segunda-feira, 20 de julho de 2009

Contribuição

A contribuição de cada um de nós é importante para o grupo como um todo. E isto vem de encontro a teoria do evento emergente -o total é maior do que a soma das partes- nos sistemas complexos dinâmicos e na física quântica.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dia de Outono (1)

Hoje está um dia muito bonito.
A rotina é fogo!
Nascí numa quinta-feira.
Nos transforma em cegos, surdos e mudos às nossas próprias mudanças.
Como alguém poderia pensar em morrer num dia como hoje?
Talvéz ninguém nem perceba a falta.
Só um gato gordo deitado no sofá, com as orelhas atentas a tudo em volta dele.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Re-Leituras

Estive relendo alguns textos que escrevi faz tempo e, como sempre, fiquei preso, enredado, em algumas partes. Uma descrição de uma pintura de M. Duchamp: "Nu descendo a escada" por exemplo. Sempre tive a exata sensação que ninguém entendeu o espírito da coisa. Era uma grande piada! Um pouco sem gosto, mas ainda assim uma piada infantil.
E ainda mais se adicionamos à descrição um narrador de corridas de cavalo!



Tem que ser rápido, se não perde o modelo:
"...
Dobram a última curva!
Sapatos, Anita e óculos, cabeça-a-cabeça!
Seguidos por alface, presunto e tomate.
Meio-corpo atrás: Ai sacolas e vem-cá-meu-bem!
Brigando pelo último Badulaques mil e um-dente!
Anita, meio nariz à frente e sangrando!!
Alface arremete! Anita! Alface! Anita!!
E, cruzam o disco final!
..."

Acho emocionantes as corridas de cavalo. Mas quando ví essa obra, lí uma das melhores corridas que jamais tinha presenciado.
Meu tio Memo teria gostado muito de Duchamp. Em todas suas versões.
E, sempre muito engraçado.


Não sei porque poucos tentam entender a arte.
É tão divertido...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

Kadr

Desde pequena ensinei minha filha que ela só tem duas obrigações: aprender e ser feliz.
Acho que, na medida do possível, andamos conseguindo seguir esse norte, às vezes, ela melhor que eu. Tenho problemas para aprender e quanto a ser feliz... digamos que sou um pouco exigente demais. Senão chato, mesmo.

No entanto, há coisas que confesso nunca consegui aprender. Por exemplo; como lidar com a discriminação racial é uma delas.
E, como não posso ensinar o que eu mesmo não sei, minha filha também não sabe.
É difícil entender como Michael Jackson consegue parar um mundo com sua morte extemporânea, enquanto meninos de favela, bem mais ao nosso lado, são tratados como criminosos incorrigíveis. Maniqueísmos, asquerosos e mesquinhos, ainda mais quando considerarmos o "gene pool" do brasileiro.
Ou, não sabe o que é isso?


Não acho, como solução, separar e vivermos em guetos. Isso já foi tentado e sabemos que não funciona. Muito pelo contrario.
Não temos marcado na testa o que somos, mas também não devemos/podemos fazer diferença pelo que parecemos. Ou pela cor da nossa pele, nossos olhos, nossa língua ou solvência.

Abraçamos uma aldeia globalizada e desprezamos o indivíduo que encontramos nela por ser diferente?
Não é, exactamente, essa diferença o motivo do abraço?


domingo, 21 de junho de 2009

Neandertais

Uma das premissas da Revolução Industrial era, resumidamente, a de que a mecanização nos liberaria para termos o tempo e condições necessários para atingir uma evolução interior, ou para tal fim labutarmos.

Mas, como quase todos os rôtulos ortodoxos, em algum momento isto foi deturpado (também resumidamente). Hoje em dia, trabalhamos quase tanto quanto nas épocas anteriores à Revolução Industrial, produzimos toneladas per capita, e ainda assim continuamos cada vez mais longe da tão almejada evolução. Tanto mais que alguns de nós já esqueceram que evolução é essa.

Sente-se confortávelmente, e pense comigo; a cada inovação tecnológica produzimos mais, melhor e rapidamente. Contudo, como raça, continuamos a parecer Neandertais batendo em botões. [Sem querer ofender os neandertais, claro.]


Não apelo a uma diminuição de velocidade de inovação tecnológica, não. Apelo a que apertem menos botões e aproveitem esse tempo para pensar no neandertal sentado frente à máquina.
Não era ele que deveria ser inovado? Não deveria ser inovado junto?

O que há demais em ser um neandertal, se além disso puder pensar, criar, propor soluções novas, inovações? Que tal a cada inovação tecnológica uma inovação pessoal?
Como raça seriamos agora quase pura energia. Fractais capazes de nos combinar uns com os outros. Entender e aprender a cada nova combinação. Combinar nossas isoladas melodias numa mesma canção universal? Quem sabe?
Pura ficção e delírio?


Ok, let's talk shop...
Tivemos cem anos para aprender tecnologia, vamos gastar os próximos cem aprendendo a aprender. Quem sabe daqui a trezentos anos o que faremos.
Mas, acredito será este o caminho.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pós-após-o-Doc

Acabei a pós-graduação. Estava me habituando a ela.
Uma rotina de altos e baixos, descobertas e insights extenuantes. Visões de limites... os meus, principalmente.

Engraçado; consigo lidar melhor com o que desconheço do que com o que imagino.
Sempre gostei dos conceitos de diacronia e sincronia como postulados por Saussure. E os extrapolo a quase toda situação fora da lingüística para facilitar a racionalização e entendimento. De repente é bom levar nossos limites pra passear de vez em quando.

Em todo caso, gostei de fazer. Deveria ter feito antes, muito antes.
Recomendo a quem quizer entender o que faz e como o faz.