Mostrando postagens com marcador enthropy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador enthropy. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Tecnologias, Conhecimento e... nós

Comecei a me interessar por "informação", "história", "sociologia" (sim, entre aspas, que seu significado mudou muito a medida que aprendia e ainda tento entender...) e outras humanidades em geral depois de ler -como diversão- Isaac Asimov. O texto do Radhfarer, além de tratar de alguns dos meus favoritos (Spinoza, Goethe, et al...), me remeteu direto ao Asimov, sua Psico-História (em Fundação, por exemplo) e suas previsões sobre cálculos de reações humanas como ciência. E dai a uma outra velha discussão sobre os limites entre ciências e artes. Entre o exato e o fractal. O humano como um mosaico de mosaicos (de mosaicos...) e as ciências como a parede, a superfície onde eles estão.
O vaso que a contem.

Sim, uma outra perspectiva.
E, ao mesmo tempo, mostrar corretamente, que o conhecimento não é algo que pré-existe em local ou tempo. Ele é produto da relação feita, pontual e conscientemente, de informações. A soma de "pequenos discursos" ao que já sabemos (ou pensamos saber) e a mudança que isto acarreta em nós e no que poderemos fazer a partir deste ponto.


Não, não há receitas prontas. Podemos concentrar 10, 1000 ou 100000 pessoas no mesmo ambiente, mostrar a mesma informação e ainda assim, bem provavelmente, terás 10, 1000 ou 100000 conhecimentos novos diferentes. E a interação destas pessoas gerará muito mais. Cada qual aportando sua própria e particular versão.
Mude qualquer um dos elementos anteriores e o resultado todo muda.

Desde os "Baby Boomers" da pós-guerra, até hoje, vão lá uns 60 anos, quando muito. E hoje, ainda por cima, falamos em fenômenos sociais on-line, assumindo uma vida paralela comparada à off-line, à desplugada (unplugged) que acorda com o sol e se molha com a chuva. Expomos nossas crianças a babás digitais por falta de tempo, ou por perdermos o fio da meada do que deveria ser tecnologia. Ou então, o que ela deveria nos proporcionar; tempo. O tempo para construir-nos a nós mesmos. Para melhorar, aprender e relacionar-nos, uns com os outros, de forma melhor. Desenvolvemos tecnologia, ferramentas. Assumimos sua velocidade e cultura, e ainda nos assombramos quando vemos que nossos filhos se encaixam em descrições como esta:

"Os digital natives estão inseridos em uma nova cultura, em que a identidade é construída a partir de gostos e informações compartilhadas em grupos ou comunidades virtuais. Sua popularidade, seu impacto, é pautada pela quantidade de amigos virtuais, gadgets que possuem (bem como sua tecnologia) e placares nos jogos em rede."

E que digital natives poderia facilmente ser substituído por Geração X, Y, Z, n, sem o menor constrangimento. É só olhar para trás.

E neste processo todo, vamos esquecendo que aquela "vida unplugged" não deixa de ser, e estar, porque não prestamos a devida atenção nela. Desenvolvemos tecnologia, cada vez mais e mais rápida. Esquecemos, pelo caminho, de desenvolver a nós mesmos junto com ela. Podemos ter aprendido alguns truques, mas continuamos; "homem, o lobo do homem".
Podemos cometer erros garrafais, reconheçamo, mas não tencionemos -de forma alguma- fazer deles a base do nosso futuro.
E poderiamos usar isto como um chamado de alerta (heads-up, people!).

tic-tic-tic

Acho que esses temores toda geração têm os seus. Houve (não sei se aqui houve) quando o "temor da vez" era a leitura de histórias em quadrinhos. Que fariam nossas cabeças (confesso, eu era um ávido leitor!) deformar em pensamentos enviezados ou fora dos padrões ditos 'convencionais'. Liamos até a exaustão, trocavamos e re-liamos comentando como críticos tarimbados, esperando o próximo exemplar mensal.
Enquanto isso, a "vida unplugged" ainda seduzia com bolas, pipas, amarelinhas e piões.
Fantasia analógica de outros tempos.

A diferença era somente o acesso à tecnologia. E ela não aparece do nada. Fomos nós mesmos, aqueles dos quadrinhos, que criamos as condições para seu desenvolvimento. Que criamos as condições para seu acesso ser mais fácil. Que criamos as condições para seu replicamento viral! Acho que era esse o "temor da vez" de então; que nossas idéias enviezadas acabassem criando condições para mudar o mundo. Demos o primeiro pontapé, enquanto nossas idéias voavam e pulavamos etapas a rodar encurtando espaços.
Fantasia digital de novos tempos.

