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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Uma questão de Gênero

Homem e Mulher são exatamente iguais e possuem o mesmo valor.
No entanto, historicamente, a mulher já foi tratada como posse, algo um pouco mais íntimo e familiar, do que vacas e cabras.
Aos poucos, e por necessidade premente, foi se descobrindo, que a força da mulher era quase tal ou tanta, quanto à do homem. Às vezes até maior.
Principalmente, nas épocas de conflito, onde a maioria dos homens ia para os campos de batalha e quem ficava na retaguarda, mantendo a infraestrutura, eram na sua maioria; mulheres, crianças e velhos.


E eis aqui onde começa este post:
Da sopa primal, antes do início dos tempos, uma célula decidiu uma mutação e todas as células nas quais esta se dividiu e deram origem ao que hoje chamamos homem (Mensch).

O homem não se divide sozinho como suas células primordiais, mas voltando atrás, ele usa uma célula, um ovo, para sua reprodução. Isso significa que há gêneros, o masculino e o feminino. Mas, isso não significa, contudo, que haja precedência entre eles. Eles são exatamente iguais, só que diferentes. Se é que dá para entender. Justamente nas características físicas, e a não ser por um ou outro órgão. Exatamente os reprodutores.

Aqui um pequeno aparte: os velhos e as crianças, são tratados como uma periferia do que seria o gênero feminino. Acredita-se que, produzam pouco. E eis aqui o paradoxo. Quem ensina e quem aprende, não são considerados. Ainda bem. Intangíveis, intocáveis...


Voltemos ao assunto, dizia que, em tempos de conflito as mulheres assumiam o posto dos homens e elas mostraram, cabalmente, que podiam fazer, e em alguns casos, até melhor do que o homem. A Revolução Industrial, acabou por definir mercados e o consumo necessário para a existência desses mercados, acabou por descobrir, também que a mulher que trabalhava, a mão-de-obra, era um mercado consumidor.

Findos os conflitos, descobria-se que os mercados aumentavam pela simples razão que diminuia a incidência de morte nos beligerantes. Morria-se menos, consumia-se mais. As mulheres que não participaram nos conflitos aumentavam o número e o mercado, resumidamente, 'explodiu'.

Levou um tempo, quase tão grande quanto aquele das mutações unicelulares, no caldo primal, para que a mulher começasse a assumir postos de liderança.



Não mais um sub-gênero. Apesar que ainda existem bolsões populacionais onde as mulheres continuam sendo trocadas por camelos, embrulhadas em roupões feito pamonha. Ou Kinder-ovo, onde você só descobre o brinquedo que ganhou, depois de levá-lo para casa.
Não somente nesses locais fundamentalistas, é que encontramos esta percepção da mulher como parte do patrimônio. Ainda escondidos, aqui e ali, dadas as condições certas, essa percepção é demonstrada até nas sociedades mais avançadas.



Mas, eis que a mulher começa a ocupar os espaços antes reservados somente aos homens. Muitas chegam a ser líderes nos seus países. O que antigamente era exceção a regra, hoje não mais é um susto de Indiras, nem surpresas de Merckel. Hoje, a Hilary Clinton, nos acena com uma mulher ocupando o cargo mais poderoso de toda a terra, a de Presidente dos Estados Unidos da América.

Não que isso seja algo novo, nem surpreendente. A história nos mostra tais figuras como: Cleópatra, Elizabeth I e a Imperatriz Viúva da China, Tseu-Hi, Catarina das Rúsias e Vitória de todo o resto.


Mais recente, nos anos 60, Indira Gandhi, governava a Índia, Meier governava Israel, (Bunny) Bhutto no Pakistan, a mulher do Camarada Mao, Margareth Tatcher na Ingleterra, Imelda Marcos, Perón na Argentina, no Chile e até no Brasil de hoje.
Mulher no comando deixou de ser surpresa.
Veja uma lista das líderes mundiais femininas nesta página (http://www.guide2womenleaders.com/Premier_Ministers.htm), e surpreenda-se. Pois estas são as recentes.



O que elas irão fazer com aquele caldo primal, é uma outra história. E o que, Hilary Clinton, poderá fazer num país, veladamente machista, como os Estados Unidos? Será uma surpresa - talvez - agradável.
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O que (já) deveria saber aos 60


Estava lendo minha página do Pinterest e apareceu um grupo de pins sobre "Coisas a saber quando temos 20 anos". Não me lembro de ter visto nada direcionado aos 60 anos. Mas, já que estou aqui, posso sanar essa falha. Pode não ser o melhor, mas conto com todos os que quiserem ajudar, em qualidade e quantidade, no rol que me ocorreu.

