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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Visto de Fora... bem de Fora

Olhando aqui de longe, e prestando atenção no cenário que se nos apresenta, posso dizer que, as crises sempre jogaram um papel importante na história da humanidade.

As crises, as revoluções, e, até mesmo "desastres naturais", deram os primeiros passos para mudanças. Desde coisas simples, aquelas que ninguém nota, tipo: areia branca misturada no carregamento de açúcar, até guerras fratricidas sem pé nem cabeça.

Escolha uma, qualquer uma, e preste atenção.
Porém, antes perceba que reduzo décadas a alguns caracteres. Falo sem importar-me com o tempo cronológico transcorrido entre causa e efeito.


Afaste-se de motivos maniqueístas e razões filosóficas e perceba os entornos e suas mudanças. Veja o resultado do que aconteceu. Abra os olhos e permita-se, sem julgamentos de valores subjetivos, apreciar o que acontece além do seu nariz. Além do seu grupo.

Uma guerra por mercados acaba plantando as sementes para o fim de colônias. Se alastra modificando sociedades agrárias. Um outro levante, modifica mapas, posições sociais e faz surgir jovens mercados tecnológicos em antigos inimigos, por exemplo. "Só a guerra faz um Japão de paz", cantou acertadamente o mestre Gil.


Mesmo aqui no Brasil podemos notar essas mudanças.
A invenção de Brasília e a ocupação do centro do país. A Ditadura e o impulso industrial. O governo dos outros e a corrupção que nos assola. E somos, de repente, confrontados com uma nova realidade. Não mais poderemos fingir e fazer tudo como antes fazíamos. Melhorar não é mais opção, é imposição. 

Quer ver algo que todos passamos por alto? Pagamos mais por políticas do que por filosofias. Mas, preste atenção; é necessário a filosofia explicar como funciona a política, mas seu contrário não. Quase ninguém se interessa em aprender filosofia, contudo defendem políticas como se fossem salva-vidas em naufrágio.


Não mais podemos fingir que a política seja somente coisa de políticos. Pois se é essa mesma política que me atinge e molda como eu vivo minha vida, então ela É minha! E é minha política fazer o melhor possível sem para isso precisar pisar na cabeça dos outros. Alguém mexeu na minha sem permissão. Evitemos mais uma Fuenteovejuna.
Entendem agora?




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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A Cara de uma Nação

As eleições de 2018 serão altamente messiânicas. Todos esperando um "Salvador" com 4 anos de soluções diárias para problemas eternos.
De um lado o extremo Bolsonaro e o populismo de Lula. Entre os dois, a ignorância, a desfaçatez e a preguiça de, finalmente, tomar nas mãos as rédeas das próprias vidas. Todas temperadas pela ganância provocada pela mídia e sua visão distópica, distorcida. E, do outro, por teóricos de gabinete e burocratas, que brincam de xadrez com a vida dos outros... estatísticas, planilhas e gráficos.
Não gente.



O que é Democracia?
Teoricamente, liberdade condicionada por três poderes e protegida por um exercito. Todos podendo participar, ativamente, de qualquer um dos quatro. Aliás, essa é uma das premissas básicas do que seja democracia. Qualquer um pode se inscrever para participar de qualquer um dos quatro corpos.
Em teoria, claro. O povo é fonte produtora e participa no pagamento da estrutura toda.
(T-O-D-O-S)

O que é Oligarquia?
Epa, mudei de assunto? Não!
Preste atenção ao texto! Siga-me.
Oligarquia é quando um grupo, ou grupos de interesses iguais assumem a direção por cima dos três poderes e do exército. As liberdades, neste caso, são muito mais restritas. Tudo dependendo dos interesses do grupo(s) dominante. As mudanças necessárias acontecerão, sempre e quando, tudo continue igual. O povo continua sendo a força produtora e, agora, assume como fonte pagadora também.
(Meu G-R-U-P-O)


O que é Ditadura Militar?
Lembra do exército que protegia os três poderes, lá encima? Bom, resumidamente é quando ele, pelos motivos que achar nescessários e suficientes, assume à força, as rédeas da máquina estatal. Dá um 'golpe de estado'. Assume o controle e a direção do país, então. Direita volver!
Ditadura é uma forma de autoritarismo. Como no castro; o povo obedece e pronto!
(Os C-H-E-F-E-s)


Mas, veja que também há ditaduras e oligarquias de "esquerda" no planeta. Os nomes mudam, mas as manchas, como nos tigres, continuam iguais. Autoritarismo, destro ou sinistro, é autoritarismo na mesma.

