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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Conselhos

Encontrei este post num blog acidental. É tão bom que não conseguí resistir e Ctrl+C, Ctrl+V aqui para compartir com vocês. Sei que contarei com sua licênça e perdoarão meu impulso.
Divirtam-se.


PS
Lamento está em inglês no original e a construção é tão boa que não me atreví a traduzí-lo.


Advice, Like Youth, Probably Just Wasted On The Young

By Mary Schmich


[ Reprinted without permission from the Chicago Tribune. Originally published: Sunday, June 1, 1997. Initially attributed as written by Kurt Vonnegut for the 1997 MIT graduation ceremony. ]

Inside every adult lurks a graduation speaker dying to get out, some world-weary pundit eager to pontificate on life to young people who'd rather be Rollerblading. Most of us, alas, will never be invited to sow our words of wisdom among an audience of caps and gowns, but there's no reason we can't entertain ourselves by composing a Guide to Life for Graduates.


I encourage anyone over 26 to try this and thank you for indulging my attempt.

Ladies and gentlemen of the class of '97:
  • Wear sunscreen. If I could offer you only one tip for the future, sunscreen would be it. The long-term benefits of sunscreen have been proved by scientists, whereas the rest of my advice has no basis more reliable than my own meandering experience. I will dispense this advice now.
  • Enjoy the power and beauty of your youth. Oh, never mind. You will not understand the power and beauty of your youth until they've faded. But trust me, in 20 years, you'll look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now how much possibility lay before you and how fabulous you really looked. You are not as fat as you imagine.
  • Don't worry about the future. Or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubble gum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind, the kind that blindside you at 4 pm on some idle Tuesday.
  • Do one thing every day that scares you.
  • Sing.
  • Don't be reckless with other people's hearts. Don't put up with people who are reckless with yours.
  • Floss.
  • Don't waste your time on jealousy. Sometimes you're ahead, sometimes you're behind. The race is long and, in the end, it's only with yourself.
  • Remember compliments you receive. Forget the insults. If you succeed in doing this, tell me how.
  • Keep your old love letters. Throw away your old bank statements.
  • Stretch.
  • Don't feel guilty if you don't know what you want to do with your life. The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives. Some of the most interesting 40-year-olds I know still don't.
  • Get plenty of calcium. Be kind to your knees. You'll miss them when they're gone.
  • Maybe you'll marry, maybe you won't. Maybe you'll have children, maybe you won't. Maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the funky chicken on your 75th wedding anniversary. Whatever you do, don't congratulate yourself too much, or berate yourself either. Your choices are half chance. So are everybody else's.
  • Enjoy your body. Use it every way you can. Don't be afraid of it or of what other people think of it. It's the greatest instrument you'll ever own.
  • Dance, even if you have nowhere to do it but your living room.
  • Read the directions, even if you don't follow them.
  • Do not read beauty magazines. They will only make you feel ugly.
  • Get to know your parents. You never know when they'll be gone for good. Be nice to your siblings. They're your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
  • Understand that friends come and go, but with a precious few you should hold on. Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle, because the older you get, the more you need the people who knew you when you were young.
  • Live in New York City once, but leave before it makes you hard.
  • Live in Northern California once, but leave before it makes you soft.
  • Travel.
  • Accept certain inalienable truths: Prices will rise. Politicians will philander. You, too, will get old. And when you do, you'll fantasize that when you were young, prices were reasonable, politicians were noble, and children respected their elders.
  • Respect your elders.
  • Don't expect anyone else to support you. Maybe you have a trust fund. Maybe you'll have a wealthy spouse. But you never know when either one might run out.
  • Don't mess too much with your hair or by the time you're 40 it will look 85.
  • Be careful whose advice you buy, but be patient with those who supply it. Advice is a form of nostalgia. Dispensing it is a way of fishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling it for more than it's worth.

But trust me on the sunscreen.



