matilha

Faço parte da Escola de Redes (E=R) e tenho aprendido muito sobre interação social e modos enquanto lia os comentários e interações no grupo.
Hoje lí um tema de discussão sobre os recentes acontecimentos na Uniban, e comecei a responder, mas desistí não sei bem porquê.

Eis aonde estava:
"O que vimos foi um exemplo de "esconder-se na multidão", a expressão de desejos reprimidos individualmente expressos pelo "grupo". Esses indivíduos deixaram de ser Manoel, João, Sebastião e Miguel para ser um manejãotiãoeguel amorfo. Estavam usando o que aprenderam nos joguinhos de role-playing. Tiraram a persona do virtual para inserí-la na realidade, uma vez que dificilmente seriam identificados (?). O último não tinha a menor consciência de qual era o motivo mas seu primitivo era a voz mais alta que ele escutava.
Animais de matilha atrás de uma presa.

Me pergunto se alguma vez passou pela cabeça desses "animais de matilha" a possibilidade deles mesmos ser "a presa" de treinamentos subliminares.
Não, acho que nem chegariam a ver essa possibilidade. (O que é subliminares, mesmo?)
ELES são fortes!!!
ELES são o máximo!
ELES são estudantes universitários!!!
..."
Estamos lascados!

Animais de matilha caçam para comer, não por esporte ou diversão.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dia de Outono (1)

Hoje está um dia muito bonito.
A rotina é fogo!
Nascí numa quinta-feira.
Nos transforma em cegos, surdos e mudos às nossas próprias mudanças.
Como alguém poderia pensar em morrer num dia como hoje?
Talvéz ninguém nem perceba a falta.
Só um gato gordo deitado no sofá, com as orelhas atentas a tudo em volta dele.