segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2013 > 2014

Amigos leitores, passantes ou perdidos na web.
A vocês que me leram na vã esperança de que aprendesse a escrever ou melhorasse meus temas, lhes desejo:


E que o ano novo -solto das amarras da certeza- lhes traga muitas, e surpreendentes, realizações!

Abs

LionelC


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Logística

Meus professores dirão que há soluções muito mais rápidas e simples, mas insisto em que as definições a seguir estão -basicamente- certas e quase completas (sic).
Desde que entrei no curso estive pensando nisso. E a cada nova informação, mudava, e afinava minha definição.
Compartilho com vocês que me leem, o que até agora entendi que seja logística.




"...
Logística
É o conjunto de ciências que estudam e propõem, o melhor fluxo da produção, desde a matéria prima até o consumidor final. É a estratégia que visualiza e é capaz de gerar o design do fluxo todo.

Fluxo
É o desenvolvimento do produto ou serviço desde a necessidade, o desejo original, sua adequação de custo, produção e consumo, até seu descarte ou reutilização sustentável.
..."

Ok?
Agora, por que conjunto de ciências?
Porque logística não é um objeto só. Ela é composta por múltiplos saberes e fazeres diferentes entre si em sinergia. Às vezes completamente sem relação uns com os outros. Por não ter limites definidos, ela (logística) pode lançar mão de todas as ciências que lhe forneçam caminhos para atingir suas metas. Poderíamos até falar em governança, mas acho que não é o caso. Agora, pelo menos.
E fluxo?
Porque ela funciona por etapas. Se prestarmos atenção perceberemos que logística tem; início, meio e fim, num movimento constante. Num fluxo organizado, onde todas as etapas têm relação e afetam umas às outras. Organização, velocidade e lógica, não necessariamente nessa ordem. É esta ordem que se transforma em estratégia: onde, como e quando. É o desenho dela...


PS
E, pelamordeDeus(!!), logística NÃO É a arte de trabalhar em lojas, não!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Xícaras & poltronas

É tão disparatado que pode até dar certo!
Que algo tão suave e delicado possa compartir o espaço com um volume tosco e rude.
Resgatar projetos de vida não deveriam ser parte da rotina de ninguém. E muito menos depois da entrada na segunda metade da vida. É uma aventura arriscada e cheia de subrotinas aleatórias. Uma aventura que somente pode ser enfrentada, ou deveria ser enfrentada, de peito aberto e com a clara resolução de ir sempre enfrente.
Sempre...
Assumir os riscos, todos eles, de ser feliz. A meta e o objetivo hão de ser claramente definidos, sem espaços para desvios ou "second thoughts". Não poderá haver dúvidas sobre eles. É como uma canção que, ao se começar, se vai até o fim. Somente assim poderá ser entendida.
Sem "lá-lá-lás", a la Sinatra!
Não há espaço para erros, não serão permitidos.
Vôos mais altos, vôos mais rápidos, asas curtas, asas longas, tudo é permitido. Sempre e quando chegues até o fim... qualquer outra alternativa estará errada.
Terrivelmente errada:, um blefe imperdoável. Um esforço vão, mediocre e ridículo arremedo de vida.
E isso será o valor da dívida: a vida. O resto, a partir dai não terá valor nenhum.
Mas, se por outro lado, metas e objetivos, forem alcançados como deveria ser.
Hmmm...
Ansias, desejos, ilusões, motivos e querências, tudo no mesmo lugar, em ordem. E que eles sejam a mola impulsora de cada e qualquer canto e movimento. Pois eles são em si mesmos: disparate, razão suficiente e necessária para vôos e mergulhos. O vento na barriga enquanto caímos, as carícias da brisa no rosto enquanto voamos. Ponha seu coração nisso que dará certo!! Pule de cabeça. Passe vergonha, ninguem "morre de vergonha", literalmente. Ela é o caminho que ninguem escolhe. E, como todo caminho, ele passa e te leva a outros lugares. Te mostra novas paisagens. Por isso se chama caminho.
Aposte sua vida  a um anjo, um milagre e uma canção.
No fim, sorria e abra os braços para abraçar seu motivo.
Sinta-se feliz e ame.
Dê todo seu coração e todas suas forças.
E sinta-se vivo!
...
Elle n'est pas chouette celle-ci???

