quinta-feira, 30 de abril de 2015

É tudo grego afinal...

Ok, não queria entrar nesta discussão, mas agora está ficando ridículo.
Faz meses que estamos perdendo o fôlego atrás deste assunto miserável e o único que temos para mostrar é metade dos associados do iate-clube de Brasília (sic) presos em Curitiba, e um monte de acusações obtidas à base da marmelada com prêmio.


"Será impossíver que ninguém preste atenção no jogo!" diria o velho Joselino Barbacena.
Os deputados e senadores se deram aumentos salariais nababescos e nem a midia nem ninguém reclamou! Ninguém foi às ruas pedir impeachment, nem carregar cartazes escrito: "Yankees come home... please!"

Dois pesos e duas medidas... Roubo institucionalizado ou instituição do roubo podem parecer contrários, mas são a mesma coisa. Não importa se é nos gabinetes da Petrobrás ou nos porões de Brasília! O pungista no ônibus, ou no trêm, é tão ladrão quanto os juros bancários ou do cartão de crédito. Shylock faria por menos.


Afinal democracia é coisa de grego. E, fora o churrasco da Avenida São João, o único grego que muitos habitantes de Pindorama conhecem, é um yogurte chamado Zorba. Casualmente, dono de uma importante fábrica de roupas de baixo (eufemismo para cuecas) para cavalheiros.

Verdadeiro samba do crioulo doido, eu sei.
Mas, prestem atenção aos elementos que temos visto e que nos mostram diariamente na TV. E, como reagimos a esse assalto com o Maguila.


Supõe-se que, na democracia, os três poderes (e quereres) trabalhariam juntos pelo bem comum, não? É isso que faz com que a democracia floresça, certo?
Temos um executivo todo ausente e manietado, um legislativo autofágico, e um judiciário Dadá e irritado.
Depois, o doido sou eu e o crioulo lá do Stanislaw!
...
Sim, sinhô!




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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Just in Time

Há 20 anos, a abordagem enxuta era relativamente radical, mesmo para empresas grandes e sofisticadas. Atualmente, a abordagem enxuta  (ou lean, em inglês), o Just-in-Time (JIT), está sendo adotada fora de suas raízes automotivas tradicionais, manufatureiras e de alto volume.

No entanto, onde quer que sejam aplicados, os princípios são os mesmos. O principio chave de operações enxutas é relativamente claro e fácil de entender; significa mover-se na direção de eliminar todos os desperdícios, de modo a desenvolver uma operação que seja mais rápida, mais confiável, produza produtos e serviços de alta qualidade e, acima de tudo, opere com custo baixo.


Entretanto, os meios para atingir esse estado enxuto são menos fáceis de explicar e, algumas vezes, contra-intuitivos.

Por isso, é melhor começar a desenvolver um entendimento de operações enxutas por meio da expressão que é usada permutavelmente com enxuta - Just-in-Time ou sincronização enxuta. Em seu aspecto mais básico, pode-se tomar o conceito literal do JIT.

Just-in-Time significa produzir bens e serviços exatamente no momento em que são necessários- não antes, para que não formem estoques, e depois seus clientes não tenham que esperar. Além desse elemento temporal do JIT, podemos adicionar as necessidades de qualidade e eficiência.
Uma possível definição de JIT pode ser a seguinte:
O JIT visa atender a demanda instantaneamente, com qualidade perfeita e sem desperdícios.
Alternativamente, para aqueles que preferem uma definição mais completa: o Just-in-Time (JIT) é uma abordagem disciplinada, que visa aprimorar a atividade global e eliminar os desperdícios. Pronto.

Ele possibilita a produção eficaz em termos de custo, assim como o fornecimento apenas da quantidade correta, no momento e local corretos, utilizando o mínimo de instalações, equipamentos, materiais e recursos humanos. O JIT é dependente do equilíbrio entre a flexibilidade do fornecedor e a flexibilidade do usuário. E, é alcançado por meio da aplicação de elementos que requerem um envolvimento total dos funcionários e trabalho em equipe. Uma filosofia chave do JIT é a simplificação.


