Os três posts sob esse título foram as introduções que escrevemos para um projeto de Gestão de Conhecimento já faz algum tempo.
A cada introdução mostravamos facetas diferentes do que viamos, aprendiamos e entendiamos na época. Cada uma, uma visão diferente, caleidoscópica, do mesmo todo. Como criar novos significados e atribuir novos valores às mesmas pessoas, colaboradores do pasado? Como, usando novas informações, quebrar nossos próprios modelos mentais e propor novas soluções? Ao mesmo tempo que descobriamos a empresa, nos descobriamos a nós mesmos.
Aprendiamos e queriamos ensinar. O diagnóstico era tão simples que não poderia ser verdade! Mais uma vez as árvores atrapalhavam a visão da floresta... Como era possível competir com esta tecnologia e nosso "way of life"? Como propor uma mudança radical que não precisasse ser cruenta?
A proposta final ficava aquém de todas as possibilidades. Propositalmente. Primeiro criar bases sólidas onde iriamos desenvolver capacitação. Esta capacitação seria o primeiro passo para a percepção no ambiente organizacional e a governança de todo o processo. A nossa finalidade era ele (o projeto) se retro-alimentar, gerando maior percepção sem onerar a empresa. E este processo seria contagioso em toda a organização! A percepção do colaborador mais velho como fonte de conhecimento crítico e diferencial para a empresa. Era tão simples que chegava a ser transparente. Outros projetos iguais já tinham sido postos em andamento em alguns hospitais de pesquisa nos Estados Unidos que já usam o potencial de seus colaboradores mais velhos em Peer-Review Committees. Os "cases" existem, mas poucos prestavam atenção.
Descrições, comentários e atalhos sobre Logística, arte e tecnologia, pos-humanismo e pressentimentos pessoais de um nefelibata. Nada impede que entre tantos haja alguma coisa útil.
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Introdução - 3
Benvindos à Era do Conhecimento!
No decurso do diagnóstico nos deparamos com uma situação que se repete muitas vezes nas organizações modernas: a perda do conhecimento estratégico. É uma situação que vemos todos os dias, e de tanto ver, assumimos como muito natural. Como podemos perder algo que não podemos medir, tocar, algo intangível, enfim?
Devemos antes definir o que entendemos por conhecimento. Conhecimento é, resumidamente, a capacidade de agir. Mas, no indivíduo, esta capacidade é modulada pela soma de sua bagagem hereditária (do que ele é), dos acontecimentos da sua história e do meio ambiente em que ele vive. E, por ser ele, um sistema aberto, isto é; capaz de mudar, este conhecimento muda com ele. Interage com o contexto. A este conhecimento chamamos de: conhecimento tácito. É o que está dentro das mentes das pessoas. É intangível, não podemos medir, contar ou tocar nem retirar.
De outro lado, temos o conhecimento explícito, que nada mais é do que todo conhecimento que possa ser -ou já esteja- escrito, gravado, documentado enfim. Mas, todo conhecimento explícito é informação. Estático na escrita, no gravado, na documentação. Não interage com seu contexto, não muda a não ser que seja re-escrito, re-gravado, novamente documentado. A ponta de um iceberg.
Então, como aquele conhecimento tácito que está dentro das mentes das pessoas, que muda junto com elas a cada nova vivência pode ser perdido pelas empresas?
A resposta é espantosamente simples: perdendo as pessoas.
Mais do que nunca as organizações estão conscientes de que sua sobrevivência e sua evolução dependem de sua capacidade de dar sentido ao ambiente e de renovar constantemente seu significado e seu propósito à luz das novas condições, como apontado por Choo (2003). Esse dar sentido e essa renovação constante são atingidas, não por processos escritos nem por máquinas de última geração, mas por pessoas que mudam continuamente.
À luz da Gestão do Conhecimento, esta deveria ser uma das situações mais importantes junto com a criação do conhecimento. Uma das primeiras a ser descritas e estudadas. A Gestão do Conhecimento é gestão de mudanças. Drucker (1997) diz: “O conhecimento é o principal ativo das organizações.” E como tal deve ser tratado. Logo, as pessoas, os colaboradores das empresas, como repositórios desses conhecimentos, deveriam ser tratados como ativos também. ?
