quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Mão pesada

Hoje de manhã, no rádio do carro, escutei um comentarista falar sobre a "mão pesada" do governo na gestão da economia.

Falava sobre a "crise mundial" e, dizia ele resumidamente, que: "algumas áreas da economia -notadamente bancos e montadoras de veículos- ao ver-se em apuros não pensaram duas vezes antes de virar-se para o governo (estou falando do governo de qualquer país, não necessáriamente o Brasil) e pedir auxílio. $ocorro$.


Seu (deles lá) maior argumento era o de que se quebrassem a demissão em massa geraria um colapso social calamitoso. A perda da confiança nas estruturas democráticas, o retrocesso social, o diabo solto, e por ai afora. Tudo implícito num discurso já gasto, ladino e sem-vergonha.
Concordo com isso, em partes.

Se a demissão de um já cria tensão, imaginem demissão em massa.
Lembram das pedras que falei antes, em iteração-iterações?
Isso seria um bruta pedrão!!

Mas, como a corda arrebenta sempre pelo lado mais fraco. É demissão de funcionários, a massa do povo, por mais qualificado que seja na sua função. Nunca veremos demissão de diretoria, gerência ou gestores. A miopia na gestão empresarial é castigada com cursos de reciclagem, quando muito. No exterior. Com tudo pago e direito a acompanhante(s).
...

Deixemos os spa dos flagelados e voltemos à mão pesada do governo.
Aqui sempre me vêm à cabeça dois pontos diferentes:

1. Porquê o governo (seja lá de onde for, repito) teria que pagar pela incompetência das empresas privadas? Ainda mais pagar com dinheiro nosso, do povo?? Somos excluídos se não o temos e somos taxados por tê-lo! Em qualquer uma dessas situações ninguém me/nós pergunta se quero/emos participar, nem como? Não entanto são capazes de decidir o que fazer com o dinheiro que tiraram de mim/nós com taxas e impostos.

E vejo que não é, de forma alguma, para aliviar minha/nossa situação atual ou daqui a alguns anos.

Contudo é usado sim para aliviar resultados de gestão incompetente, imprevidente, prepotente e amadora. Nem pode ser classificada de diletante!
E;

2. Água, energia e comunicações.
Será que sou só eu ou ninguém percebe que essas três "commodities" são de importância vital para qualquer país. No Brasil, então... somos abençoados por ter água em abundância. (Ou acreditar nessa falácia.) De ela geramos energia mais barata do que usando combustíveis fósseis.

Comunicações... bom, dois de três não está mal.
Segurança nacional era um conceito que escutava repetir ad nauseam quando estava na faculdade (anos 70~80). Será que ninguém aprendeu nada com aquela lenga-lenga toda? Será que ninguém está vendo para onde vamos em pouco tempo?
Quem está dirigindo esta droga??

Vejam a hierarquia de qualquer exército que se leve a sério! Comunicações, Combustíveis e Suprimentos (Intendência, acho). G2 e G4, se não me engano!!
Commodities muito caras para ser deixadas nas mãos do governo, certo?
Errado!!

Vejam as implicações possíveis! Vejam nas mãos de quem estão todos esses recursos.
Vejam como chegaram até eles. Pensem um pouco.
Pensem devagar... mais devagar...

Já que está pensando, pense os motivos por detrás das políticas econômicas. Ou melhor ainda, pense nos motivos por trás das filosofias econômicas! Pense em Keynes e em Hayek, digo neo-liberlismo.
Pense na aplicação dessas filosofias. Não por serem novas, mas por ser melhores que as anteriores. O que as torna melhores? Qual sua aplicação e benefícios onde são aplicadas? Como foram aplicadas? Quem a aplicou?
O "bolo" chegou a crescer? Foi repartido?
Quem ficou com minha parte?
...
E a sua?

As notícias são o que você assiste entre os comerciais.
[inconclus...]





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