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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Charges e Desenhos

Gosto de desenhar. É uma das minhas funções. Vejo muitas coisas como desenho. Vejo muitos desenhos e desenhistas bons. Tem, entre os chargistas brasileiros que admiro, vários que se destacam. Desde o elegante J. Caulos, passando pelo Ziraldo, Negreiros e, ultimamente a Laerte, têm simplificado seu traço e aumentado seu significado. Suas charges são histórias que se encaixam em qualquer linha. Qualquer tempo.


Me pergunto por que será que havendo gente que consegue condensar e retratar eventos desta maneira, transformando o que seria de outra forma, o prosaico cotidiano em poesia e riso, continuamos a levar a vida como verdadeiros livros contábeis.

Estes artistas devem ter um desvio qualquer na sua psique que faz com que, num gesto curto, consigam traduzir a luz de quase toda escuridão. A sociedade aprendeu a ler e falar com eles. A civilização nasceu a fascículos grafitados nas paredes de cavernas. Deixaram os primeiros contos rupestres em Altamira e alguns ao norte de Portugal, me dizem. Foram os primeiros a imaginar os "selfies" em pedra lascada. Prática que foi logo depois abolida por causa dos ferimentos auto-inflingidos.
Para isso bastavam as guerras, das quais havia bastante.


O adensamento populacional cedeu lugar aos povoados e o adensamento destes às cidades. Nas cidades se desenvolveram as artes e ofícios e delas, a mecânica e a industrialização. Passos curtos, imaginados por traços livres, de pensar e observação.
Foram necessárias duas grandes guerras (e outras nem tão grandes assim) para acelerar a indústria e introduzir-nos, entre outras coisas, à tecnologia.

Pintores e poetas, inventaram idiomas. Músicos, apascentavam animais e reis.
O Sr. Arnheim está ali para não me deixar mentir sozinho. Ele bateu nesta mesma tecla, e ainda: simplicidade, clareza e equilíbrio até não poder mais. Dizia, e repito: "The arts are neglected because they are based on perceptions and perception is disdained because it is not assumed to involve thought" (Negligênciamos as artes pois elas se baseiam em percepções e a percepção é desprezada porque se assume que não envolva raciocínio). E pior é que todo mundo acredita piamente que seja assim! Afinal, ninguém vai aos museus para pensar, não é mesmo?

E, os desenhistas, continuam repetindo os gestos como em Altamira. Surpreendendo-nos a cada novo dia com seu pensar e sua observação. Aceitamos, sem notar, sua participação em quase tudo o que conseguimos ver. São eles que nos mostram desenho em tudo. Nossos gostos são ditados à lápis, ou como alguns preferem; à pointer em tablets Cintiq.


Porém, como constata Arnheim, no seu "Visual Thinking" (1969):
"My earlier work had taught me that artistic activity is a form of reasoning, in which perceiving and thinking are indivisibly intertwined. A person who paints, writes, composes, dances, I felt compelled to say, thinks with his senses. This union of perception and thought turned out to be not merely a specialty of the arts. A review of what is known about perception, and especially about sight, made me realize that the remarkable mechanisms by which the senses understand the environment are all but identical with the operations described by the psychology of thinking. Inversely, there was much evidence that truly productive thinking in whatever area of cognition takes place in the realm of imagery."

Mesmo assim, hoje em dia, em plena Era do Conhecimento, a imaginação de artista é relegada a pouco mais que piadas de salão. Parece que falamos Pollock, Baskiat e nosso sujeito não passa do elemento intuído em De Chirico. Ou como descreveu recentemente um jornalista: "parecemos com o gato no retrato da Dora Maar".



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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

EICD e Bjorks

Earlier today while viewing "Talks at Google" featuring Malcolm Gladwell as speaker, he said two things that stopped me cold at my tracks for a while.

He said:
"Elite Institution Cognitive Disorder (EICD) is the mistaken belief that attending the most elite institution you can get into is always in your best interest."
and further on, he went:
"Desirable difficulty (bjorks) is a class of difficulties that have paradoxical outcomes that force you to do things that end up being advantageous."

I'll hang on to these two for a bit and will juggle them around my head to see what happens. But something I already know: I liked them both in their complex simplicity.
Just thinking out loud.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Flashmob. Você já participou de algúm?