Não perderei tempo explicando o que deveriamos saber aos 20, e afinal se você já tem 60 e ainda não sabe, espere até escrever algo como: 'o que você deveria saber aos 80'. Fará mais sentido então. Mas, no caso fortuito de você ainda estar longe dessa idade aqui vão alguns avisos de percurso.
Algo como um mapa da Michelin, mas bem mais esquecível.


1 - Faça exercícios físicos
Corra, ande, pule, faça caminhadas longas e sem destino certo, faça sexo (sim, por acaso aquilo tem data de validade? Se funciona, por Deus, use!). Isto lhe evitará visitas rotineiras ao médico. E aumentará seus níveis de endorfinas (a droga do futuro, acredite). Sem contar com o viço que sua pele terá. O sorriso virá de graça!

2 - Não se irrite!
Pense da seguinte maneira, se quando podia fazer alguma diferença não o fez, por que essa agitação toda agora que é velho? E chamar velho de terceira idade é um eufemismo besta! Sorria.

3 - Faça o que seu coração mandar
Divida sua vida em terços de vinte anos cada. No primeiro você aprendeu, no segundo você aplicou o que aprendeu, no terceiro faça o que lhe der na telha!
Ninguém vai viver sua vida por você! Como disse o Drummond: "Vá ser feliz, por ai".

4 - Aprenda outros idiomas
Sim, nada melhor para apurar a audição do que aprender outro idioma! Pense com o coração, escolha um idioma que sempre admirou por não entender e aprenda-o. Depois junte-o ao item 9 lá embaixo e divirta-se.

5 - Preste atenção aos sinais
Tanto os de dentro como os de fora. O sol e o canto do galo são sinais que a natureza nos dá de graça todos os dias. Dor no peito, de repente pode não ser somente gases.

6 - Esqueça os jogos de tabuleiro
Os computadores modernos tem todo tipo de jogos e quinquilharias digitais feitas para alguém da nossa idade. Aproveite! Quem, inocente, se surpreende com a Geração touchscreen, é porque ainda não viu um velho que aprendeu a pensar junto ao computador. Afinal, computadores existem desde antes da Revolução Francesa.

7 - Leia e pense no que leu
Já disse uma vez antes que: 'aprender é saber a diferença entre o que era e o que é' A leitura trará você ao contato com outras mentes e saberes. Aprenda sem constrangimento ou vergonha. Nunca paramos de aprender. Quem diz o contrário está morto. Ou pior, é um tonto.

8 - Tome uma taça de bom vinho.
De preferência, em boa companhia. Tomadas as devidas precauções, há poucas coisas que podem ser tão prazerosas. Depois da primeira taça, quem sabe, a noite é jovem...

9 - Viaje.
Permita-se conhecer novos lugares, novos amigos. Experimentar novos sabores, acordar sob outros céus. Ouvir músicas e sentir aromas diferentes é uma experiência que vale a pena. Nosso mundo oferece tantas possibilidades, aproveite. Por outro lado, receba bem ao turista, lembre-se: todos somos turistas nesta terra. Estamos aqui só de passagem.
Bon voyage!

10 - Não se assuste com coisas novas ou diferentes
Tudo é novo alguma vez. Porque seria diferente com as situações? Pense num caleidoscópio onde a imagem muda sem aumentarmos a informação. Agora imagine se a essa imagem adicionássemos informação. Absorva e, como no item 7, aprenda coisas novas. Verá que a velocidade do caleidoscópio aumenta na medida em que aceitamos essa mudança.

11 - Seja agradecido.
Comece seu dia com um sorriso e que a primeira palavra a ser dita seja: obrigado.
Lembre-se: todos somos um milagre, fruto da corrida de milhões. Somos ganhadores desde a concepção, bem antes de nascer! Não acredite naqueles desinformados que insistem em dizer que a vida não vale nada. Se não valesse, não haveria tanta vida por ai. Não é por haver muitos de nós que nosso valor é menos. Alegre-se, você está vivo, pode fazê-lo.

12 - Não tenha medo de ser generoso
Há muitas formas de ser generoso. Coisas simples como um olhar, um sorriso, um bom dia, podem ser dádivas para quem as recebe. Exponha-se, comparta o que sabe, faça atalhos e explique o conhecimento. Sempre haverá plateia para a experiência.

