terça-feira, 29 de março de 2011

Bear Facts 2

Estive re-lendo e pensando sobre as últimas frases do post anterior a este. "A ferramenta não muda o usuário", mas cria sim condições para modificações ao meio-ambiente. Lembremos que o homem é a soma de três: 1- o que ele é (sua bagagem hereditária); 2- os acontecimentos de sua história e, 3- o meio-ambiente que o rodeia em qualquer determinado momento. As ferramentas potencializam a velocidade de modificação. E, mesmo porque a criação de ferramentas está limitada à nossa capacidade de imaginação.
Breve desvio, imaginem a cena: um velho olhando pela janela os raios de uma tempestade e dizendo: "eu faria muito melhor." O velho era Nicola Tesla. E até hoje ainda estamos descobrindo utilidades para alguns dos seus inventos e teorias. Só para ilustrar outro ponto.
E, como disse Evgeny Morosov: "confundimos os usos pretendidos da tecnologia com seu uso real." E, lá vamos nós quebrar cocos com o computador -figurativamente falando-, claro.
E Tapscott & Williams; "Apesar do iluminismo industrial nos ter dado muitas coisas pelas quais somos gratos, é justo dizer que ainda não vimos nada. Os avanços em nossa capacidade de gerar e aplicar novo conhecimento na era industrial são insignificantes em comparação com as capacidades ao nosso alcance hoje."
Não podemos esquecer de quem usa o quê aqui. Pessoas usam ferramentas! Falamos em tecnologia o tempo todo e quase não falamos em pessoas. Pessoas usam ferramentas, pessoas criam tecnologia e imaginam inovação.

segunda-feira, 28 de março de 2011

5/4 de laranja

"...

E no quinto e último saquinho de musselina, um bilhete e um poema:

"- Aprende a envelhecer tranquilamente,
Colhe da vida o que ela te quer dar ...
Envelhecer assim não custa nada:
É como quem procura, no poente,
A estrela que brilhou na madrugada ..."

Maria de Santa Isabel

..."



domingo, 27 de março de 2011

Sherazade

Desde criança sempre fui atraido por histórias fantásticas.
Quanto mais fantásticas melhor!
Histórias e filmes de fadas, gênios, e objetos mágicos eram as minhas preferidas. Alias, até hoje!
Não me importava o maniqueísmo contido na história, nem a cenografia do filme; eram os gênios e seres mágicos que me chamavam a atenção. Os três desejos, então, dentre meus favoritos eram o ápice da fábula. Eram eles que mudariam o resto do conto, o final da história, a vida do ator principal, que invariávelmente tinha sido tirado da sua "zona de conforto", sofreria desafios impensados até que... seus conhecimentos, habilidades e atitudes somados não seriam suficientes para tirá-lo da enrascada.
Usualmente a história era interrompida aqui. Tinha algo a ver com aumento das expectativas, valorização do produto, ansiedade (ou stress) ou então; eu tinha pegado no sono mesmo.

Noite seguinte; Parte 2 - O finalmente.
Tinha me colocado no lugar do herói desde o começo! E agora, u qui qui eu faço?
No penúltimo momento descubro uma lâmpada, um livro, um anel, um peixe mágico, sei lá! E vem com manual! "Esfregue aqui para convocar o ente contido. Mantenha fora do alcance das crianças. Produto não reciclável."
A estas alturas eu estava com endorfina saíndo pelos ouvidos de tão assanhado!
(Imagine as matinés de sábado no Edison ou no Ancón e o herói aparecendo ocupando toda a tela! Quem nunca viu não pode nem imaginar o escarceu!!)
Era um tal de Epas!, Opas! O mocinho descendo o sarrafo no vilão! Fazendo-o provar do seu próprio veneno. Catando a mocinha -com todo respeito- e tascando-lhe um beijo de Roto-rooter! E viveram felizes para sempre, enquanto no fade apareciam as palavras: "The End". Acompanhadas de uma emocionante fanfarra musical que seria nossa companheira de aventuras até o sábado seguinte.
Acendiam-se as luzes e abriam-se as portas, liberando uma molecada superexcitada sobre a cidade inocente e desavisada!

Mas dizia eu que o importante das tais histórias eram os desejos. Em máximo de três e mínimo de um, tinhas o direito de pedir o que quer que fosse (menos: ter mais desejos, claro... coisas de sindicato e contabilidade) que te seria concedido.
Acho que foi a primeira pergunta séria que me fiz na vida toda: Qual seria meu primer desejo? Claro, pois o primeiro era o mais importante! Dele dependeriam todos os outros. Passei um bom tempo pensando nisto.