Para o Wikipedia, flash mob (or flashmob)[1] is a group of people who assemble suddenly in a public place, perform an unusual and seemingly pointless act for a brief time, then quickly disperse, often for the purposes of entertainment, satire, and artistic expression.[2][3][4] Flash mobs are organized via telecommunications, social media, or viral emails.[5][6][7][8][9]
(http://en.wikipedia.org/wiki/Flash_mob)

Mas, você dirá: "É Trafalgar Square, seu mentecapto! Esperava o quê?" Como quem diz: "Vamos na 25 comprar um Tag ou no Brás, que hoje tem uma boa liquidação de bolsas Versace."

Lembra dos "Happenings" dos anos 60? Sabe o que é um "Happening"?
A mesma Wikipedia os define como; happening is a performance, event or situation meant to be considered art, usually as performance art. Happenings take place anywhere, and are often multi-disciplinary, with a nonlinear narrative and the active participation of the audience. Key elements of happenings are planned, but artists sometimes retain room for improvisation. This new media art aspect to happenings eliminates the boundary between the artwork and its viewer. Henceforth, the interactions between the audience and the artwork makes the audience, in a sense, part of the art.
(http://en.wikipedia.org/wiki/Happening)
Viu as semelhanças?

Além do mais porque gosto particularmente desta música (Sing, sing, sing) e seus 15 minutos históricos. Sempre me lembra do Gene Krupa e de Benny Goodman, claro. E de como tocavam tão altos que o primeiro trumpete era, invariavelmente, Gabriel.
O Arcanjo.



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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Logística

Meus professores dirão que há soluções muito mais rápidas e simples, mas insisto em que as definições a seguir estão -basicamente- certas e quase completas (sic).
Desde que entrei no curso estive pensando nisso. E a cada nova informação, mudava, e afinava minha definição.
Compartilho com vocês que me leem, o que até agora entendi que seja logística.




"...
Logística
É o conjunto de ciências que estudam e propõem, o melhor fluxo da produção, desde a matéria prima até o consumidor final. É a estratégia que visualiza e é capaz de gerar o design do fluxo todo.

Fluxo
É o desenvolvimento do produto ou serviço desde a necessidade, o desejo original, sua adequação de custo, produção e consumo, até seu descarte ou reutilização sustentável.
..."

Ok?
Agora, por que conjunto de ciências?
Porque logística não é um objeto só. Ela é composta por múltiplos saberes e fazeres diferentes entre si em sinergia. Às vezes completamente sem relação uns com os outros. Por não ter limites definidos, ela (logística) pode lançar mão de todas as ciências que lhe forneçam caminhos para atingir suas metas. Poderíamos até falar em governança, mas acho que não é o caso. Agora, pelo menos.
E fluxo?
Porque ela funciona por etapas. Se prestarmos atenção perceberemos que logística tem; início, meio e fim, num movimento constante. Num fluxo organizado, onde todas as etapas têm relação e afetam umas às outras. Organização, velocidade e lógica, não necessariamente nessa ordem. É esta ordem que se transforma em estratégia: onde, como e quando. É o desenho dela...


PS
E, pelamordeDeus(!!), logística NÃO É a arte de trabalhar em lojas, não!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Perfumes

Acho que perfumes não passam de reações químicas acontecendo.
Isto + aquilo exposto ao calor e à luz dá aquiloutro + água! Tão simples assim.
No entanto me pego escolhendo entre um e outro, escolhendo aromas que de antemão já sei quais são. Para mim, perfume era um adereço sem o menor sentido. Ou era muito, ou era pouco. Acabava me distraíndo de "coisas importantes". Hoje percebo que essas tais coisas importantes poderiam ter sido tão mais agradáveis com perfumes.
E pior, há aqueles que procuro no ar com o desespero dos perdidos!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Demolition Angel

Já prestou atenção em como, na auto-sabotagem, você não precisa se pintar ou vestir de preto, nem se esgueirar pelas sombras?
Você só não vai lá e não faz...
Pronto!


















Saíndo uma receita de auto-sabotagem no capricho (hold the onions!)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cluetrain Manifesto - 2

"When you get past the mission statement and the slide showing why your current market share and revenues are making Croesus envious, and you start to tell your story, only then do people begin to understand your company."

