terça-feira, 3 de setembro de 2019

Kilroy

Para aqueles que acreditam que dizer: "vamos ajudar o pessoal de Humanas vender miçangas", como verdade e piada, eis um conto:

- "Na grande festa de inauguração da pirâmide amastabada do faraó Quem-hé 1°, a primeira pirâmide da qual se tem alguma notícia documentada, o escriba Risca-i-vai, da Folha de Papiros, perguntou ao architecto:
- "Qual seu nome, o sumidade, por gentileza?".
Ao que o ente, semi-divino, suspirou, entre estaciado e embevecido com a magnitude da construção; "Im-nho-tep". Deu alguns passos e sumiu na multidão de convidados.
- "Ele disse: Im-o-tek ou Ino-pet?" - perguntou Giz-de-Cera o estagiário, escriba em treinamento.
- "Isso se escreve desenhando o Ibis antes ou depois do nenúfar?" insistiu o estagiário. - 
- "Sempre me confundo com a nova regra ortográfica". Mas, parou de perguntar num murmúrio, ao perceber o olhar do escriba Risca-i-vai.
Graças ao panteão de Deuses, o jovem Kheops, passou perto o suficiente para chamar a atenção do superior.
- "Principe, ó príncipe!"
Saíndo saltitante atrás de um novo furo.
- "Gazelas" - disse em voz baixa o estagiário, enquanto juntava papiros e tabuletas para ir atrás do chefe. Não sem antes garatujar na parede do novo monumento, sua marca registrada:


Como disse antes Saint-Exupery, um outro escritor de "Principes"; "o essencial é invisível aos olhos".


Nenhum comentário:

Postar um comentário