segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lembranças de "El Bongo"

Alguma vez montou um cavalo xucro? Cheio de manhas, como diria meu avô?
Sabe aquele cavalo mal domado que fica no pasto por muito tempo, comendo, engordando, fazendo absolutamente nada e, de repente, se vê arreado e com uma criança no lombo?
Alguem vai pro chão.
E, não vai ser o cavalo, não.
A sensação antes da queda é o mais perto que chegaremos, em sã consciência, de tanta força incontrolada. A sensação é uma viagem em câmara lenta. Fora do binômio cavalo-saco-de-batatas (criança) a dança não dura muito. Mal dá para fazer alguma coisa a não ser esperar que o cavalo pare de pular e a criança não quebre... muito.
Há outras opções, mas não quero complicar.
Não doi. Na hora. É como jogar-se num sofá velho. Duro. As selas tipo mexicana são uma poltrona sobre cavalo.
Imagina se puder, a poltrona te jogando para fora. Com força!
E, aí vem o chão!
Pof!! (Com direito a: crecs, crocs e ais! variados)
Em menos tempo do que leva para ler estas mal traçadas, já aconteceu.
Viu? Não doeu nada.
Foi só um susto.
"Amanhã tu monta esse mesmo pangaré e vai buscar as vaca no pasto."
...
Na outra vez que o animal fez a mesma brincadeira, o saco-de-batatas não caiu. Depois disso, só se derrubou outro.
E, ficamos juntos indo buscar e levar as vacas todos os dias até o fim da temporada. Ele sabia o serviço, eu só montava para abrir e fechar as porteiras.