13 - Sirva de exemplo
Pode ser que você ache que até agora sua vida não valeu a pena. Mas veja da seguinte forma, pode ser que sua vida foi assim para servir de exemplo para outros. Como um daqueles avisos amarelos na beira da estrada: "Cuidado pista escorregadia à frente".

14 - Seja complacente
A estas alturas já descobrimos que não somos imortais. Também dever-ia-mos saber que não somos infalíveis. Permita-se um erro vez por outra, e saiba que os erros são mais comuns do que nos livros dizem. Ninguém conta quantas vezes errou em verso e prosa. Então, se você pode errar, os outros também podem. É uma forma de aprender. Sorria, reconheça o erro, e comece de novo.

15 - (Venha brincar. Esta você escreve. Mande para mim como contribuição...)



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quarta-feira, 30 de julho de 2014

H.G.Wells et al


Alguns recentes acontecimentos me levaram a re-ler H.G.Wells, aliás um dos meus favoritos.
E ao fazê-lo, me encontrar frente a frente de uma mentalidade quase tão "solta" quanto a de Verne ou de Tesla. E, dificilmente sérios... bom, dois de três, não está mal.

Hoje em dia, suas visões são corriqueiras. Mas, quando eles as imaginaram, e ainda mais quando falaram sobre elas -tentaram explicá-las- o "tempo fechava" sobre a conversa. Se não vejamos, por exemplo, alguns trechos de Wells no -"The Work, Wealth and Happiness of Mankind", de 1932:
...
"Por animal economico significamos o animal que socialmente assegura e armazena o alimento. São animais sociais as formigas e as abelhas."
...
"(O homem) Não conquistou essa vida social e economica pelo desenvolvimento dos instintos de organização, como no caso desses insetos, mas por meio do raciocínio. A natureza dessa transição jaz na raiz de qualquer sólido estudo economico. Uma revista do trabalho, da riqueza e da felicidade humanas não poderá ser sólida nem valiosa e útil se firmemente não repousa nesse fato biológico fundamental."
...
"Linguagem e organização social cresceram juntas e juntas se foram tornando complexas. As fantasias do homem primitivo ainda perseguem as nossas instituições sociais."
...
"As ideias de Frazer, de Jung, de Atkinson mutuamente se influenciam e fecundam. As últimas sugestões que ainda nos perseguem, de um "contrato social", da ideia de que a sociedade humana foi um arranjo deliberado entre pessoas inteligentes como nós próprios, estão sendo varridas de nosso espírito por esse conchavo entre o mitologista e o psicologo - e o caminho se vai abrindo para uma adequada compreensão do mecanismo social."
...
Onde podemos perceber -aquí e alí- a semeadura de um campo novo e fertil para discussões posteriores e vejam como ele nunca menciona tecnologia no seu discurso. Um outro tempo, onde a tecnologia começava a  ditar o quê, o como e o quando pensar. Apesar de o Tesla lidar primeiramente com tecnologia, acredito que seu viés fosse ainda muito mais humanista do que o do simples engenheiro especializado das eras atuais. E isto o encaixava aos outros dois com toda naturalidade.
Nefelibatas...

Ok, chegou até aquí curioso por saber -afinal do que trata este post- certo?
Já faz algúm tempo venho percebendo uma constante nas discussões que atendo:  tecnologia e suas influências no desenvolvimento social (leia-se: das pessoas). Ou então, esqueça as pessoas, como a maioria dos grandes vultos da economia o fazem. Essa variável é muito difícil de lidar. Muito melhor esquecé-la ou fingir que não existe e preocupar-se com coisas realmente importantes.
KPIs, por exemplo.


Se, por outro lado, "gente" é importante para você, sigamos juntos.
Vamos começar por definir que num mercado de redes, as expectativas significam. A adoção de tecnologias em rede depende do tamanho observado e "sugerido" da rede onde será utilizada. E que talvez, massa crítica, não tenha nada a ver com inteligência coletiva.


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sábado, 28 de junho de 2014

Evolução e Mudança

Tecnologia é ferramenta.
A evolução tecnológica acaba, rápida e sem nenhum constrangimento, com o pragmatismo estático herdado do princípio da Revolução Industrial.

Onde antes viamos processos estratificados e isolados de produção de bens e criação de valor e conhecimento, hoje temos, cada vez mais e mais rápido, interações e iterações focais. O indivíduo isolado como foco de dados. E paradoxalmente, por ser elemento ligado em rede, disseminação e compartilhamento de informação, fantasiada de conhecimento em opiniões.