Quanta bobagem, pensarão... Mas, para um moleque daquela idade (sei lá qual, imagine uma!) ISSO é importante. Pelo menos para mim era.

Deveria estar preparado para responder: Qual seu primeiro desejo?
Desastrado como era e ainda sou, poderia ser o último. Não queria correr esse risco.
E pensei... pensei... pensei.
O tempo foi passando, o Edison e o Ancón foram demolidos, e ainda não tinha uma resposta satisfatória. Encontrar, encontrei mas, por A mais B, sempre achava alguma falha ou mossa que tirava o tchans da resposta.
Ninguem tinha passado por aqui antes...
A resposta me veio de onde menos esperava encontrar!
Um dos meus heróis veio ao meu socorro.
Sim, o israelense filho de David.
O do Templo, o da Bíblia!
Ele tinha passado por aqui, e melhor que eu, tinha deixado um mapa para possíveis futuros turistas.
Ele pediu ao Supremo e o Supremo lhe concedeu.
Pode ver, tá lá na Bíblia!!
Por isso, carrego sempre minha resposta pronta na algibeira.

"O que tu desejas?"
...
... (silêncio dramático)
"Eu desejo ser sábio como o Salomão!"


The End

quarta-feira, 16 de março de 2011

Ojalá que llueva café

Só mesmo o Juan Luis Guerra para criar um oásis como este:



bliss.

Bear facts

Internet, wi-fi, redes sociais, smart gadgets n dumb people.
Demos o segundo passo: 1) criamos a tecnologia e agora 2) temos que aprender a lidar com ela. O que ainda não atinamos é que para fazer isto precisamos mudar. Mudar o que somos e como agimos. Como agimos conosco (eu), com nossos semelhantes (os outros) e com nosso meio-ambiente (TUDO o resto!).
O Brasil é um país que podemos usar como índice, senão vejamos; houve uma mudança social incruenta, mais ou menos rápida. E o nivel de "inclusão digital" é um dos que mais cresce no mundo. De 10 computadores vendidos ontem, 10 serão usados para acessar à internet. Entrar em contato, se ligar à web. E por aí vai...
Mas, temos que levar em conta que; qualquer tecnologia não é, per se, um índice de evolução. Ela é, quando muito: ferramenta! Os macacos não são menos macacos porque usam pedras para quebrar cocos.
(É um exemplo besta, mas serve para ilustrar o ponto.)
Os mais afetados pela tecnologia e seu uso percebem as mudanças muito mais lentamente do que aqueles que tiram proveito econômico dela; usualmente empresas ou conglomerados transnacionais com poucos, se algum, vínculos locais. A tecnologia é oferecida dependendo muito mais do tamanho do mercado consumidor local -o valor potencial do mercado- do que de uma real necessidade. Não basta haver a necessidade para ter acesso à tecnologia. Vide alguns exemplos na África e América Latina onde, até o telefone, é ainda tecnologia de ponta.
Mas, dizia; a ferramenta e o seu uso não transformam o usuário e sua aceitação prática como inovação capaz de criar [novos] valores, é "lenta".
Breve desvio, digo: [lenta] em relação à sua própria velocidade de desenvolvimento. A nossa tecnologia atual, se comparada com a tecnologia de 50 anos atrás, é exponencialmente rápida!
[continua]

sábado, 12 de março de 2011

S. Weil

"Eu te amo como a mim mesmo, que não sou nada, ou quase nada, eu te amo como Deus nos ama, se é que ele existe, eu te amo como qualquer um: ponho minha força a serviço da tua fraqueza, minha pouca força a serviço da tua imensa fraqueza..."

Música

Sempre gostei do Heitor VillaLobos. Depois do Toquinho. E Yamandú Costa que é carta fora do baralho. Juntemos todos eles, e obtem-se coisas como esta:



Divirtam-se.

domingo, 6 de março de 2011

Certezas

E, afinal é por isso que de formigas a elefantes não conseguem entender por que perdemos tempo com preocupações como a morte, se é a única certeza que temos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Mantras

Ontem o amigo João Carlos Caribé colocou no ar um blog que eu gostaria muito de ter escrito. Anexo o endereço aqui para vocês (2) que leem esta meu blog.

*
João Carlos Caribé
01/03/11 at 22:17

No ar Mantras da Irracionalidade – Carros são poder http://bit.ly/gfkesT reflexões sobre o caso do #massacritica

(http://entropia.blog.br/2011/03/01/mantras-da-irracionalidade-carros-sao-poder/)

terça-feira, 1 de março de 2011