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sexta-feira, 4 de julho de 2014

On Second Chances and New Lifes

You know those endless lists that are always written at year's end, and forgotten somewhere beginning of April? Those promises we know we will never keep. That, willingly we know would do us good. That if we kept them, at least half, would make a change in us.
And along comes day 1, day 2, day 3, day ...
D-a-y ...

On the other hand, if you were exposed to an avalanche of positive feedback?
All your deepest dreams. Those that only you could identify, assess... revel in them. Those long abandoned desires, so impossible to accomplish. Those that even if there was an alignment of stars, God's good pleasure, a fluke of chance, you know that would have less chance of coming true than an ice cube exposed to the mid-day's sun in summer.
At a tropical beach!

And yet, if against all those insurmountable odds, that spec of a chance could be possible?
Once...
Tiny.
Still, would you doubt?


Sabe aquelas listas intermináveis que são escritas todo final de ano, e esquecidas lá para começos de abril? Aquelas promessas que sabemos não iremos cumprir. Que, de boa vontade, sabemos que nos fariam bem,  e caso fizessemos, pelo menos, metade haveria uma mudança em nós.
E chega dia 1, dia 2, dia 3, dia...
D-i-a...

Por outro lado, e se fossemos expostos a uma verdadeira avalanche de respostas positivas? Todos os seus desejos mais profundos. Aqueles que só você poderia identificar, apreciar, deleitar-se neles. Aqueles seus desejos abandonados como impossíveis de realizar. Aqueles desejos que, mesmo que houvesse um alinhamento de astros, um beneplácito dos Deuses, um acaso dos acasos, você sabe que teriam menos chance que um cubo de gelo exposto ao calor do sol num meio-dia de verão.
Na praia!

E se, contra tudo e todos, essa pequenina chance fosse possível?
Uma única vez...
Pequenina.
Ainda assim, você duvidaria?


...



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sábado, 28 de junho de 2014

Evolução e Mudança

Tecnologia é ferramenta.
A evolução tecnológica acaba, rápida e sem nenhum constrangimento, com o pragmatismo estático herdado do princípio da Revolução Industrial.

Onde antes viamos processos estratificados e isolados de produção de bens e criação de valor e conhecimento, hoje temos, cada vez mais e mais rápido, interações e iterações focais. O indivíduo isolado como foco de dados. E paradoxalmente, por ser elemento ligado em rede, disseminação e compartilhamento de informação, fantasiada de conhecimento em opiniões.

Entramos de sola, como dizem Sayad e Dimenstein (2002), na "Idade Mídia", abusando enormemente do conceito descrito por ambos. Na reinvenção da comunicação que é só significante, carregada de pouco ou nenhum, significado. Quase sem crítica nenhuma.


Preciso, antes de continuar e acabar esquecendo, fazer uma diferenciação entre significado e valor.
Valor é definido por muitos como tudo aquilo que podemos avaliar, pôr preço. As mais das vezes é tangível, pode ser tocado e visto. Significado, por outro lado, nem sempre é tangível, muitas vezes é altamente subjetivo, mas pode ser sentido, algumas raras vezes visto. Mas, dificilmente podemos avaliar.
Me atrevo a adir que, se podemos comprar, seu valor é pouco.
Feito isso, continuemos...

Como disse antes, a evolução tecnológica nos avassala com software livre, cloud computing, mobilidade, VoIP, portabilidade, Bitcoin, 3D printing, veículos elétricos e energias alternativas. Jason Pearlow, do Tech Boiler, diz que, "cada um deles com forças ideológicas e sociais únicas e ainda uma essência comum a todos: a acessibilidade."