Entramos de sola, como dizem Sayad e Dimenstein (2002), na "Idade Mídia", abusando enormemente do conceito descrito por ambos. Na reinvenção da comunicação que é só significante, carregada de pouco ou nenhum, significado. Quase sem crítica nenhuma.


Preciso, antes de continuar e acabar esquecendo, fazer uma diferenciação entre significado e valor.
Valor é definido por muitos como tudo aquilo que podemos avaliar, pôr preço. As mais das vezes é tangível, pode ser tocado e visto. Significado, por outro lado, nem sempre é tangível, muitas vezes é altamente subjetivo, mas pode ser sentido, algumas raras vezes visto. Mas, dificilmente podemos avaliar.
Me atrevo a adir que, se podemos comprar, seu valor é pouco.
Feito isso, continuemos...

Como disse antes, a evolução tecnológica nos avassala com software livre, cloud computing, mobilidade, VoIP, portabilidade, Bitcoin, 3D printing, veículos elétricos e energias alternativas. Jason Pearlow, do Tech Boiler, diz que, "cada um deles com forças ideológicas e sociais únicas e ainda uma essência comum a todos: a acessibilidade."

E ainda desenvolve a ideia de que esta acessibilidade não é de forma alguma um movimento social ligado ao melhoramento da sociedade como um todo. Por definição seria o desejo pessoal e auto-centrado de não gastar mais. Ou, em termos técnicos, os avanços rápidos da tecnologia têm feito com que nossa percepção do valor das coisas diminua de tal forma que muitos bens e serviços desvalorizaram bem abaixo do que as pessoas estão dispostas a pagar por eles. E que esta situação nunca antes tinha acontecido na história da humanidade.
Nunca antes a tecnologia havia patrocinado a parcimônia.


Se ele não sabe, muito menos eu, diletante extra-oficioso, quando tudo isto começou. Mas, suspeita que tenha sido no final do anos 90, quando do aparecimento do movimento do software livre. Da minha parte, acredito que tenha sido imbuído em nós bem, bem antes, quando ainda tínhamos que nos virar sozinhos como unidades familiares únicas. Mas, isso se perde diluído no tempo e, se alguém escuta, nem presta atenção. Doutra vez, divago nefelibatamente sobre esses assuntos, parece que rezo em latím frente ao Gorrochategui s.j..

E então vieram as crises e as recessões, das quais muitas empresas ainda não acabaram de sair, algumas nem ao menos entenderam o que foi que aconteceu, e criaram uma relutância ao gasto e uma desvalorização de bens e serviços numa escala mundial.

Mesmo que a adoção do software livre não tenha sido aquela panaceia que todos esperavam, ainda é o melhor incentivo para sua adoção e uso. É gráti$!

Por que gastar com servidores caros e complicados quando podemos simplesmente implementar a nuvem (cloud computing)? Com o benefício adicional de não mais precisar de colaboradores especializados e todos os custos embutidos na sua contratação. Reduzir os custos de telefonia e comunicação aproveitando as características do VoIP. Remanejar processos e logísticas aproveitando as redes sociais e automação oferecida em portais do governo.

Mas, e ao mesmo tempo em que as empresas mostram relutância em gastar, há uma substituição de gente (que é considerada barata) por softwares que são, ultimadamente: baratos.


Paradoxalmente, todos estes processos são desenvolvidos por gente, para ser operado por gente, para influenciar gente a fazer coisas que só gente pode fazer: consumir produtos... de gente.
Pode parecer ingênuo ou infantil mas, não está faltando senso nisto tudo? Podemos reduzir todos os custos de produção a sua face mais simples, mas continuaremos na ágora antiga. Onde a tecnologia continua sendo desenvolvida, como antigamente, para ser ferramenta. Um meio, nunca um fim em si mesma.

Nós, gente, continuamos sendo uns o limite dos outros. Como estes limites são transpostos, ultrapassados, e veremos ferramentas em ação.
Tecnologia é ferramenta... já lhes disse isso antes?





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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

De brinco, vestida de perfume.

Alguns processos, quando analisados, são vistos como únicos e independentes uns dos outros.
Segundo essa visão, os processos têm começo, meio e fim, sem relação com o processo seguinte. Ou muito menos, com o anterior. Ainda mais, tratam-se os processos todos como sistemas fechados compostos por: elementos finitos, soluções finitas, e são temporários.


