domingo, 17 de maio de 2009

Chico

É invariável. Não consigo fugir disso. Entro na cozinha para tomar meu café e, assim que arrumo todo:
"Moço, dá um teco."
Vem a voz pedinte...
Finjo que não escutei e às vezes, malvado, viro de costas.
"Dá um teco vai, qui que custa?"
Começam as negociações.
Finge, pede, nega, pede, e esta dança não dura muito.
Cedo.
Sou um molenga, admito. Mas não consigo comer em paz sabendome observado em cada movimento, como a dizer: "Eu faria muito melhor."
Acabo cedendo um pedaço do meu pão e, se estou com tempo, do café também.
Papagaios adoram café.
Não sei porque.
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