Falando nisso, vou passar o meu. Está quente aqui...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Logística II

Ultimamente me tenho visto na necessidade de ler vários artigos e estudar sobre "Logística".
Principalmente a logística empresarial que está entrando em voga ou sendo descoberta por aqui. E os teóricos falam e discutem logística, e/ou a falta dela, no Brasil, suas múltiplas variáveis e colorações (sim, eu também não imaginava cores) sociais. Mas todos batem na mesma tecla: "logística empresarial" como se quisessem recriar a introdução da 5ª de Beethoven.
Ou um Samba de uma nota só.
Vai entender.

Somente veem logística como função empresarial interna. Se a empresa (utilizo "empresa" aqui para referir-me tanto a aquela de produção industrial quanto a de serviços) não fizer, adotar ou souber de sua existência, não é logística. Se é que eles adotam logística ou -pelo menos- sabem da sua existência.
Vai entender... de novo.

Tem prestado atenção à proliferação de "Logística" estampado em caminhões de carga de produtos recentemente? É a coqueluche do momento. Pior que pereba em criança! Está em tudo quanto é lugar. Enche os olhos, cria mercados! E ainda assim, a meu ver estamos longe de compreender cabalmente o que seja logística, e suas várias nuances.

Supply-chain management? Também conhecida como Gestão de Cadeia de Suprimentos, numa tradução quase literal da primeira, é logística? A resposta que me parece mais simples é: sim e não.
Seria o mesmo que dizer; meu braço sou eu.

A imagem que entendo das definições do que seja logística que muitos autores dão é que é um processo que acontece -prioritariamente- dentro da empresa ou serviço. Algo ligado aos processos de transformação, transporte e comercialização de produtos acabados.

E é aqui onde começo a discordar com esses teóricos. Acho isso uma visão míope e estreita do que seja logística.

Para mim a logística é um fluxo processual (*) que começa quando do desejo (e desenho) inicial pelo produto/serviço e acaba (agora aproveitando ao máximo a noção de sustentabilidade) quando a destinação inclua o resgate e reaproveitamento sustentável do resultante do uso do produto (embalagens e outros subprodutos do seu consumo, principalmente).

Algo parecido com o gráfico que desenhei aqui em baixo:


E isto se repete para quaisquer produtos ou serviços, em padrões cíclicos. De preferência, e assim que melhorarmos os processos, cada vez melhor. O ideal é chegar a um 90%+ de aproveitamento. O efeito teria que ser estudado, horizontal e verticalmente, por várias funções, fora do processo transformatório em questão.

O supply-chain management é o que acontece dentro das empresas. E é isto o que normalmente vejo definido como logística. Mas, seguindo meu gráfico, podemos ver que é somente um dos momentos da logística. O que acontece dentro da empresa é basicamente transformação.

  1. Transformação de desejos ou da necessidade original em objetos tangíveis; produtos: bens e/ou serviços;
  2. De lá, passamos para um segundo momento de transporte, distribuição e comercialização;
  3. Daqui vamos para destinação, o (re)uso e (re)aproveitamento do resultante do uso do produto primário. Principalmente as embalagens caem nesta área. Pois reaproveitadas, elas servem para reduzir custos de produção de novos produtos similares.
O que descreveria um ciclo (quase) fechado.
Agora que vemos o ciclo, podemos chamá-lo como se deve: estratégia. Pois a análise de cada passo define estratégias. E a gestão da cadeia de suprimentos nada mais é do que estratégia. Estratégia de transformação.

Como diz o Mintzberg: "estratégia, trata-se da forma de pensar no futuro, integrada no processo decisório, com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados.” E a Merchant diz que: "estratégia não é somente o projeto em si, mas também seu desenvolvimento".

E é agora que acontece algo interessante.
Neste ponto podemos ver que a logística, como a tenho definido aqui, pode ser utilizada em qualquer tipo de "desejo ou necessidade original". O simples reconhecer esta necessidade já se configura estratégia! É o primeiro passo.
Projetos e análises de produção fazem parte dela, logo são logística, também. Transformação e destino, que já expliquei lá encima, continuam iguais e também fazem parte da estratégia-logística.

Desta forma, multidisciplinarmente, se torna fácil descobrir, desenhar e propor qualquer das três etapas do ciclo... para qualquer objeto.
É só prestar atenção aos desejos e necessidades originais.