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Comentários


Tenho abandonado o blog por algúm tempo principalmente porque ultimamente tenho me pegado tecendo comentários a  posts no LinkedIn que tratam sobre informação, conhecimento e cultura, casualmente os temas que mais gosto de falar, pensar... tagarelar enfim.
Escolhí alguns desses comentários para re-vivelos aqui e não mais esquecer.
Tenham paciência, (eu)penso assim -quase- todos os dias.

"...
(...) é preocupante que o imediatismo das respostas com que a tecnologia nos encanta diariamente seja um deterrente tão importante. Em vários debates, neste mesmo grupo, já notei a mesma inquietação com relação, principalmente, às gerações mais novas. Parece que se não há uma "exposição ou contágio" (chame-mo-lo assim) desde tenra idade, à medida que se envelhece, haverá uma possibilidade cada vez menor e menos agradável de um contato -mesmo através da ferramenta tecnológica- com estes e muitos outros autores.
E se confunde ágora com game. E se muda muito pouco.
Nos diferenciamos como Elois e Morloks.
E me preocupa que mesmo entre nós haja essa mesma diferenciação, alguns que abraçamos a tecnologia e continuamos a ler. Enquanto outros a abominaram sem questão ou julgamento e, ao mesmo tempo não aumentaram seu índice de relacionamento com a produção ou ideias do grupo, eles simplesmente pouco lêem. A leitura é encarada como perda de tempo, castigo.
Quando foi a última vez que viu alguem lendo manuais? Alguem lê os manuais do iPad, por exemplo? Alguem escreve esses manuais?
Me lembro que tinhamos um acrônimo: RTFM! (Read The F*cking Manual!) ainda na época do DOS 2.2 quando nos deparavamos com problemas que poderiam ter sido evitados com um minuto de leitura anterior ao indiscriminado apertar de botões. E assim para coisas cada vez mais importantes. Reclamava com o Brentani que "os estudantes tinham dez dedos nas mãos e onze possibilidades de errar". Ele, pacientemente, sorria.
..."
-comentando sobre o hábito da leitura ou da sua ausência.

"...
(...)você diz: "Em meio à leitura, uma ponta de dúvida... quase um calafrio: quantos que leram esse artigo até o final conseguiram saber dos autores que ele citava e os leram enquanto obra completa?!"
Permita-me discordar um tanto assim. Coisa pouca na verdade. Questão de vieses nada mais.
A guisa de exemplo imagine cada autor dos arrolados por José Luis, como uma torre com raio de cobertura circular de quatro quarteirões. Concordará comigo que onde os raios de cobertura se toquem tangencialmente a cobertura automaticamente dobrará seu raio, certo? Independente do autor que seja, veja bem. A ausência de conhecimento da produção deste ou daquele autor, ou a falha nesta nossa rede imaginária, não criaria uma ausência tão constrangedora nem impossível de ser sanada. Ainda mais nos dias de hoje, onde o acesso à produção intelectual (ia dizer literária, mas me contive a tempo) é tão fácil.
Preciso ler Hanna Arendt completa? Castells e Jaeger? Cervantes e Freud? Steiner e Einstein? Aproveitemos a curiosidade que o castelo de Montaigne nos brinda. E a validação que Sacks dá a biografia de cada um. Que a curiosidade inata em nossa raça de bípedes pelados fará o resto. Eventualmente acabaremos por conhecermos todos e nossa produção.
O fato de haver falhas aqui e alí não desabona toda a rede. O que não pode haver, e sim concordo com você, é a ignorância completa pelos motivos que forem de autores que moldaram nossa zoociedade.
..."
-sobre o mesmo tema anterior. O texto do JLCoronado é este: http://ined21.com/humanismo-en-una-epoca-red/ recomendo sua leitura.