Note-se, entretanto, que a primeira definição apresenta os objetivos do Just-in-Time. Entretanto, o JIT não alcançará esses objetivos imediatamente. Em vez disso, ela descreve uma situação cujo objetivo, a abordagem do Just-in-Time, ajuda a conseguir.

Contudo, nenhuma definição de JIT engloba todas as implicações para a gestão de operações. É por isso que existem tantas frases e termos para descrever a abordagem JIT, elas incluem: fluxo sincronizado, fluxo contínuo, produção sem estoque, tempo de atravessamento rápido e operações de tempo de ciclo reduzido.

Os sete tipos de desperdícios

A Toyota (local de origem do JIT) identificou sete tipos de desperdício, o qual se acredita serem aplicáveis em vários tipos de operações diferentes - tanto de serviços como de manufatura- e formam a base da filosofia enxuta.
  • Superprodução. Produzir mais do que é imediatamente necessário para próximo processo na produção é a maior das fontes de desperdícios, de acordo com a Toyota.
  • Tempo de espera. Eficiência de maquina e mão de obra são duas medidas comuns, que são largamente utilizadas para avaliar os tempos de espera de máquinas e mão-de-obra, respectivamente. Menos óbvio é o montante de tempo de espera de materiais, disfarçados pelos operadores, ocupados em produzir estoque em processo, que não é necessário naquele momento.
  • Transporte. A movimentação de materiais dentro da fabrica, assim como a dupla ou tripla movimentação do estoque em processo, não agrega valor. Mudanças no arranjo físico que aproximam os estágios do processo, aprimoramento nos métodos de transporte e na organização do local de trabalho, podem reduzir desperdícios.
  • Processo. No próprio processo, pode haver fontes de desperdício. Algumas operações existem apenas em função de projeto ruim de componentes ou manutenção ruim, podendo, portanto, ser eliminadas.
  • Estoque. Todo o estoque deve tornar-se um alvo para a eliminação. Entretanto, somente podem-se reduzir os estoques pela eliminação de suas causas.
  • Movimentação. Um operador pode parecer ocupado, mas algumas vezes nenhum valor está sendo agregado pelo seu trabalho. A simplificação do trabalho é uma rica fonte de redução do desperdício de movimentação.
  • Produto defeituosos. O desperdício de qualidade é normalmente bastante significativo em operações. Os custos totais da qualidade são muito maiores do que tradicionalmente tem sido considerado, sendo, portanto, mais importante atacar as causas de tais custos.

Os 5 Ss
A terminologia dos 5s originou-se no Japão e, embora a tradução seja aproximada, eles significam o seguinte:
  1. Separe (Seiri). Elimine o que não é necessário e mantenha o que é necessário.
  2. Organize (Seiton). Posicione as coisas de tal forma que sejam facilmente alcançadas sempre que necessário.
  3. Limpe (Seiso). Mantenha tudo limpo e arrumado; nenhum lixo ou sujeira na área de trabalho.
  4. Padronize (Seiketsu). Mantenha sempre a ordem e a limpeza- arrumação perpétua.
  5. Sustente (Shitsuke). Desenvolva o compromisso e o orgulho em manter os padrões.
Os 5s podem ser pensados como um simples método de arrumação de casa para organizar áreas de trabalho que enfatizem ordem visual, organização, limpeza e padronização. Isso ajuda a eliminar todos os tipos de desperdício relacionados à incerteza, à espera, à busca por informações relevantes e assim por diante.

Como podemos perceber, o JIT não acaba dentro da fábrica ou no escritório. Para poder ser entendido e corretamente aplicado, ele precisa avançar e ocupar os espaços do pensamento. Incorporar-se na vida do colaborador. Transformar-se horizontalmente em "bem comum", entendido por todos por igual. A peça que o colaborador 1 precisará é a que o colaborador 2 está usinando no processo desenhado pelo colaborador 3, processo planejado pelo colaborador 4 referente as vendas do colaborador 5... e assim por diante por toda a empresa.