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sherazade 2 (leve revisão)

Desde criança sempre fui atraido por histórias fantásticas.
Quanto mais fantásticas melhor!
Histórias e filmes de fadas, gênios, e objetos mágicos eram as minhas preferidas. Alias, até hoje!
Não me importava o maniqueísmo contido na história, nem a cenografia do filme; eram os gênios e seres mágicos que me chamavam a atenção. Aprendia de ouvido, vendo como tudo era possível.

Os três desejos, então, dentre meus favoritos eram o ápice da fábula. Eram eles que mudariam o resto do conto, o final da história, a vida do principal personagem, que invariávelmente tinha sido tirado de sua "zona de conforto", sofreria desafios impensados até que... seus conhecimentos, habilidades e atitudes somados não seriam suficientes para tirá-lo da enrascada.

Usualmente a história era interrompida aqui. Tinha algo a ver com aumento das expectativas, valorização do produto, ansiedade (ou stress) ou então; eu tinha pegado no sono mesmo.


Noite seguinte; Parte 2 - O finalmente -
Tinha me colocado no lugar do herói desde o começo!
"E agora, u qui qui eu faço?"

No penúltimo momento descubro uma lâmpada, um livro, um anel, um peixe mágico, sei lá!
E vem com manual!
"Esfregue aqui para convocar o ente contido. Mantenha fora do alcance das crianças. Produto não reciclável."
A estas alturas eu estava com endorfina saíndo pelos ouvidos de tão assanhado!
(Imagine as matinés de sábado no Edison ou no Ancón e o herói aparecendo ocupando toda a tela!
Quem nunca viu não pode nem imaginar o escarceu!!)

Era um tal de Epas!, Opas! O mocinho descendo o sarrafo no vilão! Fazendo-o provar do seu próprio veneno. Catando a mocinha -com todo respeito- e tascando-lhe um beijo de Roto-rooter!

E viveram felizes para sempre, enquanto nos fades (in/out) apareciam as palavras: "The End". Acompanhadas de uma emocionante fanfarra musical que seria nossa companheira de aventuras até o sábado seguinte.

Acendiam-se as luzes e abriam-se as portas, liberando uma molecada superexcitada e barulhenta, feito bando de periquitos, sobre a cidade inocente e desavisada!

Mas dizia eu que o importante das tais histórias eram os desejos. Em máximo de três e mínimo de um, tinhas o direito de pedir o que quer que fosse (menos: ter mais desejos, claro... coisas de sindicato e contabilidade) que te seria concedido.

Acho que foi a primeira pergunta séria que me fiz na vida toda: Qual seria meu primer desejo? Claro, pois o primeiro era o mais importante! Dele dependeriam todos os outros. Passei um bom tempo pensando nisto.
Quanta bobagem, pensarão... Mas, para um moleque daquela idade (sei lá qual, imagine uma!) ISSO é importante. Pelo menos para mim.

Deveria estar preparado para responder: Qual seu primeiro desejo?
Desastrado como era, poderia ser meu último. Não queria correr esse risco.
E pensei... pensei... pensei...

O tempo foi passando, o Edison e o Ancón foram demolidos, e ainda não tinha uma resposta satisfatória. Encontrar, encontrei mas, por A mais B, sempre achava alguma falha ou mossa que tirava o tchans da resposta.
Ninguem tinha passado por aqui antes?

A resposta me veio de onde menos esperava encontrar!
Um dos meus heróis veio ao meu socorro: Salomão.
Sim, o israelense filho de David.
O do Templo, o da Bíblia!
Ele tinha passado por aqui, e melhor que eu, tinha deixado um mapa para possíveis futuros turistas.
Ele pediu ao Supremo e o Supremo lhe concedeu!
Pode ver, tá lá na Bíblia!!
Por isso, carrego sempre minha resposta pronta na algibeira.

"E tu, o que desejas?"
...
...
(silêncio dramático)

"Eu desejo ser sábio como o Salomão."
...

"E, como ele, agradecer o que já me destes!"



The End
(Agora sim!!)