No decurso do diagnóstico nos deparamos com uma situação que se repete muitas vezes nas organizações modernas: a perda do conhecimento estratégico. É uma situação que vemos todos os dias, e de tanto ver, assumimos como muito natural. Como podemos perder algo que não podemos medir, tocar, algo intangível, enfim?
Devemos antes definir o que entendemos por conhecimento. Conhecimento é, resumidamente, a capacidade de agir. Mas, no indivíduo, esta capacidade é modulada pela soma de sua bagagem hereditária (do que ele é), dos acontecimentos da sua história e do meio ambiente em que ele vive. E, por ser ele, um sistema aberto, isto é; capaz de mudar, este conhecimento muda com ele. Interage com o contexto. A este conhecimento chamamos de: conhecimento tácito. É o que está dentro das mentes das pessoas. É intangível, não podemos medir, contar ou tocar nem retirar.
De outro lado, temos o conhecimento explícito, que nada mais é do que todo conhecimento que possa ser -ou já esteja- escrito, gravado, documentado enfim. Mas, todo conhecimento explícito é informação. Estático na escrita, no gravado, na documentação. Não interage com seu contexto, não muda a não ser que seja re-escrito, re-gravado, novamente documentado. A ponta de um iceberg.
Então, como aquele conhecimento tácito que está dentro das mentes das pessoas, que muda junto com elas a cada nova vivência pode ser perdido pelas empresas?
A resposta é espantosamente simples: perdendo as pessoas.
Mais do que nunca as organizações estão conscientes de que sua sobrevivência e sua evolução dependem de sua capacidade de dar sentido ao ambiente e de renovar constantemente seu significado e seu propósito à luz das novas condições, como apontado por Choo (2003). Esse dar sentido e essa renovação constante são atingidas, não por processos escritos nem por máquinas de última geração, mas por pessoas que mudam continuamente.
À luz da Gestão do Conhecimento, esta deveria ser uma das situações mais importantes junto com a criação do conhecimento. Uma das primeiras a ser descritas e estudadas. A Gestão do Conhecimento é gestão de mudanças. Drucker (1997) diz: “O conhecimento é o principal ativo das organizações.” E como tal deve ser tratado. Logo, as pessoas, os colaboradores das empresas, como repositórios desses conhecimentos, deveriam ser tratados como ativos também. ?
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Introdução - 1
O homem é um animal social. Como os macacos, alguns passarinhos, as formigas e as abelhas, e outros incontáveis animais. As diferenças estão no que o homem faz com o homem. Sua “humanidade” ou a falta dela.
A civilização é um dos produtos da existência do homem. É, talvez seu produto mais marcante. Ela (a civilização) o diferencia de todos os outros animais e marca sua presença em qualquer ambiente. A cultura, por outro lado, diferencia os homens por regiões geográficas ou locais.
O traço que fez do homem um criador de civilização e cultura foi sua intenção de transmitir seus atos e perpetuar sua passagem pela vida. E, para atingir isso inventa: os códigos.
Códigos - O que são e como são usados? Código é uma representação da realidade. Ou melhor; um conjunto de signos, sinais e normas de construção para a representação da realidade, seja ela um evento, uma idéia, um ambiente, um sujeito, ou uma combinação de qualquer destes elementos. Código apesar de ser fato, não é real. A natureza não precisa representação, nem está interessada. O código é uma criação arbitrária do homem. Como todas as criações do homem é falha e tem limitações. Mas, como todas as tragédias que sairam dessa Caixa de Pandora (o homem), ele (o código) muda e evolui com o tempo e com o homem. Somente ele, e alguns passarinhos quando no cio, representam a natureza. Ou, sentem a imperiosa necessidade de intervir nela.
Usamos os códigos, pois são vários, para comunicar e comunicar-nos entre nós. No nosso grupo social e, eventualmente com o concurso da tecnologia, entre grupos sociais afastados.
Lembremos que na nossa casa, nosso bairro, nosso país usamos um código comum a todos; a mesma língua. Os outros grupos sociais não necessáriamente utilizam a mesma. Nem são obrigados a usar a mesma linguagem. Cada país tem a sua própria mas mesmo entre regiões de um mesmo país, a língua sofre mudanças e adaptações.