Na escola aprendemos que, a democracia se baseia na justaposição de três poderes iguais, cada um com sua função específica. Os representantes eleitos pelo Povo, para beneficio de toda a sociedade (Povo). Alguns representantes se esquecem, ou gostariam que os únicos beneficiados fossem eles. Mas isso é ganância, ambição desmedida e fonte de quase todos os males que provocamos, uns nos outros. Baita desvio antiético.

Quando falamos em: "Nós, o povo", imaginamos imediatamente um conjunto de iguais. No entanto, ao falar do "povo brasileiro", visualizamos um conjunto de parecidos, todos diferentes entre si.
Esqueça o "Raízes" do Buarque de Holanda e abrace pragmático, "o Povo" de Ribeiro.
(Mores)

Eis a verdadeira Cara do Brasil.



Simbora, dançar pintado na frente de um pato de borracha? Ou vamos continuar fingindo que não é conosco?



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  • domingo, 16 de julho de 2017

    Governo dos Outros

    A distância entre o povo e seus governantes define a validade do regime. Será?
    É uma questão, basicamente, de números.
    Percebamos primeiro, que as elites -até por sua definição teórica- são minoria, se comparadas com as outras "classes" que formam o conjunto da sociedade. Afinal entenderemos, que a menor minoria é a dos poderosos.
    Se tens pares, não és poderoso o suficiente.
    Corolário simples e óbvio.

    Que as massas do povo, se submetam passivamente aos abusos, muitas vezes sejam coniventes, e até mesmo agentes dos tais absurdos, demonstra anuência quase atávica à situação. Como se, ao participar assim deste modo, estivessem (eles) imunes aos efeitos de abusos e desmandos.
    E, mais ainda, imbuídos por semelhança, do poder dos governantes. A sra. Arendt discorreu historicamente sobre isto.


    Essa sensação de poder é, como cartão de crédito, pessoal, intransferível e... temporária. Por isso se torna necessário, como nas drogas viciantes, voltar a exercê-lo para estar satisfeito.
    A empatia, que nos tornaria igual ao nosso semelhante, e serviria de freio, vai desaparecer com o exercício dessa malade.

    E, a consciência de que esse poder é, temporariamente exercido em nome de outros, se esvai e confunde. Ela não capacita ninguém, nem outorga dimensões diferentes de modo algum.
    O executor as possui enquanto as executa. Uma vez que cesse, voltará, imediatamente, ao rol dos míseros mortais, junto com todos os (nós)outros.


    Por quê de toda esta introdução?

    Porque desde o resultado do último pleito eleitoral temos sido objeto e alvo, como povo e país, da mais sórdida e inescrupulosa movimentação político-econômica como jamais se tenha visto na história republicana.

    Sórdida e inescrupulosa porque, para alcançar seus fins lança mão de todos os meios possíveis independente de ser legal, justo, ético ou (Deus-os-livre) moral. Numa distopia tropical. Um carnaval de desfaçatezes como nunca antes visto!
    Verdadeiro Festival do Primeiro-Eu, enquanto nós, o resto do povo, ficamos às voltas com crises econômicas (que não existem), desemprego (que ninguém vê) e violências de toda sorte (beirando uma guerra civil).
    Uma (qualquer) mentira, repetida milhares de vezes... continuará sendo mentira.
    Não se engane..
    E alguns insistem em não ver.

    O que fora uma ameaça bufa do candidato derrotado, se transformou silenciosa e rapidamente, em movimento que, ignorando a opinião democraticamente expressa em votos, alijou do processo todo o povo brasileiro. Claro que houve manifestações e passeatas e panelaços, quebra-quebras e gritarias. Mas toda essa movimentação déco de patos e amarelos e panelas, foi matematicamente coreografada pela mídia desinformadora e partidos políticos interessados.
    Convenceram uma minoria de prosélitos aloprados, os vestiram de reis e os disfarçaram de maioria ululante.
    O demônio era um partido, não o mal em si!


    Os três poderes, base da democracia, hoje se digladiam amistosamente num afã autofágico. O povo foi lançado centrifugamente cada vez mais longe do "governo" que conseguiu o impeachment do(a) governo eleito(a). Primeiro, talvez até por causa do gênero, como antes também acontecera noutro experimento neoliberal.

    E ainda somos invadidos diariamente em nossas casas, assaltados nas ruas e nos deslocamentos diários, pela cantilena hipno-nauseante de que "Estamos no melhor dos mundos. O mal já foi erradicado. Isto é só um rescaldo. Não renunciarei jamais!", enquanto o caleidoscópio gira cada vez mais e mais rápido.

    A Rainha de Copas, de outra história que não escrevi, pareceria uma devota tímida se comparada aos sicários de gravata, que aparecem sorridentes na televisão.


    Ficamos tão entretidos e sequestrados apontando culpados que, nem sequer imaginamos, gastar esse tempo em experimentar soluções.
    Até agora vimos mais do mesmo.


