quinta-feira, 9 de julho de 2009

Re-Leituras

Estive relendo alguns textos que escrevi faz tempo e, como sempre, fiquei preso, enredado, em algumas partes. Uma descrição de uma pintura de M. Duchamp: "Nu descendo a escada" por exemplo. Sempre tive a exata sensação que ninguém entendeu o espírito da coisa. Era uma grande piada! Um pouco sem gosto, mas ainda assim uma piada infantil.
E ainda mais se adicionamos à descrição um narrador de corridas de cavalo!



Tem que ser rápido, se não perde o modelo:
"...
Dobram a última curva!
Sapatos, Anita e óculos, cabeça-a-cabeça!
Seguidos por alface, presunto e tomate.
Meio-corpo atrás: Ai sacolas e vem-cá-meu-bem!
Brigando pelo último Badulaques mil e um-dente!
Anita, meio nariz à frente e sangrando!!
Alface arremete! Anita! Alface! Anita!!
E, cruzam o disco final!
..."

Acho emocionantes as corridas de cavalo. Mas quando ví essa obra, lí uma das melhores corridas que jamais tinha presenciado.
Meu tio Memo teria gostado muito de Duchamp. Em todas suas versões.
E, sempre muito engraçado.


Não sei porque poucos tentam entender a arte.
É tão divertido...
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