terça-feira, 7 de junho de 2011

Tácito

Deve ser terrivelmente insano não conseguir perceber o que acontece quando as outras pessoas pensam.
Saint-Exupéry simplificou quando disse: "O essencial é invisível aos olhos." Explico: como diferenciar o trabalho braçal do trabalho intelectual (para efeito deste post, sejamos lenientes).
Ora, dirão... nada mais óbvio!
Mas, continua sendo trabalho?
Digo, pensar É trabalho.
Disso eu sei!

Passei minha vida toda sentado, pensando como iria executar meu trabalho melhor do que da última vez. E nunca me perguntei se era trabalho ou não. Sempre esteve implícito. Nem me preocupava com isso.

Pequeno desvio. vamos lá no canto onde ninguem nos ouça; Eu sempre achei meu trabalho divertido. Não conte para ninguem. Trabalho e diversão, não podem ser misturados...

Voltei.
O problema se dá quando tenho que explicar o meu trabalho para outras pessoas. "Isso não é trabalho." aparece escrito nos seus olhos, a piscar em código Morse.
Tempo perdido tentar explicar como TUDO é idéia ANTES de ser fato. E, mesmo essa idéia não é nova! Lembras-te do Sócrates? Não o jogador de futebol, não, o outro. O grego.
Ou era Platão, deixa prá lá...

Sei que é redundante mas, já parou para pensar que até para fazer um buraco na terra e depositar uma semente é preciso antes, pensar?

Tudo o que sabes está dentro da tua cabeça.
O que podes fazer também. E a melhor ferramenta de todas: a imaginação, mãe de inovações, está, bem presa e amordaçada, lá também.
Pois o dia que ela escapar, além de maravilhoso, terás que perder tempo explicando: "E tu, o que fazes?".
Que ultimadamente tira muito da graça do momento.