domingo, 10 de julho de 2011

Concorrência

Do mestre Kanitz aprendí que: "Seu cliente é a melhor consultoria, não deixe de ouví-lo ao desenvolver seu produto."
Até aí, tudo bem.


Mas, cliente após cliente, venho percebendo que a imagem que eles têm do seu (deles) produto se resume a uma visão deturpada e idealzada do produto da concorrência. E esta parte aqui é difícil de explicar para qualquer cliente. Para muitos não, ou pouco, interessa criar "MEU PRODUTO", mas sim o produto do concorrente... "melhorado".
Que basicamente se resume às melhorias que o cliente acha que ficariam bem no produto do concorrente.

Em reuniões de trabalho é cansativo e até difícil desviar o assunto do produto concorrente.
Perde-se o foco do real motivo da reunião.


Seguir uma linha de pensamento ou definir uma intenção e depois cobrí-la com alternativas que respondam a situações ou eventos sem usar como espelho a concorrência é fogo.
Às vezes tenho a impressão que a principal concorrência de muitos clientes -grandes ou pequenos- são eles mesmos.



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Consumo como afirmação

domingo, 3 de julho de 2011

trou

Cair no buraco, isso qualquer tonto faz.
Eu já fiz... várias vezes.

Difícil é encontrar forças para sair de lá
e aprender com o tombo.
Muitas vezes tentaram me explicar coisas que continúo sem entender.
Acho que meus limites não são lineares.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

J. Plaza

Um dos meus professores favoritos foi o Júlio Plaza.
Foi ele quem me ensinou a "escutar o que é dito e prestar atenção ao que não é dito." É bem provável que seja de lá de onde irá sair a solução de muitos problemas.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A matemática da vida em Fukushima

Acabo de ler isto e acho que posso (será?) repetir:

"
Há no Japão um grupo de 200 aposentados, em sua maioria engenheiros, que se oferece para substituir trabalhadores mais jovens num perigoso trabalho: a manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo grande terremoto de três meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yasuteru Yamada, que tem 72 anos e negocia com o reticente governo japonês e a companhia, usa uma lógica tão simples quanto assombrosa.

"Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para surgir. Logo, nós que somos mais velhos temos menos risco de desenvolver câncer", afirma Yamada.

É arrepiante. Na contramão do individualismo atual - e lidando de uma maneira absolutamente realista em relação à vida e à morte -, sexagenários e septuagenários querem dar uma última contribuição: ser úteis em seus últimos anos e permitir que alguns jovens possam chegar às idades deles com saúde e disposição semelhantes.

O que mais impressiona em toda a história é a matemática da vida. A morte não é para eles um problema a ser solucionado - ou talvez corrigido, pela hipótese mística da vida eterna que medicina e biologia tentam encampar e da qual as revistas de boa saúde tentam nos convencer; a morte é, de fato, a constante da equação.

Nada que o mundo ocidental não conheça. O filósofo alemão Georg Friedrich Hegel (1770-1831) certa vez definiu "mestre" como alguém desapegado da vida a ponto de enfrentar a morte, enquanto "servo" seria um escravo do desejo de continuar vivo - e que obedeceria mais às regras que lhe garantissem a sobrevida. Em consequência, o servo anula sua vontade de transformar o mundo e a si mesmo.

Criados numa sociedade de consumo, corremos o risco de levar essa escravidão às últimas, defendendo a boa saúde e os confortos com muito mais afinco do que aquilo que podemos fazer por nós e pelos outros enquanto ainda gozamos dela.

Os senhores do Japão ensinam que a morte é a hora em que podemos continuar a existir na memória das pessoas - uma oportunidade que, para mim, eles não perdem mais.
"

Publicado em 03/06/2011 - Marvio dos Anjos

segunda-feira, 27 de junho de 2011

PS

Numa passagem muito popular da Bíblia, diz: "Ganharás o pão com o suor do teu rosto." Mas, em nenhum lugar diz que não poderias te divertir ou gostar do que farias para ganhar o tal "pão".

Acabamos sendo muito literais e, como muitos juizes, seguimos a letra da Lei e não seu Espírito. Ergo, muitas leis e pouca justiça. Ou então acabamos confundindo trabalho com castigo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Open Up


"O impacto mais imediato do estruturalismo foi a implosão do paradigma sartreano, pois ao entender as linguagens como construtivas da totalidade dos fenômenos sociais, punha em xeque o primado da razão, a supremacia dos grandes sujeitos, o culto ao existencialismo. Vis-à-vis ao existencialismo sartreano, o estruturalismo poderia ser acoimado de decretar a morte do homem, de ser anti-humanista e de recusar a História, isto é, privilegiar sistemas e processos em detrimento de agentes sociais, unificando a variedade de tipologias sociais em modelos sintéticos e sumários, reduzindo a variada complexidade relacional àquelas que sobrelevavam o papel atribuido ao sincrônico em relação ao diacrônico na sociedade humana. Era, no fundo, em nome do cientificismo, da crise das Ciências Sociais, a busca por um método capaz de prover uma certa inteligibilidade global da humanidade.
..."

Espaço pronto para edição. Aguardem.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Jogos

Gosto de quase todos os jogos. Se forem inteligentes então, prefiro. Gosto de transformar tudo em jogo. Acho que aprendemos muito mais e prestamos muito mais atenção se estivermos nos divertindo com a ação executada. Transformar obrigações em jogos acho que desde que me lembro por gente foi meu "jogo" particular. Muitas vezes escutei: "Tu não levas nada a sério!" ou "Para de brincar, menino!" dos meus pais e mestres. Não conseguia entender por que eles não se divertiam também com tudo. Deprimente...
Explicar então, nem perdia tempo. Acho que tentei várias vezes fazê-lo, mas o resultado foi catastrófico. Ou levei alguns cafás por não ser mais "normal", como meu irmão. Desistí de mostrar a razão da coisa. Quando encontrava alguem que se divertia como eu, silenciosamente nos saudávamos e sorriamos secretamente como num encontro casual entre maçons. E, isso reforçava meus jogos. Não era eu o único.
Por que de tudo isto?
Porque lendo um post noutro blog me veio à cabeça uma frase-jogo que escutei (e guardei) faz tempo: "Se nascer é morrer de lá pra cá. Morrer é nascer de cá pra lá." Que várias vezes usei como chave para sair da cadéia da tristeza feito aquele cartão do Monopoly.
Abracadabra