sábado, 19 de janeiro de 2013

There's nothing to learn, it's just a game that you play.



Ensaiei um passo de baile. E vejam, isto não é mais fácil para mim, deixei de dançar faz... várias vidas. Me encontrei perdido no meio de muitos mim, cada qual com sua cobrança. Para sair, fingí-me de louco e dancei. Quem iria pensar que a "loucura" era um ensaio! Conseguí chegar a porto seguro e parei para reagrupar os que sobramos. Não estou mais na idade destes calores! De tanto pensar no que fazer a seguir, não estou conseguindo seguir, mal sei o que fazer e nem pensar. Olho para mim aparmelado, onde terei errado? Como cheguei até aquí?

"Escolhas!" grita um tonto engravatado lá do fundo, levantando o braço. Nota para mim mesmo; "nunca mais fazer comitês para solucionar qualquer coisa!". Veja os problemas como um cubista. De vários lados... ao mesmo tempo. A solução será mais completa, holística e provavelmente: errada.

Dou voltas dentro deste caixão e me lembro de Shroedinger e de Sheldon. De um, ainda rio, e do outro fico confuso. Sheldon está certo, claro, só que num outro multiverso. Sempre. Talvés seja esse o criador de tumultos: misturar tudo tentando achar "soluções fáceis" que possam ser usadas como padrões para outros problemas.

É sério! Tente solucionar um problema sem, ao mesmo tempo, criar as bases para outro pior mais adiante! Ainda carregaremos isso escrachado no currículo como item de desenvolvimento profissional. Justo abaixo do título: Experiência, grafado em negrito. Nada deveria ser levado a sério. A vida não é séria! É uma piada! Em alguns momentos de muito mal gosto, diga-se de passagem. A única saída dela é seu exato oposto. Algúns correm para lá, enquanto outros são empurrados pela multidão aplaudindo.
Vejam como as coisas funcionam -relativamente- pega-se um código que não funciona e se lê, de cabo a rabo. Instruções simples e diretas a serem executadas sempre e quando sejam satisfeitas certas condições. Simples.

Mas, o diabo de cento-e-poucas linhas, não funciona.
Começa-se tudo de novo. A lêr de cima a baixo... e tal.
O diabo é a leitura repetitiva de instruções certas que funcionam, se e somente se, noutro lugar.
Endereços de pesquisa errado, eu não sou este lugar. Paciência.
Como gostaria ser alvo.

Muda-se o endereço e a coisa funciona como se não tivesse feito nada de errado a vida toda. Como se nem todas as gotas da chuva fossem culpadas pela mesma inundação.
Um jogo, deixe-se levar sem pensar muito nele...

PS
Parece bobagem, mas enquanto lia um artigo sobre sinonímia, isto foi se formando sozinho. Alguns nomes foram trocados para proteger a (quase)inocência de alguns personagens.
O artigo é este: "Sinonimia y Diferencia de Significado" de Benjamin Garcia-Hernandez
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