Os códigos usados, com o passar do tempo, nem sempre acompanham o desenvolvimento tecnológico ou industrial –cultural– do animal homem. Eles sempre ficam um pouquinho aquém ou além de nosso desenvolvimento. Como se houvesse, entre criador e criatura, um sutil erro de paralaxe. Um péndulo que nos mantém sempre fora de equilíbrio e nos força a ir em frente, a um moto-perpétuo quase que imperceptível. Em que às vezes nos perdemos ao mudarmos de posição, de eixo para extremo e de volta ao eixo outra vez. E aquí nos confundimos e nos perdemos. Não entendemos, e aprendemos coisas novas, diferentes. Sempre.
Com o passar do tempo aprendemos e modificamos o conhecimento prévio, ao mesmo tempo em que criamos novo conhecimento. Isto acontece em todas as culturas e com todos nós. Isto acontece em todos os aspectos da vida humana. Em todos os saberes e ciências do homem.
O conhecimento humano é formado por informação, que por sua vez é o resultado do processamento de dados (aprendizagem). O conhecimento em sí, não é transmissível. Podemos explicitar e transmitir informação. Destarte, todo conhecimento derivado do processamento de dados/informações, da aprendizagem, é subjetivo.
Então a civilização é criada, mantida e, finalmente, modificada pelo conhecimento subjetivo. O conhecimento pessoal, único e paradoxalmente, igual em todos nós... humanos. Não igual no sentido de ser idêntico, mas no sentido de ser facilmente reconhecível se explicitado. Como os passarinhos quando reconhecem o canto dos seus semelhantes. A diferença está no que o homem faz com seu conhecimento. Sua “humanidade” ou a falta dela.
A “humanidade”, a grosso modo é definida como a capacidade que todos nós temos de reconhecer o certo e o errado e agir de acordo. Alguns chamam de consciência. Outros chamam e só dá ocupado. Há, dentre o primeiro grupo, aqueles que, sem esperar retribuição, lançam mão dos seus recursos e conhecimentos em benefício dos seus semelhantes. Eles são chamados de benfeitores, filántropos. Fazem filantropia.
“Filantropia é encarada por muitos como uma forma de ajudar e guiar o desenvolvimento e a mudança social, sem recorrer à intervenção estatal, muitas vezes contribuindo por essa via para contrariar ou corrigir as más políticas públicas em matéria social, cultural ou de desenvolvimento científico. A filantropia é uma das principais fontes de financiamento para as causas humanitárias, culturais e religiosas. Em alguns países assume um papel relevante no apoio à investigação científica e no financiamento das universidades e instituições académicas.” Diz o Wikipedia.
Alguns hospitais nasceram como entidades filantrópicas. Algumas entidades filantrópicas têm hospitais. A moderna estrutura dos hospitais –filantrópicos ou não– faz deles uma das maiores fontes de informação da nossa civilização. Neles são registrados o nascimento, a vida e a morte de quase todo ser humano. TODOS os hospitais têm um documento chamado: prontuário médico, onde é feito esse registro de cada um dos seus pacientes. Todos os hospitais têm um local específico, na sua estrutura, onde estes registros são arquivados. Estes registros são documentos legais, segundo a Legislação Brasileira. Depois de abertos, não se podem perder, são particulares e invioláveis. No entanto, se individualmente talvez nem dá para perceber, somados, os prontuários médicos são uma fonte de informação inigualável na pesquisa médica básica.
Um hospital com movimento médio (≥300 pacientes/dia) em dez (10) anos teria um volume considerável de documentos em papel e um incipiente problema de espaço físico que só a moderna tecnologia poderia tentar resolver. A transformação destes documentos em imagens microfilmadas alivia um pouco na questão do espaço, mas cria outros problemas no seu manuseio diário. E, sua transformação em documentos digitais deve ser acompanhada de cuidados extremos e de uma logística dinâmica, tanto para não perder a informação já existente nos prontuários antigos, quanto na possibilidade de inclusão de novas informações. E, ainda a facilidade de acesso às informações para casos de deslocamento de pacientes, futuras pesquisas e geração de inovação.
Inovação que é o resultado de processamento de informação e da criação de conhecimento, como podemos ver no esquema a seguir:
A vantagem competitiva somente existirá se essa inovação existir e for colocada em prática. Para poder aproveitar essa vantagem, precisamos primeiro reconhecer a informação geradora. Para obter este resultado a informação não pode ser tratada como dado abstrato ou evento estéril, sem significado.