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 Comentários a Sherazade

sexta-feira, 1 de julho de 2011

J. Plaza

Um dos meus professores favoritos foi o Júlio Plaza.
Foi ele quem me ensinou a "escutar o que é dito e prestar atenção ao que não é dito." É bem provável que seja de lá de onde irá sair a solução de muitos problemas.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A matemática da vida em Fukushima

Acabo de ler isto e acho que posso (será?) repetir:

"
Há no Japão um grupo de 200 aposentados, em sua maioria engenheiros, que se oferece para substituir trabalhadores mais jovens num perigoso trabalho: a manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo grande terremoto de três meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yasuteru Yamada, que tem 72 anos e negocia com o reticente governo japonês e a companhia, usa uma lógica tão simples quanto assombrosa.

"Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para surgir. Logo, nós que somos mais velhos temos menos risco de desenvolver câncer", afirma Yamada.

É arrepiante. Na contramão do individualismo atual - e lidando de uma maneira absolutamente realista em relação à vida e à morte -, sexagenários e septuagenários querem dar uma última contribuição: ser úteis em seus últimos anos e permitir que alguns jovens possam chegar às idades deles com saúde e disposição semelhantes.

O que mais impressiona em toda a história é a matemática da vida. A morte não é para eles um problema a ser solucionado - ou talvez corrigido, pela hipótese mística da vida eterna que medicina e biologia tentam encampar e da qual as revistas de boa saúde tentam nos convencer; a morte é, de fato, a constante da equação.

Nada que o mundo ocidental não conheça. O filósofo alemão Georg Friedrich Hegel (1770-1831) certa vez definiu "mestre" como alguém desapegado da vida a ponto de enfrentar a morte, enquanto "servo" seria um escravo do desejo de continuar vivo - e que obedeceria mais às regras que lhe garantissem a sobrevida. Em consequência, o servo anula sua vontade de transformar o mundo e a si mesmo.

Criados numa sociedade de consumo, corremos o risco de levar essa escravidão às últimas, defendendo a boa saúde e os confortos com muito mais afinco do que aquilo que podemos fazer por nós e pelos outros enquanto ainda gozamos dela.

Os senhores do Japão ensinam que a morte é a hora em que podemos continuar a existir na memória das pessoas - uma oportunidade que, para mim, eles não perdem mais.
"

Publicado em 03/06/2011 - Marvio dos Anjos

domingo, 15 de maio de 2011

E dai?

Conhece aquela piada que diz que qualquer cogumelo é comestível, pelo menos uma vez? Acho que com os suicidas acontece a mesma coisa. Todos são suicidas somente uma vez.
Por que cometeu essa loucura?
Mas, não parecia tanta doidura na hora.
Aconteceu.
Foi como ir dormir... leve...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

K. Schulz

"Trusting too much in the feeling of being on the correct side -of anything- can be very dangerous."

terça-feira, 29 de março de 2011

Bear Facts 2

Estive re-lendo e pensando sobre as últimas frases do post anterior a este. "A ferramenta não muda o usuário", mas cria sim, condições para modificações ao meio-ambiente.

Lembremos que o homem é a soma de três: 1- o que ele é (sua bagagem hereditária); 2- os acontecimentos de sua história e, 3- o meio-ambiente que o rodeia em qualquer determinado momento.
As ferramentas potencializam a velocidade de modificação. E, mesmo porque a criação de ferramentas está limitada à nossa capacidade de imaginação.

Breve desvio, imaginem a cena: um velho olhando pela janela os raios de uma tempestade e dizendo: "eu faria muito melhor." O velho era Nicola Tesla. E até hoje ainda estamos descobrindo utilidades para alguns dos seus inventos e teorias.
Só para ilustrar outro ponto.

E, como disse Evgeny Morosov: "confundimos os usos pretendidos da tecnologia com seu uso real." E, lá vamos nós quebrar cocos com o computador -figurativamente falando-, claro.
E Tapscott e Williams; "Apesar do iluminismo industrial nos ter dado muitas coisas pelas quais somos gratos, é justo dizer que ainda não vimos nada. Os avanços em nossa capacidade de gerar e aplicar novo conhecimento na era industrial são insignificantes em comparação com as capacidades ao nosso alcance hoje."

