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terça-feira, 18 de março de 2014

GuestArte 1: Bancos

Recentemente, estive lendo e pensando em modos de ver e dizer, comunicar coisas.
Modos de expressar e expressão. Tintas e escritas coloridas, cada qual ao seu modo específico, ao seu tempo de leituras e significados. Unir significado a significantes e com mais uma pitada de significação!
E teremos a receita básica de artes.
Códigos musicados à leitura silenciosa, quando significados são adicionados, pessoal e particularmente, às imagens vistas(lidas): a epifania sincrônica.
Convido-os, agora, a musicar imagens que ví (captei a celular - ex128) nas minhas andanças. Por isso do "Guest arte" lá encima no título. Partilho, passos e trilhas, bancos, igrejas, luzes e sombras, como frases pinçadas de uma história maior.
Bem maior.
Venha; veja comigo o que eu ví.
Seja meu convidad@... vamos.











quinta-feira, 23 de junho de 2011

Open Up


"O impacto mais imediato do estruturalismo foi a implosão do paradigma sartreano, pois ao entender as linguagens como construtivas da totalidade dos fenômenos sociais, punha em xeque o primado da razão, a supremacia dos grandes sujeitos, o culto ao existencialismo. Vis-à-vis ao existencialismo sartreano, o estruturalismo poderia ser acoimado de decretar a morte do homem, de ser anti-humanista e de recusar a História, isto é, privilegiar sistemas e processos em detrimento de agentes sociais, unificando a variedade de tipologias sociais em modelos sintéticos e sumários, reduzindo a variada complexidade relacional àquelas que sobrelevavam o papel atribuido ao sincrônico em relação ao diacrônico na sociedade humana. Era, no fundo, em nome do cientificismo, da crise das Ciências Sociais, a busca por um método capaz de prover uma certa inteligibilidade global da humanidade.
..."

Espaço pronto para edição. Aguardem.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Jogos

Gosto de quase todos os jogos. Se forem inteligentes então, prefiro. Gosto de transformar tudo em jogo. Acho que aprendemos muito mais e prestamos muito mais atenção se estivermos nos divertindo com a ação executada. Transformar obrigações em jogos acho que desde que me lembro por gente foi meu "jogo" particular. Muitas vezes escutei: "Tu não levas nada a sério!" ou "Para de brincar, menino!" dos meus pais e mestres. Não conseguia entender por que eles não se divertiam também com tudo. Deprimente...
Explicar então, nem perdia tempo. Acho que tentei várias vezes fazê-lo, mas o resultado foi catastrófico. Ou levei alguns cafás por não ser mais "normal", como meu irmão. Desistí de mostrar a razão da coisa. Quando encontrava alguem que se divertia como eu, silenciosamente nos saudávamos e sorriamos secretamente como num encontro casual entre maçons. E, isso reforçava meus jogos. Não era eu o único.
Por que de tudo isto?
Porque lendo um post noutro blog me veio à cabeça uma frase-jogo que escutei (e guardei) faz tempo: "Se nascer é morrer de lá pra cá. Morrer é nascer de cá pra lá." Que várias vezes usei como chave para sair da cadéia da tristeza feito aquele cartão do Monopoly.
Abracadabra

domingo, 30 de janeiro de 2011

Resposta (sic)

Quando aprendia (ou melhor: tentavam me ensinar) aritmética na escola, uma das verdades que repetiam era: "Todos os problemas têm uma, e somente uma, solução/resposta certa! Qualquer outra coisa estará errada."
(Em inglês, que as freiras da Maryknoll não ligavam para outros idiomas.)
Nefelibata que era, entre o cantar dos periquitos e o convite a brincar do vento entre as folhas das plantas lá fora, tentei que -pelo menos- isso ficasse na minha memória. Ia cair na prova e provavelmente, além da data e do meu nome, tinha que ter alguma resposta certa!
Era batata...
Mas hoje, pensando bem (hmm... há controvérsias), defendo que há uma e somente uma resposta errada para qualquer problema. Todas as outras o responderão corretamente dependendo das variáveis e do contexto onde o problema se apresente. Às vezes até mais de uma.
Aceitamos, ou não, as respostas como corretas dependendo muito de nosso próprio "conhecimento" e aceitação das probabilidades. Aceitamos como verdadeiro aquilo em que acreditamos. Mas quem diz que aquilo em que não acreditamos é mentira pelo simples fato de não acreditarmos nele? Nos apropriamos, não somente da verdade, mas também do fato e de qualquer possibilidade além de nós.
Insistimos que o universo está dentro de nós e não o contrário. Não conseguimos entender o sutil equilíbrio do qual participamos. E, que assim como nosso organísmo tem peças, nós mesmos somos peças de um organísmo maior num fluxo ambidestro de energias e vibrações. É melhor começar a aceitar isto como um fato. Não podemos e nem temos condições de nos rebelar contra isso.
Por mais limitados que pareçamos, nós não somos fim... somos meio.