É neste cenário que a Gestão de Conhecimento (GC) deixa de ser expectadora e passa a participar ativamente do processo. Não para criar informação, pois ela já existe até demais, mas para facilitar processos em que novos pesquisadores possam, usando instrumental por eles conhecido, criar novos conhecimentos e dai inovação. A GC melhoraria a relação entre a diretoria e a informação acumulada. E, principalmente, neste caso específico, a percepção da informação inicial pela gerência.
A civilização é um dos produtos da existência do homem. É, talvez seu produto mais marcante. Ela (a civilização) o diferencia de todos os outros animais e marca sua presença em qualquer ambiente. A cultura, por outro lado, diferencia os homens por regiões geográficas ou locais.
O traço que fez do homem um criador de civilização e cultura foi sua intenção de transmitir seus atos e perpetuar sua passagem pela vida. E, para atingir isso inventa: os códigos.
Códigos - O que são e como são usados? Código é uma representação da realidade. Ou melhor; um conjunto de signos, sinais e normas de construção para a representação da realidade, seja ela um evento, uma idéia, um ambiente, um sujeito, ou uma combinação de qualquer destes elementos. Código apesar de ser fato, não é real. A natureza não precisa representação, nem está interessada. O código é uma criação arbitrária do homem. Como todas as criações do homem é falha e tem limitações. Mas, como todas as tragédias que sairam dessa Caixa de Pandora (o homem), ele (o código) muda e evolui com o tempo e com o homem. Somente ele, e alguns passarinhos quando no cio, representam a natureza. Ou, sentem a imperiosa necessidade de intervir nela.
Usamos os códigos, pois são vários, para comunicar e comunicar-nos entre nós. No nosso grupo social e, eventualmente com o concurso da tecnologia, entre grupos sociais afastados.
Lembremos que na nossa casa, nosso bairro, nosso país usamos um código comum a todos; a mesma língua. Os outros grupos sociais não necessáriamente utilizam a mesma. Nem são obrigados a usar a mesma linguagem. Cada país tem a sua própria mas mesmo entre regiões de um mesmo país, a língua sofre mudanças e adaptações.
Os códigos usados, com o passar do tempo, nem sempre acompanham o desenvolvimento tecnológico ou industrial –cultural– do animal homem. Eles sempre ficam um pouquinho aquém ou além de nosso desenvolvimento. Como se houvesse, entre criador e criatura, um sutil erro de paralaxe. Um péndulo que nos mantém sempre fora de equilíbrio e nos força a ir em frente, a um moto-perpétuo quase que imperceptível. Em que às vezes nos perdemos ao mudarmos de posição, de eixo para extremo e de volta ao eixo outra vez. E aquí nos confundimos e nos perdemos. Não entendemos, e aprendemos coisas novas, diferentes. Sempre.
Com o passar do tempo aprendemos e modificamos o conhecimento prévio, ao mesmo tempo em que criamos novo conhecimento. Isto acontece em todas as culturas e com todos nós. Isto acontece em todos os aspectos da vida humana. Em todos os saberes e ciências do homem.
O conhecimento humano é formado por informação, que por sua vez é o resultado do processamento de dados (aprendizagem). O conhecimento em sí, não é transmissível. Podemos explicitar e transmitir informação. Destarte, todo conhecimento derivado do processamento de dados/informações, da aprendizagem, é subjetivo.
Então a civilização é criada, mantida e, finalmente, modificada pelo conhecimento subjetivo. O conhecimento pessoal, único e paradoxalmente, igual em todos nós... humanos. Não igual no sentido de ser idêntico, mas no sentido de ser facilmente reconhecível se explicitado. Como os passarinhos quando reconhecem o canto dos seus semelhantes. A diferença está no que o homem faz com seu conhecimento. Sua “humanidade” ou a falta dela.
A “humanidade”, a grosso modo é definida como a capacidade que todos nós temos de reconhecer o certo e o errado e agir de acordo. Alguns chamam de consciência. Outros chamam e só dá ocupado. Há, dentre o primeiro grupo, aqueles que, sem esperar retribuição, lançam mão dos seus recursos e conhecimentos em benefício dos seus semelhantes. Eles são chamados de benfeitores, filántropos. Fazem filantropia.
