terça-feira, 7 de outubro de 2008

Intenção do Gesto (parte 1)

Estou trabalhando neste texto faz uns três anos, senão mais. Pensando bem, estou fazendo isto desde meu começo na faculdade de Comunicação. O tema sempre me chamou a atenção. Espero que interesse vcs como interessa a mim.
Lá vai:
" Somos todos diferentes. Ou melhor; somos todos iguais porém criados de formas diferentes. Desde aqueles que, mesmo antes de nascer; a mãe amava, o pai amava e seu cachorrinho o adorava de paixão, até àqueles que a mãe abandonou, o pai era ignorado e o vira-latas pulguento mordeu-o várias vezes. E, todas as combinações e variações entre esses dois extremos. Somos limitados por nossa própria condição humana a repetir comportamentos atávicos com novas roupagens teóricas e com nomes complicados. Isto equivale a dizer que enquanto Jung, timidamente, anuncia arquétipos e a “(in)consciência coletiva”, podemos vislumbrar um “todo-genêrico” pairando sobre omnia e qualquer um indivíduo da assim chamada “raça humana”.

Se prestarmos um pouco mais de atenção, veremos que existem traços e comportamentos iguais para todos. Independentemente de classe ou cultura –nem vou perder tempo classificando por gênero, esse é tema para outro ensaio. Se colocarmos lado a lado toda a produção cultural da mesma (qualquer uma) época, veremos que traços de semelhança são visíveis aqui e alí, como flores num campo. Se esse mesmo apanhado fosse restrito a qualquer área única da produção cultural humana, veremos ques estes traços se tornam muito mais evidentes.

O produto da cultura occidental, copiada de arquétipos e padrões greco-latinos, seus similares, ou correspondentes das culturas africana, oriental e meso-oriental, e até mesmo, aqueles da américa pré-colombina, gerados de padrões únicos a cada uma delas, mantêm os mesmos traços “humanos” comuns. E, isto é lógico porque todos os geradores de produtos de cultura imitavam a si mesmos! Logo; o produto cultural fala da cultura onde ele próprio é gerado, mas sabemos que a cultura É o fruto dos atos do “homem”. Assim, levando o silogismo expresso um passo avante, teriamos que: o “homem” é, ele mesmo, um produto cultural. E, se isto é verdadeiro, toda produção cultural não passa, então, de reflexos da imagem do “homem” que a criou e, cada uma conta sua história. Dentro da cultura onde foi criada.
Postar um comentário