E ainda desenvolve a ideia de que esta acessibilidade não é de forma alguma um movimento social ligado ao melhoramento da sociedade como um todo. Por definição seria o desejo pessoal e auto-centrado de não gastar mais. Ou, em termos técnicos, os avanços rápidos da tecnologia têm feito com que nossa percepção do valor das coisas diminua de tal forma que muitos bens e serviços desvalorizaram bem abaixo do que as pessoas estão dispostas a pagar por eles. E que esta situação nunca antes tinha acontecido na história da humanidade.
Nunca antes a tecnologia havia patrocinado a parcimônia.


Se ele não sabe, muito menos eu, diletante extra-oficioso, quando tudo isto começou. Mas, suspeita que tenha sido no final do anos 90, quando do aparecimento do movimento do software livre. Da minha parte, acredito que tenha sido imbuído em nós bem, bem antes, quando ainda tínhamos que nos virar sozinhos como unidades familiares únicas. Mas, isso se perde diluído no tempo e, se alguém escuta, nem presta atenção. Doutra vez, divago nefelibatamente sobre esses assuntos, parece que rezo em latím frente ao Gorrochategui s.j..

E então vieram as crises e as recessões, das quais muitas empresas ainda não acabaram de sair, algumas nem ao menos entenderam o que foi que aconteceu, e criaram uma relutância ao gasto e uma desvalorização de bens e serviços numa escala mundial.

Mesmo que a adoção do software livre não tenha sido aquela panaceia que todos esperavam, ainda é o melhor incentivo para sua adoção e uso. É gráti$!

Por que gastar com servidores caros e complicados quando podemos simplesmente implementar a nuvem (cloud computing)? Com o benefício adicional de não mais precisar de colaboradores especializados e todos os custos embutidos na sua contratação. Reduzir os custos de telefonia e comunicação aproveitando as características do VoIP. Remanejar processos e logísticas aproveitando as redes sociais e automação oferecida em portais do governo.

Mas, e ao mesmo tempo em que as empresas mostram relutância em gastar, há uma substituição de gente (que é considerada barata) por softwares que são, ultimadamente: baratos.


Paradoxalmente, todos estes processos são desenvolvidos por gente, para ser operado por gente, para influenciar gente a fazer coisas que só gente pode fazer: consumir produtos... de gente.
Pode parecer ingênuo ou infantil mas, não está faltando senso nisto tudo? Podemos reduzir todos os custos de produção a sua face mais simples, mas continuaremos na ágora antiga. Onde a tecnologia continua sendo desenvolvida, como antigamente, para ser ferramenta. Um meio, nunca um fim em si mesma.

Nós, gente, continuamos sendo uns o limite dos outros. Como estes limites são transpostos, ultrapassados, e veremos ferramentas em ação.
Tecnologia é ferramenta... já lhes disse isso antes?





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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Xícaras & poltronas

É tão disparatado que pode até dar certo!
Que algo tão suave e delicado possa compartir o espaço com um volume tosco e rude.
Resgatar projetos de vida não deveriam ser parte da rotina de ninguém. E muito menos depois da entrada na segunda metade da vida. É uma aventura arriscada e cheia de subrotinas aleatórias. Uma aventura que somente pode ser enfrentada, ou deveria ser enfrentada, de peito aberto e com a clara resolução de ir sempre enfrente.
Sempre...
Assumir os riscos, todos eles, de ser feliz. A meta e o objetivo hão de ser claramente definidos, sem espaços para desvios ou "second thoughts". Não poderá haver dúvidas sobre eles. É como uma canção que, ao se começar, se vai até o fim. Somente assim poderá ser entendida.
Sem "lá-lá-lás", a la Sinatra!
Não há espaço para erros, não serão permitidos.
Vôos mais altos, vôos mais rápidos, asas curtas, asas longas, tudo é permitido. Sempre e quando chegues até o fim... qualquer outra alternativa estará errada.
Terrivelmente errada:, um blefe imperdoável. Um esforço vão, mediocre e ridículo arremedo de vida.
E isso será o valor da dívida: a vida. O resto, a partir dai não terá valor nenhum.
Mas, se por outro lado, metas e objetivos, forem alcançados como deveria ser.
Hmmm...
Ansias, desejos, ilusões, motivos e querências, tudo no mesmo lugar, em ordem. E que eles sejam a mola impulsora de cada e qualquer canto e movimento. Pois eles são em si mesmos: disparate, razão suficiente e necessária para vôos e mergulhos. O vento na barriga enquanto caímos, as carícias da brisa no rosto enquanto voamos. Ponha seu coração nisso que dará certo!! Pule de cabeça. Passe vergonha, ninguem "morre de vergonha", literalmente. Ela é o caminho que ninguem escolhe. E, como todo caminho, ele passa e te leva a outros lugares. Te mostra novas paisagens. Por isso se chama caminho.
Aposte sua vida  a um anjo, um milagre e uma canção.
No fim, sorria e abra os braços para abraçar seu motivo.
Sinta-se feliz e ame.
Dê todo seu coração e todas suas forças.
E sinta-se vivo!
...
Elle n'est pas chouette celle-ci???