"...
(...)Uma tentativa de transpor e transferir para suportes que achávamos perenes. Faz-me lembrar de um outro post seu sobre as memórias dos pacientes internados em manicômios. Imagine a fragilidade de "contatos com a realidade" e os parâmetros pessoais usados para validar imagens, sensações, sentimentos e lembranças e transferi-las para ícones -pois não passam disso-: sapatos, fotos, escovas, cadernos, roupas, um bric-a-brac de vidas. Onde a realidade é ditada por outros e os parâmetros são desenvolvidos intimamente a cada novo dia, um a um. E estes ícones, expropriados, são julgados em relação por outros... que invariavelmente usarão seus próprios parâmetros ao fazê-lo.
Quantos não pensaram: "quinquilharias", ao ver a vida dos outros exposta sem as roupas do rei.
Nus dentro de malas.
Faz muito tempo, conversava com JSantin, cardiologista amigo meu (luthier e violeiro de mão cheia) que além do coração de cordas ele mexia com as cordas do coração, aludindo ao seu diagnóstico usando variações tônicas dum EcoDoppler.
Hein?!
Como construímos conhecimento? Fazendo relações com informação. Aprendemos quando o que sabiamos se modifica e adapta ao novo ambiente. Como manter contato com esta hora em que mudamos -pois nada mais é do que isso: mudança- senão guardados entre neurônios e cordas cardíacas? Criamos ícones, suportes mnemônicos, que emprenhamos de significados.
Desculpe-me, de manhã fico tagarela. E a brisa fresca ao embalo do canto do pássaros leva minha imaginação para longe.
...!
-sobre construção de memórias e fotografias antigas

"...
(...)Sim, muito bonito e tal e coisa. Mas, você viu a quantidade de informação que seremos "obrigados a brindar" para que esta Web semântica consiga fazer relações? (Como irá saber de qual pizza eu gosto? E se formos dois em casa, cada qual com gostos diferentes?) Não mais entrar palavras ou frases soltas e esperar resultados mirabolantes do Google, por exemplo. Haverá que fazer relações... e, principalemente: intenção. Ou como diz o Silver (2009): "O acrônimo GIGO (garbage in, garbage out) sintetiza o problema. Se alimentarmos uma máquina com dados ruins ou criarmos uma série de instruções tolas, ela não vai transformar joio em trigo. Computadores não são muito bons em tarefas que exijam criatividade e imaginação, como conceber estratégias ou teorias sobre a maneira como o mundo funciona".
Porque há dias em que até a imaginação precisa de óculos.
Não estou dizendo que seja impossível, estou avisando (olha a Cassandra de novo!) que nesta equação ambos os braços devem mudar. Nós devemos mudar... também!
..."

"...
(...)1, 2 et 4 - touché! 3 - Sim, farei isso. Em todo caso o rasto de informação é enorme. A W3C até mostra uma apresentação com dados de 2007 (18,86 bilhões de Gigabytes no analógico vs 276,12 bilhões de Gigabytes no digital) sobre a quantidade de informação estocada e nosso amigo Rui postou faz pouco um debate com números-volumes "explosivos" para dizer o mínimo. E aí, outra vez, nós -concordo mas não é exclusividade só dos brasileiros, não- que não estamos habituados a separar nem o lixo que produzimos quanto mais prestar atenção em informação.
Vem uma nova onda aí, e mesmo quem nasceu na tecnologia, vai ter que pensar muitas coisas de modo diferente. A qualidade do silêncio será outra.
(http://homepages.cwi.nl/~steven/Talks/2013/07-xx-web/)
..."
-ambos sobre web semântica

"...
(...)Aqui percebo um paradoxo; como retirar do gênero causas e motivações? É atávico este anhelo particular e, como doença, ele não reconhece gênero, raça ou saldo bancário (como bem diz o HTorloni). No entanto, devemos deixar de tratá-lo como a qualquer outra patologia. Atávico era também andar trepados em árvores e isso deixamos de fazer faz algum tempo. Então, podemos muito bem mudar este traço de ranço cavernoso sem problemas. Não é, ao meu ver, um problema de cifras.
Homens podem (e deveriam) cozinhar e lavar seus pratos, mulheres podem dirigir uma motoniveladora ou uma composição a diesel... ou desenhar um superpetroleiro, porque não? E ambos podem fazer com que C-A-T-G faça sentido.
O único que homem nenhum pode fazer é dar à luz (mas tem, nos créditos, seu nome inserido como extra... papel pequeno). O que nos levaria a outro debate... não?
Quanto tempo demoraram para permitir mulheres nas escolas de medicina? Às presidências de repúblicas, então?
Não me parece que tenham desempenhado pior do que muitos dos seus pares homens.
Discutirmos gêneros é como acender uma vela pelas duas extremidades ao mesmo tempo. Mas que é divertido, isso lá é.
..."
-sobre a discriminação por sexo