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segunda-feira, 20 de abril de 2015

De Nêmesis e Guerras

Estamos no meio de uma guerra na qual só uma das facções morre.
Ninguém nos diz o motivo afinal, desta contenda. Continuamos a morrer e pronto. Todo dia vemos no noticiário, no meio da nossa sala, avisos e flashes de última hora sobre assassinatos, latrocínios e outras malvadezas que o homem faz com o homem (Mensch).
Me cansa a cacofonia do diário descrever de atrocidades sem conta e de toda espécie, cores e tamanhos...



Vemos diariamente áreas arruinadas e gente abusada, sofrida, que cada vez mais, e mais rápido, perde a esperança na vida. No entanto se prestarmos atenção no 'opositor' perceberemos várias coisas interessantes.

Uma, ele, "o agressor", é exatamente igual à sua vítima. Saem ambos da mesma sociedade, cidade, comunidade. Eles são iguais! Poderiam até ser irmãos, mas historicamente, já sabemos que isso nunca impediu a desumanidade.

Outra, quanto maior o grupo agressor perante sua vítima, maiores serão as atrocidades cometidas. Mas, nestes mesmos cenários (veja as imagens do noticiário) o opositor está na mesma situação de sua vítima. Ele é tão vítima quanto a vítima pretendida. Sua ideologia ou motivação não importam, todos iguais em demonstrar ferocidade e poder de fogo ante inimigo menor ou desarmado.



As vítimas, simples índices de fatalidade e desvalidos de proteção, mal fazem frente. Alvos. Não importa de onde venham os ataques, se do agressor ou mesmo daqueles cuja função seria a de defendê-los, o resultado continua o mesmo.
1 x 0 para eles.


Vemos em escalas variadas as ações destes elementos, isolados ou em bandos. Desde abusos contra crianças até invasões a países vizinhos, o que invariavelmente desemboca em conflitos regionais maiores.

Qual é mesmo daqueles que, pelo menos, sabem o porquê de suas ações? Poder, dinheiro?
Tirem-se as armas, o número, e automaticamente, agressor passa a ser vítima. Pede auxílio, precisa socorros, tanto quanto precisou sua vítima antes dele! E nem Aristipo, o único hedonista verdadeiro, para quem a existência de um desejo era base para o direito de satisfazê-lo, poderia justificar tais atrocidades.

E, ainda há um terceiro ou quarto grupos.
Aqueles que, por benefícios ou interesse, fornecem as condições (leia-se: armas e munições) para o grupo ou grupos opostos na contenda. 
Estes grupos mantêm-se longe, e em segurança, e até são reconhecidos por outros não-beligerantes. Usualmente estes nem sequer pertencem ao país, ou região atingida pelos seus produtos ou serviços.
Seus interesses e manipulações nem sempre são tão óbvios.



Aquelas atrocidades feitas sub-repticiamente, como tramas dentro de tramas, são mais difíceis de atinar e perceber. Elas levam a resultados parecidos com as anteriores, mas sua finalidade é outra. Usualmente um benefício econômico a médio ou longo prazo.

Às vezes não passam de "passos intermediários" para se atingir um resultado outro, até mesmo longe do local. Mas, seu resultado imediato, no local ou região, não deixa dúvidas. É só prestar atenção e ver.

O objetivo destas é planejado com alguma antecedência, quase como estratégia militar, no âmbito comercial ou econômico. Já escutou falar em "hostile takeover"?
Um spin-off ou corolário de fusões e aquisições.

Alguma vez se perguntou o que acontece quando uma empresa (A) compra outra empresa (B)?
Primeiro, e sempre, empresas não compram por capricho. Sempre há um benefício latente nesses movimentos. Estes não necessariamente são divulgados ao público consumidor.
De onde poderiamos voltar à questão lá de cima: "Qual é mesmo daqueles que, pelo menos, sabem o porquê de suas ações. Poder, dinheiro?
E adiciono: mercados e tecnologias?