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    domingo, 8 de maio de 2016

    Visionários

    "(...) os leitores de ficção científica estão preparados para muitos futuros".
    CARD, Orson S. "Science Fiction in the 1980s"

    Jules Verne (o homem que inventou o futuro), Isaac Asimov, Ray Bradbury, Arthur Clarke, H.G. Wells, Ursula K. Le Guin e uma enxurrada de outros autores de ficção científica viram e imaginaram o dia-a-dia do futuro.


    Por isso, previsões de futuro, no passado, são agora, o presente!
    Eles falavam de nós. Previam que, como sociedade, iríamos melhorar. Gentil e inocentemente contavam com isso.

    O que vemos hoje são, na maioria, previsões catastróficas e cenários apocalípticos. Contamos com que pioraremos, ainda mais. Não nos bastaram as guerras e conflitos, pelos motivos mais ridículos, que já tivemos e continuamos a ter. Transformamos tudo e todos em opositor, em mercados ou, aproveitando os avanços tecnológicos, em redes paridas da tecnologia.

    O opositor
    Não entender o que falas, não te transforma automaticamente em meu inimigo.
    Cores, línguas, histórias e cultura não nos fazem lá tão diferentes. "If you prick us with a pin, don't we bleed? If you tickle us, don't we laugh?" disse o bardo de Avon, em sua peça ao referir-se aos outros. Somos primos afastados numa casa esférica, mais cedo ou mais tarde nossos caminhos hão de se cruzar.
    Se prestarmos atenção, veremos que caminhamos juntos em direções mil. Acompanhamos o mesmo dia, o mesmo sol, as mesmas estrelas. As nossas canções (a não ser os martelos Balineses e as arapongas) cantam as mesmas coisas.

    O mesmo DNA comum para todos.

    A média mundial de idade subiu de 52 anos em 1964 para 70 anos em 2012. Em alguns países, como Japão, Suíça e Austrália, já está em 82 anos. Graças aos avanços na medicina, e ao pouco senso comum que insiste teimosamente em nos acompanhar. Aumentaria a qualidade, não tanto a quantidade, de anos se o bom senso que nos acompanha fosse ouvido com atenção.

    O opositor somos nós, não se iluda.

    De mercados
    Com o apoio da tecnologia, hoje sabemos, ou podemos descobrir fazendo as perguntas certas, quem faz o quê e onde o faz. Quanto custa e, às vezes, quais processos são necessários para planejar, produzir e inovar a partir desse conhecimento.


    Abandonar as ideias de carros-voadores e viagens interplanetárias no século XXI, nos parece óbvio quando percebemos que, ainda em 2016, não temos nem mesmo saneamento básico nem saúde igual para todos. Não somente no Brasil. Mas como uma característica mundial.
    O mundo e a tecnologia podem estar cronologicamente  no século XXI, mas o homem ficou para trás, no século XVIII.

    Das Redes
    A aplicação das ciências nos trouxe, hipnotizados pelo som da flauta, até onde estamos.
    Ainda criamos expectativa em nossos herdeiros, que não mais concebem um mundo sem tecnologia. Se divertem criando apps para celular e loop-holes para hacks. Param somente ante o "cannot divide by zero" e, como num labirinto, viram as costas e começam a andar a esmo, sem mais pensar no assunto.

    Ao submetermos nossas crianças ao domínio da tecnologia, pois esta, ao dominar-nos (sim, preste atenção!), também nos limita o tempo que temos para conviver com elas, assumimos que os crie à nossa imagem e semelhança. Esperamos e cremos piamente, que os valores civilizatórios, atávicos e inerentes à raça humana sejam ensinados, transmitidos, mostrados à página em branco de suas mentes infanto-juvenis. Desde as tragédias dramáticas do Chapeuzinho Vermelho e da Odisseia até os maniqueístas dramalhões bíblicos da tradição judaico-cristã. Criando desta forma, suporte e continuidade para o que convencionou chamar-se de: humanidade.


    O que temos visto, como resultado dessa exposição desenfreada é um gamefied melhor de três. Onde o importante deixa de ser a tentativa e passa direto à orgia do caos. Podemos fazer (e dizer) qualquer coisa, sempre e quando não percamos uma vida. Amanhã ao acordar, arrastados e esperneando, faremos de novo, com outras novas três!

    Parece que, após duas guerras mundiais e armas de destruição em massa, perdemos a inocência e ficamos tristes... Surpresos e assustados com o que somos capazes de fazer com nossos semelhantes.
    E, para nos proteger, fingimos que é um jogo. (Eles) São números numa tabela, estatísticas isoladas, como índices epidemiológicos de incidência e mortalidade de mundos que nunca conheceremos.
    Coisas a toa, sem importância.