Parafraseando o Sr. Gonçalves (L.Radfahrer): "Como diz qualquer consultora de moda: "se não usou no ano passado, não vai mais usar."

Não tenho a menor ideia, simplesmente parou de funcionar.

Aos futuros pesquisadores restará refinar a surpresa daqueles outros pesquisadores que, logo após Colombo, perceberam que tinha sido descoberta a outra metade desconhecida do mundo. Desta vez, com o concurso da tecnologia; dentro de cada um de nós... onde, mesmo quem não participa, significa.


_____________________________________

Posts relacionados:

Contos de Fadas HighTech
Sistemas
 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

EICD e Bjorks

Earlier today while viewing "Talks at Google" featuring Malcolm Gladwell as speaker, he said two things that stopped me cold at my tracks for a while.

He said:
"Elite Institution Cognitive Disorder (EICD) is the mistaken belief that attending the most elite institution you can get into is always in your best interest."
and further on, he went:
"Desirable difficulty (bjorks) is a class of difficulties that have paradoxical outcomes that force you to do things that end up being advantageous."

I'll hang on to these two for a bit and will juggle them around my head to see what happens. But something I already know: I liked them both in their complex simplicity.
Just thinking out loud.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Logística

Meus professores dirão que há soluções muito mais rápidas e simples, mas insisto em que as definições a seguir estão -basicamente- certas e quase completas (sic).
Desde que entrei no curso estive pensando nisso. E a cada nova informação, mudava, e afinava minha definição.
Compartilho com vocês que me leem, o que até agora entendi que seja logística.




"...
Logística
É o conjunto de ciências que estudam e propõem, o melhor fluxo da produção, desde a matéria prima até o consumidor final. É a estratégia que visualiza e é capaz de gerar o design do fluxo todo.

Fluxo
É o desenvolvimento do produto ou serviço desde a necessidade, o desejo original, sua adequação de custo, produção e consumo, até seu descarte ou reutilização sustentável.
..."

Ok?
Agora, por que conjunto de ciências?
Porque logística não é um objeto só. Ela é composta por múltiplos saberes e fazeres diferentes entre si em sinergia. Às vezes completamente sem relação uns com os outros. Por não ter limites definidos, ela (logística) pode lançar mão de todas as ciências que lhe forneçam caminhos para atingir suas metas. Poderíamos até falar em governança, mas acho que não é o caso. Agora, pelo menos.
E fluxo?
Porque ela funciona por etapas. Se prestarmos atenção perceberemos que logística tem; início, meio e fim, num movimento constante. Num fluxo organizado, onde todas as etapas têm relação e afetam umas às outras. Organização, velocidade e lógica, não necessariamente nessa ordem. É esta ordem que se transforma em estratégia: onde, como e quando. É o desenho dela...


PS
E, pelamordeDeus(!!), logística NÃO É a arte de trabalhar em lojas, não!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Do carvão ao grafeno


A tecnologia acabou mudando, não somente nosso mundo, mas, como nós mesmos nos representamos nele.

Hoje em dia somos inundados, queiramos ou não, por uma avalanche de informações de toda sorte. Ccm coberturas as mais variadas (de sons, cores e movimento). Nosso cérebro escolhe as que lhe apetecem e acaba, sem maiores problemas, ignorando todo o resto.
Ou então transformando-o em irrelevante Mesmo que não saiba exatamente o que irrelevante significa.

Não adianta correr, nem tentar se esconder, ou para parafrasear os Borg: "resistir é inútil".
Somos animais curiosos e acabamos mexendo em tudo o que encontramos ou nos chama a atenção. Nossos corpos, nosso meio-ambiente, dai a um passo curto e criamos: "civilização e cultura" (as " " de civilização e cultura, existem porque ainda as estamos criando, é um processo em andamento).

Imprimimos nossa passagem em tudo o que está a nosso alcance. Começamos deixando pegadas na lama e hoje, com os instrumentos que criamos, deixamos essa mesma pegada na nuvem. Nefelibata deixou de ser o pejorativo de alguns e virou desejo tecnológico de muitos.