“Filantropia é encarada por muitos como uma forma de ajudar e guiar o desenvolvimento e a mudança social, sem recorrer à intervenção estatal, muitas vezes contribuindo por essa via para contrariar ou corrigir as más políticas públicas em matéria social, cultural ou de desenvolvimento científico. A filantropia é uma das principais fontes de financiamento para as causas humanitárias, culturais e religiosas. Em alguns países assume um papel relevante no apoio à investigação científica e no financiamento das universidades e instituições académicas.” Diz o Wikipedia.
Alguns hospitais nasceram como entidades filantrópicas. Algumas entidades filantrópicas têm hospitais. A moderna estrutura dos hospitais –filantrópicos ou não– faz deles uma das maiores fontes de informação da nossa civilização. Neles são registrados o nascimento, a vida e a morte de quase todo ser humano. TODOS os hospitais têm um documento chamado: prontuário médico, onde é feito esse registro de cada um dos seus pacientes. Todos os hospitais têm um local específico, na sua estrutura, onde estes registros são arquivados. Estes registros são documentos legais, segundo a Legislação Brasileira. Depois de abertos, não se podem perder, são particulares e invioláveis. No entanto, se individualmente talvez nem dá para perceber, somados, os prontuários médicos são uma fonte de informação inigualável na pesquisa médica básica.
Um hospital com movimento médio (≥300 pacientes/dia) em dez (10) anos teria um volume considerável de documentos em papel e um incipiente problema de espaço físico que só a moderna tecnologia poderia tentar resolver. A transformação destes documentos em imagens microfilmadas alivia um pouco na questão do espaço, mas cria outros problemas no seu manuseio diário. E, sua transformação em documentos digitais deve ser acompanhada de cuidados extremos e de uma logística dinâmica, tanto para não perder a informação já existente nos prontuários antigos, quanto na possibilidade de inclusão de novas informações. E, ainda a facilidade de acesso às informações para casos de deslocamento de pacientes, futuras pesquisas e geração de inovação.
Inovação que é o resultado de processamento de informação e da criação de conhecimento, como podemos ver no esquema a seguir:
A vantagem competitiva somente existirá se essa inovação existir e for colocada em prática. Para poder aproveitar essa vantagem, precisamos primeiro reconhecer a informação geradora. Para obter este resultado a informação não pode ser tratada como dado abstrato ou evento estéril, sem significado.
É neste cenário que a Gestão de Conhecimento (GC) deixa de ser expectadora e passa a participar ativamente do processo. Não para criar informação, pois ela já existe até demais, mas para facilitar processos em que novos pesquisadores possam, usando instrumental por eles conhecido, criar novos conhecimentos e dai inovação. A GC melhoraria a relação entre a diretoria e a informação acumulada. E, principalmente, neste caso específico, a percepção da informação inicial pela gerência.
sábado, 20 de novembro de 2010
Visão
Gestão do conhecimento é muito mais do que uma re-leitura das relações empresa-colaborador. É sim, uma revisão holística das relações do homem e o seu meio-ambiente.
Dotar tais relações de significados e valores nada mais é do que um dos corolários dessa revisão.
Dotar tais relações de significados e valores nada mais é do que um dos corolários dessa revisão.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Chefes
Paulo de Sousa - Revistas Femininas, Editora Abril, 1974;
Jean "Grimmard" - Revistas Técnicas, Editora Abril, 1975;
Fiammetta Palazio - Setor de Documentação Científica e Fotografia, FMUSP, 1978;
Luiz C. U. Junqueira - Documentação, Instituto Ludwig - 1984;
Humberto Torloni - Documentação, Instituto Ludwig - ;
Ricardo R. Brentani - Documentação, Instituto Ludwig - ;
Luisa L. Villa - Documentação, Instituto Ludwig - até 2007;
Consigo lembrar o nome de todos os meus antigos superiores hierarquicos, chefes, ou o nome que seja, desde que comecei a trabalhar. Consigo ainda distinguir suas caraterísticas principais e como elas influenciaram o indivíduo que sou hoje. Agradeço a todos e ainda confirmo que não foi tempo perdido.
