quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pergunta

Se tirarmos todo o petróleo das suas jazidas, o que deixamos nelas? Ar? Uma enorme bolha com camada de óleo e gás? Alguém pensou nisso?
Vocês já ouviram falar em "sistemas fechados"?

PS
Desde que escreví este post, aprendí que há um método que usa a injeção de água sob pressão para provocar a saída do óleo. Ainda assim (sou teimoso), não haverá problemas de densidade e pressão a ser considerados?

A densidade da água a 3,97ºC e 1 atmosfera é 1000 kg/m3 e a densidade absoluta dos petróleos desgaseificados varia de 700 kg/m3 até quase 1000 kg/m3. 

A densidade API da maioria dos petróleos normalmente varia entre 26°API e 45°API. Os petróleos mais leves podem chegar a 70°API e, os mais pesados, a 10°API. A densidade API da água é 10°.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Caordem 2


Insistir num crescimento constante de 5% a/a significa, grosseiramente, que em 10 anos completaremos 100% de crescimento. Se, neste exemplo, somente mudarmos um dos braços da equação não haverá sustentabilidade que se sustente por muito tempo! Fala-se muito em sustentabilidade para isto e aquilo, fingimos que não sabemos que a natureza fez (e faz) "sustentabilidade" APESAR de nós ficarmos dando pitaco!
E, de graça!!
Sustentabilidade = equilíbrio.
Pode parecer tontice mas é uma redução à simplicidade tanto quanto E=mc2. Como sociedade somos controlados pelo consumo; quem consome é. Segundo Marcuse, "as necessidades políticas da sociedade se tornam necessidades e aspirações individuais, sua satisfação promove os negócios e a comunidade, e o conjunto parece constituir a própria personificação da Razão." Deixamos de saciar as necessidades pessoais para saciar as da produção (de bens e serviços). E somos orientados por esta última à satisfação, somente, das suas (dela) necessidades. É irracional. E, "o fato de a grande maioria da população aceitar e ser levada a aceitar essa sociedade não a torna menos irracional e menos repreensível." (Outra vez, Marcuse.) Pode parecer fora de contexto mas, a lógica continua alí. Por isso, nem sequer falarei sobre Barabási sobre o mesmo assunto. Ou então melhor, considerem sim, os escritos dele.
[continua... acho]

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Galileo

"I do not feel obliged to believe that the same GOD who has endowed us with sense, reason and intellect, has intended us to forego their use."

Caordem

Desde muleque sempre me fascinaram as histórias onde tudo acaba bem. Em termos, claro. Sabe, aquela linha maniqueísta de o bem vencendo o mal, e tal e coisa. A ordem sobrepujando o caos por pior que fossem as circunstâncias entre o princípio e o fim da história. Mas, a medida que crescia percebí que o branco não é tão branco e o preto nem sempre é desordem. Agora consigo chegar a conclusão que somos nós que criamos a ocasião para quase tudo o que acontece ao nosso redor. Nossas opções modificam nosso meio-ambiente e estas modificações gerarão os dados iniciais para nossas escolhas futuras. Não percebemos estar intimamente ligados ao que nos rodeia e que qualquer mudança nos afetará... também. Ou, em algum ponto da nossa evolução como gênero, desenvolvemos a idéia singela de que somos diferentes e separados de todo o resto à nossa volta. E perpetramos esse embuste por gerações até tornar-se uma roupagem esperada para todos: somos os "Reis da Criação". Mais ou menos seguindo a mesma lógica de cortar o rabo de uma gata e esperar que os gatinhos paridos por ela nasçam pitocos.
Não importa se sou só eu numa sala ou se somos uma equipe a definir a estratégia empresarial pelos próximos 10 anos. A essência é a mesma. Não podemos esperar que qualquer ação nossa não traga conseqüências. E que estas conseqüências não gerem outras ações.
Simplificando, é um jogo de xadres onde temos 64 casas, e 2 séries de 16 peças. Faça a matemática.
(Continua)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Equipes (2)

Uma outra das forças dessa equipe era que os participantes conseguiam assumir a persona de qualquer um desses significantes. E isso sem qualquer tipo de inconvenientes hierarquicos ou pessoais; quem sabia o caminho naquela hora liderava, e quando não havia caminho a voz dos três era igual.
Era como se houvessem juntado as peças certas de um quebra-cabeças. Os três da equipe formavam a imagem do projeto, cada um visto de uma perspectiva diferente. Cada um com caminhos alternativos para atingir o mesmo objetivo.
A soma dos três dava sempre mais de 100%.
Bom, quase sempre. O começo foi meio rough nas beiradas. Mas, quando as coisas ficaram realmente difíceis e se apresentaram situações de pressão, automáticamente foram assumidas posições que claramente mostraram que nós eramos o projeto. E essa se mostrou a terceira força da equipe: assumirmos o projeto como de nossa geração.
Era nosso!
Nos o criamos, o conheciamos e, principalmente, acreditavamos nele. É isto que eu achava que o diferenciava dos seus pares. Com ele aprendemos além desse projeto. Aprendemos para todos os outros projetos de gestão. Uma visão mais clara e ampla do que era criar significados.
Cada um seguindo o seu caminho... juntos.