Facilmente esquecemos, ou não levamos em consideração que, ao incluir no processo analisado, qualquer elemento "aberto", todo o sistema -ou processo- muda para aberto. Ou, pelo menos, suas probabilidades de mudar aumentam com o tempo transcorrido. O elemento aberto clássico é o próprio homem. Suas produções intelectuais e tecnológicas o tornam fonte inesgotável de inovação e mudança.

"Para conhecer as coisas há que dar-lhes a volta" diz o velho ditado Português.
Prestemos atenção em como estes lugares comuns se repetem, ciclicamente ainda mais, quando o desenvolvimento da tecnologia é misturado com gente a usá-la.


Vamos brincar?
Misture transporte urbano -faça linhas cumpridas, aproveite os corredores e imponha horários, pague por quilometro percorrido e não por passageiros- e adicione acesso ilimitado à rede wi-fi.
Resultado: você acaba de transformar o transporte urbano em produto hi-tech.
Não é possível?
Curitiba tem ônibus bi- e tri-articulados, usa linhas cumpridas, tem horários (mais ou menos) fixos e respeitados, paga por quilometro. Só falta o wi-fi.

Análise de custos? 
Hmmm... não é o PT.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Logística II

Ultimamente me tenho visto na necessidade de ler vários artigos e estudar sobre "Logística".
Principalmente a logística empresarial que está entrando em voga ou sendo descoberta por aqui. E os teóricos falam e discutem logística, e/ou a falta dela, no Brasil, suas múltiplas variáveis e colorações (sim, eu também não imaginava cores) sociais. Mas todos batem na mesma tecla: "logística empresarial" como se quisessem recriar a introdução da 5ª de Beethoven.
Ou um Samba de uma nota só.
Vai entender.

Somente veem logística como função empresarial interna. Se a empresa (utilizo "empresa" aqui para referir-me tanto a aquela de produção industrial quanto a de serviços) não fizer, adotar ou souber de sua existência, não é logística. Se é que eles adotam logística ou -pelo menos- sabem da sua existência.
Vai entender... de novo.

Tem prestado atenção à proliferação de "Logística" estampado em caminhões de carga de produtos recentemente? É a coqueluche do momento. Pior que pereba em criança! Está em tudo quanto é lugar. Enche os olhos, cria mercados! E ainda assim, a meu ver estamos longe de compreender cabalmente o que seja logística, e suas várias nuances.

Supply-chain management? Também conhecida como Gestão de Cadeia de Suprimentos, numa tradução quase literal da primeira, é logística? A resposta que me parece mais simples é: sim e não.
Seria o mesmo que dizer; meu braço sou eu.

A imagem que entendo das definições do que seja logística que muitos autores dão é que é um processo que acontece -prioritariamente- dentro da empresa ou serviço. Algo ligado aos processos de transformação, transporte e comercialização de produtos acabados.

E é aqui onde começo a discordar com esses teóricos. Acho isso uma visão míope e estreita do que seja logística.

Para mim a logística é um fluxo processual (*) que começa quando do desejo (e desenho) inicial pelo produto/serviço e acaba (agora aproveitando ao máximo a noção de sustentabilidade) quando a destinação inclua o resgate e reaproveitamento sustentável do resultante do uso do produto (embalagens e outros subprodutos do seu consumo, principalmente).

Algo parecido com o gráfico que desenhei aqui em baixo:


E isto se repete para quaisquer produtos ou serviços, em padrões cíclicos. De preferência, e assim que melhorarmos os processos, cada vez melhor. O ideal é chegar a um 90%+ de aproveitamento. O efeito teria que ser estudado, horizontal e verticalmente, por várias funções, fora do processo transformatório em questão.

O supply-chain management é o que acontece dentro das empresas. E é isto o que normalmente vejo definido como logística. Mas, seguindo meu gráfico, podemos ver que é somente um dos momentos da logística. O que acontece dentro da empresa é basicamente transformação.

  1. Transformação de desejos ou da necessidade original em objetos tangíveis; produtos: bens e/ou serviços;
  2. De lá, passamos para um segundo momento de transporte, distribuição e comercialização;
  3. Daqui vamos para destinação, o (re)uso e (re)aproveitamento do resultante do uso do produto primário. Principalmente as embalagens caem nesta área. Pois reaproveitadas, elas servem para reduzir custos de produção de novos produtos similares.
O que descreveria um ciclo (quase) fechado.
Agora que vemos o ciclo, podemos chamá-lo como se deve: estratégia. Pois a análise de cada passo define estratégias. E a gestão da cadeia de suprimentos nada mais é do que estratégia. Estratégia de transformação.