Afinal, quem pode mais, ganha. É isso?
Uma grande empresa multinacional, soma dinheiro com os contatos políticos certos, e engole outra menor ou sua concorrente, ou um policial armado fere uma mulher grávida numa discussão banal. Ou ainda, um menor delinquente dispara contra uma vítima desarmada porque (entre outras coisas) sabe que, pelas leis atuais, não será punido.

Culpa de ninguém ou de todos?


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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sun Tzu 1, 2 e 3

Escrevi estes textos faz muito tempo, e como sempre volto sobre eles, resolvi juntá-los de uma vez e (re)apresentá-los. Talvez façam mais sentido todos juntos. Para mim fazem todo sentido, juntos, soltos, fração.
Espero que gostem... lá vão:

Faz pouco tempo respondi uma pergunta de um amigo e achei que seria só. Mas, desde então a resposta ecoa na minha mente, não como errada, mas sim como incompleta. Contudo não achava a sinápse certa que completasse minhas idéias.
Sábado de manhã acordei pensando em treinamentos. O que conseguimos com o treinamento? O antigo método chinês -sempre à espreita- surgiu primeiro: repetição. Por que repetir o mesmo movimento além da exaustão? O mesmo gesto com o pincel? O mesmo texto literalmente?
Até ser natural não se pensar mais sobre a correta execução do movimento, do gesto, da declaração. Ninguém nos diz: "inspira, expira, pausa..." no entanto fazemos isso sem parar.
O corpo, acostumado como natural ao movimento, o faz.
Treinamento e repetição... ok.
Dai até Sun Tzu foi um pulo curto. Sempre gostei de uma passagem específica do seu tratado onde diz: "Quando cercar um exército, deixe uma saída livre. Isso não significa que permita ao inimigo fugir. O objetivo é fazê-lo acreditar que é um caminho para a segurança, evitando que lute com a coragem do desespero."
No atual modelo de negócios, somos treinados para produzir e ser produtivos, qualquer outra situação faz nosso "valor social" despencar. Lamentavelmente, mesmo nesta Era do Conhecimento, ainda insistimos e vivemos os conceitos do início da Revolução Industrial: +Produção = +Valor.
Tangíveis...
A 'opção' de não mais participar daquela equação é a mesma que a lagarta tem.
Haverá uma mudança da qual não há retorno. Borboleta ou mariposa retornará a um ambiente hostíl, ainda regido por cânones de 2 séculos atrás, repito. Aqui me aparece um detalhe engraçado: todo mundo quer pensar FORA da caixa, mas SEM SAIR de dentro dela.
Afinal, é um lugar seguro e conhecido, coisa interessante não?

Entendo agora que muitas das recentes "mudanças de paradigma" se refiram mais à forma do que ao conteúdo. Significância com pouco significado.
Insistimos em validar intangíveis com os mesmos valores de uma usina de coque. E somos capazes de entender e aceitar mais os últimos do que os primeiros. Fomos criados para isso. Criamos nossos filhos, até bem pouco tempo, da mesma forma. Ficar ao lado do "normal" cria uma angústia essencial, como a do bebê ao ser separado da mãe.
Nadica de nada agradável...
Mas que, por outro lado, pode ser a mola necessária para impulsionar vôos mais altos e ousados. Afinal, o que mais teriamos a perder? Entender e aceitar este outro lado, e tudo o que isto implica, é que é duro. É possível, mas o normal é haver torcida contra!
Vamos convir que não somos treinados para falhar nem cometer erros.