E, por último, um comentário que não publiquei a respeito de apreciações das futuras gerações sobre tecnologias e comportamentos atuais. Vejam se entendem:

"...
Lendo e re-lendo seu post e comentário, me chamou a atenção o modo como "vemos" os
habitantes futuros. Se minha leitura não estava errada, fica implicito que: eles pensam exatamente como nós pensamos agora.
Chamavamos os aztecas de bárbaros, selvagens. Mas eles sabiam astronomia, matemática e algumas biociências que só agora começamos a compreender. Sobreviviam num dos biomas mais desgastantes e pouco complacentes do planeta. E ainda mais, os espanhois (leia-se: os europeus), por qualquer tira-lá-essa-palha ou tosse, nessa mesma época, sangravam o paciente sem pestanejar. Também tinham os escalda-pés, o vomictórios e os purgantes. Era a terapéutica em voga. Acabavam a doença ou se acabava o paciente. Mas eles eram os "civilizados".
Tenho sempre a impressão de que olhamos para o futuro como quem está de costas para ele olhando um espelho e fazendo a descrição do que vê.
Os visionários se assombram (awe) e emudecem.
..."

Obrigado por me ler.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Do carvão ao grafeno


A tecnologia acabou mudando, não somente nosso mundo, mas, como nós mesmos nos representamos nele.

Hoje em dia somos inundados, queiramos ou não, por uma avalanche de informações de toda sorte. Ccm coberturas as mais variadas (de sons, cores e movimento). Nosso cérebro escolhe as que lhe apetecem e acaba, sem maiores problemas, ignorando todo o resto.
Ou então transformando-o em irrelevante Mesmo que não saiba exatamente o que irrelevante significa.

Não adianta correr, nem tentar se esconder, ou para parafrasear os Borg: "resistir é inútil".
Somos animais curiosos e acabamos mexendo em tudo o que encontramos ou nos chama a atenção. Nossos corpos, nosso meio-ambiente, dai a um passo curto e criamos: "civilização e cultura" (as " " de civilização e cultura, existem porque ainda as estamos criando, é um processo em andamento).

Imprimimos nossa passagem em tudo o que está a nosso alcance. Começamos deixando pegadas na lama e hoje, com os instrumentos que criamos, deixamos essa mesma pegada na nuvem. Nefelibata deixou de ser o pejorativo de alguns e virou desejo tecnológico de muitos.

O desenho e a escrita, ambos nasceram carregados de intenção.
Como, o mercado ou a situação, percebam os dois não tem importância. O desenho transformado em commodity e a escrita estar sendo relegada a pouco mais que artesanato (sem intenção de menosprezar artesanias) é somente um subproduto do excesso de tecnologia. Essa mesma tecnologia que nos aproximaria uns dos outros, e acabou por nos aprisionar num cepo.

A tecnologia, per se, carece de intenção. Sou da opinião de que, quando escrevemos e quando desenhamos, todo gesto significa. Há intenção no gesto! No traço da letra cursiva e no gesto do pincel com tinta sobre o suporte. Logo (particularmente proponho que) poderiamos - até - fazer uma leitura cruzada; histórias num quadro e paisagens numa carta, por exemplo.
O treinamento regular nestas artes nos torna melhores, não necessariamente "artistas", mas melhores.

Os pragmáticos assumiram e criaram a tecnologia para ocupar as nuvens também.
Para isso inovaram ao ponto em que o carvão cujo consumo eficaz preocupava alguns foi - temporariamente - transformado em grafeno. Que nada mais é do que uma forma mais eficaz de carvão; forma e consumo.
Digo temporariamente, pois a inovação irá alcançar esta versão e há de modificá-la, também. Assim como a tecnologia mudou do fogo para a eletricidade e tentou (como ainda tenta) desta para o átomo.

Como nos vemos nesta equação de tempo? Depende muito de quem a vê.
Somos desde imortais dependentes até incapazes... de crianças a velhos. Passando por toda uma gama de vidas e experiências que imaginamos única. A cada dia que passa fica mais evidente que somos iguais às células de um corpo muito maior. Que não aceitemos e insistamos numa "unicidade" ou individualidade é outra história. Somos iteração de fractal, quando muito. Ok, que sejamos função de 1:1,618, não nos elimina dessa iteração.
A ignorância também não é desculpa...