David Weinberger, The Hyperlinked Organization, 2011

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal 2011



Para todos que me leram neste ano e para aqueles que o farão no ano que vem.
Muito obrigado.
Desejo um Feliz Natal e um maravilhoso Ano de 2012 a todos!

Abraços

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Solteiro(s)

Viví só um bocado da minha vida. Tinha que planejar e fazer tudo no apartamento. E hoje, seguindo um thread sobre apresentações, dei de cara com o seguinte vídeo que me fez lembrar aquele tempo.


Também não quero comprar a China.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Jae Rhim Lee

Esta moça tem uma proposta a fazer.



Prestem atenção que em nenhum momento ela contou piada.
E, para aqueles que não falam inglês, fiz uma tradução do discurso:
"...
Tradução Jae Rhim Lee no TED
"Bom, estou aqui para explicar
porque estou usando estes pijamas de ninja.
E, para fazê-lo, antes gostaria de falar
sobre as toxinas ambientais no nosso corpo.
Alguns de vocês já devem saber
sobre o composto Bisfenol A (BPA).
É um endurecedor de materiais e um estrógeno sintético
encontrado no interior das latas de alimentos
e alguns plásticos.
O BPA imita os hormónios do corpo
e causa problemas neurológicos e reprodutivos.
E está em todo lugar.
Um estudo recente encontrou BPA
em 93% das pessoas a partir dos 6 anos.
Mas é somente um composto químico.
O Centro de Controle de Doenças nos Estados Unidos
diz que temos 219 poluentes tóxicos em nossos corpos,
e estes incluem conservantes e pesticidas,
e metais pesados como chumbo e mercúrio.
Para mim, isto diz 3 coisas:
primeiro, não se transforme em um canibal.
Segundo, somos responsáveis e vítimas da
nossa própria poluição.
E terceiro,
nossos corpos são filtros e depósitos
de toxinas ambientais.
Então, o que acontece com todas essas toxinas quando morremos?
A resposta curta é:
Eles voltam ao meio-ambiente de uma ou outra forma
continuando seu ciclo de toxicidade.
Mas nossas atuais práticas funerárias
somente pioram a situação.
Se você for cremado,
todas estas toxinas que mencionei são liberadas na atmosfera.
E isto inclui 2500 quilos de mercúrio
somente das nossas obturações dentárias por ano.
E em um funeral americano tradicional,
o defunto é coberto por enchimentos e cosméticos
para que pareça vivo.
Então é enchido com formol tóxico
para retardar a decomposição -
uma prática que causa problemas respiratórios e câncer
no pessoal das funerárias.
Então, tratando de preservar nossos corpos mortos,
negamos a morte, envenenando os vivos
e ainda prejudicamos o meio-ambiente.
Enterros verdes ou naturais, que não usam embalsamamento,
são um passo na direcção certa,
mas eles não lidam com as toxinas existentes em nossos corpos.
Penso haver uma melhor solução.
Sou uma artista,
gostaria de oferecer uma proposta modesta
no encontro
da arte, ciência e cultura.
O Projeto Enterro Infinito (Infinity Burial),
um sistema de enterro alternativo
que usa cogumelos
para decompor e limpar toxinas nos corpos.
O Projeto Enterro Infinito
começou há alguns anos com uma fantasia
criar o Cogumelo Infinity -
um novo cogumelo híbrido
que decomporia os corpos, limparia as toxinas
e forneceria nutrientes para as raizes vegetais,
sobrando adubo limpo.
Mas aprendí que é quase impossível
criar um novo cogumelo híbrido.
Também aprendí
que alguns dos nossos cogumelos mais gostozos
podem limpar toxinas ambientais no solo.
Então pensei; talvéz possa treinar um exército
de cogumelos comestíveis que limpem toxinas
a comer meu corpo.
Então hoje, coleciono o que descarto ou desprendo -
meu cabelo, pele, unhas -
e alimento com eles estes cogumelos comestíveis.
