quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sun Tzu 1, 2 e 3

Escrevi estes textos faz muito tempo, e como sempre volto sobre eles, resolvi juntá-los de uma vez e (re)apresentá-los. Talvez façam mais sentido todos juntos. Para mim fazem todo sentido, juntos, soltos, fração.
Espero que gostem... lá vão:

Faz pouco tempo respondi uma pergunta de um amigo e achei que seria só. Mas, desde então a resposta ecoa na minha mente, não como errada, mas sim como incompleta. Contudo não achava a sinápse certa que completasse minhas idéias.
Sábado de manhã acordei pensando em treinamentos. O que conseguimos com o treinamento? O antigo método chinês -sempre à espreita- surgiu primeiro: repetição. Por que repetir o mesmo movimento além da exaustão? O mesmo gesto com o pincel? O mesmo texto literalmente?
Até ser natural não se pensar mais sobre a correta execução do movimento, do gesto, da declaração. Ninguém nos diz: "inspira, expira, pausa..." no entanto fazemos isso sem parar.
O corpo, acostumado como natural ao movimento, o faz.
Treinamento e repetição... ok.
Dai até Sun Tzu foi um pulo curto. Sempre gostei de uma passagem específica do seu tratado onde diz: "Quando cercar um exército, deixe uma saída livre. Isso não significa que permita ao inimigo fugir. O objetivo é fazê-lo acreditar que é um caminho para a segurança, evitando que lute com a coragem do desespero."
No atual modelo de negócios, somos treinados para produzir e ser produtivos, qualquer outra situação faz nosso "valor social" despencar. Lamentavelmente, mesmo nesta Era do Conhecimento, ainda insistimos e vivemos os conceitos do início da Revolução Industrial: +Produção = +Valor.
Tangíveis...
A 'opção' de não mais participar daquela equação é a mesma que a lagarta tem.
Haverá uma mudança da qual não há retorno. Borboleta ou mariposa retornará a um ambiente hostíl, ainda regido por cânones de 2 séculos atrás, repito. Aqui me aparece um detalhe engraçado: todo mundo quer pensar FORA da caixa, mas SEM SAIR de dentro dela.
Afinal, é um lugar seguro e conhecido, coisa interessante não?

Entendo agora que muitas das recentes "mudanças de paradigma" se refiram mais à forma do que ao conteúdo. Significância com pouco significado.
Insistimos em validar intangíveis com os mesmos valores de uma usina de coque. E somos capazes de entender e aceitar mais os últimos do que os primeiros. Fomos criados para isso. Criamos nossos filhos, até bem pouco tempo, da mesma forma. Ficar ao lado do "normal" cria uma angústia essencial, como a do bebê ao ser separado da mãe.
Nadica de nada agradável...
Mas que, por outro lado, pode ser a mola necessária para impulsionar vôos mais altos e ousados. Afinal, o que mais teriamos a perder? Entender e aceitar este outro lado, e tudo o que isto implica, é que é duro. É possível, mas o normal é haver torcida contra!
Vamos convir que não somos treinados para falhar nem cometer erros.

Imaginem as cenas: grupos de pessoas foram aos campos de Kitty Hawk e Bagatelle ver os irmãos Wright e Santos Dummont voar. Tentem descobrir quantas dessas pessoas foram lá para ver eles cair. Pois essa era a certeza.
Eles iam contra "o normal", o resultado somente poderia ser... não o que foi demonstrado. Eles criaram experiência fora do normal a partir de opiniões.
A disciplina e a louca clareza de propósitos necessária para esses "vôos" é que mantinha esses inovadores sãos. E fora da "caixa".

Meu irmão me lembrou:"Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ".
Sun Tzu
Que Harvard Business School, que nada...



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