sábado, 10 de janeiro de 2015

Sais de Prata

Encapsulado em gelatina inerte, sais de prata fotossensíveis, fixadas em celulose formavam a base do documento chamado fotografia.

Modernamente, células fotossensíveis traduzem eletronicamente o que antes era fotoquímica.
Um jogo simples de luz e sombras capaz de, pelo olhar do artista, contar histórias alegres ou tristes, curtas ou longas. Surpreendentes como a luz de cada novo dia.

Trafegando cansado de volta do hospital, desta vez como passageiro no carro da minha filha, pude desligar do trânsito caótico e, ao mesmo tempo, prestar atenção no caminho. Como se fosse a primeira vez que visse esses 'umbigos' da cidade.

É estranho perceber como a cidade assume uma melodia e harmonia diferentes quando guiados pelos outros. Pude ver, pela segunda vez criança, lugares que, até faz pouco, eram ocupados por obstáculos à locomoção. Ou, como deslocamentos sem foco à periferia do olhar. Descobrir, como exercício de fotografia, espaços cinzas compostos por luz, cores e tecituras orgânicas ou não.

Antes que esqueça, terei que voltar, usando outro tempo, e fotografar, ainda apropriado daquele olhar diferente. Tenho que sair e rever, captar, as imagens que minha filha me brindou com sua carona de carro.
Separá-las, organizá-las e mostrá-las a seguir:














Postar um comentário