    As visões de exploradores, curiosos e ousados dos autores visionários enunciados foram trocadas por livros-caixa onde tudo é medido a KPIs, metas e produção. Como disse antes, em outro post: "a tecnologia que devia dar-nos asas, nos impõe grilhões".

    Pare de correr atrás do próprio rabo, pense um pouco e... liberte-se.



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    terça-feira, 19 de abril de 2016

    Reis da Criação e outras sandices

    Coisas que antigamente eram ensinadas, pois para poder viver em sociedade deveríamos saber.
    Ensinava-se, por exemplo: a ler, matemáticas, etiqueta, caligrafia, cultura, costura e cozinha. Coisas que eram básicas mas não eram natas. Não nascíamos sabendo como fazer... éramos ensinados.
    Sabia-se que não sabíamos, portanto, precisávamos aprender como fazer. E como fazer bem.

    Com o advento da tecnologia e, logo depois, a invenção da "interface intuitiva", de comandos arbitrários, econômicos e fáceis, se expandiu a noção de que poderíamos, por intuição, descobrir como fazer sozinhos. Exponha qualquer criança a um Touch-Pad e veja o que acontece.
    Mais transparência = mais produtividade, certo?


    Em algum momento no desenvolvimento humano, ou pelo menos no nosso, é só olhar em volta, houve uma definitiva ruptura com a natureza. Ao ponto desta ter que ser re-introduzida no nosso cotidiano, como se nós, não mais fizéssemos parte dela.
    Uma inversão de fato, nós como anteriores e independentes dela.

    Começamos a acreditar em sandices tipo: "Vós sois os Reis da Criação".
    Bela balela marqueteira repetida ad nauseam para apacentar descuidados e tolos.
    Hoje, há pessoas (me desculpem as outras pessoas) que gostam de flores, mas não admitem que as folhas das árvores caiam pois 'sujam o chão' das suas casas.
    São capazes de se enternecerem quase ao choro e dar 'likes' alucinados na foto de um gato no Facebook, mas não recolhem o cocô dos seus pets na calçada dos vizinhos.
    Ou pior, matam gatos (animais, sendo essencialmente socialistas, não reconhecem propriedade privada) que apareçam nos seus quintais.
    Quando tenham quintais, pois temos a mania de cimentar tudo. Cimentamos como assinatura de civilização, cortamos as árvores e acabamos com a grama e o mato.
    Depois nos surpreendemos com inundações ou deslizamentos anuais (nos mesmos lugares de sempre) e com pragas e epidemias (assunto para outro post).

    Invadimos o espaço auditivo alheio, calando terra e pássaros, com o auxílio de deturpações tecnológicas. Em carros-altofalantes nos achamos no direito de impingir "músicas" no sossego dos outros.
    Não toleramos mais o canto do galo as 04:51 da manhã, anunciando o dia, e de bom grado, calaríamos a algazarra de cigarras e dos passarinhos brincando na hora do café.
    Faz quanto tempo não escuta um galo cantar? Lembra da última vez?
    Ah, na cidade não pode. É Lei municipal...
    Lembra dos "Reis da Criação", lá de cima?
    Verbo

    Nos enganamos.
    Não conseguimos aprender a essência do que seja viver em sociedade. Às vezes, nem chegamos a compreender como é viver sozinhos. De forma atabalhoada e desfaçatada incomodamos e invadimos o espaço dos outros, como se fosse nosso direito de nascença.
    Do intuitivo tomamos a noção errada da interface, e desta forma (errada) interagimos com coisas e outros. Afinal no "game" sempre começamos com três (3) vidas.

    Ou, como bem disse Jan Gehl: "Todas as cidades no mundo têm departamentos de trânsito, mas quase nenhuma tem um departamento para pedestres e ciclistas ou para a qualidade de vida. Às vezes, tenho a impressão de que sabemos mais sobre o habitat de leões e gorilas do que o de humanos".
    E, assim vamos reclamando de bicicletas e viadutos, carros e poluição, chuvas e estiagens, juízes e bandeirinhas, como se não fizéssemos parte ativa de cada uma dessas categorias.


    O motivo não é de forma alguma "demonizar" a evolução nem a tecnologia.
    Seria o mesmo que culpar o martelo a cada vez que acertamos nosso próprio dedo com ele.
    E, tanto quanto o martelo-assassino, a tecnologia É ferramenta. Ambos têm um índice "0" de intenção (agendas particulares, ganância, gostos ou aleivosias), isso tudo fica conosco: gente!

    Tanto o martelo-ferramenta, quanto a tecnologia-ferramenta aliviam e expeditam resultados. Aprender etiqueta, caligrafia, costura e cozinha requer tempo. E tempo é um bem que alguns cobrem de valor. Mas, quase ninguém sabe o que fazer com o lucro do investimento.