Hoje, qualificamos o desenvolvimento por suas vantagens percebidas sobre a concorrência. A velocidade com que a tecnologia se desenvolveu durante as últimas guerras agora foi levada a guerras particulares entre zaibatsus transnacionais. E suas primeiras batalhas são travadas em desvios de (des)informação e controle. Inovação e energia. Preprare-se para ouvir falar em curvas e flexibilidades.
E o grafeno nesta história de fadas toda?
...

Grafeno é uma organização bidimensional estável... e flexível.

(continua)

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Posts relacionados:

Humanos
Nós, como gotas de oceanos
Tropismos Digitais
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sacerdócios e Prestação de serviços

Crescí numa família que lidava diariamente com médicos e hospitais. Pelo menos o lado da família de nossa mãe (do lado do meu pai não eram estóicos, mas pacientes), casualmente os parentes com os quais conviviamos. Desde crianças, nada mais normal estarmos acostumados a andar pelos corredores de hospitais, ao cheiro de álcool e àquele ambiente pulcro e silencioso. As pessoas que trabalhavam nesses lugares deviam ser de uma inteligência acima do normal do resto de nós mortais. Eram especiais.

Aos meus olhos -naquele maniqueísmo infantil- eram perfeitos!
Sem desvios, erros ou falhas, não se equivocavam nunca!

Essa imagem foi destruida de uma única vez... sem replicas. Um descuido, um engano de protocolo seguido à risca, sem verificações, e um resultado contrário ao esperado foram suficientes. Um manômetro funcionante difícilmente mudaria o resultado daquele tratamento.
Comecei a ver os erros, prestar mais atenção nos movimentos, nas ações, nos vincos dos rostos.
Surpresa e desencanto totais; não conseguía entender a imagem no espelho que via.
...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Napkin philosophy

Ví isto escrito num guardanapo (hence napkin philosophy, lá encima):



"Life's too short for:
 grudges, fake anything, putting profits before people, 
overroasted coffee, waiting for change to happen,
 wifi you have to pay for, crabby people".


e, achei tão interessante no momento,que resolví copiar e colocar aqui para não esquecer.
Começando com "Life's too short for..." poderiamos continuar indefinidamente falando, e enumerando, sobre coisas que poderiamos, muito bem, passar sem.

domingo, 12 de maio de 2013

Até breve...


Um sentido: "Até breve..." ao grande pintor e muralista panamenho Alberto (Beto) Gonzalez Palomino, con quem tive o prazer de aprender o que era arte e ver desenho como uma PAIXÃO quando eu ainda era uma criança.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Improving Client Relationships Through Knowledge Management


Business leaders across the UK and US have identified that harnessing their internal knowledge assets can help create better client relationships, according to a new study commissioned by Ernst & Young into attitudes towards knowledge management. The research, conducted by YouGov Stone during July-August 2012, involved a representative sample of 100 CFOs, COOs, CEOs and/ or Board Directors representing private sector transnational companies of 1,000 employees or more from across a range of industry sectors. 

At a time when business leaders are reassessing how to create growth in a challenging economic climate, the survey of senior decision-makers revealed the most commonly perceived ways that knowledge, collected both internally or externally, can be used to build client relationships. The top-10 responses from this group were:

- spending more time researching insights into the client and market (42%).

- improving the process for knowledge transfer (42%).

- investing more resources into research and development to improve enterprise knowledge (40%).

- creating greater diversity in the workplace (an indication of a willingness to embed knowledge management practices into corporate culture) (31%).

- learning best practice from other organizations and sectors (30%).

- developing a knowledge creation and innovation strategy (30%).

- managing the knowledge creation programs (28%).

- focusing more attention on creating a culture of enterprise and innovation (27%).

- involving customers and suppliers in the development of knowledge-based goods and services (27%).

While all the executives agreed there is value in using knowledge management to develop client relationships, the approach to implementation varied between the US and the UK. Spending more time researching client and market issues was identified by almost one-half of US respondents (47%) as the best way of applying knowledge management to the building of client relationships, followed by improving the process for knowledge transfer within a team (44%), and helping to develop knowledge creation and innovation strategies (44%).