Enquanto os cogumelos crescem,
colho os melhores
para transformá-los em Cogumelos Infinity.
É uma forma de fixar e selecionar o processo de procriação
para a pósvida.
Então quando eu morrer,
os cogumelos Infinity vão reconhecer meu corpo
e serão capazes de comé-lo.
Muito bem, para alguns de vocês,
isto pode parecer muito, muito louco.
(Risos)
Só um pouquinho.
Sei que não é o tipo de relação
a qual aspiramos ter com a nossa comida.
Queremos comer, não ser comidos, pela nossa comida.
Mas enquanto vejo os cogumelos crescer
e digerir meu corpo,
imagino que o Cogumelo Infinity
como o símbolo de uma nova forma de encarar a morte
e a relação entre meu corpo e o meio-ambiente.
Vejam, para mim,
cultivar o cogumelo infinity
é mais do que experimentação científica
ou jardinagem ou criar um animal de estimação,
é um passo na aceitação do fato
de que algum dia vou morrer e decompor.
Também é um passo
para assumir a responsabilidade
de meu próprio fardo no planeta.
Crescer os cogumelos também é parte de uma prática maior
de cultivo de organismos decompostores
chamados decompicultura,
um conceito desenvolvido pelo entomologista
Timothy Myles.
O cogumelo Infinity é um subgrupo da decompicultura
que chamo decompicultura corporal e remediação tóxica -
o cultivo de organismos que decompõem
e limpam toxinas dos corpos.
E agora sobre estes pijamas de ninja.
Quando estiver completo,
planejo integrar os cogumelos Infinity a vários objetos.
Primeiro, uma vestimenta de enterro
infundida com esporos de cogumelo,
O Vestido Mortuário Cogumelo.
(Risos)
Estou vestindo o segundo protótipo
desta vestimenta mortuária.
Está coberta por uma rede crochetada
embedida em espóros de cogumelo.
O padrão dendrítico que vem
imita o crescimento das mycelia dos cogumelos,
que equivalem às raizes das plantas.
Também estou criando um kit de decompicultura,
uma variedade de cápsulas
que contêm espóros do cogumelo Infinity
e outros elementos
que aceleram a decomposição e a remediação tóxica.
Estas cápsulas são embebidas em uma geléia rica em nutrientes
uma espécie de segunda pele,
que dissolve rapidamente
transformando-se em papinha para os cogumelos em crescimento.
Planejo concluir o kit de decompicultura
no próximo ano ou dois,
e então gostaria de começar a testá-los,
primeiro com carne vencida do mercado
e então com sujeitos humanos.
E, acreditem ou não,
algumas pessoas já doaram seus corpos para o projeto
para ser comidos pelos cogumelos.
(Risos)
O que aprendí ao falar com estas pessoas
é que compartilhamos um desejo comum
de entender e aceitar a morte
e minimizar o impacto de nossa morte sobre o meio-ambiente.
Eu quiz cultivar esta visão
igual que os cogumelos,
por isso formei a Sociedade Decompicultora,
um grupo de pessoas chamados decompinautas
que activamente exploram suas opções postmortem,
almejam aceitar a morte
e cultivam organismos decompostores
como o cogumelo Infinity.
A Sociedade Decompicultora compartilha a visão
de uma mudança cultural,
de nossa atual cultura de negação da morte e preservação do corpo
para uma de decompicultura,
uma aceitação radical da morte e decomposição.
Aceitar a morte significa aceitar
que somos seres físicos
intimamente conectados ao meio-ambiente,
como uma pesquisa sobre toxinas no meio-ambiente confirma.
Como se diz;
do pó viemos e ao pó retornamos.
E, uma vez que entendermos que somos ligados ao meio-ambiente,
vemos que a sobrevivência de nossa espécie
depende da sobrevivência do planeta.
Acredito que este seja o começo
da verdadeira responsabilidade ecológica.
Obrigado.
(Aplausos)
..."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Durkheim