    A mídia, solícita, nos oferece suntuoso banquete de especulações, meias verdades, factoides e análises porcas e míopes para manter-nos bovinamente hipnotizados.

    Desafortunadamente, quando não conseguimos inspiração aceitamos entretenimento!






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    terça-feira, 5 de abril de 2016

    Maniqueístas Tolos

    Já escutou falar que a teoria na vida real é a outra?
    Esquecemos rapidamente e, com  mesma velocidade, insistimos em aplicar toda a moral dos catecismos de sábado. Aplicamos aqueles preceitos que, de preferência, encontrem o culpado nos outros e perdoem nossos próprios pecadilhos.

    As leis não passam de recomendações sutis, escritas em legalês obtuso e confuso, onde qualquer rábula de porta de cadeia encontra atalhos. Nós, outros, menos iguais, que vivemos presos na outra margem da lei, que batemos panelas ao luar e xingamos escondidos na multidão, pagamos dobrado por veículos que valem metade e pela multimilionária incompetência de gestores e políticos.

    Somos bombardeados e invadidos por interpretações pessoais. Algo como: 'A Vida, segundo Mercedes Sosa'. Um exemplo ao acaso, nada contra a senhora Sosa.

    O modelo atual de governo, presidencial de coalizão, demonstrou toda sua fraqueza e inutilidade prática. Os últimos anos têm sido um carrossel de aproveitadores e corruptos fantasiados de príncipes salvadores da pátria. E, se acordos e promessas não servem, sendo cada um por si, para este governo. Promessas e acordos também não hão de servir para os próximos. O que nos leva de volta ao topo deste parágrafo; o modelo de governo está errado.

    Mas, preste atenção caro leitor, são os próprios políticos, atores, cúmplices e executores do modelo falho, que chamam para si, a função de trocá-lo? Ou como disse o Joaquim Carvalho: "É o povo que fala, mas quem escolhe o povo que vai falar é a política editorial da redação."

    Democracia baseada em três corpos independentes e associados, vontades do povo que o elegeu e tal e coisa, são termos teóricos, quimeras, para as quais não conseguimos imaginar substituto nem atualização. Voltar ao Parlamentarismo seria a prévia do Terror francês. Revisitaríamos a história antiga por pura ignorância e chamaríamos de novidade.
    Inovação e modernismo.

    Dar às massas o que pede por 'inocente ignorância' não é de forma alguma, beneficiá-la. Lembram da Revolta das Vacinas no Rio? Muitos desses exaltados, que hoje pedem cabeças aos berros e encapuzados, não existiriam. Seriam índices epidemiológicos em documentos que ninguém leria.
    É minha impressão que, a curiosidade gerada pelas perguntas certas não existe. Os dados estão ai, escancarados em delações e vazamentos. Mas nós, com miopia seletiva, só vemos o lado oposto de coloração e sentido.

    A vida real que ansiamos, depois de assistir cada 30 segundos de doutrinação, é outra.
    Mas, sempre deixe espaço para milagres.
    ...
    Nunca se sabe.




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    domingo, 13 de março de 2016

    Políticas e Analfabetos Disfuncionais

    Independente do que o IBGE diga sobre índices de alfabetização no Brasil, outros institutos também fizeram pesquisas sobre educação e o resultado foi outro.
    Os institutos Ação Educativa e o Paulo Montenegro mostram que o quadro real atinge cerca de 68% da população, que somados aos 8% da totalmente analfabeta, dá 76% da população que não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou apenas um em cada quatro brasileiros (25% da população) é plenamente alfabetizado...


    Um governo de coalizão, por mais que não queiramos enxergar, expõe sim, a constrangedora situação que em que se encontra o governo da Presidenta Dilma. Um executivo perdido frente aos dois outros corpos confusos, autofágicos e insensíveis, numa vendeta particular. Onde hão de se aproveitar da confusão para acertar velhas rixas partidárias e agendas pessoais.

    No momento em que o país precisa de gestos de desprendimento e coragem, houve um retalhamento e divisão gerencial movida à grito, na busca de maior evidência sectária. Não, nunca no interesse da nação, arcaico modelo esquecido, mas de assuntos mais mundanos e mesquinhos.


    Ninguém em sã consciência pode acreditar que um governo de coalizão, sem uma mudança efetiva, irá melhorar o resultado de suas pastas. E, muito menos que esse resultado aconteceria em poucos meses.
    Quem espera isso pode ser confundido com um idiota.


    É exatamente uma boa hora de exigir que, de uma vez por todas, se comece a atender as conveniências e interesses republicanos. Que o povo, corpo da República, seja por fim beneficiado. Não só os excelentíssimos senhores senadores ou deputados.
    Nem a juizes e procuradores.