Como diz o Mintzberg: "estratégia, trata-se da forma de pensar no futuro, integrada no processo decisório, com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados.” E a Merchant diz que: "estratégia não é somente o projeto em si, mas também seu desenvolvimento".

E é agora que acontece algo interessante.
Neste ponto podemos ver que a logística, como a tenho definido aqui, pode ser utilizada em qualquer tipo de "desejo ou necessidade original". O simples reconhecer esta necessidade já se configura estratégia! É o primeiro passo.
Projetos e análises de produção fazem parte dela, logo são logística, também. Transformação e destino, que já expliquei lá encima, continuam iguais e também fazem parte da estratégia-logística.

Desta forma, multidisciplinarmente, se torna fácil descobrir, desenhar e propor qualquer das três etapas do ciclo... para qualquer objeto.
É só prestar atenção aos desejos e necessidades originais.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Logística

Meus professores dirão que há soluções muito mais rápidas e simples, mas insisto em que as definições a seguir estão -basicamente- certas e quase completas (sic).
Desde que entrei no curso estive pensando nisso. E a cada nova informação, mudava, e afinava minha definição.
Compartilho com vocês que me leem, o que até agora entendi que seja logística.




"...
Logística
É o conjunto de ciências que estudam e propõem, o melhor fluxo da produção, desde a matéria prima até o consumidor final. É a estratégia que visualiza e é capaz de gerar o design do fluxo todo.

Fluxo
É o desenvolvimento do produto ou serviço desde a necessidade, o desejo original, sua adequação de custo, produção e consumo, até seu descarte ou reutilização sustentável.
..."

Ok?
Agora, por que conjunto de ciências?
Porque logística não é um objeto só. Ela é composta por múltiplos saberes e fazeres diferentes entre si em sinergia. Às vezes completamente sem relação uns com os outros. Por não ter limites definidos, ela (logística) pode lançar mão de todas as ciências que lhe forneçam caminhos para atingir suas metas. Poderíamos até falar em governança, mas acho que não é o caso. Agora, pelo menos.
E fluxo?
Porque ela funciona por etapas. Se prestarmos atenção perceberemos que logística tem; início, meio e fim, num movimento constante. Num fluxo organizado, onde todas as etapas têm relação e afetam umas às outras. Organização, velocidade e lógica, não necessariamente nessa ordem. É esta ordem que se transforma em estratégia: onde, como e quando. É o desenho dela...


PS
E, pelamordeDeus(!!), logística NÃO É a arte de trabalhar em lojas, não!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lurker 1

"Seus instrumentos são tão toscos e primitivos que não conseguem registrar emanações particulares. Seus tomógrafos e sensores mais avançados não conseguem diferenciar minhas assinaturas daquelas de uma máquina de Capuccino com uma colher de arábica no moedor! Trabalham numa faixa tão estreita de leitura que me pergunto se vale a pena desperdiçar toda essa energia para obter um resultado tão primário.
Isso sem falar na leitura e interpretação dos resultados!! È como tentar encontrar foco em Seurat!!
Parecem macacos lendo fitas de cromatógrafo...

Ainda ir-ão aprender, mas minha paciência está acabando."


quarta-feira, 6 de junho de 2012

É óbvio, não é?


Estava pensando em como as coisas mais óbvias são, quase sempre, as mais difíceis de explicar. Ou pior: de perceber!

As vezes dá quase para perceber os padrões coloridos do "desenvolvimento humano" (isso mesmo, mas veja onde estamos). E como esses padrões se repetem por iteração (isso mesmo, de novo) em diferentes niveis. Como deveria ser; teoricamente.
Mas, ninguem está mais interessado.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cult Inut

Na atual conjuntura das coisas, não existe mais a tal "cultura inútil". O fluxo de iterações é tanto que, ou assume as ligações ou o inútil é você.




09/05/2012




Muitas generalizações mas, assim está bom...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Demolition Angel

Já prestou atenção em como, na auto-sabotagem, você não precisa se pintar ou vestir de preto, nem se esgueirar pelas sombras?
Você só não vai lá e não faz...
Pronto!


















Saíndo uma receita de auto-sabotagem no capricho (hold the onions!)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal 2011



Para todos que me leram neste ano e para aqueles que o farão no ano que vem.
Muito obrigado.
Desejo um Feliz Natal e um maravilhoso Ano de 2012 a todos!

Abraços

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Se não, vejamos...

"I like being alive. I just wish I was better at it."

@gapingvoid

Pois, até agora ninguem mostrou que o antes nem o depois é melhor.
Façamos melhor o AGORA!!