"For if society lacks the unity that derives from the fact that the relationships between its parts are exactly regulated, that unity resulting from the harmonious articulation of its various functions assured by effective discipline and if, in addition, society lacks the unity based upon the commitment of men's wills to a common objective, then it is no more than a pile of sand that the least jolt or the slightest puff will suffice to scatter."
 
Émile Durkheim
 
Etc e tal...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O que pensa um kamikaze?

Cometí o deslize de perguntar escrevendo, não realmente esperando obter resposta. Quem faria uma pergunta besta dessas? Quem responderia, pior ainda?
Mas, não é que veio a resposta. Alguem passou por aqui!
E, respondeu!!!
...
Pois compartilho com vcs a resposta que obtive. A sua origem está no final.


Auto Controle

Mais uma vez um kamikaze aqui para escrever sobre o que pensa. hehe...

Hoje eu vou falar um pouco sobre a ansiedade que nos cerca.
Eu andei percebendo que muitas pessoas têm esse problema de excesso de ansiedade. Bom, na verdade eu percebi isso em mim e descobri muitas coisas.

Eu vim percebendo que muitas das vezes queremos tudo para o , para o AGORA. É a casa dos nossos sonhos, o trabalho dos nossos sonhos, o relacionamento dos nossos sonhos, a redenção imediata. Tudo para ontem. Sem paciência para esperar. Principalmente nas brigas em relacionamentos. Queremos resolver tudo na hora.
Mas eu tenho notado que algumas pessoas não têm essa característica. Depois de uma briga preferem parar um pouco, respirar um pouco e pensar melhor pra depois responder. Às vezes isso demora 1 dia. O que, se for bem analisado não é muito.

Isso, realmente, eu pude perceber que é uma boa coisa. Já diziam os sábios "sempre respire bem fundo antes de falar alguma coisa. Esse 1 segundo pode te fazer voltar atrás ao invés de falar alguma coisa má". E é verdade. Essas pessoas estão certas. Temos que ter esse tempo necessário para que as coisas aconteçam. Realmente tudo se manifestar ao mesmo tempo não faz sentido.

É preciso ter paciência. É preciso ter autocontrole. É preciso respeitar esse tempo. É preciso respeitar o tempo das pessoas. É preciso respeitar o nosso próprio tempo.
Isso é amadurecimento. Isso é aprender.
O ser humano precisa dedicar um tempo da sua vida para o auto-conhecimento. Para conhecer a si mesmo. É sábido que o homem teme aquilo que desconhece. Como viveremos bem se tememos a nós mesmos? Não nos conhecemos e temos medo do que há dentro de nós.

Os antigos orientias é que eram sábios. O Auto-conhecimento era um requisíto básico para um cidadão ser bem aceito na sociedade. Os mais velhos conseqüentemente eram os mais sábios. Infelizmente na atual cultura em que vivemos, no capitalismo, os mais velhos são os menos úteis. São descartados facilmente. Os jovens são o centro das atenções. A beleza em foco. Os valores se deteriorando. Os mais velhos buscando plásticas e formas de não envelhecer. Sempre ansiosos.
Sem respeitar o tempo. Sem se conhecer.

Realmente isso é uma coisa muito boa. Para um pouco, respirar profundamente, pensar melhor e depois agir ou responder.

O Ser humano nasceu para aprender, segunda-feira, 14 de abril, 2008.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Moto

Estava lendo alguns textos sobre motivação e me lembrei do Vilches falando de McLuhan: "O meio é a mensagem!"
Como sempre minha imaginação pegou o primeiro desvio a esquerda e cheguei à: "Estratégia não começa nem acaba no produto-serviço." Me pareceu bastante claro, pois ela (a estratégia) começa quando o colaborador acorda de manhã e se apronta para ir à "fábrica". Passa pelo produto e pelo consumidor e acaba atingindo o mercado (seu meio-ambiente) onde assimilará respostas que trará de volta à produção causando sua mudança e adaptação, fechando assim um círculo virtuoso.
Se fosse assim tão fácil... estratégias colaborativas; aprendem e ensinam. Criar valor, ser valor.
A inovação, aconteceria então, em qualquer uma dessas passagens onde houvesse uma adaptação, mudança ou desvio tão grande capaz de identificar um novo movimento, estratégia ou produto-serviço e claramente poder separar os dois caminhos. O custo de produção cair, o consumo aumentar, o tempo de adaptação às mudanças ser menor, o produto criar novos comportamentos, tudo isso parte da estratégia.

domingo, 17 de julho de 2011

Runner-Ups

Dependendo da ocasião ou do que consigo aprender prestando atenção, escrevo começos de post que, às vezes, não termino como gostaria. Ninguem entenderia e seriam perdidos como murmúrios sem sentido, ou ruído-branco subliminar. Editando alguns posts descubro que tenho muitos desses "runner-ups" espalhados pelas minhas anotações. Me remetem a locais no tempo, mas não consigo explicitar para fazer partilha. Locais escorregadios e mal sinalizados, na minha cabeça.
Depois de ler uma frase do Edison sobre a inutilidade (referindo-se ao Tesla, lógico), decidí juntar alguns e mostrá-los, assumí-los sem vergonha, como peças sobressalentes de um quebra-cabeças há muito esquecido.
Sem ordem cronológica, lá vão somente os primeiros parágrafos:

