segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Caordem

Desde muleque sempre me fascinaram as histórias onde tudo acaba bem. Em termos, claro. Sabe, aquela linha maniqueísta de o bem vencendo o mal, e tal e coisa. A ordem sobrepujando o caos por pior que fossem as circunstâncias entre o princípio e o fim da história. Mas, a medida que crescia percebí que o branco não é tão branco e o preto nem sempre é desordem. Agora consigo chegar a conclusão que somos nós que criamos a ocasião para quase tudo o que acontece ao nosso redor. Nossas opções modificam nosso meio-ambiente e estas modificações gerarão os dados iniciais para nossas escolhas futuras. Não percebemos estar intimamente ligados ao que nos rodeia e que qualquer mudança nos afetará... também. Ou, em algum ponto da nossa evolução como gênero, desenvolvemos a idéia singela de que somos diferentes e separados de todo o resto à nossa volta. E perpetramos esse embuste por gerações até tornar-se uma roupagem esperada para todos: somos os "Reis da Criação". Mais ou menos seguindo a mesma lógica de cortar o rabo de uma gata e esperar que os gatinhos paridos por ela nasçam pitocos.
Não importa se sou só eu numa sala ou se somos uma equipe a definir a estratégia empresarial pelos próximos 10 anos. A essência é a mesma. Não podemos esperar que qualquer ação nossa não traga conseqüências. E que estas conseqüências não gerem outras ações.
Simplificando, é um jogo de xadres onde temos 64 casas, e 2 séries de 16 peças. Faça a matemática.
(Continua)
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