Mas, como quase todos os rôtulos ortodoxos, em algum momento isto foi deturpado (também resumidamente). Hoje em dia, trabalhamos quase tanto quanto nas épocas anteriores à Revolução Industrial, produzimos toneladas per capita, e ainda assim continuamos cada vez mais longe da tão almejada evolução. Tanto mais que alguns de nós já esqueceram que evolução é essa.
Sente-se confortávelmente, e pense comigo; a cada inovação tecnológica produzimos mais, melhor e rapidamente. Contudo, como raça, continuamos a parecer Neandertais batendo em botões. [Sem querer ofender os neandertais, claro.]
Não apelo a uma diminuição de velocidade de inovação tecnológica, não. Apelo a que apertem menos botões e aproveitem esse tempo para pensar no neandertal sentado frente à máquina.
Não era ele que deveria ser inovado? Não deveria ser inovado junto?
O que há demais em ser um neandertal, se além disso puder pensar, criar, propor soluções novas, inovações? Que tal a cada inovação tecnológica uma inovação pessoal?
Como raça seriamos agora quase pura energia. Fractais capazes de nos combinar uns com os outros. Entender e aprender a cada nova combinação. Combinar nossas isoladas melodias numa mesma canção universal? Quem sabe?
Tivemos cem anos para aprender tecnologia, vamos gastar os próximos cem aprendendo a aprender. Quem sabe daqui a trezentos anos o que faremos.
Mas, acredito será este o caminho.