    Enquanto o país estiver mergulhado em crises políticas e econômicas cada vez mais graves, e a mídia partidária alimente com meias verdades ainda mais a confusão, não saberemos quem, nem quanto, são culpados. Ou do que, afinal.
    Só colecionaremos suspeitos e delatores de um lado e juízes e carrascos do outro.

    Transformamos a história do país numa sequência de sustos e surpresas, comuns às novelas da Globo.

    Sim, é chegada a hora de esclarecer o que, em todo este tempo desde Floriano, tem acontecido.
    Mas, os órgãos de controle e fiscalização, filhos de ardíz, não deverão ter desenhado limites de antemão nas suas funções. Estes sim enquanto aqueles não, escopos de diligências tingidas à colorações, tendências ou interesses políticos ou econômicos.
    Sejamos, por fim, ambidestros.

    A opção será devolver pros índios e pedir asilo, cortezmente.

    Os mais pobres, como sempre, serão a moeda de barganha no discurso cada vez que algum político se auto investir de Salvador da Pátria, aqui não há nada de novo!
    Até hoje nenhum "Salvador da Pátria" se lembrou do povo DEPOIS de ganhar o pleito, nenhum deles foi convidado à festa da posse. A "não presidente", será igual aos "presidentes não" que antes, e bem provavelmente, depois irão desfilar na rampa do Palácio em Brasília.
    Pagaremos caro por políticos incompetentes lotearem e assumirem postos técnicos.

    A sensação que nos resta é a mesma que antes sempre nos restou: "O Brasil é um país que de noite refaz tudo, o que de dia, Brasília desfez".



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    domingo, 14 de fevereiro de 2016

    Desapego e outros Ciclos

    De tempos em tempos somos re-apresentados à noção de desapego.
    Desde os tempos do cristianismo original quando se tinha, compartilhava. Que, com o tempo mudou. O que houve foi uma depleção de recursos por limitações geográficas, sociais e tecnológicas.



    Na Europa, esta depleção fez com que, nos séculos XV e XVI, houvessem as condições certas para as grandes aventuras descobridoras da outra metade do mundo... e os seus recursos.

    A ideia, naquela época, não era de forma alguma compartir, mas sim captar recursos novos.
    Todo o que se pudesse, feito em nome de uma 'realeza' qualquer. Com o tempo, a noção de desapego voltou, várias vezes e com roupagens distintas.

    No final do século XIX e começos do XX, repete-se a situação de depleção de recursos e mercados. Deveria haver uma forma de captar ou criar mercados novos. A Revolução Industrial estava dando as cartas naquele tempo. Tudo acontecia porque a indústria assim permitia. A Torre Eiffel é, até hoje, seu maior produto exposto. O que mais se ouvia falar era de consumos e mercados. As guerras ainda pareciam uma boa solução para a captação de recursos, dar destino ao excedente e ocupar as massas com exercícios corporativos.

    Um pouco antes da Segunda Guerra Mundial já existiam os movimentos em que o desapego voltava a aparecer (de novo). Vivia-se o momento, baseavam-se em filosofias e sistemas de vida, alguns poucos deles, ligados à natureza ou a uma vida mais natural. Isso era, mais pejorativamente, chamado de utopias. No entanto, o desapego como função do consumo não deixa de existir nunca.
    Vive-se o momento, consume-se o agora.
    Acabam-se as guerras, morre-se menos.
    Surgem novos, e inesperados, mercados consumidore$.
    Desapego... seja livre, seja você. Vista calças X, enquanto bebe aquilo-cola!



    Veja que, quem vive o momento e consome o agora, sempre amealhou para nunca mais.
    As condições do desapego, como mostrado hoje em dia, são a criação de mercados para quem nunca consumiu. O mercado de quem nunca teve, o mercado de quem quer ter, de quem quer ter mais.
    A-g-o-r-a!

    O desapego individual, como deixar de ter ou usufruir somente do que é necessário, existe só na canção do urso. Desapego como função de vida é prolongamento de destinação.
    Como peças de reposição, até chegar ao final, já como matéria prima para nova produção.
    E finalmente, surgir outra vez como produto, digno de desejo e... novo.


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    terça-feira, 20 de outubro de 2015

    Mercados em Campanha

    Faz alguns meses escrevi o texto a seguir, inocentemente achando que acabaria por ali.
    Os desdobramentos (as in ripples) se fizeram sentir mais evidentes e claros. Porém deixando fugazmente a descoberto intenções escondidas. Por isso, antes de esquecer, volto ao tema...