Jean "Grimmard" - Revistas Técnicas, Editora Abril, 1975;
Fiammetta Palazio - Setor de Documentação Científica e Fotografia, FMUSP, 1978;
Luiz C. U. Junqueira - Documentação, Instituto Ludwig - 1984;
Humberto Torloni - Documentação, Instituto Ludwig - ;
Ricardo R. Brentani - Documentação, Instituto Ludwig - ;
Luisa L. Villa - Documentação, Instituto Ludwig - até 2007;
Consigo lembrar o nome de todos os meus antigos superiores hierarquicos, chefes, ou o nome que seja, desde que comecei a trabalhar. Consigo ainda distinguir suas caraterísticas principais e como elas influenciaram o indivíduo que sou hoje. Agradeço a todos e ainda confirmo que não foi tempo perdido.
domingo, 18 de abril de 2010
Feixes
Ontem, enquanto tomava banho, comecei a divagar. Nefelibatas costumamos fazer isso, é nossa raison d'être, que digamos; e o vapor, a água e o vidro do box molhado criaram um ambiente (o Ba) onde só faltou Rimsky-Korsakov.
Me perguntei porque tudo importava? E a imagem anexa me veio à mente como um esquema gráfico da solução:
Qualquer linha de pensamento sobre qualquer assunto específico está relacionada a outra linha "qualquer" mesmo sem relação aparente pelo motivo de NÃO ser uma linha única, mas sim um feixe de linhas unidas. Isso, como um cabo de aço. Onde o meio do eixo horizontal (a faixa mais grossa) seria o assunto em questão, os outros pontos na mesma faixa seriam assuntos correlatos. Cada qual menos à medida que se afastam do centro. A faixa vertical corresponde ao desenvolvimento do assunto que só é possível se houver o concurso das outras.
Acontece que, se cada um destes pontos é composto da mesma forma, temos que cada um desses pontos é, não uma linha, mas sim um feixe de linhas!
E cada uma de estas linhas é uma representação de conceitos, conhecimentos, ações e situações diversas.
Espero que gostem de montanhas-russas onde todas as dimensões são exploradas!
Me perguntei porque tudo importava? E a imagem anexa me veio à mente como um esquema gráfico da solução:
Qualquer linha de pensamento sobre qualquer assunto específico está relacionada a outra linha "qualquer" mesmo sem relação aparente pelo motivo de NÃO ser uma linha única, mas sim um feixe de linhas unidas. Isso, como um cabo de aço. Onde o meio do eixo horizontal (a faixa mais grossa) seria o assunto em questão, os outros pontos na mesma faixa seriam assuntos correlatos. Cada qual menos à medida que se afastam do centro. A faixa vertical corresponde ao desenvolvimento do assunto que só é possível se houver o concurso das outras.Acontece que, se cada um destes pontos é composto da mesma forma, temos que cada um desses pontos é, não uma linha, mas sim um feixe de linhas!
E cada uma de estas linhas é uma representação de conceitos, conhecimentos, ações e situações diversas.
Espero que gostem de montanhas-russas onde todas as dimensões são exploradas!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Putonis
No meu trabalho me trazem idéias rabiscadas em papel, ou então sentam ao meu lado e descrevem idéias que tiveram durante o almoço, ou no fim-de-semana, sei lá. Algo que explicará o sentido do Universo (lá deles). Eu tenho que transformar essas “mirabolâncias” –hoje:insights- em algo apresentável.
Às vezes só me dão números em uma tabela que poderia ser apresentada de diversas formas e dizer coisas diferentes (vejam Ascombe).
Em 20 e tantos anos de trabalho aprendí a ver as idéias nas cabeças dos outros. E, como não era eles, aprendí também a conseguir resultados diferentes com os dados que me traziam. A pensar fora da caixa, como se diz popularmente. Misturava o que aprendia com o que “já sabia” sem me importar com limítes ou: ISSO NÃO PODEs técnicos.
Afinal, porquê não?
Nada de mais para quem já participou de uma Guerra de Anjos em ’83 com o Raul M. na FMUSP, que o próprio Deus teve que vir terminar.*
Misturava anjos com desenvolvimento neoplásicos, textos com arquitetura japonesa, jogos com palavras escondidas (tipo Easter Eggs) e desenhava mapas de informação.