O desenho e a escrita, ambos nasceram carregados de intenção.
Como, o mercado ou a situação, percebam os dois não tem importância. O desenho transformado em commodity e a escrita estar sendo relegada a pouco mais que artesanato (sem intenção de menosprezar artesanias) é somente um subproduto do excesso de tecnologia. Essa mesma tecnologia que nos aproximaria uns dos outros, e acabou por nos aprisionar num cepo.

A tecnologia, per se, carece de intenção. Sou da opinião de que, quando escrevemos e quando desenhamos, todo gesto significa. Há intenção no gesto! No traço da letra cursiva e no gesto do pincel com tinta sobre o suporte. Logo (particularmente proponho que) poderiamos - até - fazer uma leitura cruzada; histórias num quadro e paisagens numa carta, por exemplo.
O treinamento regular nestas artes nos torna melhores, não necessariamente "artistas", mas melhores.

Os pragmáticos assumiram e criaram a tecnologia para ocupar as nuvens também.
Para isso inovaram ao ponto em que o carvão cujo consumo eficaz preocupava alguns foi - temporariamente - transformado em grafeno. Que nada mais é do que uma forma mais eficaz de carvão; forma e consumo.
Digo temporariamente, pois a inovação irá alcançar esta versão e há de modificá-la, também. Assim como a tecnologia mudou do fogo para a eletricidade e tentou (como ainda tenta) desta para o átomo.

Como nos vemos nesta equação de tempo? Depende muito de quem a vê.
Somos desde imortais dependentes até incapazes... de crianças a velhos. Passando por toda uma gama de vidas e experiências que imaginamos única. A cada dia que passa fica mais evidente que somos iguais às células de um corpo muito maior. Que não aceitemos e insistamos numa "unicidade" ou individualidade é outra história. Somos iteração de fractal, quando muito. Ok, que sejamos função de 1:1,618, não nos elimina dessa iteração.
A ignorância também não é desculpa...

Hoje, qualificamos o desenvolvimento por suas vantagens percebidas sobre a concorrência. A velocidade com que a tecnologia se desenvolveu durante as últimas guerras agora foi levada a guerras particulares entre zaibatsus transnacionais. E suas primeiras batalhas são travadas em desvios de (des)informação e controle. Inovação e energia. Preprare-se para ouvir falar em curvas e flexibilidades.
E o grafeno nesta história de fadas toda?
...

Grafeno é uma organização bidimensional estável... e flexível.

(continua)

_________________________________________

Posts relacionados:

Humanos
Nós, como gotas de oceanos
Tropismos Digitais
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Travessias

Depois de muito, muito tempo, retomei o curso traçado no início. Peguei no tranco, ou levei um tranco, sei lá. O suficientemente forte para acordar desta modorra que me envolvia e seguir. Ainda meio zonado, confesso, mas estou andando. É um grande progresso.  Há ventos enfurnando as velas que me afastam da costa e me levam em frente, por mares antes nunca navegados. Novos destinos, novos caminhos novos... Quando chegar lá saberei.

A sensação é a mesma de todo começo de projeto: tudo largado ao meio, informações desencontradas, linhas soltas, uma confusão tamanha que não dá vontade de ver. A estas alturas já apreendí; pega-se um fio de cada vez. Hoje um, amanhã outro... e assim seguir até reconhecer progresso. Ou erro. O que vier primeiro. Sem desespero, já me larguei uma vez, minha cota de abandonos está encerrada. Não concordo em repetir o mesmo erro para ver se muda o resultado!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lurker 1

"Seus instrumentos são tão toscos e primitivos que não conseguem registrar emanações particulares. Seus tomógrafos e sensores mais avançados não conseguem diferenciar minhas assinaturas daquelas de uma máquina de Capuccino com uma colher de arábica no moedor! Trabalham numa faixa tão estreita de leitura que me pergunto se vale a pena desperdiçar toda essa energia para obter um resultado tão primário.
Isso sem falar na leitura e interpretação dos resultados!! È como tentar encontrar foco em Seurat!!
Parecem macacos lendo fitas de cromatógrafo...

Ainda ir-ão aprender, mas minha paciência está acabando."


sábado, 18 de agosto de 2012

Ócios

Se existem as condições para um novo mercado -seguindo a tese do Domenico De Masi- porque continuamos trabalhando cada vez mais, produzindo cada vez mais e aproveitamos cada vez menos?
Deveriamos pensar -e tentar aplicar- mais um novo projeto de vida e menos um ajuste contábil!!