Imaginem as cenas: grupos de pessoas foram aos campos de Kitty Hawk e Bagatelle ver os irmãos Wright e Santos Dummont voar. Tentem descobrir quantas dessas pessoas foram lá para ver eles cair. Pois essa era a certeza.
Eles iam contra "o normal", o resultado somente poderia ser... não o que foi demonstrado. Eles criaram experiência fora do normal a partir de opiniões.
A disciplina e a louca clareza de propósitos necessária para esses "vôos" é que mantinha esses inovadores sãos. E fora da "caixa".

Meu irmão me lembrou:"Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ".
Sun Tzu
Que Harvard Business School, que nada...



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segunda-feira, 30 de março de 2015

Coisas a toa

Passo muito tempo sentado numa sala escrevendo, lendo e pensando.
De vez em quando consigo escapar de mim mesmo e saio portão afora, como cachorro fugido, para andar sem rumo. Enquanto ando costumo criar histórias ou diálogos que uso para não ver por onde vou.
Às vezes essas histórias são pouco mais que piadas que teriam que ser explicadas às outras pessoas para alcançar o que em mim é jocoso sem explicação.
Acabei de voltar de uma dessas fugas, e trouxe esta comigo:

1) Dentista
Fui ao Posto de Saúde próximo de casa porque um dente insistia em incomodar à vizinhança e eu decidí acabar com a festa. Demorou pouco e fui atendido por uma "médica" paramentada.
Declarei o propósito da minha visita e ela, profissionalmente, me mandou calar, abrir a boca e apontar o culpado. É o mais perto da Delação Premiada que vou chegar, não adianta insistir.


Mostrei.
Ela viu, cutucou (doeu pacas, mas ela não sentiu nada) pra lá e pra cá. Tirou o braço da minha boca e disse: "Não posso fazer nada" (pra mim, ela tinha conseguido piorar minha dor, mas ela é a dentista. Quem sou eu para discordar).
E profetizou genérica: "Ainda vai perder vários dentes".
"Será a terceira dentição?" perguntei entusiasmado.
"Não! Você vai perder 30% de massa óssea", atalhou num rabo-de-arraia de dentro do seu avental branco.

Acho que o que vou perder é esse costume de vir ao PS toda vez que precise atendimento básico.
Vou trocar de dentista.


2) ou então:

  • Getting old is waaaaay better than the alternatives.
  • Às vezes fazemos as coisas erradas porque na hora eram as únicas coisas certas a ser feitas.
  • A vida é uma tragédia dançante.
  • Tried to be normal today. Worst 2 minutes of my life!
  • ...


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Carta de Intenções...

Somos todos iguais.
Bípedes pelados que, se comparados com outros na mesma escada evolutiva, temos poucas diferenças. É só prestar atenção, muita atenção...


Lia, algum tempo atrás, um texto que dizia (mais ou menos, que faz tempo) assim: "a tecnologia cria um nivel de afastamento tal que as pessoas são capazes de fazer -dizer ou escrever- coisas que, em qualquer outro tipo de relacionamento, não fariam. Criam-se personas particulares para cada ocasião e estas são assumidas enquanto funcionem".

Um espaço virtual entre o sou e o és que permite, justifica e perdoa todo tipo de intenções.
O mesmo contraponto existente entre o Wakeman e Moraz.

Mas esta virtual-realidade parece que está extravasando e contaminando a real-realidade, com resultados nem sempre tão agradáveis. Parece que o avatar digital ganha vida e opiniões próprias e as exercita no mundo real, como se fosse fases de um vídeo game. Onde há três vidas antes de acabar o jogo...


Na realidade corporativa, cada vez mais ligada com tecnologia, o BYOD e a nuvem se confundem numa discussão antiga. O colaborador (eufemismo criado para denotar: o empregado) fica acessível 24 horas por dia. Sem mais a desculpa da distância geográfica a lhe ajudar, é considerado quase um apêndice da tranqueira tecnológica que o aprisiona. Como em "no free lunch", sabemos como fazer mas, não temos a menor ideia do que significa. 