Decidí seguir esse caminho de forma hmm... diferente. Pensei: o que aconteceria com as pessoas se ao invés de mudar a forma da sua informação, mudassem elas mesmas? O que aconteceria com seu conhecimento? Que formas este adotaria se fosse mostrado flúido e asumissem seu dinamismo? Afinal nós, as pessoas, somos sistemas abertos, dinâmicos e complexos. Aprendemos e mudamos com o aprendizado. De fora para dentro e de dentro para fora, mudamos nosso meio-ambiente e ele nos muda.
As próprias palavras deixam de ter sentido literal e passam a significar além do significante. A obra aberta e a arte conceitual passam a ser rotinas fractais. Rotinas ligadas à inovação, a curiosidade e ao erro. Resiliência me vem à cabeça. Comecei a propor essas idéias. Algumas foram aceitas e postas em prática, outras nem tanto. Algumas idéias pareciam sem nexo com o aqui e agora. Habemus nefelibata de plantão!
Tirei um sabbatical (estou desempregado) para pensar e aprender.
Aceitar o valor do que já sei para poder criar valores novos com o que aprenderei. Aos trancos e barrancos sou/estou diferente de quando comecei. Assumo que não sou mais a mesma pessoa e nem meu trabalho poderia voltar a ser igual.
Não tem sido fácil e por vezes é muito, muito desagradável. Ainda cometo e cometerei erros, mas agora, sem vergonha alguma (leia-se: menos envergonhado), aprendo com eles. Meus erros são melhores e meus acertos serão maiores.
Espero poder que sim.
_______________________________________
*Deu empate: Querubins 0 x 0 Putonis.(Putoni é um querubim com sexo, como os Puttini italianos. A diferença reside em que eles vêm com atitude, cheios de chutzpa!)
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Nós, como gotas de oceanos
Contos de fadas High-Tech
Às vezes só me dão números em uma tabela que poderia ser apresentada de diversas formas e dizer coisas diferentes (vejam Ascombe).
Em 20 e tantos anos de trabalho aprendí a ver as idéias nas cabeças dos outros. E, como não era eles, aprendí também a conseguir resultados diferentes com os dados que me traziam. A pensar fora da caixa, como se diz popularmente. Misturava o que aprendia com o que “já sabia” sem me importar com limítes ou: ISSO NÃO PODEs técnicos.
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| Thr last of the Putonis |
Afinal, porquê não?
Nada de mais para quem já participou de uma Guerra de Anjos em ’83 com o Raul M. na FMUSP, que o próprio Deus teve que vir terminar.*
Misturava anjos com desenvolvimento neoplásicos, textos com arquitetura japonesa, jogos com palavras escondidas (tipo Easter Eggs) e desenhava mapas de informação.
Decidí seguir esse caminho de forma hmm... diferente. Pensei: o que aconteceria com as pessoas se ao invés de mudar a forma da sua informação, mudassem elas mesmas? O que aconteceria com seu conhecimento? Que formas este adotaria se fosse mostrado flúido e asumissem seu dinamismo? Afinal nós, as pessoas, somos sistemas abertos, dinâmicos e complexos. Aprendemos e mudamos com o aprendizado. De fora para dentro e de dentro para fora, mudamos nosso meio-ambiente e ele nos muda.
As próprias palavras deixam de ter sentido literal e passam a significar além do significante. A obra aberta e a arte conceitual passam a ser rotinas fractais. Rotinas ligadas à inovação, a curiosidade e ao erro. Resiliência me vem à cabeça. Comecei a propor essas idéias. Algumas foram aceitas e postas em prática, outras nem tanto. Algumas idéias pareciam sem nexo com o aqui e agora. Habemus nefelibata de plantão!
Tirei um sabbatical (estou desempregado) para pensar e aprender.
Aceitar o valor do que já sei para poder criar valores novos com o que aprenderei. Aos trancos e barrancos sou/estou diferente de quando comecei. Assumo que não sou mais a mesma pessoa e nem meu trabalho poderia voltar a ser igual.
Não tem sido fácil e por vezes é muito, muito desagradável. Ainda cometo e cometerei erros, mas agora, sem vergonha alguma (leia-se: menos envergonhado), aprendo com eles. Meus erros são melhores e meus acertos serão maiores.
Espero poder que sim.
