quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

About face!

Morrí quando, enfim, entendí o que me confrontava. A alternativa seria pior. Enfrentei a mim mesmo e todas as minhas antigas certezas.
Hoje meu chão é um fio de aranhas, quase invisível, mas que o sinto a cada passo.
Do calcanhar à ponta dos dedos... ele está lá. Suportando meu peso, e minha carga, enquanto lenta e elegantemente balança para cima e para baixo a cada passo que dou.
Até a próxima bifurcação. Onde terei que decidir novo caminho a tomar. Este ou aquele?
O blefe ou a mar... 

Estou aprendendo muito do que tinha esquecido. Do que quis esquecer. Do que não quis mais ver. Não mais quis saber!
Estou, como o coelho da Alice, atrasado. Muito, muito atrasado. Aprendí nomes novos. Os que usava eram errados. Calei de gritar bobagens chamando. E no meio do ensurdecedor silêncio lá estavas. Como um troço sério qualquer no Japão. Sem pedir nenhuma explicação. Completo, exato, total. Incondicional resposta definitiva. Perguntando sem falar, definitiva resposta incondicional. E, eis-me aquí, de costas para mim mesmo. Paralizado, andando em carrocéis. O coração a bater mais forte. Soltando tudo o que guardei sem ter porquê. 
Um passo, outro passo... mais um passo. Um dia, outro dia... mais um dia.
Atrás de um futon novo, onde fazer castelos e cidadelas seja o banal. Comum.
A rotina diária passa e a cada passo, lenta e elegantemente, para cima e para baixo.
Sim, decido, eu vou.
Paciência
...
Esperar.