    Acabaram-se, por fim, as campanhas políticas para eleger funcionários do executivo. 
    Que alívio...  Bom, nem tanto assim.
    Agora começa o desmonte de uma máquina e a montagem de outra muito diferente. O "set up" logístico que poucos conhecem e muito menos imaginam que consuma muitos recursos (tempo, dinheiro, e principalmente, mão de obra).
    Estratégia, segundo Mintzberg, trata-se da forma de pensar no futuro, integrada no processo decisório, com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados.
    Essa é a simplificação que consta no Wikipédia.
    Mas, cada um tem sua própria definição para o que seja "estratégia" e, muitos mais, sobre como aplicá-la. Vemos estratégias sendo praticadas (sim, pois são fluidas, não fixas, logo se praticam. Essa é minha definição pessoal) todos os dias. Seus objetivos definem seus processos e, às vezes até se confundem com eles. Quase como no jogo do ovo e a galinha; quem chegou primeiro?



    Pequeno aparte; não podemos ser complacentes com o que está errado. Temos que adotar limites de ética de execução na estratégia. Há, certamente, formas corretas de fazer as coisas, até mesmo na política. Ainda que pareçam impossíveis. E ainda, os limites são claros entre a ignorância e a contravenção. Corrijo-me: entre a conivência e o crime. O corrupto é tão culpado quanto o corruptor. E, ambos devem ser responsabilizados pelos seus atos de acordo com o crime cometido. Não importando, idade, gênero nem conta bancária. Todos nascemos iguais, que alguns queiram ficar mais "iguais" que os outros é um desvio de comportamento, usualmente, chamado: ganância.
    E confundido com ambição.
    Feito isto, voltemos à nossa programação rotineira...



    Começam as retaliações.
    O Congresso hoje recusou o primeiro ato da Presidenta Dilma, reeleita na ultima semana. O motivo alegado para a recusa; a interferência nos "poderes" da Casa. Traduzindo em miúdos, muxoxos de ressentimento pelo resultado das urnas nos respectivos estados dos congressistas. Alguns sentiram-se abandonados pela estrutura do governo durante a campanha eleitoral, outros traídos nas suas pretensões políticas. Outros, perderam, pura e simplesmente, o pleito em questão. E exigem a revanche, melhor de três, etc.
    Em qualquer um dos casos, aliados transformados em opositores. Opositores transformados em Salvadores da Pátria.

    Outrora aliados, aqui não importava qual o tema apresentado, nem sua repercussão, sua posição seria invariavelmente a contraria. Mostrar ao governo seu desgosto e postura pessoal. Não mais fingindo-se representantes do povo, mas como indivíduos isolados, frustrados nos seus interesses mui particulares. Sob justificativa discutível recusaram proposta que incentivava a maior participação popular na gestão politica (sic). O importante são eles; os políticos de carreira.
    Mutatis mutandis, sempre e quando... tudo permaneça igual.

    A Casa do Povo transformou-se em verdadeira Caverna do Alí Babá, enquanto interesses particulares são postos para secar como roupa suja lavada em rio, regato, veio d´água, na tinturaria.
    (Porque a água acabou!)

    E ainda dizem que o jogo é proibido no Brasil, aqui enquanto roubas ou recebes propina por assinar -ou por não assinar, dá na mesma- tu ganhas e, se és pego com a mão no erário, recebes o benefício da 'Delação Premiada'. Algo só comparável ao prêmio do BBBn, com direito a cartão de 'Saia da Cadeia Livre e não pague, nem devolva o que roubou'.
    No fim, serás re-eleito mesmo por outro estado qualquer.

    Os outros escândalos, correntes e diuturnos, são aqueles que, num movimento em espiral vem sendo agendados por interesses velados aos olhos do país. Se prestarmos atenção poderemos ver padrões que conduzem -sempre- para fora. Quem se beneficia da exposição e cobrança são os mesmos agentes de sempre; inomináveis grupos de interesses particulares. Exemplares das tais "Forças Ocultas", cantadas por Quadros.

    Não defendo que eles (escândalos) não existem. Existem e temos que dar um basta de qualquer maneira. Acabar com essa ferida que nos sangra, e acabar com quem nos fere. Mas, cuidado. É só seguir o desenvolvimento e prestarmos atenção em quem será o beneficiado final. O País, o povo, nós, o mercado, quem? É um campo minado isto. E estas minas não são de fabricação nacional!
    Cuidado.

    Tudo se reduz a Poder. E Poder vem do dinheiro, e o dinheiro vem... do mesmo lugar de sempre; nós que pagamos. Não nos iludamos: somos veiculo de dinheiro. Não precisamos tê-lo, é só fazê-lo fluir. Esse fluxo nos mantêm vivos, com esperanças para poder passá-lo à frente. Alguém nos passa e nós passamos para alguém que passa para... como no antigo brinquedo infantil. Não somos fim, somos meio.
    Alguns, somos menos ainda.
    Brasileiros...