(Zeróis)
Meus heróis de infância eram: David, Salomão, B. Franklin, A. Lincoln, Da Vinci, N. Bonaparte, Rodrigo Dias de Vivar, Vasco Nuñes de Balboa, Victoriano Lorenzo, Edison, T. Roosevelt e H. Ford. Era fácil, pois de todos sempre havia alguem que falava bem. Meu avó, principalmente. Suas vidas estavam nos livros de contos e história. Havia documentação (mesmo que, na época, nem imaginasse o que era documentação). Com o tempo fui coletando mais "documentação" -informações- sobre esses "heróis".

(Silogismos)
Um silogismo (do grego antigo συλλογισμός, "conexão de idéias", "raciocínio"; composto pelos termos σύν "com" e λογισμός "cálculo") é um termo filosófico com o qual Aristóteles designou a argumentação lógica perfeita, constituída de três proposições declarativas que se conectam de tal modo que a partir das duas primeiras, chamadas premissas, é possível deduzir uma conclusão.
Convenhamos os silogismos são as piadas dos filósofos, certo?

(Gerações)
Sou um baby-boomer(1), nascí bem no meio dos anos '50, em 1954 para ser exato. E percebo, agora em mim, algumas das características que nos "definem como geração". Certo ou errado, elas moldam muito do que sou e faço. Acho que esta vaga sensação de falta ou ausência, além de um desvio pessoal de caráter, seja um desses traços inculcados numa geração inteira. Que não a vejamos ou reconheçamos não invalida sua existência.

(Winston Churchill)
"This is just the sort of nonsense up with which I will not put."

(Emergências)
"Emergência diz respeito a um padrão organizacional não planejado que emerge", segundo Borgatti Neto.
Mas, se considerarmos o padrão organizacional como sendo parte de um sistema complexo e dinâmico, emergência deveria ser consderada o normal e não o extraordinário. Seria tão não planejado como o nascer do sol a cada novo dia! Mesmo levando em conta a possibilidade de tratar-se de um sistema -o organizacional- que está situado dentro de um sistema muito maior no qual por autossimilaridade poderiamos esperar que (ele mesmo) mudasse e evoluisse naturalmente, normalmente. Isto seria emergência. Seus fatores em escala maior: o meio-ambiente, e menor: os colaboradores, teriam os mesmos padrões (por autossimilaridade).

(Charges)
Gosto de desenhar. É uma das minhas funções. Vejo muitas coisas como desenho. Vejo muitos desenhos e desenhistas bons. Tem, entre os chargistas brasileiros que admiro, vários que se destacam. Desde o elegante J. Caulos, passando pelo Ziraldo, o Negreiros e, ultimamente o Laerte, eles têm simplificado seu traço e aumentado seu significado. Suas charges são histórias que se encaixam em qualquer linha. Qualquer tempo.

(Web 2.0)
Por mais que insistam, e repitam ad nauseam, você (igual a todos nós) continua sendo um mero espectador deste circo chamado internet 2.0, ou web 2.0 como quizerem. Ainda recebemos informação filtrada e fracionada. O suficiente para "fazer a compra" e sair do portal. São poucas as empresas que realmente se importam e estão dispostas a tentar entrar em contato com o seu cliente. Quanto mais, criar e manter um relacionamento, identificando pelo nome o seu mercado.
A maioria das empresas ainda não está pronta para compartilhar com ele. Se nem conseguem compartilhar com seus próprios colaboradores, quanto mais com seus mercados. Não se consegue colaborar dentro, quem dirá fora!
Ainda são regidas por padrões postulados no início da revolução industrial.
Um pulso firme na produção e outro no mercado e na concorrência.
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Há assim, alguns outros, mais crípticos ou pessoais demais para ventilar. Acredito que este post me lembre de finalmente desenvolver os assuntos mostrados. Mas, isso somente o tempo dirá.