quinta-feira, 12 de março de 2009

Jaboticabas

Algumas coisas e lembranças acompanham a gente pela vida toda. Algumas boas, outras tentando. Mas, todas somadas, somos nós, resultados dessa companhia incidental. Podemos identificar algumas como marcos, ou como aqueles postes que identificam as ruas pela cidade. Identifico algumas, mas nestes dias de arrumação e mudanças encontrei (resgatei) uma coleção de fotos antigas.

Dentre elas esta que mostro aqui. Não consegui separá-la junto com as outras e foi ficando, ficando na minha mesa de trabalho. Vocês devem ter uma dessas em casa também. É uma lembrança que nos faz reviver fases da nossa vida como se fossem agora. E, como tratar no pretérito coisas que sinto agora? A sensação que tenho é a de haver levantado os olhos da máquina fotográfica e dou de cara com essas duas jaboticabas curiosas olhando para mim.

Há alguma coisa na incondicionalidade dos olhos das crianças que nunca deixará de me encantar.

Essa incondição, acho eu, andamos perdendo com o tempo, e com o labutar diário.
Nos tornamos mais duros e qualquer mostra de ternura é castigada como sinal de fraqueza. Logo, aprenderemos a ser sérios e competentes e, ensinaremos isso de forma canhestra, a indivíduos como a da imagem. Prestem atenção nos olhos dos pais e nos olhos dos filhos. Não tenham medo de notar a sutil diferença.
Tentem imaginar como seria o mundo se continuássemos vendo-o incondicionalmente.
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