terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Morrer como Opção


Não aprendemos como optar por morrer.
Pelo menos, eu não sei. Devo ter chegado atrasado no dia dessa aula... como sempre.
Deixei de usar relógios. Não preciso de um aparelho para lembrar-me que vou morrer.

Também, pouco sabemos sobre como reagir à morte de nossos queridos. Familiares e amigos. Qualquer um pelos quais nutramos simpatia, afeto ou amor. Quem dizer que tem tudo planejado está mentindo de pé junto. Ninguém planeja a própria morte, nem os suicidas.
A morte é nosso último presente. Não haverá mais futuros.
Amanheceres, amanhãs, nem depois.
Nossa rede se desfaz aqui.

Somos patéticos ante o inevitável. O morto nos mostra, com seu derradeiro adeus, nossa enorme insignificância. Somos falhos, finitos e breves.
Mesmo que vivamos mais de 100... e 1 anos.

A imortalidade não combina conosco.


D.E.P., querida Cila


Espero que gostes tanto quanto eu gostei:
"Hoje, quando o vento bate na cancela,
meu coração pensando que é ela,

faz um baile perfumado".
Cartola
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