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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Parede branca


Uma das minhas mais velhas e caras memórias é sem dúvida uma parede branca.
Me lembro tinhamos acabado de mudar para um apartamento pequeno num prédio novo. A parede branca, oposta à janela, era iluminada pela luz do sol de uma forma indecente. Eu devia ter então uns 5 ou 6 anos, começava a entender --pelo menos-- algumas coisas.

Essa parede eu ENTENDIA!!

Lembro, fiquei um tempão ocupado sem ninguem para me interromper. Acho que me escutavam falar, logo deveria estar tudo bem. Criança brincando...
Até alguem passar pela minha obra. Tinha usado uma caixa de lápis de cor inteira para pintar um "mapa" na parede!

Pra mim, ainda faltavam alguns retoques aqui e alí, para minha mãe eu tinha ido longe demais. Vez por outra, ainda me lembro da sensação que tive ao desenhar naquela parede. Grande. Muito bom.
A primeira vez que explicitei limites distantes.

Toda vez que tenho que explicar conceitos óbvios para alguem me lembro daquela parede branca.
E, ao igual que aconteceu com minha mãe, eles poucas vezes entendem o bosque porque as árvores atrapalham.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Equipes (2)

Uma outra das forças dessa equipe era que os participantes conseguiam assumir a persona de qualquer um desses significantes. E isso sem qualquer tipo de inconvenientes hierarquicos ou pessoais; quem sabia o caminho naquela hora liderava, e quando não havia caminho a voz dos três era igual.
Era como se houvessem juntado as peças certas de um quebra-cabeças. Os três da equipe formavam a imagem do projeto, cada um visto de uma perspectiva diferente. Cada um com caminhos alternativos para atingir o mesmo objetivo.
A soma dos três dava sempre mais de 100%.
Bom, quase sempre. O começo foi meio rough nas beiradas. Mas, quando as coisas ficaram realmente difíceis e se apresentaram situações de pressão, automáticamente foram assumidas posições que claramente mostraram que nós eramos o projeto. E essa se mostrou a terceira força da equipe: assumirmos o projeto como de nossa geração.
Era nosso!
Nos o criamos, o conheciamos e, principalmente, acreditavamos nele. É isto que eu achava que o diferenciava dos seus pares. Com ele aprendemos além desse projeto. Aprendemos para todos os outros projetos de gestão. Uma visão mais clara e ampla do que era criar significados.
Cada um seguindo o seu caminho... juntos.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Equipes

Comecei a escrever sobre descrição das equipes multiprofissionais corporativas. Na verdade, minha intenção era dar continuidade a um projeto de gestão do conhecimento antigo. Voltar a ele, fazer uma avaliação e desenvolvê-lo mais um pouco.
Achei que valia a pena, como exercício mental pelo menos.
Comecei, dizia eu, a pensar no projeto e acabei indo parar na construção, a conformação da equipe que o desenvolveu. E nas características de cada um de seus integrantes.
Tinhamos um ganso, um peru e uma galinha.
Sim, isso mesmo.
É bem mais fácil de explicar as características da equipe usando esses significantes. Vejam; o ganso no chão é... parece meio canhestro. Mas na água é muito mais desenvolvido que o pato, por exemplo. E no ar é capaz de vôos longos e de levar a si próprio e ao grupo. O peru é óbvio no chão e capaz de vôos curtos a médios com algum esforço. A galinha, apesar de não voar como os outros, no chão vá muito bem obrigado. E todos são aves.
Todos tinham o mesmo objetivo.
Esta equipe foi formada randômicamente, aviso. Foi o acaso que os reuniu!
E, acho que essa foi uma das suas forças.
[continua...]

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

instrumentos 1

Lembrete para mim mesmo:
Estou participando de um projeto de gestão do conhecimento desenvolvido em uma grande empresa. Nestes dias atrás estive fazendo um relatório das entrevistas acontecidas e cheguei a um impasse: a leitura me levava por um caminho, mas a solução sempre parecia ser outra coisa.
Temos que tomar cuidado ao entrevistar e não "interpretar" as respostas. Somos (nós os entrevistadores) um meio que pode distorcer as mensagens assim que entrarem em contato conosco.
O que somos tinge as respostas dos outros.
E é quase impossível voltar atrás. O momento se perde. Taquigrafia seria um bom paliativo a esta doença. Um gravador seria melhor ainda.
Nem sei mais se as escolas de comunicação ensinam ainda (ou se já ensinaram alguma vez) instrumentação básica (101). Taquigrafia ou estenografia seria um bom instrumento para usar nas entrevistas.
Saber as perguntas antes de chegar ao evento seria uma ótima estratégia, também. Assim não perderiamos tempo pensando no que perguntar enquanto o entrevistado responde.