Conversely, when utilizing knowledge assets UK business decision-makers placed greater emphasis on investing more resources into research and development (55%), followed by improving the process for knowledge transfer (39%) and investing in greater workforce diversity (36%).

Ernst & Young’s Global Knowledge Leader Jeff Green said: "At a time of economic uncertainty, the knowledge advantage is no longer just about internal efficiency. Investing in strong knowledge assets, framed by a cohesive knowledge culture, is a core part of the way we deliver exceptional client service. This is reflected in the fact that wherever our people are, they are connected to each other and to our knowledge resources, so they can respond insightfully to clients. This survey suggests that more organizations are also seeing knowledge management as an important part of their culture, essential for building client relationships and part of how they recognize and reward their people."
Fonte: Ernest Young - http://www.ey.com/UK/en/home

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

About face!

Morrí quando, enfim, entendí o que me confrontava. A alternativa seria pior. Enfrentei a mim mesmo e todas as minhas antigas certezas.
Hoje meu chão é um fio de aranhas, quase invisível, mas que o sinto a cada passo.
Do calcanhar à ponta dos dedos... ele está lá. Suportando meu peso, e minha carga, enquanto lenta e elegantemente balança para cima e para baixo a cada passo que dou.
Até a próxima bifurcação. Onde terei que decidir novo caminho a tomar. Este ou aquele?
O blefe ou a mar... 

Estou aprendendo muito do que tinha esquecido. Do que quis esquecer. Do que não quis mais ver. Não mais quis saber!
Estou, como o coelho da Alice, atrasado. Muito, muito atrasado. Aprendí nomes novos. Os que usava eram errados. Calei de gritar bobagens chamando. E no meio do ensurdecedor silêncio lá estavas. Como um troço sério qualquer no Japão. Sem pedir nenhuma explicação. Completo, exato, total. Incondicional resposta definitiva. Perguntando sem falar, definitiva resposta incondicional. E, eis-me aquí, de costas para mim mesmo. Paralizado, andando em carrocéis. O coração a bater mais forte. Soltando tudo o que guardei sem ter porquê. 
Um passo, outro passo... mais um passo. Um dia, outro dia... mais um dia.
Atrás de um futon novo, onde fazer castelos e cidadelas seja o banal. Comum.
A rotina diária passa e a cada passo, lenta e elegantemente, para cima e para baixo.
Sim, decido, eu vou.
Paciência
...
Esperar.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Caminhos

Nestes últimos tempos têm acontecido muitas mudanças. Coisas normais, tudo dentro do esperado. Ainda, muitas mais, virão. Algumas foram mais fáceis de somatizar que outras, veja bem. Mas a descrição, às vezes, se torna difícil de explicar e mais de entender.
Hoje de manhã, encontrei este texto compartilhado pela Kátia P. (obrigado Kátia), velha amiga de outras guerras, e achei justo. Me coube como uma velha luva de couro macio.
Colhí e comparto com vc...



Texto de Regina Brett (não, ela não tem 90 anos!).

"...
A vida não é justa, mas ainda é boa.
Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .
Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
Pague o total de seus cartões de crédito, nunca o mínimo.
Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
É bom ficar bravo com Deus, Ele pode suportar isso.
Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
Quanto a chocolate, é inútil resistir.
Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
Respire fundo. Isso acalma a mente.
Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre..
Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
Use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
O órgão sexual mais importante é o cérebro.
Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras ‘Em cinco anos, isto importará?’
Sempre escolha a vida.
O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
Acredite em milagres.
Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
Envelhecer ganha da alternativa — morrer jovem.
Suas crianças têm apenas uma infância.
Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os dos outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
Acredite, o melhor ainda está por vir.
Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
Produza!
A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

..."

Ela é mesmo um presente!
Fiquemos alegres por ganhá-lo.

Abs

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Travessias

Depois de muito, muito tempo, retomei o curso traçado no início. Peguei no tranco, ou levei um tranco, sei lá. O suficientemente forte para acordar desta modorra que me envolvia e seguir. Ainda meio zonado, confesso, mas estou andando. É um grande progresso.  Há ventos enfurnando as velas que me afastam da costa e me levam em frente, por mares antes nunca navegados. Novos destinos, novos caminhos novos... Quando chegar lá saberei.

