sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fígados


Ahhh não!! De novo não!
"Por onde andei enquanto você me procurava?", me lembra o rádio.
Foi tão breve... Sei que exististes, que existes, que serás de outros abraços. Não sou bom em despedidas, mas algumas coisas tenho apreendido com cada uma delas. Quanto mais força contra eu fizer, pior serão.
A dor se instala onde antes era só alegria e paz na esperança de mares revoltos.

Achas que não sabia da quantidade de obstáculos, não sabia das poças a atravessar? Lembrava delas todos os dias. E a cada dia, pelo menos, uma braçada mais. E sabe... é mesmo uma prova de resistência não de velocidade. Nunca pensei que justo a praia me seria contrária. Não se surpreenda, não guardarei mais em porões. Estenderei como roupa no varal. Que o sol e o tempo sequem o que há para secar. Não tenha receio, meus braços ficarão onde estão.

Lí os céus errados, metades, retalhos de vida, com eles montei seu nome e me levavam ao meu motivo. E era merecedor, merecia ainda muito mais. Tinha dado tanto! Tinha créditos de felicidade a cobrar! Ainda tem, ainda os merece! Não esqueça disso jamais!!
Só não merece a mim, pois sou fração.
Sou eu.