Veja os paradigmas de De Masi em: http://www.youtube.com/watch?v=dQVVgqiV-lc

domingo, 20 de maio de 2012

Stars my destination

"...

    Um homem de força física e de potencial intelectual atrofiados por falta de ambição. Reações reduzidas ao mínimo. Estereótipo do homem comum. Um choque inesperado poderia, eventualmente, despertá-lo, mas desconhecemos a chave. Não o recomendamos para promoção.
Foyle atingiu um beco sem saída.

..."




A. Bester

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pós-Facebook

(Comentário 1)
Uma situação sui géneris onde o mínimo de interação somado cria um volume enorme de informação. Iteração? Se falarmos em fractais... Fractal.

(Comentário 2)
Estamos assombrados, como os marujos de Colombo, que viram a costa espanhola sumir no horizonte e esperam cair da beira do mundo a qualquer hora. Como eles, cometeremos muitos erros. Mas, no fim dará tudo certo.

(Comentário 3)
Confesso, comecei a escrever meu comentário anterior duas ou três vezes diferentes. Após pouco tempo, na re-leitura, me parecia que o que tinha escrito estava mais para: "Foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a Princesa Leopoldina... " etc, e me dava vergonha de conseguir engendrar tanta sandice. Apagava todo rapidamente, antes que alguem visse minhas bobagens. Parei, como disse, várias vezes e me obrigava a ler outras coisas para desviar do assunto. Uma vez me peguei lendo um artigo sobre cooperação e co-evolução e depois outro do Ralph Abraham chamado "Human Fractals: The Arabesque in our minds". Da leitura deste saiu o meu comentário, muito sintetizado: "Estamos assombrados, como os marujos de Colombo..." para ilustrar o que vejo como nossa postura frente ao que a tecnologia e a internet têm feito com nosso modo de viver.

Acredito que acabamos de passar a soleira de uma nova e maravilhosa era. O começo está ainda visível no horizonte e o fim nem sequer podemos imaginar. Mudamos muito, mudamos todo dia, e a cada dia mudamos mais rápido.

Nossas tímidas experiências nos mostraram problemas que nunca imaginavamos poder vir a ter. 1984 veio e se foi sem maiores conseqüências. O ano 2000 fez o mesmo. 2012 então, so far, so good...

O que faremos com a tecnologia e não o que a tecnologia fará conosco é o "X" da questão. Às vezes nos esquecemos que somos nós -humanos- que fazemos as ferramentas e não o contrário. Temos, isso sim, que (re)aprender a "ser" sem a ferramenta. Aprender, primeiro, a usar a ferramenta universal: nosso cérebro. A sós e em grupos, e talvés essa passividade seja menor. Essa interação seja melhor. Quem me diz que as ideias dos formadores de opinião são as melhores? E, porquê deveria seguí-las sem questão? Não, não proponho, de modo algum, o abandono total da tecnologia e nem o descarte dos formadores de opinião. Uma e outros são úteis, cada qual ao seu modo. Mas sim, saber que existem e são permitidas, muitas outras opções além do "curtir" e "compartilhar". Mesmo sem o concurso obrigatório da tecnologia.

E então nossas tímidas experiências nos mostrarão soluções que nunca antes tinhamos imaginado.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal 2011



Para todos que me leram neste ano e para aqueles que o farão no ano que vem.
Muito obrigado.
Desejo um Feliz Natal e um maravilhoso Ano de 2012 a todos!

Abraços

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Relativismo

Fui treinado a salivar quando escutasse um sino. Hoje o sino foi eliminado e tenho que continuar salivando apesar disso. Está me levando à loucura quebrar este molde e padrão comportamental. Uma roda dentada que não encontra ajuste no sistema em que está. Unidade no vácuo escuro, acho que acabei de cair num experimento comportamental. E um holismo relativista me acena com várias direções ao mesmo tempo... que continua passando impassível.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

História(s)

Em algum lugar escutei: "se ignorarmos a história seremos condenados a repetí-la!" Acho que meu irmão me fez lembrar disso por algum comentário que escreveu no seu blog.

E, como sempre, saí pela tangente pensando em como a ignorância poderia causar tanto estrago em tão pouco tempo. Imaginei como seria se daqui a alguns anos a curva ascendente da lassidão (desculpem, tive que escolher um termo menos ofensivo) atual fosse o tonus. A imagem que me veio à cabeça não era minha de forma alguma. Alguns outros já a viram e usaram em seus avisos. Não sou o primeiro, nem o melhor.
Sou mais um...