Deixamos, cada vez mais, a humanidade e o respeito que desejamos em troca da produtividade presumida. Somamos características isoladas e chegamos, com pequenos desvios, a conjuntos teóricos que satisfaçam grades e padrões pré-determinados.
Os outliers são insuficientes para causar mudanças à curva esperada de resultados.
Quando existem ou são anotados.

Me parece que, por descuido ou esquecimento, não nos sentimos tão próximos do próximo quanto deveriamos nos sentir. E, levamos deste jeito o resto de nossas vidas e negócios.


Nunca antes a frase "Serei, por acaso eu, o guardião do meu irmão?" fez tanto sentido.
Quer ver um exemplo?
O simples fato de você ler este meu escrito, me faz parte da sua vida, cria um vínculo -mesmo que efémero- entre nós dois. Imagine então, numa hierarquia qualquer, por exemplo como colaboradores em setores diferentes numa empresa, ou vendedor-cliente, este vínculo seria muito mais forte.
Certo?

Paradoxalmente, não percebemos e continuamos a ser o "eu" na comunidade e mais além, na rede. Onde, pela característica de uso da tecnologia, assumimos personas que nem sempre nos refletem. Interpretações ideais para desejos e situações passageiras. Quase que sem pensar nas consequências, somos capazes de postar, curtir e compartilhar, caprichos que, a uma segunda apreciação, não dar-ia-mos o menor valor. Ou, então, simplesmente não pensamos mais no assunto.

Com relacionamentos vis-à-vis não funciona desse jeito. As consequências e implicações são um pouco mais palpáveis e duradoras. Não conseguimos consertar com um: "foi mau, ai". Quando muito arranha-se o Português, mais um pouco. "W-h-a-t-e-v-e-r", além de não ser compreensível, carece de sentido fora do idioma original. E, mesmo neste está perdendo o pouco que tem...


Me pergunto se uma solução poderia ser aumentar a dose de "ser e estar" presente. Junto, cara-a-cara com o interlocutor. O social voltar a ser o que significa realmente: a interação de organismos com outros organismos e com a sua co-existência coletiva, conscientes, numa interação voluntária.

Parafraseando um manifesto post humanista, diria que:
"A espécie humana ainda é jovem neste planeta, e é possível que ainda tenhamos visto pouco do que seja possível para que nos tornemos. Mas o sucesso nesta empreitada está longe de estar assegurado, porque ainda temos apenas a nossa sabedoria e compaixão humana bastante limitadas para nos guiar através da transição. Desenvolver uma maior compreensão prática e moral parece ser a primeira prioridade."



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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Admirável Brasil Novo...

O título deveria ser: "Admirável Brasil Novo, Justo, Certo, Possível..."

Conhecemos inimigos famosos.
Tem Caim e Abel, os Capuletos e Montecchios, Batman e Coringa, árabes e judeus, Holmes e Moriarty, Estados Unidos e o resto do mundo (longa história, conto depois), Tom e Jerry, Comunismo e Democracia (mesmo sendo a mesma coisa com nomes diferentes), Papaléguas e Willy E. Coyote.
Esqueci de alguém?

Todos inimigos declarados uns dos outros ou entre si. Os motivos pouco importam, banais impertinências. Historias à tintas e tempos, motivos para filmes e peças. Mas, isso é introdução, meu tema é bem mais perto ao nosso dia-a-dia.


Das inúmeras duplas antagonistas, é sobre a torcida contrária que vem acontecendo sistematicamente, na mídia do Brasil. Pois há, definitivamente, uma torcida contra qualquer coisa que vá acontecer ou seja proposta pelo governo ou ainda tenha brasileiros no meio.
Assumem, como faz algum tempo acontecia, que todo e qualquer produto nacional tenha que ser invariavelmente de menor qualidade. Discutem que, invariavelmente o trabalhador brasileiro seja sub-adequado, ou mão de obra inferior à sua similar estrangeira. Apesar de ser os mesmos pontos, e alguns dos produtos ser exclusivamente brasileiros, ou originários do Brasil.