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*Deu empate: Querubins 0 x 0 Putonis.(Putoni é um querubim com sexo, como os Puttini italianos. A diferença reside em que eles vêm com atitude, cheios de chutzpa!)
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Motivos
"O conceito de motivação extrínseca é compreendido como um conjunto de práticas de incentivos e premiações concedidas pela organização, tais como: reconhecimento público, condecorações, adicionais salariais, reconhecimento social, recompensas relacionadas ao trabalho e outras formas de incentivos." (Peixoto Mendes, 2006)
Eu, ingenuamente, sempre achei que participar de uma organização, intrinsecamente já implicava em estar motivado a e comprometido com, o éxito de suas estratégias e obtenção de suas visões e objetivos. A menos que nascesse dentro da organização, (você) teria a opção, não uma obrigação, de fazer parte desta ou aquela empresa. E, uma vez feita esta opção, todo seu "cha" (capacidades, habilidades, atitudes) estaria direcionado para o éxito e obtenção dos objetivos mencionados acima.
Uma atenção mais demorada em algumas organizações mostrará que há "agendas pessoais" e motivos dissonantes em quase todos os níveis hierarquicos. E, quanto mais alto na hierarquia organizacional, maior seu número e muito mais difícil de identificar.
Sem contar que é terrivelmente mais difícil de realinhar as visões pessoais com as visões do conjunto.
(continua)
Eu, ingenuamente, sempre achei que participar de uma organização, intrinsecamente já implicava em estar motivado a e comprometido com, o éxito de suas estratégias e obtenção de suas visões e objetivos. A menos que nascesse dentro da organização, (você) teria a opção, não uma obrigação, de fazer parte desta ou aquela empresa. E, uma vez feita esta opção, todo seu "cha" (capacidades, habilidades, atitudes) estaria direcionado para o éxito e obtenção dos objetivos mencionados acima.
Uma atenção mais demorada em algumas organizações mostrará que há "agendas pessoais" e motivos dissonantes em quase todos os níveis hierarquicos. E, quanto mais alto na hierarquia organizacional, maior seu número e muito mais difícil de identificar.
Sem contar que é terrivelmente mais difícil de realinhar as visões pessoais com as visões do conjunto.
(continua)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
instrumentos 1
Lembrete para mim mesmo:
Estou participando de um projeto de gestão do conhecimento desenvolvido em uma grande empresa. Nestes dias atrás estive fazendo um relatório das entrevistas acontecidas e cheguei a um impasse: a leitura me levava por um caminho, mas a solução sempre parecia ser outra coisa.
Temos que tomar cuidado ao entrevistar e não "interpretar" as respostas. Somos (nós os entrevistadores) um meio que pode distorcer as mensagens assim que entrarem em contato conosco.
O que somos tinge as respostas dos outros.
E é quase impossível voltar atrás. O momento se perde. Taquigrafia seria um bom paliativo a esta doença. Um gravador seria melhor ainda.
Nem sei mais se as escolas de comunicação ensinam ainda (ou se já ensinaram alguma vez) instrumentação básica (101). Taquigrafia ou estenografia seria um bom instrumento para usar nas entrevistas.
Saber as perguntas antes de chegar ao evento seria uma ótima estratégia, também. Assim não perderiamos tempo pensando no que perguntar enquanto o entrevistado responde.
Estou participando de um projeto de gestão do conhecimento desenvolvido em uma grande empresa. Nestes dias atrás estive fazendo um relatório das entrevistas acontecidas e cheguei a um impasse: a leitura me levava por um caminho, mas a solução sempre parecia ser outra coisa.
Temos que tomar cuidado ao entrevistar e não "interpretar" as respostas. Somos (nós os entrevistadores) um meio que pode distorcer as mensagens assim que entrarem em contato conosco.
O que somos tinge as respostas dos outros.
E é quase impossível voltar atrás. O momento se perde. Taquigrafia seria um bom paliativo a esta doença. Um gravador seria melhor ainda.
Nem sei mais se as escolas de comunicação ensinam ainda (ou se já ensinaram alguma vez) instrumentação básica (101). Taquigrafia ou estenografia seria um bom instrumento para usar nas entrevistas.
Saber as perguntas antes de chegar ao evento seria uma ótima estratégia, também. Assim não perderiamos tempo pensando no que perguntar enquanto o entrevistado responde.
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