Morloks, para quem ainda não conhece, são os sujeitos na foto acima. Fora o modelito Mary Quant e o cabelo chapinhado, eram uns troglôs de mão cheia.
...

Esses guerrilheiros de fim-de-semana no seu afã de emular Che Guevara só conseguem arremedar um Chacrinha mal humorado e baderneiro.

[continua]

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sherazade 2 (leve revisão)

Desde criança sempre fui atraido por histórias fantásticas.
Quanto mais fantásticas melhor!
Histórias e filmes de fadas, gênios, e objetos mágicos eram as minhas preferidas. Alias, até hoje!
Não me importava o maniqueísmo contido na história, nem a cenografia do filme; eram os gênios e seres mágicos que me chamavam a atenção. Aprendia de ouvido, vendo como tudo era possível.

Os três desejos, então, dentre meus favoritos eram o ápice da fábula. Eram eles que mudariam o resto do conto, o final da história, a vida do principal personagem, que invariávelmente tinha sido tirado de sua "zona de conforto", sofreria desafios impensados até que... seus conhecimentos, habilidades e atitudes somados não seriam suficientes para tirá-lo da enrascada.

Usualmente a história era interrompida aqui. Tinha algo a ver com aumento das expectativas, valorização do produto, ansiedade (ou stress) ou então; eu tinha pegado no sono mesmo.


Noite seguinte; Parte 2 - O finalmente -
Tinha me colocado no lugar do herói desde o começo!
"E agora, u qui qui eu faço?"

No penúltimo momento descubro uma lâmpada, um livro, um anel, um peixe mágico, sei lá!
E vem com manual!
"Esfregue aqui para convocar o ente contido. Mantenha fora do alcance das crianças. Produto não reciclável."
A estas alturas eu estava com endorfina saíndo pelos ouvidos de tão assanhado!
(Imagine as matinés de sábado no Edison ou no Ancón e o herói aparecendo ocupando toda a tela!
Quem nunca viu não pode nem imaginar o escarceu!!)

Era um tal de Epas!, Opas! O mocinho descendo o sarrafo no vilão! Fazendo-o provar do seu próprio veneno. Catando a mocinha -com todo respeito- e tascando-lhe um beijo de Roto-rooter!

E viveram felizes para sempre, enquanto nos fades (in/out) apareciam as palavras: "The End". Acompanhadas de uma emocionante fanfarra musical que seria nossa companheira de aventuras até o sábado seguinte.

Acendiam-se as luzes e abriam-se as portas, liberando uma molecada superexcitada e barulhenta, feito bando de periquitos, sobre a cidade inocente e desavisada!

Mas dizia eu que o importante das tais histórias eram os desejos. Em máximo de três e mínimo de um, tinhas o direito de pedir o que quer que fosse (menos: ter mais desejos, claro... coisas de sindicato e contabilidade) que te seria concedido.

Acho que foi a primeira pergunta séria que me fiz na vida toda: Qual seria meu primer desejo? Claro, pois o primeiro era o mais importante! Dele dependeriam todos os outros. Passei um bom tempo pensando nisto.
Quanta bobagem, pensarão... Mas, para um moleque daquela idade (sei lá qual, imagine uma!) ISSO é importante. Pelo menos para mim.

Deveria estar preparado para responder: Qual seu primeiro desejo?
Desastrado como era, poderia ser meu último. Não queria correr esse risco.
E pensei... pensei... pensei...

O tempo foi passando, o Edison e o Ancón foram demolidos, e ainda não tinha uma resposta satisfatória. Encontrar, encontrei mas, por A mais B, sempre achava alguma falha ou mossa que tirava o tchans da resposta.
Ninguem tinha passado por aqui antes?

A resposta me veio de onde menos esperava encontrar!
Um dos meus heróis veio ao meu socorro: Salomão.
Sim, o israelense filho de David.
O do Templo, o da Bíblia!
Ele tinha passado por aqui, e melhor que eu, tinha deixado um mapa para possíveis futuros turistas.
Ele pediu ao Supremo e o Supremo lhe concedeu!
Pode ver, tá lá na Bíblia!!
Por isso, carrego sempre minha resposta pronta na algibeira.

"E tu, o que desejas?"
...
...
(silêncio dramático)

"Eu desejo ser sábio como o Salomão."
...

"E, como ele, agradecer o que já me destes!"