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    sexta-feira, 21 de agosto de 2015

    A internet de 1

    Segmentação comportamental (Behavioral targeting) compreende uma gama de tecnologias e técnicas (algoritmos) utilizadas por editores de sites e anunciantes on-line que visam aumentar a eficácia da publicidade utilizando informações de comportamento de navegação do usuário.

    Altavista (15/12/95 até 08/07/13) veio antes do Google, Mosaic e Netscape bem antes do Explorer.



    Faz alguns anos comentei com um amigo que "as informações novas eram, quase sempre, trazidas pelos nossos elos fracos." Uma vez que os elos fortes, quanto mais fortes fossem, mais pensavam e "sabiam" como nós.
    Explico; elos fortes seriam, no caso de relacionamentos interpessoais, aqueles indivíduos com os quais temos contato rotineiro. Aqueles com os quais temos mais afinidades e um contato social muito mais intenso. Família ou a turma do churrasco do fim de semana, por exemplo.

    Por outro lado, os elos fracos são aqueles conhecidos com os quais raramente encontramos ou com quem falamos de vez em quando. Estes, particularmente, são as fontes de notícias e ideias novas.


    Por que?
    Simples; porque diferente dos elos fortes, camaradas, amigos e família, eles não necessariamente pensam como nós. Pensam diferente, têm visões diferentes dos mesmos assuntos. Esta diferença é um dos germes de novas ideias na nossa cabeça.
    Diferença faz bem... no caso.


    Quando fazemos busca na internet e usamos os algoritmos inclusos nos softwares de pesquisa (todos eles desde 1995), deixamos trilhas sobre gostos e costumes. Os softwares recolhem esta informação avidamente, nos famosos cookies. Aos poucos, sem perceber, criamos um 'avatar de pesquisa' -chamemo-lo assim- que nos identifica e marca nossos gostos e respostas.

    Cada vez mais, vemos como respostas às nossas inquirições, o que gostaríamos de ter como resposta. Sim, pois modulados por nossas próprias perguntas e as respostas que escolhemos anteriormente para elas, os algoritmos favorecem as respostas que se enquadrem aos nossos padrões ou gostos.
    Respostas feitas para nós... especificamente. Não importa (mais) a pergunta.


    O que nos leva gentilmente a (não)perceber que, a cada escolha, abrimos mão das alternativas. Cada vez mais, menos somos apresentados a elas. Chega um tempo em que não farão mais parte do repertório imediato. Não porque não existam nem sejam válidas. Mas, porque não são (por falta de um melhor termo) lógicas.

    Nós não as veremos mais. As eliminamos, pois foi isso que fizemos, das mais relevantes. Os algoritmos que nos respondem avaliam a frequência de rejeição (quantitativa) das opções e as relegam a posições mais afastadas (qualitativa). Nos levando assim para uma ignorância escolhida a dedo por nós mesmos.
    Desculpem o trocadilho: uma "ignorância digital".


    As relações pontuais e conscientes que são o aprender, na ausência destas opções ficam "biased" a respostas conhecidas. Percebe agora o horizonte que se descortina? A inovação será cada vez mais difícil. Dados e informação nova ou diferente, expostos ao que já achávamos conhecer, são a base para o aprendizado e a inovação.


    Não defendo a hipótese de que não mais haverá o aprendizado e a inovação. Longe de mim tal mentecaptice. Mas sim, de que a falta, ou diminuição, desta salutar exposição e contato, fará com que um e outra sejam mais difíceis e estreitas.


    Ainda mais, que se perca a percepção da relação entre as coisas (causas e efeitos) todas. Prevejo essa separação cada vez maior. Tran-Duc Thao nos diz: "os esboços simbólicos, providos pelo movimento de cooperação, prolongam a atividade própria do sujeito e abarcam a totalidade da tarefa comum, levando cada sujeito a tomar consciência de que a universalidade é o verdadeiro sentido de sua existência singular". (1951)


    A tecnologia, que deveria nos fornecer asas, acaba por impor-nos grilhões. À resposta de milhares de opções, optamos imediatistas, pelos primeiros 3, 5 ou 10 apontes mostrados pelo Google, Ask ou Yahoo. Quando muito...


    Não se ofenda com a ideia. Afinal, não é tanto um "pin-point pessoal", mas, um agrupamento por qualificação (se preencher certas características, el@-você-eu, será incluído). Uma segmentação comportamental, então. Lembra quando, faz pouco tempo, o Facebook ventilou a ideia de vender informação para marketing?
    Acha que isso é novo? Acha que somente o
    Zuckerberg faz isso?
    ...
    E ainda há outros 'senões' no processo.



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