Os exemplos mais recentes dessa torcida têm sido desde as eleições, a Copa do Mundo e, mais adiante, as Olimpíadas. Mas esta última ainda está em curso. A torcida esta agindo a pleno vapor. Claro que auxiliada por aqueles capazes de, sem o menor escrúpulo, tirar proveito da situação.
Tem tantas formas disto acontecer, em quase todas as situações normais no pais.
O que chama minha atenção e causa assombro é que essa torcida seja feita principalmente por brasileiros. Tenho ouvido e visto documentado, mais elogios a eventos brasileiros feito por jornalistas estrangeiros do que por seus pares brasileiros.*

A maioria da mídia brasileira conta com que, seja lá o que for, não vai dar certo, não vai funcionar, vai ser um escândalo. E torce para que assim seja. Escândalos vendem semanários, chamam atenção, aumentam os 15 minuto$ de fama.
Vejamos o caso recente das eleições,, onde o partido contrario ganhou, apesar da orquestrada torcida. Por algum motivo ganhou. Devem ser os colaboradores sub-categorizados que elegeram um governo sub-categorizado.

Mas, não é isso o que chamamos Democracia?
Iriamos reclamar por quê? Porque funciona como (teoricamente) deveria funcionar? Desde quando foi instituído o "melhor de três", para eleição?


Ultimamente tenho visto, em várias ocasiões, textos falando em como "somos alvo de chacota" ou então que deveriamos nos "envergonhar", perante a comunidade mundial, por termos um escândalo do tamanho da PetroBrás. Para aqueles menos avisados, que consomem tudo sem antes 'agitar primeiro', o cenário é desolador e muito, muito sombrio.

Mas eu cá, no meu desempregado ócio, acordo as 4h da manhã para pensar bobagens.
E decido compartí-las, o que pode ser ainda pior. Mesmo depois de 42 anos de ter escolhido o Brasil como meu país e ele ter me acolhido como seu habitante. Não nego que tive meus momentos em que cinza era a gradação das cores e até tive cortada a luz do fim do túnel. Ainda não me arrependo da escolha que fiz.
Para começar, vamos chutar o balde, atingir o pau da barraca e sair para apreciar o circo pegar fogo... se possível.

Primeiro; envergonhar o cacete!
Não temos por quê nos envergonhar de nada.
Itália já teve seu "Mani pulite", Inglaterra e França, escândalos sexuais e propinas corporativas de cores variadas, Espanha tem uma infanta às voltas com a justiça, de novo, Japão já nem publica mais suas picaretagens, a China vez por outra, fuzila algum corrupto aqui e ali, Roma, seu banco e pedofilia, Alemanha anda assombrada por seus repaginados velhos fantasmas, os Estados Unidos então nos brindam, de tempos em tempos, com escândalos de alcance mundial (alguém se lembra da última de Wall Street?).
E eles seguem como cavalo em desfile... de cabeça aprumada e olhando de lado.
Pensou o quê?

Vamos aproveitar e pôr a casa em ordem. Eis uma ótima oportunidade.
Mesmo com os desmandos pontuais deste movimento pendular. Carpe diem!
Algumas coisas temos que melhorar, outras temos que eliminar e deixar o aviso plantado e visível na porta: "Cortamos cabelo e pinto".
Entenda quem quiser.


Não adianta pedir as cabeças deste ou aquele, repetiremos outras Salomês, enquanto deixamos as raposas cuidando dos galinheiros candangos. Ampliemos o alcance da nossa visão e percebamos como podemos influenciar nosso entorno. Nós somos o meio-ambiente de alguém!
E, vice-versa.
Entende agora o que é iteração?




* Jornalistas franceses, espanhois, australianos e japoneses desejam que todas as Copas do Mundo sejam no Brasil, por exemplo.



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Leitura recomendada:

"Aprender del Mani Puliti Italiano" de. Publicado em 28/11/2014.