A sensação é a mesma de todo começo de projeto: tudo largado ao meio, informações desencontradas, linhas soltas, uma confusão tamanha que não dá vontade de ver. A estas alturas já apreendí; pega-se um fio de cada vez. Hoje um, amanhã outro... e assim seguir até reconhecer progresso. Ou erro. O que vier primeiro. Sem desespero, já me larguei uma vez, minha cota de abandonos está encerrada. Não concordo em repetir o mesmo erro para ver se muda o resultado!!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Meu Plano...

Nesta madrugada estava tentando entender um programa estatístico particularmente chato e, como companhia, tinha ligado o rádio baixinho para me fornecer música incidental. No entanto lá pelas tantas, um pouco antes das 8h, algo começou a me chamar a atenção. Insistentemente...
Parei o que fazia e tentei prestar atenção. Daniela Mercury cantava à capella esta música.



Meu plano
Era deixar você pensar o que quiser
Meu plano era deixar você pensar
Meu plano
Era deixar você falar o que quiser
Meu plano era deixar você falar
Coisas sem sentido, sem motivo, sem querer
Andei fazendo planos pra você
Engano seu, achar que fosse brincadeira, engano seu
Aconteceu
De ser assim dessa maneira e o plano é meu
Mesmo sem motivo, sem sentido, sem saber
Andei fazendo planos pra você

Pra você eu faço tudo e um pouco mais
Pra você ficar comigo e ninguém mais
Largo os compromissos, deixo tudo ao lado
Você tenta em vão me convencer
Que é melhor não fazer planos pra você

Meu plano
Era deixar você fugir quando quiser
Meu plano era esperar você voltar
Engano seu achar que o plano é passageiro, engano meu
Acho que o destino, antes de nos conhecer
Fez um plano pra juntar eu e você

Pra você eu faço tudo e um pouco mais
Pra você ficar comigo e ninguém mais
Largo os compromissos, deixo tudo ao lado
Você tenta em vão me convencer
Que é melhor não fazer planos pra você

Minha irritação, meu cansaço e frustração, estranhamente cederam. Sorrí indecentemente, como se o plano fosse meu e ela apenas o estivesse devolvendo. Decidí passá-lo a frente antes que sol levantasse o dia.
E decidí, também, gravá-lo aqui para me lembrar; como um simples plano pode mudar muita coisa...

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Perfumes

Acho que perfumes não passam de reações químicas acontecendo.
Isto + aquilo exposto ao calor e à luz dá aquiloutro + água! Tão simples assim.
No entanto me pego escolhendo entre um e outro, escolhendo aromas que de antemão já sei quais são. Para mim, perfume era um adereço sem o menor sentido. Ou era muito, ou era pouco. Acabava me distraíndo de "coisas importantes". Hoje percebo que essas tais coisas importantes poderiam ter sido tão mais agradáveis com perfumes.
E pior, há aqueles que procuro no ar com o desespero dos perdidos!

3 frases

  • Ao invés de por coisas na cabeça devia ter passado mais tempo pondo a cabeça em coisas.
  • A vida não tem planos para ninguem, somos nós que inventamos essa tralha que raramente funcionam!
  • Somos todos ganhadores! Somos o resultado de uma corrida de milhões... não nos deixemos perder.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Fígados


Ahhh não!! De novo não!
"Por onde andei enquanto você me procurava?", me lembra o rádio.
Foi tão breve... Sei que exististes, que existes, que serás de outros abraços. Não sou bom em despedidas, mas algumas coisas tenho apreendido com cada uma delas. Quanto mais força contra eu fizer, pior serão.
A dor se instala onde antes era só alegria e paz na esperança de mares revoltos.

Achas que não sabia da quantidade de obstáculos, não sabia das poças a atravessar? Lembrava delas todos os dias. E a cada dia, pelo menos, uma braçada mais. E sabe... é mesmo uma prova de resistência não de velocidade. Nunca pensei que justo a praia me seria contrária. Não se surpreenda, não guardarei mais em porões. Estenderei como roupa no varal. Que o sol e o tempo sequem o que há para secar. Não tenha receio, meus braços ficarão onde estão.