sábado, 19 de janeiro de 2013

There's nothing to learn, it's just a game that you play.



Ensaiei um passo de baile. E vejam, isto não é mais fácil para mim, deixei de dançar faz... várias vidas. Me encontrei perdido no meio de muitos mim, cada qual com sua cobrança. Para sair, fingí-me de louco e dancei. Quem iria pensar que a "loucura" era um ensaio! Conseguí chegar a porto seguro e parei para reagrupar os que sobramos. Não estou mais na idade destes calores! De tanto pensar no que fazer a seguir, não estou conseguindo seguir, mal sei o que fazer e nem pensar. Olho para mim aparmelado, onde terei errado? Como cheguei até aquí?

"Escolhas!" grita um tonto engravatado lá do fundo, levantando o braço. Nota para mim mesmo; "nunca mais fazer comitês para solucionar qualquer coisa!". Veja os problemas como um cubista. De vários lados... ao mesmo tempo. A solução será mais completa, holística e provavelmente: errada.

Dou voltas dentro deste caixão e me lembro de Shroedinger e de Sheldon. De um, ainda rio, e do outro fico confuso. Sheldon está certo, claro, só que num outro multiverso. Sempre. Talvés seja esse o criador de tumultos: misturar tudo tentando achar "soluções fáceis" que possam ser usadas como padrões para outros problemas.

É sério! Tente solucionar um problema sem, ao mesmo tempo, criar as bases para outro pior mais adiante! Ainda carregaremos isso escrachado no currículo como item de desenvolvimento profissional. Justo abaixo do título: Experiência, grafado em negrito. Nada deveria ser levado a sério. A vida não é séria! É uma piada! Em alguns momentos de muito mal gosto, diga-se de passagem. A única saída dela é seu exato oposto. Algúns correm para lá, enquanto outros são empurrados pela multidão aplaudindo.
Vejam como as coisas funcionam -relativamente- pega-se um código que não funciona e se lê, de cabo a rabo. Instruções simples e diretas a serem executadas sempre e quando sejam satisfeitas certas condições. Simples.

Mas, o diabo de cento-e-poucas linhas, não funciona.
Começa-se tudo de novo. A lêr de cima a baixo... e tal.
O diabo é a leitura repetitiva de instruções certas que funcionam, se e somente se, noutro lugar.
Endereços de pesquisa errado, eu não sou este lugar. Paciência.
Como gostaria ser alvo.

Muda-se o endereço e a coisa funciona como se não tivesse feito nada de errado a vida toda. Como se nem todas as gotas da chuva fossem culpadas pela mesma inundação.
Um jogo, deixe-se levar sem pensar muito nele...

PS
Parece bobagem, mas enquanto lia um artigo sobre sinonímia, isto foi se formando sozinho. Alguns nomes foram trocados para proteger a (quase)inocência de alguns personagens.
O artigo é este: "Sinonimia y Diferencia de Significado" de Benjamin Garcia-Hernandez