quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Imagens

Tive que explicar a "dança" das redes sociais. Não é propriamente uma dança, mas o movimento flúido de enxame que percebo nas redes sociais. Explicar a Teoria do Enxame (Swarm Theory) visualmente. Foi um exercício de 100m rasos. Muito rápido.
Princípio, meio e fim.
Mas, como em todo 100m, o fim é decepcionante para os corredores, pois a corrida acaba.
A energia estocada, sua liberação em conexões neurais e relações lógicas (ou não) para a construção de imagens verbais que descrevam um cenário dinámico tridimensional onde o receptor pudesse se situar ao meu lado, ou criar sua própria leitura da descrição, e ver. Trocamos informações e não somos mais os mesmos.
Defendo a tese de que TUDO está ligado.
E uso as redes para explicar essa conexão. Começamos falando sobre educação, teses, apreciações e desenvolvimentos, passando por matemática, Luiz Gonzaga, Paulo Freire, realidades e meio-ambiente.
Terminamos com: "vamos tomar um chop e chamar mais gente."
Isto, se fosse um mundo ideal, deveria ter acontecido uns trinta e poucos anos atrás. Aconteceu ontem.

domingo, 18 de outubro de 2009

Narizinho

Criação de comportamentos é um pouco complicado.
Explico; temos uma vaca (mini-jersey) que não pode ver nosso carro entrar no sítio que vem atrás de comida. Se estaciono fora do lugar usual, ela fica esperando o "final da manobra", onde costumo estacionar.
Toda uma "flanelinha bovina".
Descarregar é como passar pela inspeção no aeroporto de Dulles. Vacas não sabem ser delicadas, ela quer verdura!!
Ok, que ela está engordando e que a verdura seja parte da sua ração, mas não podia esperar no curral, não?
Como foi criado esse comportamento zoo-patológico? Foi um descuído, creio. Ela, sendo pequena, consegue ficar solta pelo terreno da casa e pasta tranquilamente. Um belo dia, calhou que cheguei com um carregamento de verduras para suplementar a forragem e ela estava por perto. Como quem não quer nada foi chegando perto. Foi unir a fome com a vontade de comer, literalmente.
Avançou nos sacos de verdura como Pantagruel bovino.
Repolhos!!!
Ahn, desenvolveu uma predileção insana por repolhos. E também por escarola, alface, tomate, cenouras e abobrinhas, maças. Beterrabas não gosta muito porque, apesar de doces, são mais duras e não dá para engolir inteiras. Mas já a ví enfrentando, brava e determinadamente, uma beterraba tamanho salada-família.
O único que essa vaca tem de mini é o tamanho. Gulodice tem por um rebanho.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Lembranças

Não é só no Brasil que a educação levou um tombo. Dei uma olhada nesta charge francesa e lembrei dos tempos de escola.

domingo, 11 de outubro de 2009

Não sei

Quanto tempo leva para uma idéia viajar do cérebro até o coração?
Para uma imagem tornar-se paixão?
Hoje tenho prova, e uma certeza; fiz bem em não cursar direito.
Não há paixão.

domingo, 4 de outubro de 2009

Xadres

Meu irmão diria: "insegurança", eu digo: "gestão de risco".
Explico; toda esta milimétricamente calculada dança de avanços e retrocessos qua alguns chamam de acaso e outros chamam e só dá ocupado, genericamente conhecida como: vida.
Um jogo de xadres, onde os extremos não têm a menor importância; o que importa mesmo é o miolo. O entretanto mais que os finalmente. Os extremos são farto conhecidos: nascimento e morte. Todos passamos por lá, pelo menos uma vez em cada.
É como checkpoints.
A energia se transforma nesta gelatina opaca que nos compõe, é identificada e entramos -debutamos- no mundo e depois de certo tempo a gelatina opaca se decompõe em energia e seguimos nosso caminho. Agora re-unidos ao vasto TUDO de onde antes saímos.

O xadres de que falava é uma representação das múltiplas alternativas que se nos apresentam em qualquer determinado momento de esse entretanto. Frente, atrás acima, abaixo, ontem e amanhã. E a (pré-)visão dos resutados e interferências das nossas respostas às próximas alternativas a serem presentadas. Cenários complementares gerados por operadores incompatíveis, e todas essa conversa.

Imgine uma resposta agora que possa influenciar uma ação que você fez, faz mais de cinco anos.
Sim, leu direito. Volte a ler. Faz sentido.
Ou você acha que a luz se espalha somente num sentido?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Pintinhos


Dois dias de nascidos e já são capazes de armar o maior escandalo.
Estes três pintinhos são a última fornada da chocadeira que temos em casa. Tem mais perú e ganso para nascer, mas esses levam muito mais tempo.
Estes serão os "mestres"; ensinarão os pequenos a comer e beber.
Isto, claro, se o gato não os pegar até lá.
Depois levaremos todos para o sítio e os soltaremos junto com os outros que lá estão.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

instrumentos 1

Lembrete para mim mesmo:
Estou participando de um projeto de gestão do conhecimento desenvolvido em uma grande empresa. Nestes dias atrás estive fazendo um relatório das entrevistas acontecidas e cheguei a um impasse: a leitura me levava por um caminho, mas a solução sempre parecia ser outra coisa.
Temos que tomar cuidado ao entrevistar e não "interpretar" as respostas. Somos (nós os entrevistadores) um meio que pode distorcer as mensagens assim que entrarem em contato conosco.
O que somos tinge as respostas dos outros.
E é quase impossível voltar atrás. O momento se perde. Taquigrafia seria um bom paliativo a esta doença. Um gravador seria melhor ainda.
Nem sei mais se as escolas de comunicação ensinam ainda (ou se já ensinaram alguma vez) instrumentação básica (101). Taquigrafia ou estenografia seria um bom instrumento para usar nas entrevistas.
Saber as perguntas antes de chegar ao evento seria uma ótima estratégia, também. Assim não perderiamos tempo pensando no que perguntar enquanto o entrevistado responde.