Lí os céus errados, metades, retalhos de vida, com eles montei seu nome e me levavam ao meu motivo. E era merecedor, merecia ainda muito mais. Tinha dado tanto! Tinha créditos de felicidade a cobrar! Ainda tem, ainda os merece! Não esqueça disso jamais!!
Só não merece a mim, pois sou fração.
Sou eu.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

a Capella - Caos (quase)controlado


Quero meu sossego de volta!!
Aprender é reconhecer a diferença entre o que era e o que é.
Simplificando muito... Mas, como é para mim, a simplificação funciona. Deve bastar.
O muro do claustro rachou e, depois de muito tempo, ví as cores e escutei os sons lá de fora. Aqui dentro era todo um pastel a capellado. Já não é mais. E por mais que tente, não consigo emudecer as cores nem abafar os sons que insistem em invadir todo rincão azulejado de gris. O coro desandou e agora se escutam, repetidamente, os Domines parecidos com isto:




Depois, como voltar ao sossego cantado? O coração dispara acompanhando o ritmo e não quer voltar atrás. Gritar pelos corredores: "É mentira, é pura ilusão!" é inútil. Não há volta. A mudança já aconteceu. O que era não é mais. Não posso voltar à pele descartada. Não é medo do que há à frente, É o desconforto de saber que não há mais para onde voltar.
A única saída é em frente, enfrentar a música e as cores. Abraçá-las como amigas bemvindas e seguir.
Até onde der.
És tu.

sábado, 19 de janeiro de 2013

There's nothing to learn, it's just a game that you play.



Ensaiei um passo de baile. E vejam, isto não é mais fácil para mim, deixei de dançar faz... várias vidas. Me encontrei perdido no meio de muitos mim, cada qual com sua cobrança. Para sair, fingí-me de louco e dancei. Quem iria pensar que a "loucura" era um ensaio! Conseguí chegar a porto seguro e parei para reagrupar os que sobramos. Não estou mais na idade destes calores! De tanto pensar no que fazer a seguir, não estou conseguindo seguir, mal sei o que fazer e nem pensar. Olho para mim aparmelado, onde terei errado? Como cheguei até aquí?

"Escolhas!" grita um tonto engravatado lá do fundo, levantando o braço. Nota para mim mesmo; "nunca mais fazer comitês para solucionar qualquer coisa!". Veja os problemas como um cubista. De vários lados... ao mesmo tempo. A solução será mais completa, holística e provavelmente: errada.

Dou voltas dentro deste caixão e me lembro de Shroedinger e de Sheldon. De um, ainda rio, e do outro fico confuso. Sheldon está certo, claro, só que num outro multiverso. Sempre. Talvés seja esse o criador de tumultos: misturar tudo tentando achar "soluções fáceis" que possam ser usadas como padrões para outros problemas.

É sério! Tente solucionar um problema sem, ao mesmo tempo, criar as bases para outro pior mais adiante! Ainda carregaremos isso escrachado no currículo como item de desenvolvimento profissional. Justo abaixo do título: Experiência, grafado em negrito. Nada deveria ser levado a sério. A vida não é séria! É uma piada! Em alguns momentos de muito mal gosto, diga-se de passagem. A única saída dela é seu exato oposto. Algúns correm para lá, enquanto outros são empurrados pela multidão aplaudindo.
Vejam como as coisas funcionam -relativamente- pega-se um código que não funciona e se lê, de cabo a rabo. Instruções simples e diretas a serem executadas sempre e quando sejam satisfeitas certas condições. Simples.

Mas, o diabo de cento-e-poucas linhas, não funciona.
Começa-se tudo de novo. A lêr de cima a baixo... e tal.
O diabo é a leitura repetitiva de instruções certas que funcionam, se e somente se, noutro lugar.
Endereços de pesquisa errado, eu não sou este lugar. Paciência.
Como gostaria ser alvo.

Muda-se o endereço e a coisa funciona como se não tivesse feito nada de errado a vida toda. Como se nem todas as gotas da chuva fossem culpadas pela mesma inundação.
Um jogo, deixe-se levar sem pensar muito nele...

PS
Parece bobagem, mas enquanto lia um artigo sobre sinonímia, isto foi se formando sozinho. Alguns nomes foram trocados para proteger a (quase)inocência de alguns personagens.
O artigo é este: "Sinonimia y Diferencia de Significado" de Benjamin Garcia-Hernandez