Não podemos esquecer de quem usa o quê aqui.
Pessoas usam ferramentas! Falamos em tecnologia o tempo todo e quase não falamos em pessoas. Pessoas usam ferramentas, pessoas criam tecnologia e imaginam inovação.
Pessoas!





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quarta-feira, 16 de março de 2011

Ojalá que llueva café

Só mesmo o Juan Luis Guerra para criar um oásis como este:



bliss.

Bear facts


Internet, wi-fi, redes sociais, smart gadgets n dumb people.
Demos o segundo passo: 1) criamos a tecnologia e agora 2) temos que aprender a lidar com ela. O que ainda não atinamos é que para fazer isto precisamos mudar. Mudar o que somos e como agimos. Como agimos conosco (eu), com nossos semelhantes (os outros) e com nosso meio-ambiente (TUDO o resto!).

O Brasil é um país que podemos usar como índice, senão vejamos; houve uma mudança social incruenta, mais ou menos rápida. E o nivel de "inclusão digital" é um dos que mais cresce no mundo. De 10 computadores vendidos ontem, 10 serão usados para acessar à internet. Entrar em contato, se ligar à web e surfar na rede.
E por aí vai...

Mas, temos que levar em conta que; qualquer tecnologia não é, per se, um índice de evolução. Ela é, quando muito: ferramenta! Os macacos não são menos macacos porque usam pedras para quebrar cocos.
(É um exemplo besta, mas serve para ilustrar o ponto.)

Os mais afetados pela tecnologia e seu uso percebem as mudanças muito mais lentamente do que aqueles que tiram proveito econômico dela; usualmente empresas ou conglomerados transnacionais com poucos, se algum, vínculos locais. A tecnologia é oferecida dependendo muito mais do tamanho do mercado consumidor local -o valor potencial do mercado- do que de uma real necessidade. Não basta haver a necessidade para ter acesso à tecnologia. Vide alguns exemplos na África e América Latina onde, até o telefone, é ainda tecnologia de ponta.

Mas, dizia; a ferramenta e o seu uso não transformam o usuário e sua aceitação prática como inovação capaz de criar [novos] valores, é "lenta".

Breve desvio, digo: [lenta] em relação à sua própria velocidade de desenvolvimento. A nossa tecnologia atual, se comparada com a tecnologia de 50 anos atrás, é exponencialmente rápida!
[continua]






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sábado, 12 de março de 2011

Música

Sempre gostei do Heitor VillaLobos. Depois do Toquinho. E Yamandú Costa que é carta fora do baralho. Juntemos todos eles, e obtem-se coisas como esta:



Divirtam-se.

sábado, 20 de novembro de 2010

Visão

Gestão do conhecimento é muito mais do que uma re-leitura das relações empresa-colaborador. É sim, uma revisão holística das relações do homem e o seu meio-ambiente.
Dotar tais relações de significados e valores nada mais é do que um dos corolários dessa revisão.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Gíri

Fui criado na certeza de que quando entrasse a trabalhar em qualquer organização isto seria para sempre. Começaria por baixo e ir-ia galgando postos e responsabilidades na medida em que o mérito e minhas capacidades fossem aumentando. Vivia isso diáriamente, não havia mentira ou insulto que pudessem mudar o norte.
O mundo evoluiu.
E essa minha certeza anacrônica e infantil, definhou, definhou sem o menor aviso. Acho que o único que não percebeu fui eu. Meus conceitos arraigados de responsabilidade, dever, honra, melhor definidos pelo gíri japonês, ficaram tortos e fora de lugar. Até para mim.
Aprendí, isto é, estou aprendendo que temos que ter os pés aquí e a cabeça... hmmm, não foi exatamente isto que me trouxe tantos problemas quando criança? Não era eu um eterno distraído, displicente e sei lá mais o que? Para mim, eu sempre estive pensando alguma coisa. Que não entendessem era uma outra história.
Hoje revejo tudo do que me desfiz, meus erros e enganos são produtivos. Meus medos tenho que usar como capa do toureiro para atrair a atenção enquanto o sabre da intenção mostro só a ponta.