The End
(Agora sim!!)



_______________________________________

Posts Relacionados:


 Comentários a Sherazade

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Se não, vejamos...

"I like being alive. I just wish I was better at it."

@gapingvoid

Pois, até agora ninguem mostrou que o antes nem o depois é melhor.
Façamos melhor o AGORA!!


terça-feira, 26 de julho de 2011

Perspectivas (refurbished)

Faz alguns anos recebí de um dos diretores de departamento um e.mail muito mal-criado reclamando, entre outras coisas, que "os clientes estão fazendo muitas perguntas. E é tudo CULPA sua!!".
Porque em algum lugar, no portal institucional que desenvolvia naquela época, tinha colocado a seguinte frase: "Se você não souber, pergunte." que era uma das bases da estratégia de criação de relacionamentos do portal.

Me lembro de ter ficado pasmo e irritado. Primeiro pela bronca e depois por achar que era tão óbvio o que tentavamos fazer, que todos entenderiam. A proposta tinha sido apresentada, em plenário, para todos os departamentos e, aqueles (5) que acreditaram que funcionaria, embarcaram conosco naquela aventura de video-game global.
Os outros, aos trancos e barrancos, seguiram a orientação da direção, bastante a contra gosto.


Se funcionasse; legal, se não funcionasse a culpa era minha.
...
Funcionou.

Quando começamos lidavamos com clientes sem a menor informação. Consequentemente alguns serviços precisariam ser muito especializados, difíceis e caros. Apostavamos (era mais uma teima) que havendo acesso a mais informação de qualidade, os clientes se apresentariam em estágios menos avançados e com isto conseguiriamos 2 objetivos básicos:
1) aumentar a efetividade e reduzir o custo dos serviços e,
2) aumentar a satisfação do cliente.
Fácil, não?

Para isso precisavamos da ajuda e colaboração de todos. T-O-D-O-S.
Então eu não sabia como se definia uma estratégia colaborativa. Além do mais, estavamos revirando tudo à cata de informação. Faziamos muitas perguntas querendo entender cada faceta da empresa, seus processos e dessa maneira -acidentalmente- acabavamos "descobrindo ouro" como vivia a repetir o H. Torloni, mentor do projeto.


Hoje reconheço que agí de forma errada.
Não deveria ter ficado pasmo nem irritado. Deveria ter ficado orgulhoso pois alguem me culpava por uma mudança de comportamento basal que era, justamente, a confirmação de que estavamos atingindo nosso objetivo!

Os clientes perguntavam, questionavam e -eventualmente- participariam (pois esse seria o próximo passo lógico). Criando assim um novo relacionamento com a empresa. Tudo uma questão de perspectivas. Abriam-se caminhos novos, diferentes para lidar com o mercado e criar valor. Esses clientes passaram a ser sócios.
Esta diferença tem um valor intangível enorme!
Quem tenha lidado com isto ou tenha participado de algum projeto que teve esse resultado, sabe a sensação.
...
Que não dá para esquecer... e que nos aquece quando nada mais pode fazê-lo.





_________________________________________
Posts relacionados:
On being a hospital webmaster
Parede Branca
...

domingo, 18 de abril de 2010

Feixes

Ontem, enquanto tomava banho, comecei a divagar. Nefelibatas costumamos fazer isso, é nossa raison d'être, que digamos; e o vapor, a água e o vidro do box molhado criaram um ambiente (o Ba) onde só faltou Rimsky-Korsakov.
Me perguntei porque tudo importava? E a imagem anexa me veio à mente como um esquema gráfico da solução:
Qualquer linha de pensamento sobre qualquer assunto específico está relacionada a outra linha "qualquer" mesmo sem relação aparente pelo motivo de NÃO ser uma linha única, mas sim um feixe de linhas unidas. Isso, como um cabo de aço. Onde o meio do eixo horizontal (a faixa mais grossa) seria o assunto em questão, os outros pontos na mesma faixa seriam assuntos correlatos. Cada qual menos à medida que se afastam do centro. A faixa vertical corresponde ao desenvolvimento do assunto que só é possível se houver o concurso das outras.
Acontece que, se cada um destes pontos é composto da mesma forma, temos que cada um desses pontos é, não uma linha, mas sim um feixe de linhas!
E cada uma de estas linhas é uma representação de conceitos, conhecimentos, ações e situações diversas.
Espero que gostem de montanhas-russas onde todas as dimensões são exploradas!